Priscila foi até a cozinha e pegou um copo de leite gelado não acendeu a luz, usou apenas a claridade que vinha de fora. Estava prestes a tomar o restante do leite quando percebeu que não estava sozinha na cozinha, um vulto saiu das sombras .
Sem perceber, deixou que o copo fosse ao chão.
— Não se mexa! Fique onde está.
Ao ouvir a ríspida voz de comando, ficou paralisada, sem reação. Mas logo lembrou-se do estrago que fizera e abaixou-se para limpar aquela bagunça. Ao tocar nos cacos, as suas mãos esbarraram-se, ela puxou rapidamente a sua, fugindo do contato .
— Calma, deixa que eu arrume essa bagunça.
Priscila obedeceu à ordem rapidamente, ficando em pé, imóvel, tentando controlar a dor que sentia no seu dedo que sangrava. Controlar a dor era uma algo que ela aprendeu em pouco mais de um ano nas mãos de Nicolas. Quando o seu patrão percebeu que sangrava, pegou a sua mão, apesar da sua resistência e a levou até a pia para lavar o sangue, a água fria ajudou diminuir o sangramento .
Quando ele enrolou o papel toalha no seu dedo, ela estava com a respiração acelerada e o seu estômago revirou, o único homem que chegou tão perto dela foi Nicolas e não foi uma boa experiência. Abaixou a sua cabeça para que assim, sem olhar para ele, talvez o seu medo desaparecesse.
Para seu desespero, ele tocou suavemente o seu queixo, levantando-o, forçando o encontro dos olhares. Quando sentiu o polegar dele deslizando por seus lábios, um tremor percorreu o seu corpo e a lembrança do que acontecia após esse toque a fez sentir pavor esperou pela dor do tapa, mas não veio.
A mão masculina deslizou por sua nuca e com uma leve pressão, fez as suas bocas se unirem. Sentiu o toque da outra mão na sua cintura, depois no seu quadril, forçando o encontro dos corpos.
"Deus! Ele estava duro como Nicolas! "— Priscila pensou apavorada sabendo que o sofrimento estava próximo.
Sentiu que ele forçava os seus lábios e invadia a sua boca com a língua, gemeu num misto de medo e curiosidade. Foi encostada na pia e quando ele comprimiu o corpo contra o dela, sentiu o perigo se aproximar, espalmou as mãos no peito forte e definido, estremeceu ao lembrar que Nicolas mesmo franzino, era capaz de causar-lhe tanta dor. O seu patrão era alto e forte, a dor seria muito maior.
Priscila sentia nitidamente a firmeza daquele homem, ele se esfregava nela sem nem um pingo de decência. Quando ele se enfiou entre as suas pernas, sentiu nas suas coxas o pulsar dele, se apavorou, sabia muito bem o que viria a seguir. Com as mãos no tórax forte, empurrou o homem e saiu em disparada para a segurança do seu quarto, trancando a porta e ficando recostada ali, com medo até de respirar, esperando pelo pior.
Mesmo sabendo ser improvável, tinha medo do patrão forçar a porta, assim como Nicolas fazia quando ela tentava fugir, até que ela aprendeu que teria menos dor se não fugisse...
Correu para a sua cama e deitada em posição fetal, se cobriu e ficou a esperar pelo pior...
Antes da corrente, ela se trancava no quarto, na primeira vez que ela ousou fugir, ele insistiu para que abrisse , queria conversar, ela acreditou e ao abrir a porta recebeu um violento tapa que a fez cair desacordada. Só voltando a si quando já havia anoitecido e mesmo ela caída no chão, ele estava dentro dela, sem pedir licença, com um cheiro fétido de álcool.
Em outra vez, ela não abriu a porta, nem mesmo quando ele implorou. Ele forçou a porta várias vezes até que cedeu. Aquele dia jamais sairá da sua memória, ele tinha as feições distorcidas pela raiva. Os gritos e as ofensas não eram nada diante da dor daquelas mordidas e da cabeça contra a parede. Em todos os meses que durou aquele pesadelo, nunca imaginou que seria acorrentada como a um animal.
Quando veio a corrente, ela gritou, tentou se livrar daquilo, mas apenas se feriu mais...
A maior alegria para ela naquele ano, era quando Nicolas chegava tão embriagado que tirava a sua roupa, mas antes da penetração adormecia. Ela rapidamente abaixava as roupas dele, deixando o membr● exposto para acreditar ter consumado o ato.
Quando estava menstruada, ele tinha nojo dela, mas apagava o seu cigarro nos seus braços, dizia que seria um cigarro a cada dia de sangramento. Foram tantas agressões e violações que ao fugir, havia jurado não deixar que nenhum homem aproximasse e muito menos a tocasse. E o que ela fez? Deixou que o seu patrão a tocasse como se fosse propriedade dele, foi submissa como jurou jamais ser, foi fraca!
Agora ele se acharia no direito de se aproveitar do seu corpo, esse era seu medo. Deixaria claro que ele deveria se manter afastado, sim, ela era livre, não tinha mais correntes, nem ameaças...
O tempo foi passando e Priscila, sem conseguir dormir, levantou-se da cama e foi para o chuveiro, precisava tirar do corpo aquele rastro de pecado e submissão. Deixou então que a água lavasse o seu corpo, pois a sua alma já estava manchada . Esfregou-se sem interrupções, até que a sua pele ficasse vermelha, só assim ficou satisfeita , sentindo-se limpa. Desligou o chuveiro, secou-se bem, colocou o
seu uniforme, não colocaria aquele pijama imundo, com cheiro de homem, lavaria amanhã cedo.
Fechou os olhos e esperou pelo sono, precisava descansar, logo amanheceria e teria que encarar o seu destino. Tinha medo, prometera ser uma nova pessoa, mas seu passado a assombrava constantemente. A quase dois meses livre e ainda tinha muito medo de cair na mesma armadilha. Precisava ficar longe dos homens, não seria refém novamente, queria manter a sua liberdade.
Gradualmente os seus olhos foram ficando pesados e sem perceber adormeceu, num sono conturbado devido aos acontecimentos. Ao acordar na manha seguinte, estava cansada por conta do estresse, tinha dores pelo corpo por dormir de mau jeito e a sua cabeça doía com tantos pensamentos aleatórios. Ainda era cedo, Rute não viera para a cozinha. Priscila entrou na lavandeira e lavou o seu o pijama, deixando no varal, tinha somente aquela roupa de dormir.
Ao chegar na cozinha, Rute já estava na ativa, então ela foi para junto da governanta e logo estava a ajudar a arrumar o café da manhã.
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AMADINHAS...
Obrigada por continuarem acreditando em meu trabalho.
BJS DE Luz 💓💓
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Atualizado até capítulo 44
Comments
Anita Alves
ele e um homem rico tem rodas as mulheres que ele quiser/Chuckle//Chuckle//Chuckle//Chuckle//Chuckle//Chuckle/
2024-11-25
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Tânia Principe Dos Santos
acho que quando Leonardo descobrir tudo sobre Priscila vai se arrepender loucamente pelo k fez
2025-02-15
0
Sheila Caldas
tomara q ele descubra logo q ela passou e ajude ela a superar
2025-02-01
0