9.

"Estou viciado na maneira como você monta quando está gritando.

Tentando tocar sua alma quando estou toda nela,

Você pode me sentir? "

Dream - Chris Brown

Depois de me arrumar vou para a sala de jantar, tinha me acostumado a comer sozinha nesses três dias que ficaram longe e me sinto estranha ao me sentar na mesa junto com eles. Como da última vez os pratos se encontram vazios, e assim que me sento os dois começam a se servir, Lucca coloca uma quantidade absurda de comida, Ryder não fica para trás e começa a comer sem me olhar uma única vez.

Coloco um pedaço grande de salmão e começo a comer em silêncio, sinto os olhos de Ryder em mim e o encaro.

- Você não come carne vermelha? - Lucca continua mastigando como se nossa interação não o afetasse. Nego com a cabeça, ele assente e volta a comer.

Quando todos nós terminamos de comer, cada um seguiu seu caminho, antes que eu saísse da sala Lucca se despediu beijando meu rosto enquanto tentava me irritar falando sobre o banho forçado de mais cedo, Ryder observou com o rosto impaciente, mas sem participar de nada.

São 3:45 da manhã quando decido parar de rolar na cama, dificilmente tenho insônia, mas quando tenho fico sem dormir a noite toda e no dia seguinte fico o tempo inteiro bocejando. Me levanto da cama e coloco um roupão para ir até a biblioteca, já que não iria dormir, pelo menos termino meu livro. A biblioteca está acesa quando entro e logo vejo Ryder sentado na poltrona lendo concentrado, suspiro só vê-lo vestindo apenas uma calça de moletom cinza.

- Sem sono? - Ele pergunta sem tirar os olhos do livro, como se sentisse minha presença ali.

- Na verdade sim, vim pegar o livro que estava lendo - Ando até a mesa e pego o livro nas mãos e me viro para ele que já está me observando. - E você, não dorme?

- Durmo bem pouco. - Ele encara os livros que estou segurando. - Você não parece o tipo de garota que lê romances.

- Não sou, mas preciso admitir que esse aqui me perdeu como nenhum outro. Você também não parece gostar, e tem vários em casa… - Me sento na cadeira à frente dele.

- Tem razão, não gosto, embora Jane Austen seja genial para mim. Porém, uma biblioteca não seria uma biblioteca se não tivesse um pouco de tudo. - Ele olha as prateleiras em volta. Assinto.

Ficamos alguns segundos nos encarando, até que Ryder volta a atenção ao seu livro, já que estou aqui, vou tentar obter algumas respostas.

- Ryder, podemos conversar? - Ele confirma com a cabeça e seu olhar se concentra em mim, fica difícil respirar com um homem seminu me encarando de forma tão intensa e sombria. - Quanto tempo ainda vou precisar ficar? Quais são seus planos se meu pai não vier atrás de mim?

- Você é filha dele, não diga besteira, é claro que ele vem. - Penso naquilo, acho que ele já teria vindo, já se passaram quatro dias e nem sinal dele, nem da polícia.

- Se meu pai tem algo que vocês querem? Porque não foram pegar pessoalmente? Não seria mais fácil para vocês?

- Seu pai tem homens fortes, bons homens. E também não podemos fazer nada com seu pai, ele tem que nos entregar por livre e espontânea vontade, ou pressão. - Ele ergue as sobrancelhas e seu lábio repuxa do lado como um início de sorriso, é a expressão mais leve que já vi nele. Ele disse que não podem fazer mal ao meu pai, isso me gera dúvidas mas também um grande alívio.

- Você é feliz? Trabalhando com isso? - Ele me encara com o mesmo olhar intenso, franze a testa como se essa pergunta nunca fora lhe feita antes.

- Na maior parte do tempo sim, gosto das minhas responsabilidades, gosto do meu autocontrole, nada tira meu controle e me orgulho muito disso, por isso subi de cargo tão rápido.. - Ele fecha o livro e encosta às costas na cadeira ficando mais à vontade na cadeira.

- Me dê um exemplo. Um exemplo desse auto controle. - Seus olhos descem pelo meu corpo, e fico rígida na cadeira, seu rosto mantém a máscara de desdém mas dentro de mim sinto que ele demonstra bem menos do que realmente sente.

- Te colocar na cama ontem enquanto vestia aquela camisola preta. - Sua voz sai rouca, seus olhos queimam enquanto me encara, abro a boca e fecho rapidamente tentando me recuperar do que acabei de ouvir. Sinto meus seios ficarem rígidos debaixo do fino pano que estou vestido, percebo quando os seus olhos descem e fecho com força a parte de cima do roupão, não deixando nenhuma pele amostra. Ele sorri.

-Vou levar meu livro para a cama, boa noite Ryder. - Me levanto, ele continua me olhando com aquele olhar.

-Bons sonhos. - Ele abre seu livro e volta a me ignorar. Saio às pressas da biblioteca, me pergunto se ele me vê a noite, meus pesadelos e as noites mal dormidas, sinto algo pesar no meu estômago quando minha mente recita novamente o que ele falou sobre minha camisola, meu rosto fica quente assim como todo meu corpo. Subo as escadas correndo e entro para meu quarto.

Retiro o roupão e me pergunto se lá da biblioteca ele está me vendo, no seu celular talvez?! Jogo meu cabelo pelos ombros e caminho mais lenta que o normal para a cama, me deito colocando o edredom entre as pernas, jogando uma por cima da coberta deixando uma longa camada de pele exposta até abaixo da bunda, e por algum motivo, torço para que ele esteja vendo.

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Comments

juliana carmo

juliana carmo

❤️❤️❤️❤️👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻💯🔥🔥🔥🔥🥰

2024-02-03

3

lucinalda

lucinalda

amando essa história

2023-08-31

3

Jane Cleide

Jane Cleide

pelo jeito as coisas com esses dois vão ser quentes kkkkk!!!!!

2023-08-31

0

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