Seis anos depois...
Mariana: Fui convidada para fazer o discurso com uma colega da faculdade. Nunca me chamaram para nada e acabei me empolgado. Me vesti e fui, cheguei na casa dela e logo várias pessoas começaram a entrar, a colega disse que convidou algumas pessoas para ficar mais interessante a noite. Queria ir embora, sabia que tinha que ir, mas não fui. Se passa meia hora e me arrependo de ter ficado, um garoto que nunca vi me encurralou na parede, tento sair mais ele é mais forte, grito para ele se afastar enquanto movimento a cabeça sem parar impedindo ele de se aproximar da minha boca. O meu pai chega na hora, arranca ele de cima de mim e da vários socos nele, ele me pega pelo braço com uma brutalidade que jamais me tratou e me arrasta para casa, vou o caminho todo chorando e o meu pai não fala uma palavra se quer. Entro chorando na mansão, o meu pai está transtornado.
Ravier: Depois de tudo, mal consigo encarar à Mariana, a anos se quer olho nos seus olhos. Fico com ódio de encontrá-la numa festa, as regras são claras e ela nunca tinha me desobecido até hoje.
Quer me matar de vergonha Mariana? Foi isso que lhe ensinei.
Mariana: Pai...
Tento falar as palavras não saem. O meu pai tira o cinto e me desespero, ele me bate pela primeira vez na vida e grito por ajuda desesperada.
Ravier: Não vai agir como uma vagabunda debaixo do meu teto. Você sabe bem os planos para o seu futuro e não vai arruiná-los.
Mariana: Não... pai... prometo que não faço mais... por favor... tá doendo pai...
Grito e imploro e o meu pai parece não me ouvir. Ele só para quando não aguenta mais. O meu corpo inteiro dói, vejo o suor na testa do meu pai. Ele parece sair de um transe, se aproxima e me encolho chorando a ponto de soluçar. Me levanto com dificuldade, caminho me arrastando pelos corredores até o meu quarto. Tranco a porta com medo e entro em baixo do chuveiro com roupa tudo deixando as minhas lágrimas se misturam a água que cai sobre a minha cabeça desesperada.
Ravier: Evelyn! Me conte tudo o que aconteceu.
(Evelyn, 30 anos. Guarda-costas da Mariana)
Evelyn: Uma colega chamou a Mariana para fazer o discurso da formatura, ela foi e derrepente começou a chegar várias pessoas na casa.
Ravier: Ela não sabia que era uma festa?
Evelyn: Não senhor, te liguei porque vi que as colegas estavam mal intencionadas.
Ravier: Suma da minha frente sua inútil, está demitida! Se não tivesse chegado a tempo aquele moleque poderia ter abusado da minha filha.
Evelyn: Vou porque não aceitaria mais trabalhar para homem como o senhor. Só fiquei aqui durante esses anos pela Mariana. Agora o senhor deveria refletir, acredita que aquele moleque faria algo pior do que o senhor mesmo fez com ela hoje?
Saio com ódio desse maluco! O meu único pesar é que a Mariana vai ficar sozinha com esse psicopata. Ouvi histórias que essa mansão já foi cheia de risos e desde que cheguei aqui a seis anos, é um lugar que me causa calafrios, o Ravier é um homem frio e cruel.
Ravier: Evelyn sai e vou até à Linda, passo pelo quarto da Mariana e escuro seu choro. O meu peito dói, mas ela precisa aprender. Não posso perdê-la, ela confia de mais nas pessoas e não tem maturidade para enfrentar o mundo cruel que vivemos.
Mariana: Acordo cedo, tomo um banho e um remédio para dor, o meu corpo está todo marcado. Coloco uma roupa que cobre os hematomas e saio sem tomar café da manhã. Tenho outro segurança me acompanhando, fui informada que a Evelyn foi demitida. Hoje é o dia da minha formatura, olho em volta e só vejo um rosto conhecido, o da Evelyn, minha ex guarda-costas ou cão de guarda como foi apelidada pelos meus colegas. Não fiz nenhum amigo e fui chamada de aberração durante os anos que cursei a faculdade. Conclui a faculdade em primeiro lugar na minha turma, mas saí apenas com um diploma solitário nas mãos. Sou a única a não ter ninguém da família na plateia sentada comemorando a minha conquista.
