QUATRO ANOS ANTES
Com uma pequena bolsa nas mãos, contendo todos os seus pertences, Marina se despede de todos. Foi ali que ela passou 10 anos de sua vida, ali ela chorou, ela sorriu e aprendeu a nunca desistir.
— Boa sorte minha filha, não esqueça de procurar essa pessoa nesse endereço. — Uma senhora entrega a ela um papel com um nome e um endereço — Ela já está te esperando.
— Obrigada por tudo o que fez por mim tia Maria. — Marina não consegue segurar as lágrimas.
— Não tem do que agradecer, você sempre foi uma boa menina, pena que ninguém a adotou, mas acredite, foram eles que perderam — A senhora que a abraça, sorri para ela — Você é uma menina de ouro.
Marina ao completar 18 anos precisava deixar para trás o lugar que ela chamou de casa desde que perdeu os pais, quando tinha 8 anos. Quando os seus pais foram mortos a encontraram sozinha em um barraco em uma comunidade, apesar de está sozinha ela não chorava, pois já estava acostumada a ficar dias sem os pais aparecerem. Os agentes a encontraram sem comida e sem ninguém para cuidar dela e a levaram para o juizado de menor.
Seus pais haviam sido mortos não se sabe por quem, pode ter sido pela polícia, já que viviam fazendo coisas ilegais, ou mesmo a quem eles devessem, já que eram usuários de drogas. Talvez tenha sido esse o motivo que a fez não encontrar um lar, já que ela estava disponível para adoção, desde que foi para o orfanato, ela não tinha família e ninguém nunca a procurou.
Com algum dinheiro no bolso, que tia Maria a deu e uma indicação de trabalho, lá foi Marina para o ponto de ônibus. Depois de quase uma hora no ônibus, ela desce no local indicado e caminha por cerca de vinte minutos até chegar a entrada de um luxuoso condomínio. Ela se apresenta e a sua entrada é liberada. Uma senhora a esperava na frente de uma das mansões.
— Olá, Bom Dia! Seja bem vinda Marina. — A senhora a cumprimenta com um sorriso — Venha, vamos entrar, vou te mostrar as suas acomodações, eu me chamo Angela.
— Bom Dia Dona Angela! — Marina a cumprimenta, segurando a bolsa com as duas mãos a sua frente.
— A Senhora Carolina, irá vir falar com você mais tarde, ela pediu que eu a recebesse e te mostrasse a casa e o serviço.
— Eu agradeço. — Marina segue pela entrada dos funcionários. Ela é levada para uma ala onde tinha um corredor com alguns quartos.
— Esse será o seu quarto, o meu é o último. Guarde as suas coisas e vista o seu uniforme, que deixei em cima de sua cama. Troque de roupa e após guardar as suas coisas me procure na cozinha.
— Onde fica a cozinha?
— No final desse corredor tem uma porta, entrando por ela sairá na cozinha.
— Não me demoro.
Marina entra no quarto, tinha uma cama de solteiro, um pequeno guarda roupa e uma cômoda. Além disso tinha um ventilador de teto e um pequeno banheiro, com chuveiro, sanitário e um pequeno lavatório. Não tinha do que reclamar, o espaço era suficiente para ela.
Ela bem que gostaria de se deitar um pouco, nunca tinha andado tanto de ônibus e estava cansada, mas também estava com fome, talvez na cozinha pudesse comer alguma coisa. Ela guarda as suas roupas na cômoda, deixando o guarda roupa vazio, nele estava apenas os outros uniformes sobressalentes. Depois de trocar de roupa, pondo o uniforme e calçando os sapatos que também estava disponível, ela vai até a cozinha.
Marina nunca tinha estado em uma casa como aquela, era enorme, se perguntava se seria possível se perder nela. Ela nunca tinha morado em uma casa, depois que a levaram do barraco morou no orfanato, lá ela aprendeu a lavar louça, forrar cama, varrer, tirar poeira e ainda ajudava com as crianças menores. Nunca foi explorada, e as tias as ensinavam para que pudessem está preparada para um momento como aquele. Precisava trabalhar pois não tinha ninguém com quem pudesse contar fora do abrigo.
— Bom Dia! — Marina cumprimenta as outras pessoas que estavam na cozinha.
— Olá, você é a Mariana? — uma jovem sorri para Marina. — Você morava em um orfanato? Como é morar em um lugar assim?
— Sibele, deixe de ser inconveniente — Angela chama atenção da jovem — Não ligue para Sibele, ela fala demais.— Sibele estava com algumas toalhas na mão — Vá guardar essas toalhas, deixe de mexericos — Sibele sai fazendo careta, ela queria escutar a conversa — Eu cuido de tudo na casa, posso dizer que sou uma espécie de governanta. Sibele cuida das roupas, cuidado que ela se sente a dona da lavanderia — Angela fala rindo — Vivian é a cozinheira, e você cuidará da casa, mas não se preocupe, temos um serviço de limpeza semanal, a sua missão é não deixar poeira aparecer, deverá manter a casa sempre limpa e impecável.
Angela manda ela comer alguma coisa, os patrões não eram mesquinhos e elas podiam comer quando estivessem com fome. Marina estava lavando os utensílios que usou quando Carolina entra na cozinha.
— Marina, que bom te ver aqui —Marina apenas sorri para ela, a conhecia do orfanato, quando Carolina ia visitar as crianças e levar presentes — Eu mesma irei te mostrar a casa.
— Bom Dia senhora, eu agradeço a oportunidade que está me dando.
Marina responde humildemente, ela segue Carolina pela casa, conhece a sala, o escritório, os banheiros e os quartos de hóspedes, depois elas entram em um outro quarto.
— Esse quarto é do meu filho, Felipe. Ele estuda na Europa e vem para casa nas férias. Faltam dois anos para ele terminar os estudos, e ele voltará para trabalhar com o pai na empresa. Quando limpar esse quarto, não tire nada do lugar.
Depois que Carolina termina de mostrar toda a casa e o que Marina terá que fazer, ela a deixa aos cuidados de Angela.
Marina não tem dificuldade de desempenhar o seu trabalho, procurando sempre esta a frente do que devia ser feito. Fernando, o esposo de Carolina era educado, mas para ele elas eram apenas as empregadas da casa, não havia comunicação entre eles, era apenas bom dia e boa tarde, nada mais que isso, além do nome de Angela provavelmente, não soubesse como se chamavam as outras pessoas que trabalhavam na casa.
Marina acordava todos os dias bem cedo, e antes dos patrões acordarem a sala já estava limpa e impecável, saindo da sala, seguia para o escritório onde tinha fotos da família. Sobre a mesa do escritório havia uma foto de Felipe e ela pode ver o quanto ele era um jovem bonito.
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Atualizado até capítulo 67
Comments
Tânia Principe Dos Santos
está Carolina parece ser boa pessoa mas nunca se sabe
2025-02-24
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Diva
A pois, este deve ser o infeliz que mandou tirar a criança.
2025-02-09
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Adiji Abdallah
Tbm acho que é o Felipe 🤔
2024-12-06
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