(Ravena Narrando)
Já havia passado uns dias depois da reunião na creche da nayna, e ela nunca mais chegou triste ou falando coisas do tipo "por que tenho cor de café?".
É tão horrível ver essa discriminação de cor, ainda mais vindo de crianças de três a seis anos de idade. Me pergunto quando essas crianças crescerem vão se tornar o que? Com certeza com essa mente não vão ser pessoas boas.
Tem três dias que o Herbert saiu em Viagem para Tóquio, os carros que a empresa cuch fabrica são bem modernos e tem a afilial dele em Tóquio.
Ele falou que não irá demorar muito e voltaria o mais rápido possível, durante esses três dias a nayna só dormi no meu quarto.
— Filha tá na hora de acorda.
Nayna — Mamãe nhao quelo ir pa (não quero ir para) creche.
— Bom hoje é sexta, deixa eu ver.
Fico pensando, e ela ergue os olhos para mim com aqueles olhinhos cheio de esperança, dou um sorriso para ela e deposito um beijo na suas bochechas dos dois lados.
— Tá hoje você não precisa ir para creche, mais não conta pro papai, tá ok?
Nayna — Ebaa xim (sim), sigilo pro papai shiu🤫.
Ela coloca o dedinho indicado na frente dos lábios dela, como a minha filha é fofa.
— Vamos nos arrumar para o café.
Saímos da cama ajudo ela a toma banho e após o banho ajudo ela a se arrumar, faço o mesmo comigo e famos para mesa.
— Bom dia.
Nayna — Bom dia vovó e vovô.
Carla — Bom dia meninas lindas.
Carla deposita um beijo na bochecha da nayna e ajuda ela a sentar na sua cadeira, me sento ao lado da nayna.
Paulo — Bom dia lindas damas, por que não está pronta para creche?
— Ela não vai hoje.
Nayna — A mamãe deixou eu falta.
Ela fala toda alegre e beber um pouco do seu suco de frutas naturais.
— Mais vai para a sua aula de balé mais tarde.
Nayna — Mamãe nhão gosto da aula de balé e nem de pintura, e muito menos de litiqueta (etiqueta).
— Por que você não falou isso antes?
Pergunto sendo doce na voz.
Nayna — purque (porque) eu preferia tá lá do que nhão ver o meu papai em casa, ele passa o dia todo no tabalho (trabalho) só o vejo a noite, e chatu (é chato) ter a atenção dele só por uma hora.
Ela fala de um jeito triste, olho para os dois que ficam calados olhando para ela, acho que só agora ela se sentiu bem para contar o que sente. Ela sente falta do pai, que só tem uma hora do tempo para ficar com ela, e em raros momentos que ele fica com ela o dia todo. De uma certa forma ele não dá atenção necessária para ela, e ela mesmo com três anos consegue sentir isso, sentir que só recebe o resto do pai.
— Filha vamos fazer assim, você me fala quais as atividades que você quer desistir e vamos ver as atividades que você gosta para fazermos juntos em família. Gostou da ideia?
Nayna — O papai também vai participar?
— Vai minha rainha ele vai participar das atividades que você quiser.
Ela abre aquele sorriso fofo que eu amo ver, beijo a pontinha do nariz dela e continuamos a tomar nosso café. Depois do café da manhã sento-me com a nayna no sofá e começamos a fazer uma lista de coisas que ela quer fazer durante o dia, e a maioria é ficar com o pai por mais tempo.
Já vi que eu e ele vamos discutir de novo, mais, vai ser por uma boa causa.
Penso comigo mesma.
'Vamos lá Ravena, coloca o espírito da calma no seu ser, e tenta não se estressar.'
A Carla entra na sala e fala.
Carla — Querida da vovó vamos ver a sua tia?
Nayna — Oba visita a titiaaa.
— Quem é a tia dela?
Carla — A minha filha, ela é irmã do Herbert.
— pera aí... o Herbert é seu filho?
Fico surpresa, eu não vejo ele chamando ela de mãe, sempre presencio um lado carinhoso dele com ela de vez enquanto, mas não imaginava que era por ser filho dela.
Carla — Bom... eu criei ele des do oito anos de idade dele, sou mãe adotiva dele, assim como o Paulo é o pai adotivo do Herbert.
— Minha nossa eu ia morrer sem saber disso, tô aqui a dois meses e nunca notei isso. Você é o Paulo São um casal?
Ela rir fraco.
Carla— Sim samos um casal, estamos casados a mais de 30 anos.
— Aí minha nossa, nunca que desconfiaria disso, vocês nunca estão juntos.
Carla — Você que acha. — Rio fraco — Vamos querida seu avô já está esperando, quer ir com nós Ravena?
— Não, eu vou ficar aproveita que vou está sozinha e resolver sobre as atividades da nayna tira ela da escola de balé e pintura.
