Ninguém cede as fraquezas da carne sem querer, ninguém trai sem querer, a confiança é uma via de duas mãos no relacionamento.
Daniel, mesmo amando Helena, diante da primeira tentação que se jogou pra ele, foi cedendo espaço, primeiro contratando Janete, depois aceitando as investidas dela , que não eram nada sutis, e estavam ali, em pouco mais de 24 horas, os dois entregues a um beijo.
— Janete... Não! Eu não posso! Eu sou casado! Minha esposa está esperando um filho meu... Isso não está certo! Dizia Daniel..
Janete aposta em todo o seu poder de sedução, o fato de os dois terem tido um romance no passado, a deixa em vantagem de conhecer todos os seus atalhos, para conseguir o que quer daquele homem.
— Por favor Daniel... Eu sei que você deseja isso tanto quanto eu... Ontem quando fui pedir emprego a você, eu notei que você não tirou os olhos do meu decote, e a julgar pela sua respiração ofegante, e pelo que estou sentindo em você.... Sei que você deve estar louco para me levar para a cama, você é casado? Tudo bem, eu não sou ciumenta, eu aceito dividir você com ela, anda, me leva daqui, me faz sua... Diz ela falando ao ouvido de Daniel , que perde o controle, e a puxa para o carro.
— Vamos para minha casa, ela fica aqui perto, assim você não se expõe desse jeito. Diz Janete.
A casa dela fica a duas quadras dali, Fazia praticamente 1 mês, que Helena ao sentir os primeiros sintomas da gravidez, tinha começado a sentir diversas coisas como gastura, tontura, cólicas, foi isso que levou ela a fazer exames, e assim descobrir a gestação, estavam este tempo sem fazer sexo.
Por um momento, Daniel parece esquecer de todo o mundo, esquecer de sua esposa, de seu filho que está a caminho... Eles já entram na casa de Janete aos beijos, eles já caem no sofá da sala tirando a roupa, e consulmando o ato ali mesmo.
O celular de Daniel, que havia ficado dentro do carro havia começado a tocar, era Helena, preocupada com o marido, para saber se ele já havia almoçado, se estava cansado...
— Estranho, Daniel está sempre com o celular por perto... Por causa de possíveis emergências no hospital... Assim pensou Helena.
Mal sabia ela que seu marido estava nesse momento entregue completamente aos desejos e impulsos da carne nesse momento.
Daniel dá vazão a toda a vontade acumulada do período em que estava sem relações com sua esposa, e como uma mulher bem experiente, Janete percebe isso, percebe a fome sexual que Daniel estava, era anormal para um homem casado, ainda mais com uma mulher bela como Helena.
Após saciado a vontade, Daniel senta na cama, e bate uma grande ressaca moral, um arrependimento insano de fazer tudo aquilo que ele fez, ainda mais com alguém que ele acabou de contratar.
— Nossa Daniel, você estava insaciável... Nunca pensei que você estivesse assim tão aprimorado na arte de satisfazer sua esposa, nossa! Helena tem muita sorte.... Diz Janete.
Daniel se levanta da cama, e sem dizer uma palavra começa a se vestir.
— Eu não deveria ter feito isso, foi um erro meu... Foi um erro da minha parte... Com que cara vou olhar para minha esposa agora? Diz Daniel.
— Daniel... Não precisa falar nada disso para ela, o que aconteceu aqui foi tão bom... Não precisa ficar assim meu querido... Diz Janete.
— Eu não queria ter feito isso, acho que foi um erro ter aceitado me aproximar de você mas não se preocupe, seu emprego eu manterei, contudo, afinal sei que vocẽ está precisando, mas, iremos trabalhar em dias diferentes, isso que ocorreu aqui, não pode mais vir a acontecer novamente, não mesmo... Diz Daniel.
Como uma boa fingida, Janete começa a chorar, dizendo que é sempre assim, os homens se aproveitam de mulheres como ela, vulneráveis, para satisfazer os seus desejos e depois se isentar de qualquer coisa, para assim aliviar seu sentimento de culpa.
— Você é uma mulher linda, incrivelmente atraente Janete, eu peço perdão, minha culpa, eu não me isento de nada, por favor não fique assim, só peço por favor, que nunca fale a ninguém tudo que aconteceu aqui hoje... Diz Daniel partindo da casa de Janete.
Após observar pela janela ainda nua, só de toalha, que Daniel havia partido, ela enxuga as lágrimas, e cai na gargalhada.
— Esse dia... Vai comer na minha mão, a mulher deve deixar ele passar vontade, nossa.... Vai ser mais fácil do que eu imaginava, agora tenho que fazer a pobre vítima, tenho certeza... Agora que ele sabe onde me encontrar, em breve ele chegará aqui novamente... Conclui Janete.
Enquanto isso, na fazenda Janete estava com o telefone na mão, quando Bárbara, sua cunhada senta-se perto dela.
— Preocupada com alguma coisa cunhada? Pergunta Bárbara.
— Eu liguei para Daniel faz 2 horas, ele não retornou a ligação, estou preocupada...
— Helena, a preocupação, vai fazer mau para você e o bebê... Você tem que estar "Zen"... além do mais... Não esqueça que seu marido é médico, pode estar ocupado com alguma emergência...
— Sabe Bárbara, você acredita em coisas sobrenaturais? Reencarnação, comunicação entre nós e o mundo espiritual? Pergunta Helena.
— Olha cunhada... Assim, acreditar, acreditar... Eu não acredito muito não, mas também, não desacredito, sei que existem muitas coisas das quais não somos capazes de compreender... Mas me diz Helena! Por que você perguntou isso? Fala Bárbara seu ponto de vista.
Helena conta para sua cunhada, sobre os sonhos que vem tendo desde que descobriu a gravidez, e como tem se impressionado com a realidade daquilo que tem sonhado.
Antes que pudessem falar mais sobre os sonhos que Helena vem tendo, o celular de Helena toca, era Daniel.
— Meu amor... Estava preocupada com você! Liguei e você não me atendeu... Diz Helena.
— Perdão meu amor, estava ocupado, fazendo umas coisas, às estou ligando para dizer a você que estou saindo de Teresina agora, devo chegar aí em Campo Maior, antes de 5 da tarde, já que você vai voltar apenas amanhã e sua mãe reclama tanto que não vou mais ai, estou a caminho! Diz Daniel deixando a esposa feliz pela notícia.
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Atualizado até capítulo 55
Comments
Vó Ném
Ela vai descobrir e será que continua com ele?
2025-03-23
0
Eliene Gândara
Que ordinário
2025-02-28
0
Eva Araújo
Agora não adianta a consciência pesada.
2024-06-10
1