Evelyn: Parabéns, Mariana.
Mariana: Obrigada Evelyn.
Falo secando algumas lágrimas que insistem em cair.
Evelyn: Sinto muito por ontem Mariana, só estava cumprindo ordens e não imagina que o Ravier faria aquilo.
Mariana: Você não teve culpa Evelyn.
O meu segurança novo se aproxima e pede a Evelyn para se afastar, me despeço dela e vou direto para casa. Entro e vejo o meu pai, ele se aproxima e me encolho de medo.
Ravier: Mariana entra em casa, vou falar com ela e ela se encolhe de medo deixando algumas lágrimas correrem pelo seu rosto. Me afasto e saio com raiva. Chego em casa tarde da noite e a nossa governanta vem falar comigo.
(Vilma, 40 anos. Governanta na mansão do Ravier)
Vilma: Senhor Ravier a menina Marina não comeu nada hoje, nenhuma refeição.
Ravier: Está tentando chamar atenção Vilma. Ela vai comer quando sentir fome.
Subo e passo pelo quarto da Mariana, ela está dormindo nos livros, me lembro dela assim a seis anos atrás. Se soubesse o rumo das nossas vidas e se pudesse eternizaria aquele dia. Penso em deita-la na cama, ela está de pijama sem mangas, olho os seus braços e não consigo encarar os hematomas que deixei nela. Saio rápido do quarto dela e sigo até a Linda.
Mariana: Acordo dolorida, mal consigo abrir os olhos, me sinto fraca. Me levanto, pego um frasco de remédios para dor, abro, fico tonta e perco a consciência.
Ravier: Acordo cedo e escuto um barulho alto do quarto da Mariana, entro e me desespero, encontro ela desacordada com um frasco de remédios aberto próximo à mão. O meu peito dói só de imaginar que ela pode ter tentado se matar, pego ela e corro até o banheiro, enfio dois dedos na sua garganta, ela acorda vomitando muito assustada. Noto que ela não tomou nenhum remédio, mas está apavorada de medo.
Mariana: Me encolho e me protejo com as mãos como posso.
Não... pai... por favor...
Ravier: O que eram aqueles remédios Mariana?
Mariana: Só queria um comprimido para dor. O meu... corpo dói... Eu não lembro após pegar o frasco o que aconteceu.
Ravier: Pego a Mariana colo que dá um grito de susto e começa a tremer. Levo ela até a mesa do café da manhã, lembrei que a Vilma disse que ela não comeu nada ontem.
Coma!
Mariana: Começo a comer morrendo de medo da fúria do meu pai. Ele me olha nos olhos pela primeira vez em anos e não vejo raiva nos seus olhos e sim preocupação. Não consigo evitar o medo que sinto dele agora.
Ravier: Termine de comer e vá ver a sua mãe. Aproveite essa semana para estudar, a sua residência começa na segunda-feira no hospital central. Lembre-se das regras Mariana, quando tiver consolidado a sua carreira irei atrás de um bom casamento para você.
Mariana: Pai eu não quero me casar com um estranho.
Falo com a cabeça baixa.
Ravier: Não adianta Mariana, sempre soube que se casaria por contrato. Eu e a sua mãe nos casamos na mesma condição e a gerações a nossa família faz casamentos por contrato. Se resolver se rebelar será deserdada e não preciso te dizer que nunca mais verá a sua mãe.
Mariana: O meu pai fala e sai da mesa. Tento me recompor para ir ver a minha mãe, me levanto e caminho em passos lentos até o quarto dela.
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Atualizado até capítulo 92
Comments
Tânia Principe Dos Santos
o que aconteceu com Luke? Porque Ravier não olha para Mariana e se tornou tão violento?
Que pai horrível se tornou. o que será que se passou?
2025-02-05
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Rogerio Soares
meu Deus autora,que história triste,mas confio em vc sei que é a melhor,e sabe o que tá fazendo nos supreenda
2025-01-30
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Jorgete Das Chagas Scramignon (Gete)
Que história absurda é essa? Uma pessoa culta e inteligente assim se sujeita a esse tipo de tratamento? porque não vai embora? o que segura ela?
2025-01-08
1