Depois de Gael se despedir do tio ele vai até à casa de sua mãe e encontra o seu irmão almoçando com ela.
— Oi meu filho, porque não avisou que viria, te esperaríamos para almoçar.
— A senhora sim, mas esse aí, eu duvido muito.
— Ainda bem que você sabe, já que não tenho todo tempo do mundo para estar a sua disposição.
— Você foi visitar o seu tio?
— Vim de lá agora...
— Tio Germano é muito resistente, já passou por três cirurgias cardíacas e continua firme e forte com quase 70 anos — Benicio fala com um sorriso.
— E acredite irmãozinho, ainda não será dessa vez que poderá por as mãos nos bens dele.
— Dele eu só quero as ações, abro mão de todo o resto. — Benicio responde sem se preocupar em esconder o que realmente interessa para ele.
— Você sabia? Senhor Fernando não é mais o presidente da empresa e sim a sua neta, Bella Martins.
— A bonequinha de porcelana você quer dizer, pois saiba que essa será a minha primeira providência, provar que ela não serve para o cargo. — As palavras do irmão faz Gael cruzar os braços e o olhar com um riso de lado.
— Claro, com você como acionista, não haverá indicação melhor — Gael responde debochado.
— Qualquer um sabe que é essa é a mais pura verdade, afinal todos conhecem as Indústrias Fagundes, de como eu a comprei e de como a deixei. — Benicio responde confiante.
– Por mais que tenha feito progresso, não tente comparar as Indústrias Fagundes com a empresa de Logística Albuquerque, é um fusca competindo com uma Ferrari.
— Conheço o meu potencial...
— Esquece, as ações são minhas.
— O que!?
— Gael, meu filho, você aceitou? — Rosangela pergunta empolgada.
— Você não entende nada do mundo dos negócios, sempre disse gostar dessa vidinha de professor, então porquê aceitou as ações? Não seria melhor convencer tio Germano a transferir elas para mim? — Benicio questiona deixando os talheres de lado.
— Eu sugeri, mas acho que ele estava com medo de você infernizar a vida da "bonequinha de porcelana". — Gael responde rindo ao ver o desagrado do irmão mais velho. Enquanto responde, se serve para poder almoçar — Ainda não sei como vai ser, mas quem sabe eu aprenda alguma coisa de negócios com a bonequinha, afinal "O que sabemos é uma gota; o que ignoramos é um oceano" (Isaac Newton) — Gael continua rindo e Benicio apenas o olha com raiva.
Benicio mesmo frustrado por não ter ficado com as ações, não brigaria com o seu irmão por causa delas, por mais que ele as quisesse, não iria contra a vontade do tio, pois sabe o quanto ele foi importante na vida deles, principalmente para o crescimento das Indústrias Fagundes, quando injetou dinheiro para que ele pudesse chegar onde estava. Ele não pararia ali, acreditava ser capaz de se tornar ainda maior entre as indústrias concorrentes.
Gabriel, pai de Benicio e Gael, era o irmão mais velho de Germano e vendeu as propriedades que tinha para ajudar o irmão a comprar as ações da Logística Albuquerque, isso foi há mais de trinta anos, na época Benicio e Gael nem eram nascidos. O investimento lhe rendeu muito mais propriedades do que tinha e quando ele faleceu deixou os filhos em boas condições financeiras, e não demorou para Benicio comprar uma empresa falida e a por de volta ao mercado com um novo nome, Industria Fagundes.
Quando Benicio vai embora, Gael resolve ligar para o advogado do seu tio Germano, talvez esteja tomando uma decisão precipitada, mas faria o que achava ser o certo por consideração ao seu tio, ainda que ele mesmo não assumisse as ações. Essa questão ele resolveria depois de se apresentar como o novo acionista, pensa ao ouvir o advogado atender a chamada.
Enquanto isso, Bella saia de um restaurante próximo à empresa onde tinha ido almoçar com o tio Felipe. Ela segue até o hospital na companhia de seu motorista e segurança Apolo, uma coisa que Aaron não abria mão era da segurança dos filhos, eles nunca andavam sozinhos.
