Melissa
O meu chefe me olha como se quisesse que a minha cabeça explodisse nesse exato momento, sinto sua raiva passando por cada centímetro do meu corpo, e tudo o que eu queria é que a terra me engolisse agora e me transportasse para qualquer lugar do mundo onde ninguém nunca tenha ouvido falar de Alexandre Oliver.
Eu não sou uma pessoa briguenta, não sou de causar confusão, na maioria das vezes eu sou aquela que abaixa a cabeça e concorda para evitar confusão porque eu odeio me estressar, mas tudo tem um limite, e eu estava no meu, tem dias que não da para engolir tudo, tem hora que as palavras precisam sair para não nos sentir sufocadas.
Tudo bem, que boa parte desse limite que me faltava era porque a minha amiga e o seu peguete da vez não me deixaram dormir ontem à noite com suas safadezas que ultrapassavam a parede que dividia os quartos, minha amiga perdeu sua virgindade lá pelos quinze anos, eu demorei um pouco, confesso mas também não tenho vida agitada, até hoje se eu tive no máximo dois parceiros foi muito, não gosto muito de conhecer pessoas, me sinto perdida, sem saber o que dizer, fazer e agir, por não ter conseguido dormir eu tive que ingerir uma quantidade absurda de café. e com toda quantidade de café em meu sistema que tomei durante o dia eu estou elétrica demais.
– O seu nome é Melissa? – perguntou confuso, eu sai das lembranças e fiquei sem reação, ajeitei mais o meu óculos em meu nariz e confirmei, afinal eu estava arrependida de ter perdido a linha por mais babaca que ele seja, eu preciso desse emprego e o valor que ele paga é o dobro do que eu ganharia trabalhando em outro lugar como secretária.
– Sim senhor – confirmo envergonhada, porém ainda com o rosto vermelho de raiva e não de vergonha. Sim de raiva, porque quando estou com raiva sinto o meu pescoço queimar também, e agora está queimando tanto que estou com medo de ter queimaduras de segundo grau, sim eu sou dramática e um pouco exagerada, mas nem sempre, só as vezes.
– saia – ele Ordena voltando a sua atenção para o computador na sua frente, e lá vamos nós tudo de novo. Acredito que com mais uns dois meses eu tenha que fazer um acompanhamento com psicólogo ou eu vou surtar, literalmente.
– eu estou demitida? – pergunto quase deixando a minha voz falhar, droga eu não deveria deixar que ele perceba que esse emprego é tudo o que eu tenho, imagina procurar um emprego no meio de uma crise?
– Não porque eu tenho aquela reunião para ir, e você vai me acompanhar – avisa e por mais que eu odeie viajar, eu apenas concordo, se eu fosse inteligente o suficiente eu deveria aproveitar a oportunidade que está me dando, uma chance e sair de fininho para não voltar a dizer qualquer besteira, porque me conhecendo é bem provável que eu faça isso.
– Ah então o senhor só está me mantendo no emprego porque não consegue outra a tempo? – eu e a minha boca grande que uma hora vai me fazer passar fome por não conseguir controlá-la, no mesmo instante que as palavras deixam a minha boca o homem me encara, ele está tão furioso que precisa afrouxar a gravata que usa parecendo desesperado tentando respirar
– Saia agora senhorita Lima, ou eu vou demiti-la – Ordena e eu saio imediatamente, não ando, eu literalmente corro, o seguro morreu de velho e se tem uma pessoa que necessita desse emprego sou eu.
Pela parte da tarde tudo ficou mais tranquilo, e isso se deve ao fato de que o ceo gostoso foi para a casa da Noiva, ela ligou e ele foi atender ao seu pedido bufando mas foi, não sei qual o problema deles, também não vou mentir, sou muito curiosa para saber.
Em relação a família, diferente de como trata a noiva, o meu chefe é muito reservado então pouco se sabe, mas o que eu ouvi falar é que é um homem que preza pela família, a sua mãe estava viajando com a neta, filha do irmão mais novo, André Oliver, esse é um safado, foi pai novo com vinte e três anos, hoje a pequena Agatha tem quatro anos, mora com ele na mansão da família, ninguém fala na mãe da menina, mas a boatos são de que ela os abandonou.
– Só não vou te oferecer uma carona porque é capaz de eu desviar o caminho – André graceja entrando no elevador e eu reviro os olhos, ele tem vinte e sete anos e trabalha na empresa na área de marketing. Ele foi pai ainda na universidade, isso não o impediu de se formar, essas coisas só acontecem com a mãe, assim que uma mulher se ver grávida ela tem que abandonar tudo, muitas conseguem seguir e eu digo isso porque já vi acontecer, tudo é sempre mais difícil para as mulheres.
– você não seria capaz – brinco e ele morde os lábios incrivelmente grossos que parecem o pecado tudo nesses irmãos Oliver é perfeito, um é delicado como o coice de um cavalo, e esse é galinha, um safado da pior espécie, desde o meu primeiro dia Oliver tira esse tipo de brincadeira, mas eu sempre deixei claro que não estou disponível, eu nunca mais seria só mais uma na lista de nenhum homem, eu disse isso a um ano atras depois da minha primeira decepção amorosa e ah um ano eu não sei o que é sex0.
– você diz isso porque sabe que é área proibida, infelizmente tenho ordens de que eu não posso flertar com você – ele diz parecendo realmente chateado, eu franzo o cenho não entendo ao que se refere.
– Não entendi – pergunto confusa e ele nega em um claro sinal de que não vai falar mais sobre nada – André Oliver
– ah gatinha, se você soubesse – diz e sem me dar a chance de insistir ele sai do elevador de modo rápido, e só então noto que estamos no estacionamento, ele encontra uma funcionaria que eu sei que já ficaram algumas vezes e os dois começam a se beijar ali mesmo sem vergonha alguma, eu fico sem entender o que ele quis dizer com “não pode flertar comigo”
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Atualizado até capítulo 56
Comments
Celina Costa
nossa, me visitar nela, quando trabalhava kkkk falar demais é comigo mesmo kkkk principalmente quando estou nervosa kkk sai até o pensamento kkkk
2025-02-09
1
Maria Ester
eu corre kkk eu vou andando plenamente eu não tenho medo dele kkk mim poupe
2024-12-26
2
Gloria Katia Baffa
Nesta situação mulher sofrer maus. Ela tá certa não misturar situação .
2025-01-05
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