Quando a mulher avistou a cena, soltou um grito tão alto que dava para ouvir há muitos metros de distância. Leonard se assustou diante a ação, ao afastar o braço para se levantar, Christian colocou sua mão por cima do braço dando a entender para não se movimentar. O jovem ficou confuso.
— Seus pai não deu educação para você?
— Christian falou olhando para a mulher.
— VOCÊ É GAY? — perguntou ela. A expressão em seu rosto era de raiva e frustração.
— Não é da sua conta saber se sou ou não.
— Como assim, não é da minha conta? Ficamos por anos. Você não tem consideração nenhuma?
— Por que está agindo dessa forma? Aliás, por que está aqui?
Leonard sentiu desconfortável diante aquela discussão, no entanto, só conseguiria ficar calado enquanto escutava tudo.
— Vim pedir desculpas pelo acontecimento anterior. — ela se referiu ao tapa.
— Eu falei que está tudo acabado. Bateu no meu rosto na frente dos meus funcionários. Desde o início, foi apenas um acordo que fizemos por causa da mídia e também para salvar a empresa de seu pai. Você sabia muito bem disso, mas aproveitou disso para usar por seu próprio bem. Acha que eu não sabia das diversas transferências de dinheiro?
A mulher ficou sem reação.
— Também, não acha que percebi quando mentia para mim? Você sempre agiu como se tivesse poder sobre mim. Mesmo sabendo disso, dei espaço porque estava esperando o momento certo para desmascarar sua verdadeira face. Tenho muitas provas para usar contra você.
Ela começou a chorar e seus movimentos mostravam desespero.
— Christian, eu lhe peço. Não faça isso!
— Por que não? Você é o tipo de pessoa que aproveita oportunidades para atender a suas necessidades, apenas isso. Não é? — Christian deu um sorriso. — Sei que seu choro não passa de uma encenação! Veio até a Itália para pedir desculpa ou para dinheiro, senhorita. Sophia, diretora de publicidade da empresa Publis que está prestes a cair e ter o diretor executivo preso, ou melhor, seu pai. Guarde as suas lágrimas para depois quando estiver em frente ao público. Talvez a mídia possa sentir dó de você.
— Você não tem coração? Tenho certeza se fazer isso irá se arrepender.
Christian deu um suspiro.
— Saía daqui. Não quero vê-la novamente! Caso não sair agora, chamarei meus seguranças.
A mulher limpou as lágrimas e saiu do quarto.
— Sr.Christian, pode me soltar por favor.
O homem tirou os braços do jovem. Leonard levantou e pela segunda vez conseguiu colocar Christian na cadeira de rodas.
— Sr.Christian, gostaria de conversar sobre o que acabou de acontecer. Por que não quis que levantasse quando aquela mulher chegou? Vi que colocou a mão no meu braço. Você estava com medo? Sei que não tenho nada haver com isso, mas se precisar de ajuda ou conversar pode dizer.
— Está tudo bem, não estava com medo ou algo do tipo. Agir sem pensar. Pode ficar despreocupado, não farei nada para lhe trazer aspectos ruins.
As palavras não convenceu Leonard, no entanto decidiu deixar de lado. Movimentou a cadeira de rodas para fora do quarto.
— Sr.Christian, tem muitos repórteres ao redor da casa. Tenho a permissão para tirá-los?
— falou o segurança chefe.
— Tem sim. Tire todos! — ordenou.
Enquanto ele conversava com os funcionários, o jovem aproveitou para realizar as tarefas que foram solicitadas. Fez a solicitação de novos equipamentos. Alguns demoraria para chegar devido ao prazo.
— Sr.Leonard, você vem comigo para a reunião.
— Mas, senhor não tenho roupas.
— Você pode usar o quarto do andar de baixo, deixarei a sua roupa.
— Ok! — Leonard se retirou do lugar e foi em direção seguindo comando dito.
Ao encontrar o quarto, logo entrou, fechou a porta e deu um suspiro de alívio. Encostou as costas na porta e fechou os olhos por alguns segundos.
— Finalmente sair de lá! Nunca estive trabalhando em um lugar tão louco como esse. — pensou. Leonard sentiu arrependimento por ter aceitado esse trabalho.
Sentiu o coração acelerar rapidamente. Passou as mãos pelos bolsos procurando o remédio. Ao encontrar, alguns comprimidos estavam quebrados. Colocou todos de uma vez na boca. Aos poucos, o coração normalizou. O jovem entrou no banheiro do quarto, virou para o espelho circular. Olhou para o ferimento na cabeça. Era pequeno. No entanto, como tinha pele clara demoraria muito para cicatrizar.
— Foi tudo por sua causa, Alex!
— resmungou.
Ao entrar na banheira, sentiu algumas partes do corpo latejar ao entrar em contato com a água. Em alguns lugares, tinha pequenos cortes. Juntou uma pequena quantidade de água e sabão em suas mãos e jogou pelo corpo. Ajudaria limpar a sujeira e resíduos. Esfregou nos lugares que não estavam sensíveis. Lavou o cabelo com os produtos encontrados. Finalizou o banho e enrolou a tolha na cintura. Ao dar alguns passos para frente, encontrou um pequeno armário com diversos produtos, como perfumes e cremes. Não conhecia nenhuma marca. Escolheu alguns produtos com base em seus conhecimentos de cosméticos. Decidiu deixar o cabelo totalmente para atrás. Lavou os óculos, pois estavam bastante sujo. Voltou para o quarto, a roupa estava sobre a cama. Parecia com o anterior, a única diferença foi o tom claro cinza e por ser mais luxuoso. Depois que vestiu, ouviu 3 batidas na porta. Era um funcionário.
