Leonard finalizou indo para a casa e descansar do dia cansativo. Nunca passou por situações tão cansativas e estressante. No dia seguinte, o jovem se encontrava dormindo de maneira bruta, os seus braços e pernas estavam tão abertos quanto o próprio mar. Virou o rosto ao sentir a língua molhada do pequeno Snow passar por sua face. Era um cachorro da raça Akbash, sua cor branca foi a origem do nome. Leonard foi obrigado a abrir as suas pálpebras e moveu as suas mãos para acariciar o animal.
— Snow, por que me acordou tão cedo? Você está gigante, quando foi que cresceu tanto assim? — Snow balançou o rabinho.
Sentou na cama, em seguida colocou os seus pés no chão frio fazendo arrepiar o corpo por inteiro fazendo colocar os chinelos rapidamente. Leonard estava tão cansado que até esqueceu de retirar os óculos antes de dormir. Caminhou até o banheiro para tomar banho e despertar o sono.
Retirou as suas roupas, ligou a ducha e deixou a cair as gotas de água quente. Aproveitava aquele líquido escorregar por sua pele clara. Ficou naquele momento longos minutos. Depois do banho finalizado, secou o corpo com a toalha e cobriu a parte inferior, em seguida se locomeu para o quarto. Quando abriu a primeira gaveta para pegar uma camiseta, avistou o celular com 27 chamadas desconhecidas perdidas.
— Quem será essa pessoa desesperada?
— pensou. Ligou de volta para o contato, deixou no viva voz e em cima da cama enquanto vestia as suas roupas. Quando a ligação foi atendida escutou uma voz grossa.
— É o cara de ontem? — disse o homem do hospital, diferente de ontem a sua voz estava mudada.
— Oh! você é o Senhor de terninho que bateu no meu carro? — Leonard perguntou.
— Senhor de terninho? Olha aqui o seu caipira, não dei permissão para falar assim comigo. Devolva o meu carro, irei dar o endereço.
— Okay! — respondeu de forma curta. Esse homem era muito mal-educado e ignorante.
— Não esqueça de pagar pelo prejuízo de 800 reais. — após Leonard dizer, o homem desligou a chamada.
— Mal-educado! — resmungou.
Recebeu a mensagem com o endereço e logo ficou surpreso. Era uma empresa bastante famosa que ficava no centro, não tinha muito conhecimento dela, mas sabia que era bastante popular por ver em alguns lugares. Olhou para o relógio, se batia às 08hrs30min. Leonard suspirou e finalizou a sua higiene matinal. Desceu as escadas, a casa estava vazia, pois seus avós deveriam está no hospital devido aos exames da avó. Não estava com fome, sendo assim não tomaria café da manhã.
Combinou com o seu amigo de entregar o carro na sua casa e pagaria com o dinheiro assim que entregasse. Enquanto o aguardava, brincava com Snow para passar o tempo. O brinquedo em formato urso era seu favorito, Snow mordia sem parar.
— Você gosta disso? — perguntou se referindo ao brinquedo. Snow apenas o olhou e continuou brincando. — Você ainda não comeu, né?
— Leonard despejou um pouco de ração na sua vasilha de plástico e trocou a água velha colocando uma fresca.
O amigo tinha chegado com o carro luxuoso e desceu do automóvel. Leonard aproximou do homem e cumprimentou.
— Henry, como está? — falou sorrindo.
— Eu estou bem e você? Quanto ao carro, não danificou muito apenas precisou de pequenos ajustes. Carros assim, não danificam com tanta facilidade. Entretanto, algumas peças foram difíceis de encontrar e como se trata de um modelo avançado, os preços são elevados. Foi a primeira vez que mexi em um carro como esse. O dono desse automóvel com certeza tem muito dinheiro na conta. Ele é empresário?
— Logo que vi, percebi o quanto esse carro é caro e luxuoso. Além disso, nunca vi um assim na vida. Parece ser empresário, ele pediu para fazer a entrega do carro numa empresa. Olha aqui o endereço.
— mostrou pelo celular o endereço que aquele homem tinha enviado.
— Manphora, é uma empresa de cosméticos. A minha esposa usa bastante os seus produtos, ela gosta bastante! Você não conhece? É bastante famosa. Já vi muitas vezes as propagandas dela na TV.
— Já vi em alguns lugares, mas nunca tive interesse em saber sobre ela. Obrigado pelo conserto e lhe darei o dinheiro. Quanto ficou no total?
— Dois mil reais. — ao ouvir o preço, Leonard engoliu seco. — Eu espero mesmo que aquele cachaceiro entregue o dinheiro.
Despediu do amigo e entrou no automóvel. O banco em formato de concha possuindo a parte lateral mais baixa de couro trazia uma sensação confortável e macia. O volante também tinha as mesmas sensações. Leonard deu partida e seguiu o caminho informado. Não demorou muito para perceber o quanto o carro era chamativo, parecia ser uma celebridade. A grande diferença entre dirigir uma caminhonete de ferro-velho e uma Lamborghini era gritante em todos os sentidos. Além disso, a experiência era única. É claro que Leonard aproveitou bastante a oportunidade.
