(Ravena narrando)
Já era hora de buscar a minha filha na creche, saio de casa com o Paulo e famos pegar ela na creche.
Fiquei esperando no portão por alguns minutos até ela aparecer correndo até mim.
— Oi minha rainha, como foi a aula?
Nayna — Bom...
Sinto no tom da voz dela que ela tava triste,
Diretora— você que está cuidando dela né?
Olho para diretora.
— Sim estou, algum problema?
Diretora — Nem um, só para avisar que vai ter uma reunião Com os pais amanhã, e ia ser bom que o pai dela estivesse presente.
— Ata, Eu vou avisar ele então.
Sorrio e vou para o carro, no caminho ela tava muito calada.
— filha aconteceu alguma coisa na aula?
Ela finalmente fala.
Nayna — Por que eu nhão (não) tenho mamãe? As outras crianças têm e eu nhão.
— E eu? Você não quer mais ser minha filha?
Nayna — Mas voxe nhão (você não) me teve, os meninos falalam (falaram) que voxe não pudia ser mi mamãe.
— o minha querida claro que posso ser sua mamãe, mãe é quem cuida e da carinho, eu não faço isso?
Nayna — xim faz muito, voxe me dá muito calinho. (carinho) — falo dando um sorriso para minha mãe.
— Pois é minha rainha, não liga para que as crianças falam tá bom. É só coisa de crianças.
Ela sorrir e me abraçar e se anima mais.
Pela parte da noite fico na sala, o pai da nayna chega meio tarde e a nayna já estava em seu quarto dormindo.
— Senhor Herbert podemos conversar?
Herbert — o que eu falei sobre senhor?
— podemos conversar?
Herbert — tá, qual o problema?
Ele se senta.
— É que amanhã vai ter uma reunião Com os pais e a diretora falou que era bom você ir.
Herbert — Não tenho tempo para reunião bobas de escola, e sempre para falar coisas que a gente já sabe.
— Isso não é verdade, é bom irmos por que as vezes as coisas são sérias, e também mostra que você está interessado nas coisas da menina. Você tem que ir.
Herbert — opa, calma a bund@ aí, você não tem direito nem um de falar o que tenho ou não tenho que fazer, você está aqui para cuidar da nayna não para mandar em mim.
— O senhor é uma pessoa muito difícil de se lidar, estamos falando sobre a nayna e o quanto é importante você está na reunião da creche amanhã, ela vai ser a única criança que não vai ter o pai lá.
Falo seria e meu jeito fofo se foi rápido ele tem o Dom de me estressar rápido.
Herbert — Não admito que você fale comigo assim Ravena lembra que posso te tirar daqui rápido.
— Pode tirar, mais saiba que estou fazendo o certo estou cuidando da menina e entro metendo nas coisas que de respeito a ela, e advinha?.... Você é o pai dela!
Falo de um jeito irônico e meio debochada.
Herbert — A senhora está muito para frente Ravena foi só ela começar a te considera mãe dela que já pensa que manda em mim, continua assim que você não dura um dia aqui dentro.
Respiro fundo para não perde mais a cabeça, será que é tão difícil ele ter um tempo para ir à escola da menina?
Escuto uma voz de choro vindo da escada, olhamos para lá e a nayna estava no meio da escada em pé olhando para gente com os olhinhos só lágrimas.
— querida você era para está dormindo.
Nayna — voxe vai mandar ela embola (embora) só por cuda (cuidar) de mi papai — falo soluçando.
(Herbert Narrando)
— claro que não filha você entendeu errado.
Vou até ela e a pego no colo a abraçando.
Não gostei da Ravena me mandando daquela forma então falei por impulso, mas doeu o meu coração ver a minha filha chorando assim.
— papai não vai mandar ninguém embora, não chorar.
Ela deita a cabeça no meu ombro e continua chorando, a Ravena vem até nós.
Ravena — não chorar rainha, eu não vou embora não.
Nayna — nhão quelo vê biga de voxes. (não quero ver briga de vocês).
— Você não vai ver filha foi só um desentendimento a gente já está bem de novo, né?
Olho para Ravena que balança a cabeça confirmando.
