Marina olha a cena e pensa como seria bom se Aaron fosse o pai de Bella, com certeza ele a amaria e a protegeria de tudo e de todos. E Bella ainda teria uma avó para amá-la e mima-la.
— Vocês querem almoçar agora? Já está tudo pronto. — Marina pergunta, após temperar a salada.
Aaron vai até o armário e pega mais um prato, depois abre a gaveta pegando alguns talheres, pega copos e vai até a sala.
— Agora podemos almoçar. — Aaron diz ao voltar da sala. Ele leva a salada e volta para ajudar Marina — Deixa que eu levo o arroz, coloque a menininha na cadeirinha, caso contrário minha mãe irá almoçar com ela no colo.
— Não se preocupe eu vou ficar com ela aqui na cozinha.
— Você vai almoçar com a gente na sala.
— Mas eu sou...
— Você é Marina, a mãe de Bella. Vamos almoçar logo pois, estou doidinho para provar o empadão. — Confessa ele rindo.
Eles almoçam na sala, Antônia conta algumas travessuras de Aaron quando ele era bebê fazendo Marina rir como Aaron ainda não tinha visto, ela era ainda mais bonita quando agia naturalmente, sem ser tão tímida.
— Ele adorava purê de batata com caldinho de feijão, mas se sujava todo, pois sempre gostou bem molinho e na hora de levar a boca a colher virava e entornava na roupa.
— Mas eu sempre fui uma criança inteligente e empreendedora — Aaron conta convencido — Com sete anos eu comecei a anunciar na escola onde eu estudava, as roupas que a minha mãe fazia.
— Isso é verdade, eu nem acreditei quando a diretora me procurou perguntando se era verdade que eu costurava, pois a irmã dela procurava alguém para fazer uniformes para uma escolinha que tinha. — Antônia sorri nostálgica — Quando eu consegui fechar aquela venda eu chorei, pois além de ter me rendido um bom dinheiro, fiquei orgulhosa do meu filho, pois na verdade foi ele quem fez a nossa primeira grande venda. Dali em diante, outras encomendas surgiram e Aaron com sete anos fazia festa em cada venda que eu realizava.
Marina ficou surpresa, com a inteligência de uma criança de apenas sete anos, ele era um prodígio, ela pensa.
— Eu queria ajudar a minha mãe pois, eu sabia o quanto a minha mãe precisava trabalhar para que eu pudesse comer empadão aos domingos. Mas mesmo eu a ajudando fazendo propaganda dela eu brincava como qualquer criança. Minha avó fazia questão que eu me juntasse aos colegas da minha rua para brincar.
— Posso dizer que em meio as dificuldades éramos felizes — Antonia constata — Aaron se tornou adulto muito cedo, com os seus 16, 17 anos ele já pegava firme no trabalho, e com apenas 24 anos ele conseguiu inaugurar a sua fábrica de tecidos. Agora, 10 anos depois, a Martins Textil é nacionalmente conhecida e está entre as maiores e mais bem conceituadas indústria t!êxtil do país.
— E no ramo da moda? — Pergunta Marina curiosa
— Aaron sempre foi muito estiloso e como eu mesma costumava fazer as roupas dele, ele sempre criava algum detalhe, dizia que queria ser diferente — Antônia ri olhando para o filho a sua frente — Sempre gostou de ter os cabelos compridos, fiquei surpresa quando os cortou até os ombros. Adorava se exibir, não sei se ele te contou, mas ele já fez muitos desfiles.
— Não exagera mamãe. Quase não atuei nesse ramo, o meu negócio era conseguir investidores para os nossos negócios.
— Então você começou a comercializar os modelos que criava?
— Exato, e foi além do que eu imaginei, já que sou lindo por natureza e isso ajudou — Fala convencido — Quando surgiu as vendas online foi que eu cresci de verdade no mundo da moda, as redes sociais me ajudaram muito na época. Hoje eu quase não tenho tempo para essas coisas, mas tenho uma acessora que cuida dessa parte, a Juliana que você conhece. Criei a minha marca em homenagem a minha mãe, que é tudo para mim "My Queen" (Minha Rainha).
