Priscila ajudou Rute na cozinha e quando deu o horário das crianças irem para escola, elas vieram abraçar Rute como sempre faziam, mas não se esqueceram de se pendurarem carinhosamente na babá e após muitos beijinhos, correram para o pátio onde o motorista Carlos os esperava.
Com a casa em silêncio, para não ficar parada tendo pensamentos que só a magoavam, resolveu guardar as roupas que a passadeira havia terminado de passar, assim evitava que Rute ficasse subindo várias vezes as escadas e se cansasse. Arrumou as roupas de Roberto e depois as de Mariana, ao voltar para lavanderia , tinha várias camisas prontas, pegou os cabides com as camisas e algumas calças , subiu as escadas novamente. Priscila não se preocupou com nada, afinal nesse horário sempre o patrão ou estava no escritório lá em baixo, ou na empresa cuidando de seus negócios.
Ao chegar, notou que o quarto estava na penumbra e com as cortinas fechadas. A única claridade era a que vinha do closet, ela então dirigiu-se para lá, arrumou as roupas no seu devido lugar e notou que o seu patrão era muito organizado e que o seu cheiro estava impregnado no ambiente.
Apagou a luz e quando estava prestes a sair, viu um vulto sobre a cama, era o seu patrão, não parecia bem.
Aproximou-se lentamente para ver como ele estava e constatou que ele estava num sono pesado e ela ficou olhando para aquele homem, o seu rosto era perfeito! Ela nunca havia olhado para ele diretamente e a visão era perturbadora. A barba bem-feita dava a ele um ar de poder e ao mesmo tempo de mistério. Os traços eram fortes e marcantes, os cabelos bagunçados dava uma vontade quase incontrolável de arrumá-los com os dedos, assim como fazia com Roberto.
O seu corpo era mais forte e definido do que ela imaginava , aquele era um homem perfeito , mas ela não se enganaria facilmente , todos os homens eram iguais, pelo menos era o que ela afirmava em pensamento para se proteger . Aquele homem deitado naquela cama era um pecado , não que conhecesse muito do assunto , afinal só teve Nicolas em sua vida e nunca teve o tal "amor"que suas amigas da época falavam aos quatro cantos e da delicia que era o sexö.
Deu mais alguns passos incertos mas algo a conduziu, seu coração batia forte e ficou tão próximo que o cheiro dele invadiu suas narinas , ela conseguia ouvir o suave som da sua respiração.
Ele diferia de Nicolas até quando estava adormecido, queria estar mais perto, queria sentir o seu hálito, era como se uma certa loucura tomasse conta dela. Sem pensar nas consequências, foi o que fez. Inclinou o seu corpo e aspirou o ar próximo do rosto do patrão, mais uma vez aquele cheiro delicioso fez um estrago em Priscila.
Foi tudo muito rápido, quando ela se deu conta da loucura que estava fazendo e tentou recuar, foi puxada pelo pulso e perdendo o equilíbrio, caiu sobre aquele corpo forte. Sem reação, Priscila ficou inerte, os seus olhares encontraram-se... ela sentia o seu coração pulando dentro do peito, a respiração pesada e a boca seca.
O seu patrão não fazia nenhum movimento, mas o seu olhar apenas vasculhava a sua alma de uma forma diferente. Ela nunca havia sentido este misto de medo e de vontade de ser beijada, de ser tocada e inconscientemente umideceu os seus lábios e isso foi um estopim...
A mão que segurava o seu pulso, prendeu o seu braço nas suas costas e a outra mão foi do seu pescoço até o seu rosto num gesto carinhoso, depois ela voltou para sua nuca lentamente e trouxe a sua boca para dele. Quando os dois lábios encontraram-se, Priscila já não sabia de mais nada, apenas que era ótima a sensação daqueles lábios nos seus. O beijo dele era sugador, mas, ao mesmo tempo calmo, provocando sentimentos e sensações estranhas, fazendo com que ela quisesse ficar naqueles braços para sempre.
