Mariana: Entro na mansão do meu pai com o coração apertado. Caminho em passos lentos até a entrada e para o meu desespero ele está na sala lendo um jornal. Ele me encara sério e sigo os seus olhos até a aliança de noivado no meu dedo.
Ravier: Se casa quando Mariana?
Mariana: Oi pai.
Ravier: Mariana, se casa quando?
Mariana: Ainda não marcamos a data!
Meu pai se levanta e dou um passo para trás.
Ravier: Mariana fica assustada quando me levanto e mais uma vez fico irritado com ela.
É para volta pra casa Mariana, as regras ainda são válidas e não quero você sendo falada, entendeu?
Mariana: Não sou mais criança pai, sou uma adulta, chefe de cirurgia do hospital central e não imagino porque alguém falaria qualquer coisa de mim. Não vou voltar a morar sobe o mesmo teto que você depois de quase ter me matado!
Falo temendo a reação do meu pai.
Ravier: Perco a paciência e pego a Mariana pelo braço com raiva.
Nunca mais falte com o respeito comigo, noiva ou casada ainda sou o seu pai, entendeu?
Mariana: Vai me espancar de novo pai? Já fez isso duas vezes e me calei por medo e dor, mas não vou me calar mais. Eu te amo pai mesmo com tudo que me fez, mas não vou deixar mais que me machuque quando tudo que dei foi respeito e obediência a minha vida toda.
Falo com lágrimas descendo pelo meu rosto.
Ravier: Solto o braço da Mariana me sentindo a pior pessoa do mundo.
Mariana...
Mariana: Vim ver a minha mãe e não vou demorar, quando entender os seus erros comigo e estiver disposto a colocar o seu orgulho de lado e se desculpar, vou te ouvir e daí quem sabe pai, não volte a ser a pessoa que tanto admirei.
Falo e saio para ver a minha mãe.
Ravier: Mariana sai e me sento sentindo uma dor no peito, vê-la me encarar pela primeira vez tão forte e descida me fez ver a mãe dela no seus olhos.
Que saudades Linda, sempre soube que sem você estaria perdido e estou. Não sei o que estou fazendo.
Mariana: Estou descendo e escuto o meu pai, tento me manter firme e passo por ele em silêncio até a porta.
Boa noite pai.
Ravier: Não tenho coragem de encarar a Mariana.
Boa noite filha.
Mariana: Paro e sinto algumas lágrimas descerem pelo meu rosto. A última vez que o meu pai me chamou de filha tinha 16 anos, respiro fundo e saio de casa. Peço ao motorista para levar a ponte que o Luke me falava que ficava quando queria pensar. Sento na ponte e fico horas sentada só observando o movimento da rua.
Guilherme: Sou avisado pelo motorista que a Mariana saiu muito abalada da casa do pai e que está sentada à beira de uma ponte, me desespero com medo que ela queria se matar e vou atrás dela.
Não está pensando em pular, está?
Mariana: Seco as minhas lágrimas e escuto a voz do Guilherme carregada de preocupação atrás de mim enquanto sinto os seus braços me envolverem.
Não, só queria pensar um pouco.
Guilherme: Respiro aliviado.
Me promete que não vai desistir da vida Mariana, não quero pensar em te perder.
Mariana: Não vou Guilherme. Estava angústiada e queria um lugar tranquilo, hoje não foi fácil na casa do meu pai e enfrentei ele pela primeira vez, ainda estou tentando entender muitas coisas e essa confusão me machuca demais. Mas, não pensei em pular, não passou pela minha cabeça tirar a minha vida.
Guilherme: Vem, vamos embora.
Pego a mão da Mariana e seguimos para o apartamento em silêncio, encontramos a Tina desmaiada na cozinha.
Mariana: Tina?
Tina: Eu... eu...
Mariana: Desmaiou Tina. Calma, está tudo bem.
Guilherme pega a Tina nos braços e coloca ela no sofá. Pego minha maleta médica e examino ela, a sua pressão está baixa.
Guilherme: Pode ter sido só uma queda de pressão Tina. Comeu hoje?
Tina está pálida, suando frio e assustada.
Tina: Comi mal, estou muito enjoada esses dias.
Mariana: Pode estar grávida Tina?
Tina: Chego a ficar tonta novamente com essa possibilidade. Não pode ser!
Não, não, não posso.
Guilherme: Tina não pode ou não quer?
Tina: Sou sozinha aqui em New York, fui idiota e me deixei levar. Se estiver grávida não posso ter esse bebê senhor Guilherme.
Mariana: Tina fala muito nervosa.
Tina calma, vamos confirmar a gravidez primeiro. Vou pedir um teste na farmácia.
Tina: Choro descontroladamente.
O meu período está atrasado, estou enjoada e o meu corpo mudou senhora Mariana... Não vou conseguir ser mãe solteira.
Mariana: O pai do bebê não te apoiaria?
Tina: Zack me enganou, ele me disse que me amava, estavamos juntos a alguns meses e ele me deixou. Me deixou no dia que ficamos pela primeira vez, só me usou.
Mariana: No impulso abraço a Tina, ela está fragilizada e acredito que com os hormônios da gravidez esteja muito mal agora. Caminho com ela a área dos empregados e fico ao seu lado até ela ficar mais calma e pegar no sono.
Guilherme: Como ela está?
Mariana: Mal, acredito que quer interromper a gravidez. Queria poder ajudá-la a repensar, ela está assustada e acaba de descobrir que está grávida e sozinha, não acredito que realmente queria interromper essa gravidez.
Guilherme: Essa situação é delicada, não me envolvo em problemas de funcionários Mariana e hoje pela primeira vez estive aqui conversando sobre algo pessoal com a Tina. Você está mudando a minha vida.
Mariana: Os funcionários da minha casa foram meus únicos colegas, mesmo eles não podendo se aproximar muito pelas regras do meu pai foi por causa deles que não me senti tão sozinha. Não gosto de ser chamada de senhora Mariana e vai me ver cuidar da Tina, porque como mulher jamais a deixaria desamparada nesse momento.
Guilherme: Faça como achar melhor, se ela for a sua protegida, será minha também. Quando lhe disse que estou disposto a fazer tudo por você, não era da boca para fora Mariana. Vou me tornar melhor por você!
Mariana: Fico feliz e beijo com carinho o Guilherme. Me despeço dele e vou dormir, o dia hoje foi muito cansativo mentalmente e ele vai dormir também.
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Atualizado até capítulo 92
Comments
Luzia aparecida Araújo
Aos poucos Mariana vai se libertando do pai! O apoio moral do Guilherme está dando forças e confiança em si mesma!
2025-01-16
1
Marta Ginane
Mais um livro da Jéssica... recomendo a leitura dos outros livros dela. Cada um melhor que o outro.
2025-01-19
0
Guerreira Mattos
Luck deveria ter reagido e a mãe que o pai diz sentir falta será que está vegetativa
2025-02-16
0