— Muito linda a história de vocês, daria até para escrever um livro.
— Quem sabe no futuro — Aaron fala rindo — Mas ainda faltam alguns sonhos a serem realizados.
Marina não imagina quais sejam esses sonhos, afinal eles já tem tudo o que querem. Mas não cabia a ela perguntar quais seriam esses sonhos.
Quando eles acabam de almoçar Marina recolhe os pratos e os leva para a cozinha, Antônia já está com Bella no colo, que agora já sorri para ela. Depois da mesa limpa e arrumada, Marina vai para a cozinha colocar a louça na lava louças.
— Aaron, fique com Bella, eu vou ajudar Marina.
— Eu não sei segurar crianças... — Aaron se assusta ao ver a mãe empurrando Bella para o seu colo.
— Aprenda! — Sem tempo de pensar ele apenas segura Bella de qualquer jeito, mas Bella apenas sorri para ele.
Ele sempre sentiu desejo de pegá-la no colo, mas não tinha coragem de pedir a Marina, mas ao ter essa oportunidade ficou com medo de machucar a menininha, ela era tão pequena.
— Oi menininha, sua mãe vai querer matar a minha mãe — Ele sorri vendo ela sacudir os bracinhos em desespero e rindo ainda mais para ele — O que foi? Eu não estou contando nenhuma piada para você ficar rindo — Aaron não conseguia ficar sério — Quer saber a verdade, daqui a pouco a sua mãe vai vir e dizer "Bella, carrinho!" chato isso não é? — Bella gargalha alto, como se entendesse o que ele dizia — Pare de ri assim, sua mãe logo vai vim acabar com a sua farra. — Mas isso só fazia ela rir ainda mais.
Marina chega na sala e vê Aaron brincando com Bella, ela sente uma sensação de paz, como se Bella estivesse protegida num ninho de amor. É nítido o quanto Aaron gosta da sua filha, e isso a faz gostar ainda mais dele, ela só tem medo que o seu coração esteja se iludindo, não podia confundir as coisas, ela era apenas a empregada, nada mais que isso, mesmo que o seu desejo já fosse outro.
Antônia se transformou em uma avó babona, ela não podia ouvir um resmungo de Bella que a pegava no colo, Aaron depois que a mãe colocou Bella em seu colo e Marina não reclamou, passou a mimar ainda mais ela, já não brincava com ela no carrinho ou na cadeirinha, agora era só colo e babação. Bella, por sua vez, estava adorando tudo isso.
Antônia já estava há uma semana na casa, e Marina descobriu que ela era como Aaron, uma pessoa simples, só não andava descalça e descabelada como ele fazia todos os dias de manhã.
Antonia sempre tomava o café da manhã com Marina, já que Aaron acordava bem depois que elas, mesmo quando ele chegava cedo em casa.
— Dormir é o fraco dele, ele nunca gostou de acordar cedo — Antônia revela para Marina rindo — Mas isso não é considerado defeito não é mesmo? Aaron é o homem que toda a mulher gostaria de ter como marido, carinhoso, responsável e companheiro.
Antônia pisca para Marina a deixando sem graça, ela não estava mentido, até Marina sem experiência no campo afetivo se sentiria privilegiada em ter um marido como Aaron, mas ela preferia nem sonhar com isso. Ele jamais olharia para ela com outros olhos, não ia pedir demais, já foi abençoada com a oportunidade que ele lhe deu.
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Atualizado até capítulo 67
Comments
Gloria Katia Baffa
Eu gostaria que Marina Tb gostasse dele
2025-01-29
0
Adiji Abdallah
Vai virar sogra logo logo 😜
2024-12-07
0
Rosineli Barbosa
🥰🥰🥰🥰
2025-03-21
0