— O Sr.Christian está chamando. Ele está no quarto.
Leonard saiu do quarto e fui a caminho. Quando chegou, bateu na porta.
— Entre! — falou Christian.
O jovem entrou no quarto dele.
— Deseja algo, senhor?
— Sim, tenho algo para dizer. Algumas pessoas que estarão presentes na reunião podem está envolvidas no caso. Quero que fique atento, pois irei lhe apresentar como meu secretário. Assim será melhor, pois funcionários externos não podem entrar.
Leonard o olhou confuso.
— Não seria melhor chamar as autoridades?
— Se fosse assim, já teria chamado.
— Tão rude! — pensou o jovem.
— Não estou entendendo, senhor. Poderia explicar melhor?
— Lembra quando disse que esse trabalho estaria sujeito a muitos fatores? Essa reunião de emergência foi feita para promover um dos gerentes para co-diretor dentro de um dos setores da empresa. Acredito que o acidente no avião pode ter relação com isso. Eu vi seu histórico de trabalhos, preciso dos seus olhos e habilidades. Ainda mais, concordou em trabalhar para mim. Não me diga que andará para atrás.
Leonard ficou um tempo em silêncio, várias questões passavam na mente.
— Esse trabalho vai ser mais difícil do que imaginava. — pensou.
— Tudo bem, mas saiba que não faço qualquer tipo de trabalho inapropriado. Tudo será dentro da lei, certo?
— Sim, desde a primeira vez que conversamos percebi que você age corretamente.
— Por mim, tudo bem.
— Por razões de segurança, vamos mudar sua identificação. Seu nome será Ki Eun. Seja raso nas respostas sem muitas explicações, ao mesmo tempo firme. Do tipo, respostas curtas e diretas.
Leonard balançou a cabeça concordando. O homem levantou da cadeira e caminhou em sua direção.
— Sr.Christian, não é perigoso sair da cadeira de rodas?
— Não, consigo me recuperar rapidamente.
O homem ajustou a gravata de Leonard deixando o rosto de ambos ficarem próximos. Leonard e o homem tinha alturas semelhantes. O jovem conseguia sentir cada respiração do homem que batia em seu pescoço.
— Sr.Christian, gostaria de saber se teria alguma coisa que não posso fazer ou restrição?
— perguntou com o objetivo de saber se o fato de Christian não gostar que pessoas o toquem era verdadeiro.
— Quebrar as regras. — ele afastou e saiu do quarto.
A sua tentativa foi falha, possivelmente algum dia poderia confirmar o fato. Quando chegou na reunião, havia uma imensa mesa com várias pessoas reunidas.
— Seja bem-vindo, Sr.Christian! Faz muito tempo que não o vejo. — falou um homem que usava um terno preto bastante bonito.
— Obrigado, Sr.Walter! Verdade, faz muito tempo. Você vive em viagens e faltando as reuniões. Mas que bom que deu oportunidade para essa reunião. — ao Christian falar, o homem ficou sem reação.
Leonard ficou um tanto surpreso na maneira que retratou ao outro homem.
— Pelo jeito, você não mudou nada. Quem é esse ao seu lado? Ele é tão bonito.
— referiu a Leonard.
— Meu secretário
— Você tem secretário? — falou o homem com um sorriso.
— Sim. Por que está sorrindo? É felicidade por eu ter um secretário e você não?
— Christian sorriu.
— A chefe permitiu isso? — perguntou o homem.
— Tenho total poder para fazer algo assim. E também não é da sua conta.
Christian se sentou e em seguida Leonard fez o mesmo. Em torno do ambiente poderia sentir uma sensação pesada. Era como uma guerra entre inimigos.
— Vocês só brigam. Deixe o novo rapaz se apresentar. Qual é o seu nome jovem?
— falou um homem que aparentava ter mais de 50 anos.
— Meu nome é Ki Eun! — falou Leonard dando um sorriso.
— Você é asiático? Que maravilha! É uma honra tê-lo conosco. Então, é secretário do Christian? Isso é incrível! Eu nunca adivinharia. Você parece ser tão jovem. Parabéns!
— Sim, eu sou coreano. Obrigado, senhor!
Uma mulher com salto, cabelo curto preto, saia branca cobrindo até os joelhos e blazer branco entrou na sala. Seu caminhar era de uma pessoa confiante e elegante. Ela sentou na cadeira separada das outras.
— Desculpe pela demora. Podemos começar?
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Atualizado até capítulo 125
Comments
🌟OüTıß🌟
krl,tá tão na cara assim??
2024-08-10
1
Tania Maria Rufino
Briga de titãs.
2024-08-07
1
Cristiane Do Carmo
parece coisa de organização mafiosa ui
2024-07-24
1