***Alerta de gatilho: Se você possui sensibilidade a descrições de violência de assédio pule esse capítulo***
Benjamim: Moça? Que faz aqui?
Não dava para enxergar direito apesar da lanterna, mas ela parecia muito machucada. Ao me aproximar mais, percebo que estava sangrando, estava pálida e por isso coloco minha arma no coldre, a lanterna no bolso e a pego nos braços.
Caminho pelos fundos e entramos, a levo até uma sala onde tinha um banco a jovem moça quase desfalecida me olha como se sentisse aliviada por tê-la encontrado.
Corro até a sala de Olívia por sorte ainda não tinha ido embora e aviso sobre a moça que havia encontrado nos fundos do prédio.
Benjamim: Olívia, venha rápido, encontrei uma moça muito ferida nos fundos da delegacia.
Olívia: Como assim? Quem deixou ela lá?
Benjamim: Mas está sangrando e pelo jeito a bastante tempo.
Olívia acompanha Benjamim e os dois correm até onde ele teria deixado a jovem. Olívia fica pasma, no mesmo instante avisa que iria chamar uma ambulância, mas Samira geme baixo e leva a mão quase implorando que não o faça.
— Por favor, não faça isso, hospital não.
Vendo o pânico da jovem, que por seus olhos escorrem lágrimas, não havia outra alternativa que recorrer a alguém de confiança, nesse caso Paola, que atende prontamente seu chamado.
***Ligação ON
Olívia: Paola? Eu preciso que venha a delegacia urgente, é caso de vida ou morte.
Paola: Que aconteceu, Olívia?
Olívia: Por favor, Paola, aqui te explico.
Paola: Estou indo.
***Ligação OFF
Enquanto esperavam por Paola, tentam falar com ela para saber o motivo de estar ali começando em saber seu nome, Olívia com todo cuidado, oferece um pouco de água e pega uma caixa de primeiros socorros para limpar os ferimentos enquanto conversa.
Olívia: Moça qual o seu nome? O meu é Olívia, sou delegada e esse é Benjamim, ele é policial e meu irmão.
Samira sabia que não deveria falar seu nome verdadeiro ou teria que explicar sobre as drogas que engoliu, sobre Baltasar e sentia medo por não saber o que poderia acontecer com ela, por isso ela fala o nome falso.
— Mar-yam, meu nome é Maryam.
Olívia: Ótimo, Maryam, fique tranquila está segura conosco, está bem? Agora quem fez isso com você?
— Pe-ter.
Olívia: Ele é seu marido, Maryam?
Samira (Maryam) apenas sinaliza com a cabeça informando que não, logo Paola informa que estava entrando no prédio e Benjamim vai até lá para recebê-la e levá-la até onde estava Samira (Maryam).
Paola: Essa moça perdeu muito sangue, e preciso ver se tem fraturas, ela precisa ir para um hospital urgente.
Ao ver a reação de Samira (Maryam), eles percebem que havia algo de errado, por isso Paola a tranquiliza dizendo que ela mesmo iria atendê-la no hospital particular.
Paola: Como ela se chama?
Olívia: Maryam.
Paola: Maryam, fica tranquila o hospital é particular, eu mesma vou te atender, não precisa ficar com medo tudo bem? Confia em mim que vai dar tudo certo.
Olívia: Maryam, a Drª Paola é minha prima é de confiança e vamos estar com você.
Assim, Paola aciona uma ambulância que leva Samira (Maryam) para o hospital. Como Olivia ainda precisava resolver alguns documentos, Benjamim a acompanha. Samira (Maryam) lacrimejava e ao vê-la daquela forma ele a toca segurando em sua mão a jovem se assusta, mas em seguida segura firma a mão dele.
Longe dali o grupo de Dreak chega na pensão, na recepção estava Sasha, ela informa o quarto de Samira. No grupo, todos armados, correm subindo as escadas mas ao entrarem percebem que a moça não estava lá, Peter que acompanhava o grupo se irrita.
Peter: Cadê a moça velha? Que palhaçada é essa?
