Melissa
Eu não acredito nisso.
Ainda não consigo acreditar que os hormônios me fizeram passar uma vergonha dessas, eu chorei diante do meu chefe, e tudo por que eu estava com fome?
Claro que eu só vim pensar nisso agora depois de comer quase toda a sobremesa disponível no refeitório da empresa.
– você está estranha – Juliana disse enquanto eu comia o pudim que ela disse não querer, quem diabos rejeita pudim? Eu quase chorei de emoção quando ela me ofereceu.
– Também estou achando – Tereza concorda, as duas são as minhas maiores amigas aqui na empresa, Juliana é recepcionista, e Tereza assistente no setor de marketing da empresa, ou seja, trabalha para o doce libertino André.
– Tpm – minto na maior cara de pau, elas não parecem acreditar muito.
– Não dá nem para discordar – Juh disse – lembra daquela vez que fomos comer naquele PF e encontramos um gatinho abandonado?
– Naquele que ela passou dois dias Seguidos chorando? – Tereza indagou e a outra concordou
– Era um gatinho, vocês não tem coração? – indaguei com os olhos enchendo de água novamente, de tem uma coisa que eu sou é emotiva e agora parece que tudo está aumentado as emoções estão mais intensas e eu não consigo controlar.
– Tudo bem. – disseram juntas e então começamos a fofocar novamente. Eu temia que mais cedo ou mais tarde virar assunto do horário de almoço também.
E isso eu tinha certeza de que iria acontecer, enquanto não fosse preciso eu não pediria demissão, agora eu não podia pensar só em mim e depois de ver como aquela mulher gosta de me humilhar a vontade de contar que já não era muita diminuiu ainda mais.
Assim que terminei o meu almoço como de costume aproveitei para pegar o café do meu chefe, queria que ele e a sua namorada já não tivesse mais na sua sala.
– é para o Xande? – André indagou levei um pequeno susto e ele sorriu da minha cara de apavorada – desculpe
– Você qualquer dia desses vai me matar do coração e agora eu nem posso pegar susto, eu acho – Eu disse e logo me recriminei por isso, ele me encarou confuso, eu olhei ao redor vendo os olhares de algumas mulheres nos encarando com ciúmes.
– Ele saiu com a Bárbara – disse após um suspiro
– Graças a Deus – eu disse e ele apenas fez um meneio de cabeça
– Eu acho que ele está mais seguro no trabalho do que ao lado dela – ele disse e eu não entendi bem o que ele quis dizer. Porém ele me deixou ali com um copo de café na mão e umas dúvidas.
O que Barbara fazia para que o irmão do meu chefe não gostasse da própria cunhada? Aquele pensamento me dominou pelo restante da tarde.
Assim como eu, o meu chefe também voltou do almoço pensativo, o seu semblante já não tinha mais preocupação ou qualquer coisa do tipo que teve comigo mais cedo, ele só parecia apenas cansado, exausto.
Fiquei preocupada, mas também não queria ser invasiva, eu não tinha nada a ver com a vida dele era apenas uma simples funcionária e mãe do seu filho, mesmo que ele não saiba disso.
Assim que o meu expediente estava prestes a acabar eu comecei a arrumar as minhas coisas, por sorte o dia estava tranquilo e eu consegui arrumar a papelada que Oliver havia bagunçado.
Quando eu suspirei em minha cadeira levei a mão em meu ventre agradecendo a minha pequena sementinha por ter me ajudado e eu não ter ficado enjoada.
– Até amanhã – Oliver disse caminhando para o elevador sem olhar diretamente para mim. Achei a sua atitude estranha pois por mais que ele seja um grosso sempre se despede e procura saber a agenda do dia seguinte.
Depois que ele saiu eu também sai, e como o carro de Carol estava na oficina e Leo teria uma audiência distante eu não quis incomodá-lo e iria de ônibus para casa.
Durante o caminho até a parada que não ficava muito distante da empresa eu tinha a sensação de que estava sendo vigiada
– Ah não sementinha – reclamei conversando com o meu ventre – você não vai me fazer ficar paranoica não, eu não sabia que isso fazia parte da gravidez.
Era final da tarde, muita gente indo e vindo para casa então a rua estava movimentada, mas na hora de atravessar o sinal infelizmente só era eu, e eu morria de medo de atravessar o sinal sozinha, não me pergunte por que, mas desde pequena eu sinto esse medo.
Assim que ficou vermelho eu esperei os primeiros carros pararem, eu não sou louca e nem nada, sempre faço isso, mas assim que eu comecei a atravessar e estava na pista um carro parado avançou com tudo felizmente alguém me puxou com tudo para trás.
– Moça você está bem? – disse preocupado e eu não sabia o que tinha acontecido, mas eu estava no chão em cima de alguém, pouco a pouco fui me afastando enquanto ouvia buzina de carro moto e algumas pessoas tentando entender o que aconteceu.
– Estou sim – eu disse realmente estava bem, o homem desconhecido realmente me salvou eu o abracei agradecendo assim que a gente chegou na calçada.
Sem condições de pegar um ônibus como planejado desde o início, pedi um carro por aplicativo que felizmente não demorou a chegar.
E assim que eu cheguei em casa eu desabei no choro e dessa vez com razão eu quase corri o risco de perder o meu filho, e ele havia acabado de chegar em minha vida, mas eu não saberia o que fazer sem ele, já não existia mais Melissa sem a sua pequena sementinha.
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Atualizado até capítulo 56
Comments
Beth Silva
a neurótica da Bárbara que fez isso, por causa do ciúmes
2025-03-05
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Maria Das Dores
😡😡😡😡 Será q Barbara tá seguindo Melissa
2025-03-06
0
sandra helena barbosa
Deve ter sido aquela cobra 😤😤😤😤
2025-01-17
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