Nayna — Quelo dormi com vocês hoje — vou parando de chorar.
— Tá filha então vamos para meu quarto.
Seguro na mão da Ravena e vou levando a minha filha no meu colo, entramos no meu quarto e deitamos os três juntos, a nayna fica agarrada em nós dois e aos poucos ela pega no sono e dorme.
— Ravena desculpa ter falado aquilo que ia te mandar embora, me estressei com você mandando em mim.
Ravena — Eu não mandei em você, só falei a verdade, você é o pai dela e tem coisas que precisa fazer, você sempre está em reunião na sua empresa então não vai ser uma perda de tempo você ir para a reunião da creche dela, é só uma hora de tempo duas no máximo.
— Você tá certa, amanhã eu vou para escola dela.
Ela sorrir para mim e retribuo o sorriso.
Ravena — Vou pro meu quarto, boa noite.
— Boa noite Ravena.
Ela se levanta da cama e sai do meu quarto e vai para o quarto dela, fico abraçado com minha filha e durmo.
(Ravena Narrando)
Acordo no meio da madrugada com algo mexendo na maçaneta do meu quarto quase tive um treco, mas ai vi um pedaço de chocolate entrando e subindo na cama.
– filha ainda não tá na hora de acorda.
Ela se agarrar em mim e fala.
Nayna — Tive um pesadelo. Mamãe pomete (promete) que mesmo que o papai manda voxe embola voxe (você ir embora você) não vai?
Sinto o medo em suas palavras, nos apegamos tão rápido uma na outra.
— Eu prometo filha, se ele mandar eu ir embora chuto os países de baixo dele e falo que ele não manda em mim.
Ela rir com aquele riso sapeca.
Nayna — Vou confirma (confiar) em voxe. Nhão quelo fica sem mamãe, esse pesadelo é horrível.
— pode confirmar (confiar) fofa, não vou te deixar.
Acho uma graça esses erros de fala dela, a deixa ainda mais fofa.
— Vamos dormir tá.
Ficamos abraçadas e dormirmos como dois anjinhos.
No Dia seguinte, acordei e fui arrumar as coisas dela para escola e deixei ela dormindo um pouco mais.
Estava concentrada no que estou fazendo e tomo um susto com uma voz grossa atrás de mim. viro-me.
— Aah, Não faz mais isso.
Herbert — desculpa. — Rio do susto que ela levou e olha que só falei "bom dia".
— Bom dia!
Herbert — Cadê a nayna? Acordei e não a vi na cama.
— Ela acordou no meio da Noite e foi pro meu quarto, ela teve um pesadelo.
Herbert — Que pesadelo?
— Ela falou que foi com você me expulsando daqui e nunca mais me viu.
Observo a expressão de culpa na cara dele.
Herbert— Isso foi porque ela ouviu o que falei ontem. — solto um ar pesado.
— Não se preocupe, eu falei uma coisa pra ela que fez ela esquecer isso.
Herbert — O que você falou?
— Que se você me expulsa eu vou bater no seus países baixos, e depois ia fugir com ela para gente ficar juntas.
Ele me olhou preocupado e perguntou.
Herbert — E o que ela falou?
— Me fez prometer que eu realmente ia fazer isso.
Queria rir da cara dele, mais me segurei.
Herbert — ela aceitou essa atrocidade comigo? — Tô perdendo minha filha pra ravena — não acredito que ela aceitou fugir com você.
— ah ela aceitou e ficou animada que dormiu sorrindo de orelha a orelha.
Faço um gesto com os dedos quando falo sorrindo de orelha a orelha.
Herbert — Estou me sentindo abandonado.
— Não se sinta assim senhor, ela só vai abandonar o senhor se me expulsa.
Herbert — Já entendi estressadinha.
— eu não sou estressada.
Herbert — Você é sim, se estressa até com isso — aperto o nariz dela sem força.
— Aiii
Bato na mão dele.
— para com isso.
Falo meia braba. E ele só rir da minha cara.
Herbert — Estressadinha.
Mostro língua pra ele e vou para meu quarto acorda a pequena, já estava na hora dela se arrumar para ir a creche.
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Atualizado até capítulo 67
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