Era quase uma da manhã quando Aaron entra em casa. Sua cabeça doia, talvez por ter bebido demais. Aaron estava em um evento de moda em Milão, a viagem de volta estava programada para o dia seguinte, mas ele quis voltar para casa assim que o evento chegou ao fim. Estava há quase um mês na Itália, dormindo em hotel, e não via a hora de voltar para a sua casa em São Paulo.
Estava dormindo em seu quarto totalmente escuro, com as cortinas fechadas e em um silêncio total, quando escuta um choro de criança, ele abre os olhos, e a criança continua chorando, ele se senta na cama e escuta com atenção, a princípio pensou que estava sonhando, mas o choro é persistente e ele constata que é a mais pura realidade, havia realmete uma criança em sua casa e essa criança chorava muito alto.
Jogando a coberta para o lado, Aaron se levanta da cama disposto a descobrir que criança era aquela com tamanho fôlego. Sai do quarto descalço, se preocupa apenas em vestir uma calça de pijama, pois estava dormindo nú. Precisava descobrir o que uma criança fazia em sua casa, essa pergunta martelava em sua cabeça, de quem era aquela criança que estava chorando com tanta disposição.
Quando desce a escada, encontra uma jovem vestida com simplicidade cantando uma canção baixinho, ele fica observando a cena. A criança havia parado de chorar porque a mãe estava a amamentando, ele se aproxima sem fazer barulho, mas precisava saber o que uma criança estava fazendo na casa dele. A mãe se assusta ao ouvir ele perguntar sobre a criança, isso faz ela deixar de amamentar o bebê, escondendo o seio, 'coitada da bebezinha', ele pensa vendo a bebê voltar a chorar.
O bebê era muito pequeno, parecia ser uma menina, pois, estava vestida com um macacão rosa, muito gasto, muitas crianças deve ter vestido aquele macacão antes dela, ele pensa.
Ao olhar para a jovem pensou ser uma adolescente e ficou surpreso ao saber a sua verdadeira idade. Ela estava com os cabelos presos em um rabo de cavalo, tinha o rosto sem nenhuma maquiagem e as suas roupas eram simples e gastas, mas mesmo assim era uma jovem muito bonita.
Onde estava o pai daquela criança, porquê a mãe tinha que levar aquela bebê tão novinha para o trabalho? Como o marido podia permitir isso?
Dspois de tentar acalmar uma mãe em pânico, ele volta para o seu quarto, mas o sono tinha ido embora. Decide toma um banho e quando acaba, veste uma calça branca dobrada na barra e um tênis branco, veste uma camisa azul escura de mangas curtas e deixa os cabelos soltos.
Aaron olha a hora, já passava das 11.00h da manhã, resolve sair para almoçar. Ele desce as escadas e encontra a jovem com um aspirador ligado passando no tapete da sala. Ela não o vê descendo as escadas e ele aproveita para se aproximar do carrinho onde a bebê dormia de lado chupando uma chupeta rosa. O carrinho era velho e em péssimo estado. Estava forrado com um lençol onde a bebê dormia em cima. Aaron esboça um sorriso, ao ver aquele ser tão inocente dormindo despreocupada.
— Você já almoçou?
— Aí! Que susto ! — Marina dá um salto, pondo a mão no coração, ao ouvir aquela voz.
— Me desculpe, eu não quis te assustar. — Aaron se aproxima de Marina que desliga o aspirador para lhe dar atenção.
— Eu que devo pedir desculpas. Eu vou terminar de limpar primeiro, depois eu irei embora e almoço em casa.
— Qual o seu nome? — Aaron pergunta a observando, Marina segurava o aspirador como se estivesse ansiosa para continuar a limpeza.
— Marina.
— Tudo bem Marina, eu vou precisar sair, e só devo voltar a noite, pode fazer o seu serviço sem pressa, não precisa se preocupar em correr.