Depois de algum tempo, chegou ao local destinado. Estacionou no estacionamento e observou a empresa. Era gigante. Talvez caberia dois campos de futebol. Leonard ligou para o homem. — Deixei o seu carro no estacionamento em frente a empresa. — avisou.
— Estou indo, me espere. — disse o homem.
A forma que ele fala é tão estranha, parece que sou um motorista particular.
— pensou.
— Certo, estou esperando você. — Leonard desligou a ligação.
Saiu do automóvel e ficou a aguardar o homem chegar enquanto observava o estabelecimento na sua frente. Por mais que conhecia Chicago muito bem, nunca esteve nesse lugar. Após passar longos minutos, o "Senhor de terninho" apareceu. Diferente daquele dia, usava um terno azul-marinho deixando ainda mais atraente, a vestimenta destacava as suas curvas. O óculos escuro, o corte de cabelo e o sapato social serviu como complemento deixando ainda mais estiloso. Parecia igual os donos de empresas dos filmes. A cada passo que aquele homem dava, Leonard se sentia atraído.
— Que bom que trouxe! Me entregue a chave.
— falou o homem enquanto olhava o carro conferindo se não tinha nada de errado.
Leonard nem prestou atenção no que estava a dizer, apenas no físico definido.
— Você ouviu o que eu disse?
Leonard voltou a realidade e olhou para o rosto dele. — Faça a entrega do dinheiro primeiro.
— Leonard cruzou os braços.
— Pareço alguém que engana? — olhou para Leonard com um olhar feroz.
— Não sei dizer. — aproximou do homem ficando próximo ao seu corpo. — Não dar para identificar um enganador apenas pelo visual.
— encarou diante daqueles óculos escuro que cobria os olhos dele.
— Tudo bem, então. Siga-me, vamos falar sobre isso dentro de um lugar adequado.
— o homem começou a andar e Leonard apenas seguiu os seus passos que dava num escritório muito bonito.
O ambiente formado pelas cores preto e branco trazia sensações aconchegantes. A grande janela de vidro dava para ter uma ótima vista da cidade, os quadros espalhados ao redor com arte abstrata combinava com o ambiente em si.
— Sente-se! — disse o homem. Leonard sentou na cadeira giratória. Uma moça entrou logo em seguida, o seu salto alto preto com a vestimenta deu a perceber que seria sua secretária, ela segurava uma xícara de café que foi colocava sobre a mesa.
— O seu café está pronto, Senhor! — disse ela com um sorriso no rosto.
— Gostaria de tomar algo? — disse o homem para Leonard.
— Não, obrigado! — falou de forma simpática.
A moça se retirou do escritório e Leonard voltou o olhar para ele.
— Qual é o valor? — se referiu ao prejuízo do carro.
— Dois mil reais.
— Irei transferir para a sua conta.
— Leonard se surpreendeu com as palavras dele, pensou que iria questionar o valor.
— Eu não lembro muito bem o que aconteceu naquele dia. Tudo foi tão rápido!
— Na verdade, teve essa sensação porque estava bêbado, não? Precisa de mais cuidado ao dirigir. Teve sorte que tinha alguém próximo. Aquela estrada é distante da cidade e difícil acesso, demoraria para alguma ambulância chegar. Acidentes que acontecem naquele lugar poucos conseguem sobreviver.
Diversos acidentes aconteciam naquela estrada, principalmente em temporais de chuva. Um recente caso foi do casal que morreram com os seus dois filhos. A estrada estava escorregadia, durante o percurso perdeu o controle e o carro foi direcionado para fora tombando diversas vezes.
— Você não vai dizer para a mídia sobre isso, né?
— Eu nem o conheço, mas poderia dizer que tipo de pessoa é. — o encarou.— Não sou o tipo de pessoa que perde o tempo nas redes sociais. Parece que se importa, é uma celebridade? — perguntou.
— A mídia é muito importante para mim, já que trabalho com isso.
— Sendo assim, como reagiria se eles soubessem que dirige bêbado? — deu um sorriso.
— Não faria isso. Por isso chamei você aqui, o que posso fazer para não dizer isso? Dinheiro?
— Eu não vou dizer porque não ligo para isso. Apenas pague pelo prejuízo de 2 mil reais.
— Tudo bem, me passe a sua conta e irei depositar o dinheiro.
Depois que o dinheiro foi depositado, Leonard levantou da cadeira.
— O cara que arrumou o seu carro, é meu amigo. Aqui está o contato dele, caso queira saber de algo e aqui está a chave do carro. — deixou sobre a mesa um papel escrito o número para contato e a chave.
— Qual é o seu nome? — perguntou o homem.
— Por que? — caminhou em direção a porta.
— Apenas uma pergunta.
Leonard pensou num nome aleatório.
— Meu nome é Bernardo. — saiu andando.
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Atualizado até capítulo 125
Comments
Jucilene De Fatima
se o cara bateu na camionete ele não tinha que pagar o concerto
2024-12-18
1
Margarete Dutra
Será porque Leonardo não deu o seu nome verdadeiro 🤔🤔🤔🤔
2024-11-13
1
Joelma de Lima Medeiros
estou curiosa
não tem fotos ?
2024-09-12
1