***Alerta gatilho: Se você possui sensibilidade a descrições de violência e assédio, pule esse capítulo".***
Benjamim estava fazendo sua ronda quando recebe um pedido através do rádio, que se tratava de desentendimento conjugal, avisa seu parceiro e os dois vão até o local. Assim que entram na rua o silêncio dominava, alguns jovens na esquina fumando baseado ignoram a chegada da polícia.
Já na frente da casa, Benjamim desce e toca a campainha, um mulher aparentando 30 anos aparece e com a cabeça baixa informa que foi um engano e que estava tudo bem.
Benjamim: Cadê seu marido senhora?
— Está no banho, como disse foi uma discussão idiota.
Benjamim: Chame ele senhora, não posso ir embora sem ter certeza que está tudo bem.
Quase uma hora depois, o homem sai quase sem conseguir ficar em pé, visivelmente bêbado e drogado, a pobre mulher estava com medo, mas se nega a acompanhar a polícia até a delegacia.
Como sempre acontecia, as mulheres temiam denunciar seus maridos, Benjamim tenta de todas as formas convencê-la, mas ela se recusa. Ao retornar para a delegacia mais uma vez ele entrega o relatório para Olívia que fica indignada.
Olívia: Como pode a pessoa sofrer abuso dentro de casa e se negar a denunciar?
Benjamim: Ela não tinha nenhum sinal de agressão, na certa acha que não tem como fazer nada a respeito.
Olívia: Pois é, mas vamos ficar atentos, faça uma ronda no bairro.
Não demorou muito para uma nova chamada fosse feita do mesmo endereço, porem quando chegam no local haviam pessoas paradas na frente da casa.
***Narrado por Benjamim***
Esse tipo de situação era mais comum que se imagina, mulheres que sofriam algum tipo de abuso se negar a denunciar o companheiro e dias depois sofrer uma agressão maior. Não demorou muito para novamente atendermos aquela ocorrência, somos novamente alertados e retornamos, mas ao chegar tinham algumas pessoas próximas à casa.
Dessa vez solicitamos reforço policial, pego minha arma desço do carro e meu parceiro Jerry fica na viatura, entro no quintal, escuto choro que pareciam ser de crianças, caminho dando a volta e chego nos fundos da casa, abro a porta da cozinha e vejo um corpo estirado no chão.
Com minha arma engatilhada, entro devagar, dou dois passos e reconheço sendo a mesma mulher, tinha muito sangue mas ela ainda respirava de forma lenta, escuto meu reforço chegar, mas na sala o homem começa a gritar.
Já no corredor o vejo virado para a janela com uma arma na mão parecia totalmente fora de si, na poltrona duas crianças abraçadas choravam amedrontadas, enquanto o pai gritava fazendo ameaças.
Quando me veem elas se agitam, mas sinalizo para ficarem em silêncio mostrando meus distintivo, aponto para o homem e dou à voz de prisão.
— Mão para cima senhor, coloque sua arma na mesa por favor, está preso por suspeita de homicídio.
Mas o homem estava descontrolado, na mesa de centro havia cocaína e uma garrafa dessas vodcas baratas, ele ignora minha ordem e se vira caminhando até mim e gesticulando com sua arma.
— Mandei soltar a arma senhor, se der mais um passo eu vou atirar.
Suspeito: Você não entende? Ela mereceu, essa cadela desgraçada. Eu falei mil vezes para me obedecer, mas ela não quis, jogou meu pó no vaso, sou um homem morto senhor.
Ele dá mais uma passo e aponta sua arma me obrigando a atirar, era ele ou eu, em seguida meu reforço invade a casa, as crianças apavoradas são levadas para uma ambulância que acabava de chegar, a mulher ainda com vida é socorrida, tinha levado um tiro no peito e outro no abdômen.
Vasculhamos a casa e encontramos, mais três quilos de entorpecentes, uma pistola e muita munição. Fora da casa, vizinhos inconformados com a violência que a mulher havia sofrido, duas aceitam nos acompanhar para testemunhar.
Já na delegacia, Olívia as chamam para serem interrogadas...
***De volta a Narradora***
As duas pessoas contam sobres as frequentes agressões que a mulher sofria, a jovem Amália era obrigada a se prostituir para pagar a droga que o marido consumia, as crianças não eram filhas dele, apesar do sofrimentos poderia garantir o sustendo das meninas e no dia que a polícia foi chamada uma das crianças tinha pegado o telefone após ver a mãe apanhar com uma toalha molhada.
Olívia: Por que não avisaram a polícia?
Testemunha: Porque ela tinha medo que ele as colocasse na rua, a gente aconselhava mas não adiantava, assim como ela muitas outras vivem na mesma situação doutora.
Olívia: Só que agora ela está num hospital e as crianças num orfanato, sabem se elas tem algum parente?
Testemunha: Não senhora, mas está melhor nesse lugar acredite, se o pai descobrir é possível que as vendam, nosso bairro é pobre cheio de viciados.
Olívia toma o depoimento e tenta de tudo para não expressar sua indignação, as duas mulheres saem, mas se negam a informar quem era o traficante da área e pai das crianças.
Benjamim: Olívia, recebemos informações do hospital.
Olívia: Como está a mãe das crianças?
Benjamim: Ainda correndo risco de morte, a cirurgia para extração da bala terminou tem 10 minutos.
Olivia: Avise ao hospital que quando ela tiver condições de falar, iremos interrogá-la.
Enquanto isso na África, Baltazar com seu pequeno grupo invadem pequenos vilarejos e conseguem com pouco dinheiro comprar cinco jovens que seriam levadas para Dubai, as jovens entre 15 e 16 anos tem suas identidades e passaportes retiradas assim que entram no avião fretado por ele.
Em seguida, são obrigadas a se esconderem entre a fuselagem, sofrendo com o calor e o pouco espaço, pois na aterrissagem teriam possibilidade de serem fiscalizados pela polícia. Para evitar que pedissem socorro elas eram amarradas e amordaçadas.
Ele pega seu telefone para informar aos seus homens o envio de pacotes, usavam códigos para evitar que a polícia descobrisse. Depois seguia para os Estados Unidos, onde fecharia negócios com pequenos traficantes de drogas, a ideia era enviar mulas com amostras de drogas fechar negócios e depois mandar em pequenos malotes dentro de contêiner.
Said: Precisamos preparar as mulas para envio de amostras.
Habib: Aquela cadela ainda não consegue expelir todas as uvas que engole, se arriscarmos em mandá-la poderá morrer no caminho.
Said: Podemos fazer cápsulas menores, faça ela praticar a noite inteira até que consiga, Baltasar precisa que a gente envie as amostras daqui a três dias, depois que o avião com os malotes chegarem.
Habib: Está bem, pode avisá-lo que ela estará pronta.
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Atualizado até capítulo 100
Comments
Márcia Jungken
infelizmente Amália pode perder a vida,por não ter denunciado esse ordinário do marido por agressão 🤔
2024-10-29
1
Lisiani Liota da Rosa
Realidade verso ficção,muito triste 😢
2023-09-10
3
Taniara
👏👏👏👏👏
2023-07-13
2