Aaron sai e faz uma ligação antes de entrar em seu carro e sair exalando beleza. Marina acaba de passar o aspirador na sala e decide limpar o quarto dele, aproveitando que ele saiu. Estava subindo com o balde de limpeza para o andar de cima quando escuta um barulho na cozinha ela vai até lá para encontrar um homem de terno preto colocando na mesa algumas embalagens.
— Quem é você? — 'Hoje não é o meu dia' ela pensa com medo de ouvir a resposta. Quando ela chegou de manhã a pessoa que lhe abriu a casa usava uma roupa como aquela.
O homem a olha, mas continua arrumando as embalagens na mesa.
— Boa Tarde! Eu me chamo Charles, sou o segurança pessoal de Aaron, ele me pediu para vir trazer o seu almoço. Marina, não é esse o seu nome?
— Não precisava se preocupar, eu não estou com fome.
— Aproveite Marina, a comida desse restaurante é muito boa — Ele dá uma piscadinha para ela.
— Obrigada. — Marina sente a sua barriga roncar só em sentir o cheiro da comida, ela só estava com o café da manhã que havia sido um pão com manteiga e café. — Eu vou pegar Bella.
— É a bebê? — Charles pergunta sorrindo para ela, já sabendo da história do bebê.
— Sim, é a minha filha, ela está dormindo agora. — Marina responde com um sorriso, indo em seguida pegar o carrinho onde Bella dormia.
Marina chega na cozinha com o carrinho e Charles se aproxima para olhar a criança.
— A sua filha é muito linda — Ele se afasta indo em direção a porta — Agora eu preciso ir. Foi um prazer te conhecer.
Charles sai e deixa Marina se servindo para almoçar. A comida estava muito cheirosa e há muito tempo ela não sabia o que era comer carne.
— Hummmmm que delícia. — Marina come de olhos fechados, saboreando a carne que está na boca — Um dia você também vai poder comer bebê, é muito gostosa, hummm é uma delícia.
Marina come bastante, mas ainda sobra e ela arruma tudo que sobrou em uma das embalagens e guarda na geladeira, quando fosse embora levaria, já era a sua janta. Bella acorda e mama de novo, quando ela volta a dormir, Marina sobe para arrumar o quarto do dono da casa.
Era um pouco mais das quatro da tarde e ela guarda o material de limpeza na área de serviço e depois de trocar a fralda de Bella, abre a geladeira para pegar a comida que havia guardado. Estava com a embalagem na mão quando escuta alguém falando com ela.
— Que bom que ainda não foi embora. — Se ela não morresse do coração aquele dia, não morreria mais de problemas cardíacos.
— Ai! Que susto — Ela quse derruba a embalagem que estava em sua mão — Me desculpe senhor, eu já estou de saída.— Marina fica sem graça por está com a geladeira aberta e com a embalagem de comida na mão. — agradeço pelo almoço e espero que não se importe que eu leve o que sobrou.
Aaron olha para aquela jovem que está com o rosto vermelho, ele não sabe se é por vergonha ou por ter arrumado aquela casa enorme sozinha.
– De maneira nenhuma. — Ele se aproxima do carrinho onde Bella está — Oi menininha, você está acordada? — Bella o olha com os olhinhos atentos — sabia que os seus olhos se parecem com os meus?
— Bem eu já estou indo embora. Obrigada por não fazer reclamações minha na agência.
— Espere, eu comprei algumas coisas para a sua bebê. Espero que o seu marido não se importe.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 67
Comments
Waléria Thisen
começando a ler dia 26/02/25/as 5:45 da manhã
não vi fotos dos personagens ainda estou no capítulo 2 espero q tem adoro ler quando tem fotos a imaginação vai mais longe
2025-02-26
0
suenia nascimento
sabe quando você começa uma história e já sente que vai ser show? pois essa é uma. parabéns autora.
2023-04-29
393
Tânia Principe Dos Santos
que olhos lindos
Aaron está sendo fofo. Marina não é casada nao
2025-02-24
0