A porta do Chalé foi aberta e Rute ao sair de casa ainda pôde ver uma cena linda: Mariana deitada entre as flores se divertindo com Priscila, borboletas coloridas voavam de um lado para o outro e as duas deitadas, deixando que aqueles bichinhos pousassem sobre elas e o som da felicidade era contagiante, aquela senhora ficou ali esperando o momento certo para interromper a alegria.
— Não falei papai? Ela sempre vem observar as borboletas
— Mariana já falei para não sair sozinha? Ou quer ganhar castigo?
Priscila levantou-se num salto ao ouvir aquela voz de trovão, o seu coração disparou e de cabeça baixa, com os ombros caídos, ficou imóvel não sabia se as suas pernas sustentariam o seu corpo.
— Bom dia Leonardo! Deixa de ser controlador, a menina tá segura! — interrompeu o patrão, mas sem tirar os olhos de Priscila.— Hoje é a sua folga menina, vá descansar. — falou a senhora vendo como aquela criança tremia como uma vara verde.
Ao ouvir a dispensa, Priscila saiu quase correndo, sem se quer levantar o olhar para o patrão. Apenas queria fugir daquele sentimento enraizado, de que seria severamente punida.
— Quem é essa menina? Parece um ratinho assustado...
— Uma pobre alma, a nova funcionária que era para ser uma babá, mas com a forma em que eu acabei por contratar, achei melhor primeiro observar o seu comportamento.
— Você sabe que confio em você, mas essa criança é estranha.
— Né não papai ! Ela gosta de boetas.— Mariana interrompeu o seu pai, com as mãos na cintura, numa postura defensiva.
— Nada de brigas pela manhã. Venham, Carlos trouxe pão quentinho para todos.
E assim, aquela pequena família entrou no Chalé, onde aos domingos tomavam café da manhã juntos, como se estivessem na casa da vovó.
Priscila entrou no seu quarto assustada, trancando a porta. Aquela voz causou um tremor pelo seu corpo, Nicolas sempre a assombrava pelo medo da punição que ele aplicava e que nunca eram indolores. Muitas vezes, ele parecia sentir um prazer mórbido em apenas apagar os seu cigarros em sua pele, usando-a como se fosse um cinzeiro. As vezes ele nem queria usá-la e assim não permitia que dormisse ao seu lado na cama jogando-a no chão, onde ela adormecia acorrentada. Priscila sabia O que era punição, sabia na própria pele o que era ser sodomizada e jamais entenderia como pôde acreditar em Nicolas, poderia ter percebido e fugido enquanto era tempo, o seu coração idiotä acreditou no amor e o perdoou por conta do seu pensamento antiquado de que ninguém iria querer uma moça que não fosse virgem.
Passou o domingo no seu quarto, dando graças por ter a sua geladeira e Rute ter-lhe dado frutas e algumas bolachas.
Passava das duas horas da tarde de domingo, quando alguém bateu a sua porta. Teve medo de abrir, mas ao ouvir uma voz infantil, abriu lentamente a porta, era Mariana acompanhada de outro garotinho que trazia um prato nas suas mãos com alguns pedaços de carne e uma porção de arroz.
— Ruth pediu para trazer um pouco de almoço para você. Disse que eu não voltasse sem ter certeza de que comeu tudo. — falou o garoto com ar sério, parecia um mini adulto.
— Não precisa,eu como mais tarde. — respondeu Priscila enquanto pegava o prato, o menino simplesmente sentou-se na entrada do quarto impedindo que a porta fosse fechada e a pequena Mariana com um sorriso perguntou.
— Qué que eu dô na sua boca? A Rute coloca na minha boca e eu como tudo.
Priscila viu-se sem saída ao olhar para aquela garotinha que estava agora descalça e com os cabelos presos em duas chiquinhas. Sentou-se na sua cama e tentou comer o máximo que aguentasse, a menina veio e sentou-se ao seu lado na cama.
— Tem que comer tudo. Ruth deixou claro que iria querer enganar-me. Eu deveria ficar de olhos bem abertos.— falou o menino.
Priscila achou graça na criança que apenas cumpria que lhe foi falado. Eram tão pequenos e já sem a sua mãe. Ela acabou por comer tudo, não gostaria de ver aqueles anjinhos sendo punidos por algo que ela tivesse provocado.
— Ruth vai ficar feliz você comeu tudo! Eu sou o Roberto, o irmão mais velho de Mariana, ajudo o meu pai a cuidar dela, essa menina costuma meter-se em encrencas com muita facilidade.— o menino falou muito sério.
Diante do silêncio de Priscila, Mariana falou:
— Eu falei Beto ela não sabe falar!
— Mariana! Eu já falei que não podemos falar esse tipo de coisa de quem tem problemas.
— Eu falo sim, mas apenas quando vejo ser necessário. — falou a moça tentando disfarçar o sorriso que por incrível que pareça, desde amanhã daquele domingo, ele chegava com facilidade e tudo era por causa daqueles anjinhos.
Nesse momento ouviu-se apenas aquela voz potente:
— Crianças! Venham já para dentro, nada de atrapalhar a folga dos funcionários.
As crianças saíram apressadas, deixando a moça com um sorriso estranho, parecia que aqueles pequenos preenchiam um vazio que habitava nela há tempos.
Deitou-se novamente após trancar a porta. Aproveitou para retirar aquelas meias e a blusa de manga longa, estava um dia muito quente e assim, as feridas" respiravam" um pouco.
Ela que teve sempre a pele perfeita, agora estava toda marcada, nunca mais seria a mesma.
Aquelas punições que sofreu, foram necessárias para que ela percebesse que a aparência era apenas uma casca, não que ela fosse vaidosa, mas ela sabia da sua beleza. Voltando para o seu passado, ela até que era feliz com as amigas do orfanato foi enganada e acreditou no amor e esse foi o seu maior erro, mas ela nunca mais cometeria esse erro novamente na sua vida.
Faria de tudo para continuar trabalhando ali, assim ela estaria protegida do Nicolas e de qualquer homem. Não se deixaria enganar novamente por palavras bonitas e alguns beijos que ela acreditou serem de amor, como nos seus livros de romance. Ela foi inocente para os braços de um homem sem saber como era a verdadeira intimidade e já na primeira vez sentiu-se brutalizada, mas pensou que seria pior ser abandonada após usada.
Mas agora Nicolas não poderia mais toca-la, ninguém a tocaria e ela poderia seguir a sua vida sozinha.
💥💥💥
AMADINHAS...
MAIS UM POUCO DE PRISCILA.
BJS DE Luz 💓💓
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Atualizado até capítulo 44
Comments
Anita Alves
ela Precisa de tratamento coitada sofrer tanto assim e d mais/Awkward//Awkward//Awkward//Awkward//Awkward//Awkward//Awkward//Awkward/
2024-11-25
2
Sonia Bezerra
Priscila no 1° muro vc era pra ter ido embora e deixado ele,foi desculpar aí ficou nisso.Macho safado,bandido tem que se danar.
2025-04-02
1
Luisa Nascimento
Queria que ela confiasse em Rute. falasse tudo o que aconteceu com ela. coitada! 😪😥
2024-12-15
0