Bella vai mexendo no celular, aproveita o trajeto para responder algumas mensagens pessoais como a do seu namorado Arthur, que como ela sempre estava ocupado com os negócios.
Bella cresceu uma linda jovem, ela se parecia com a mãe, e todos diziam que os seus olhos azuis eram parecidos com o do pai Aaron. Os seus cabelos castanhos eram até o meio das costas e os seus olhos pareciam ter se tornado ainda mais azuis depois de adulta, talvez pela maquiagem que ela gostava de usar para realça-los. Não havia crescido muito, era um pouco mais alta que Marina, mas os saltos que ela gostava de usar a deixava com uma postura esguia e elegante.
Quando Bella chega ao hospital encontra Germano de olhos fechados, mas ele não estava tão abatido quanto ela pensou, ao fechar a porta abre um sorriso ao vê-lo abrindo os olhos.
— Oi Sr. Germano, como o senhor está?
— Oi minha filha, que surpresa agradável. — Germano sorri sem conseguir evitar tossir.
— Vim saber como o senhor está, vovô Fernando está em viagem, mas virá te visitar assim que chegar.
— Espero que eu não esteja mais aqui nesse quarto de hospital quando ele vier — Responde rindo ainda.
— O senhor está melhor?
— Estão querendo abrir o meu peito novamente, mas não vou deixar, quero aproveitar o tempo que ainda me resta.
— Mas...
— Não existe mas, não quero correr o risco de fechar os olhos pela última vez dentro de um centro cirúrgico — Bella sente um aperto no peito, pois talvez ele tivesse razão — Quero viajar para um lugar que ainda não conheço e se lá eu partir, acredite, partirei feliz.
— Não diga uma coisa dessa...
— Não fique preocupada, não me sinto triste com as minhas condições, eu soube aproveitar o que a vida me ofereceu. Acredite, fui muito feliz nessa vida e quero continuar sendo até a hora de me despedir dela.
— Se é assim, continue aproveitando com a mesma alegria, sei que ainda poderá usufruir muito dessa vida. — Bella lhe sorri.
— Bella, Bella... — Ele lhe sorri com carinho — ... você é uma boa menina, sempre com esse otimismo e por você ser assim eu preciso te pedir um favor.
— Diga-me, em que eu posso ajudar.
— Você enfim irá conhecer o meu sobrinho Gael, ele enfim aceitou assumir as minhas ações.
— Fico muito feliz, sei o quanto o senhor gosta dele, pelo que fala e como fala dele.
— Gael é um bom homem, mas irá precisar de sua ajuda, pois disse que continuará a fazer o que gosta, dar aulas, ele é professor de física e garante ser feliz com a profissão que escolheu.
— Não se preocupe, estaremos lá para ajudá-lo no que for preciso. Sr. Germano, obrigada por sempre ter me apoiado.
— Você nasceu para estar a frente, posso dizer que a convivência te tornou como o seu avô Fernando, tem o mesmo talento para os negócios, o mesmo pulso firme e determinação. — Ela sorri agradecida pelo o elogio
— Sentiremos a sua falta na empresa, espero que eu possa me dar bem com o seu sobrinho.
— Com certeza irão se dar, só não dê a ele o meu cargo na empresa, não creio que seja o objetivo dele se tornar um diretor comercial. — Eles riem e Bella afaga as mãos daquele que sempre a incentivou na empresa, a apoiando em suas decisões.
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Queridos leitores, gostaria de explicar o motivo de não colocar fotos dos personagens principais, sempre alguém me pede mas, costumo dizer que gosto é complicado, principalmente quando se trata de adultos. Poderão ficar desapontados caso eu escolha uma imagem que não condiz com o gosto de vocês, por isso, prefiro deixar com a imaginação de cada um. Quando eu os descrever tente os ver na mente, deixem a imaginação fluir 🥰
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Atualizado até capítulo 68
Comments
Maria Clarete Bueno
É bom usar a imaginação.
2025-02-20
0
Elisangela Libano
😕😕😕
2025-02-06
0
Rosa Gontijo
nossa tanto ator bonito PF autora
2024-12-29
1