Carla — Ok, até mais tarde.
despeço-me delas duas e fico sozinha na casa.
Era por volta das cinco da tarde quando o Herbert chega de viagem, eu estava vindo da cozinha com um pratinho com bolo nas mãos, passei o resto do dia resolvendo sobre o cancelamento das aulas de balé e pintura.
Tomo um lindo susto quando vejo ele abaixando a mala no chão.
- aaaa...
Herbert — Aaa ravena!! — pego um susto com o grito que ela deu.
— Ai, você chega assim sem falar que estava chegando, por que não mandou uma mensagem?.
Herbert — quis fazer surpresa.
— Com certeza você fez.
Ele rir e fala.
Herbert — Cadê a nayna?
— Foi visita a sua irmã com os seus pais, que até ontem não sabia que eles eram seus pais.
Herbert — A Carla não te falou que sou adotado? Uau, que milhare, ela te fala qualquer coisa.
Não consegui evitar e rir, realmente ela me conta tudo até mesmo de coisas que eu nem precisava saber, eu e a Carla nos tornamos umas ótimas amigas.
— Ela esqueceu de me contar isso.
Rio e me sento.
Herbert — Isso sim que é novidade — Rio fraco. — Olha eu tenho um evento para ir hoje a noite e quero levar a nayna comigo para gente ficar juntos já que passei três dias fora.
— E você acha que levando ela para esse evento vai deixar ela feliz?
Herbert — Creio que sim, já que ela vai está comigo.
Faço uma expressão de desapontada.
— Ela não vai ficar feliz pode ter certeza, Herbert acho que você deveria da mais atenção para sua filha.
Herbert — mais do que eu dou?
— Sim! A nayna sente a sua falta, hoje ela falou que queria mais tempo com o pai, que não queria só uma hora com você.
Herbert — Eu vou levar ela comigo vou da atenção.
— Não, você não vai da atenção a ela, ela precisa demais, precisa do carinho do pai dela, você só dá o resto de você para ela, chega a noite você só entrega a ela o seu cansaço e pronto.
Herbert — Olha aqui Ravena você não faz ideia de como é difícil administrar uma empresa e cuidar de criança, foi por isso que contratei você para ser a mãe dela, para dá-lhe o que uma criança precisa, o que eu não consigo dá.
— Você consegue sim, é só tentar, não é difícil tirar um sábado e domingo para ficar com ela, dia de domingo você não vai para empresa mais fica praticamente o dia todo no escritório, o que adianta tá em casa se não fica com a sua filha?
Falando séria com ele e tentando manter a calma para não surta, continuo falando.
— Olha eu posso ser a mãe da nayna agora por contrato, mais um dia ela vai crescer e não vai, mas precisar de mim, e só vai ter você e quem sabe uma madrasta, mas do jeito que você é acho bem difícil. O importante é que você vai viver sempre com ela e quer que ela cresça te olhando como só um pai que dá a comida, casa e roupa para ela? Ou quer que a sua filha lembre que você sempre fez parte da vida dela, não só a mantendo viva, mas mantendo o carinho de pai e filho, pensa nisso.
Pego uma folha e ergo em cima do seu peitoral e me afasto a deixar ele segurar a folha.
— Vou ligar para Carla, licença senhor Cuch.
Me viro e vou em direção às escadas.
(Herbert Narrando)
A conversar com a Ravena foi bem aberta, as palavras dela fez eu abrir um pouco a mente percebi que não tô dando exatamente a dívida atenção a minha rainha, que bosta de pai eu estou sendo.
Pego o papel que a Ravena jogou em mim, vou observando, ser as novas atividades da nayna, e a maioria delas envolver o meu nome no meio.
Vou para o meu quarto lendo todas as atividades,
Passear no parque.
Ver desenho a noite.
Brincar na cama do papai de pula-pula.
Ir à praia e brincar de piscina.
Todas essas atividades que ela não faz, atividades de criança da idade dela.
Preciso fazer parte da vida da nayna ou ela vai crescer como a Ravena falou.
"Me vendo só como o pai que dá casa, comida e roupa".
A nayna chega com os avós a ravena pega ela e leva para o quarto para se arrumar, Me arrumo e desço para espera elas duas.
A Carla estava lá na sala esperando.
Carla — Você é a Ravena brigaram?
— Mais ou menos.
Carla — Hum.. olha ela só quer o bem da nayna, você deveria ouvir ela pela a nossa menina.
— Eu sei mãe e vou ouvi sim.
Sorrio, eu preciso ouvi a Ravena ou vou perde a minha filha, e eu não quero perde o meu bem mais precioso de todo esse mundo.
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Atualizado até capítulo 67
Comments
Dora Silva
🙏🏽🙏🏽🙏🏽🙏🏽
2023-09-30
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