Lentamente ela foi sentindo a língua masculina forçar a entrada nos seus lábios e o beijo foi se aprofundando numa dança sensual e sem perceber o estrago que fazia com aquele homem, ela mexia os seus quadris ao encontro do dele, numa ânsia de um maior contato. As suas mãos estavam acariciando aquele tórax definido e ela nem percebeu que o seu lenço foi retirado dos seus cabelos. Leonardo, de mansinho, entrelaçou os dedos nos seus cabelos.
Priscila sentia uma corrente elétrica por todo o seu corpo, era bom estar ali, era como se pertencesse a ele e que o seu lugar fosse naqueles braços. O beijo era profundo, mas, ao mesmo tempo doce e calmo, a transportava para um lugar de sonhos. Será ser isso que as suas amigas queriam dizer quando falavam de como era bom "fazer" com a pessoa certa?
Priscila sentia agora uma daquelas mãos quentes na sua cintura, prendendo-a sobre ele e sobre a sua potente ereçãö, era boa a sensação entre as suas pernas. As suas partes íntimas pulsavam, os seus seios doíam e ela precisava de mais proximidade. Isso era bom... sentia algo novo naqueles braços, era uma letargia como se estivesse dopada, sem forças para resistir a toda aquela masculinidade.
Ela ouviu um gemido rouco e para a sua surpresa, havia saído involuntariamente dos seus próprios lábios. As mãos dele começaram a passear por seu corpo, saiu dos seus cabelos e foi para as suas costas, a outra mão saiu da sua cintura e vagarosamente, como se testasse os limites, foi até as coxas femininas, por baixo do vestido. Priscila sentia o calor das mãos na sua pele, sabia precisar conter os avanços, mas não tinha forças e queria que aquele beijo continuasse para sempre.
A mão que passeava por suas costas, começou a se aventurar pela lateral do seu corpo tentando o caminho dos sei@s, isso acendeu um "alerta" na mente de Priscila, as sensações boas estavam dando espaço para o velho pânico.
Ela ainda sentiu as mãos saírem de suas coxas e chegarem até as suas nadeg@s , dedos atrevidos acariciarem os seus mamilos, fazendo-a sentir um verdadeiro frenesi dentro dela, mas o pânico, o medo de atos como os de Nicolas, já estava presente. As suas mãos, que antes acariciavam o tórax masculino, agora empurrava aquele peito, algumas lágrimas brotaram nos seus olhos. As mãos fecharam-se e com pequenos socos ela tentava se desvencilhar.
Precisava ir para seu quarto,o seu refúgio. Sentia muito medo e sem se dar conta de como escapou daqueles braços, desceu as escadas e correu para seu quarto, dando graças por não ter encontrado ninguém pelo caminho. Trancando a porta recostou-se nela, passou as costas da mão nos seus lábios, tentando tirar quaisquer resquícios daqueles beijos.
Foi até o seu banheiro lavando rosto com água fria para tirar aquela sensação afogueada na sua pele. Olhando o seu reflexo no espelho, notou os seus lábios inchados por conta daqueles momentos no andar superior...
💥💥💥
AMADINHAS...
DELICIEM -SE COM ESSE🔥🔥 VAMOS AVIVANDO AS BRASAS AOS POUCOS, ATÉ PEGAR FOGO DE VEZ.
BJS DE LUZ 💓💓
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Atualizado até capítulo 44
Comments
Vanda Teixeira
Priscila ficou com traumas do passado , por ter se envolvido com o tal Nicolas sofreu muito é natural que ezteha retraída .A história está boa autora faz o Leonardo se apaixonar por ela e transformar sua vida ela merece ser feliz e ele também. Ponha fogo no parquinho .
2024-12-23
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Vera Lucia Ribeiro De Carvalho
também o trauma não é pra menos, Nicolas mordia os mamilos deixando os dentes marcados na pele e mordia a bunda parece um canibal, ,fico imaginando a dor que ela passou, esse trauma não vai se resolver sem ajuda de um especialista
2025-02-17
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Andréa Debossan
Ele tem que descobrir os traumas dela, ela passou por muita coisa! E acho que ele já está apaixonado por isso ele tem que descobrir pra ajudar ela, os dois merecem ser feliz
2025-01-29
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