Sasha: Mas ela estava aqui. Não sei como ela saiu, estava muito machucada eu mesmo tentei limpar a ferida.
Enfurecido, Peter pega sua arma e coloca a senhora contra parede, a mesma fica em pânico gagueja ao tentar se explicar, mas ele não acredita então uma sessão de tortura teria início a partir daquele momento.
Peter: Peguem essa velha, vamos dar um trato nela, assim aprende a nunca mais tentar me fazer de otário.
Sasha: Não Peter, por favor, estou falando a verdade.
Dreak: Tem certeza que quer mesmo fazer isso? Olha para ela precisa de muita imaginação para ter tesão com isso.
Peter: Isso não é problema meu cara, manda seu cachorro fazer alguma coisa.
Dreak: Está certo, hei você, vai lá e traz uns quatro moradores de rua.
A mulher vendo o que iria acontecer entra em desespero tentando sair daquela condição, mas seria inútil com tantas armas apontadas para ela.
Dreak: Fica quietinha aí sua put@ velha, pensa bem vovó pelo menos vai tirar o atraso kkkkk
Os homens debocham da pobre senhora amarrada a cama que grita em total desespero até que os homens de Dreak entram com alguns moradores de rua que não pensam duas vezes ao cumprirem as ordens do bandido.
Depois de ser abusada por todos os homens, Sasha estava machucada, os homens de Dreak ainda pegam um cabo de vassoura e enfim nas partes íntimas da mulher antes de dar um tiro em sua cabeça.
No local, não haviam câmeras e nenhum dos hóspedes se atreveriam sair do quarto ou mencionar o que teria acontecido naquele local.
Ao saírem da pensão, eles destroem a recepção e levam todo dinheiro que estava no caixa, entram em seus carros e seguem de volta a boate.
A polícia só é avisada horas depois, o local é cercado. Ao entrarem no quarto, viram a vítima e a cena de total horror, mas como já conheciam a região muito policiais eram corruptos e não se preocupavam em fazer perguntas.
Mas o grupo de Youssef, que também recebe as informações via rádio envia uma equipe para averiguar, quando chegam descobrem que o corpo havia sido levado sem a chegada da perícia o que deixa ele irritado.
Youssef: Como se retira um corpo de um local de crime sem a chegada dos peritos, ainda mais sabendo que o local é dominado por alguém suspeito de atacar um comboio de prisioneiros?
Policial: Desculpa senhor, mas aqui ninguém vai falar, o senhor pode até tentar, mas duvido que alguém tenha coragem abrir o bico.
Por mais que Youssef soubesse que aquilo era erro dos policiais, também sabia que ele estava certo, que os motivos seriam verdadeiros, pois ninguém teria mesmo coragem de falar algo, então não tinha mesmo o que fazer, a não ser fazer fotos e torcer para que a perícia conseguisse algo que pudesse ajudar nas investigações.
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"A Política Nacional de Combate à Violência contra a Mulher, criada pelo CNJ, propõe que entidades públicas e não governamentais devam ser convidadas a participar das iniciativas dos órgãos de Justiça por meio de parcerias. O estímulo deverá ocorrer principalmente nas áreas de segurança pública, assistência social, educação e trabalho. No caso de Ana e de muitas outras mulheres, foram as ajudas psicossociais, os cursos gratuitos e a posterior autonomia econômica que contribuíram para reverter histórias de dor, perdas e humilhações."
Fonte: https://www.jusbrasil.com.br/noticias/nas-favelas-mulheres-sofrem-silenciosamente-violencia-domestica/467725586
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Atualizado até capítulo 100
Comments
Livia Pereira
bem feito, se fosse uma velha honesta teria ajudado a moça. Até se recuperar e mandar ir embora.
2025-02-11
1
Márcia Jungken
acredito que logo Samira vai conseguir confiar no Benjamim para contar a verdade para ele, sobre o escroto do Peter e o canalha nojento do Baltasar 👏👏🤔🤔
2024-10-29
0
Fran
Bem feito.
2024-03-23
3