Flashback On...
Guilherme: Sou chamado as pressas para ajudar a Dra. Mariana numa cirurgia, no caminho a enfermeira me fala tudo o que aconteceu. Sou o chefe de cirurgia do hospital e é a minha obrigação impedir a Dra. Mariana. Entro no centro cirúrgico e peço que ela se afaste da paciente, vejo o desespero nos olhos dela, ela está exausta, lutando para salvar a paciente com todas as forças e pela primeira vez na vida deixo de ser racional. Peço que a afastem e assumo o seu lugar na massagem, revezamos durante a manobra de ressuscitação e a paciente volta. A Dra. Mariana chora, vejo alívio nos seus olhos, uma das enfermeira troca a máscara dela e ela abre um sorriso em meios as lágrimas na minha direção, tento ignorar, mas aquilo aquece a minha alma fria. Fechamos a paciente juntos, pude ver pessoalmente o quanto ela é boa no que faz. Noto que assim como eu, ela é perfecionista e da pontos perfeitos. Saio da sala e encontro ela sentada no chão chorando. No impulso elogio ela, só queria abraçá-la e confortá-la nesse momento. Ela me abraça e sinto o meu coração bater forte quando ela me olha vermelha com muita vergonha por ter me abraçado. Ela sai e fico encarando ela se distanciar em passos lentos secando as lágrimas.
A Dra. Mariana fez a sua residência aqui, ela é quase 10 anos mais nova do que eu. Depois de tentar fazer ela desistir de trabalhar aqui a evitei porque ela mexia comigo, me tonei chefe ela nunca me bajulou, sempre se mostrou extremamente profissional. Cheguei a pensar que era casada, mas nunca vi uma aliança no seu dedo. Ela não se envolveu com ninguém do hospital, nunca se atrasou, todos os pacientes gostam dela e os funcionários a respeitam não pelo seu sobrenome, mas pelo seu nome.
Flashback Off.
Guilherme: Entramos no shopping, a Mariana fica de cabeça baixa com vergonha das marcas em seu corpo que não passam despercebidas pelas pessoas. Num impulso passo as mãos pela cintura dela puxando seu corpo para perto do meu, ela se assusta, sinto seu corpo estremecer e vejo seu peito subindo e descendo rápido demonstrando o seu nervosismo pela nossa aproximação. Ela me olha e o seu rosto está corado, por um instante me distraío, ela ficou linda com vergonha.
Só quero que não fique tão desconfortável enquanto andamos pelo shopping, assim ninguém vai ficar olhando de mais.
Mariana: Respiro pesado. Apenas concordo com a cabeça. Entro em uma loja compro algumas roupas, aproveito e compro um cachecol.
Guilherme: Ela escolhe as peças, noto que são discretas e simples. Seguimos até o caixa.
Deixa que eu pago.
Mariana: Não precisa, obrigada. Eu sei que ouviu tudo, mas a verdade é que já não usava os cartões e as contas do pai a muito tempo. Assim que comecei a trabalhar fiz uma conta para mim, quase não compro nada, então tenho algum dinheiro.
Guilherme: Entendo, mas não sabemos como vai terminar esse processo e nem quando, me deixe te ajudar.
Seguro com carinho a mão da Mariana e entrego o meu cartão a atendente. Pago e saímos da loja ela vai até o banheiro e coloca um dos vestidos que comprou com mangas e um cachecol. Noto que ela disfarçou o rosto com maquiagem.
Você está linda!
Mariana: Saio com vergonha do banheiro, precisava disfarçar essas marcas porque não estava suportando os olhares das pessoas. O Guilherme me elogia e fico com muita vergonha.
Obrigada.
Guilherme: Pego as sacolas das mãos da Mariana e seguimos para o meu apartamento, ela entra olhando tudo e fica muito tímida. Apresento as funcionárias que trabalham aqui e mostro o quarto de hóspedes que fica de frente para o meu e também os cômodos principais. Ela pede licença para tomar um banho, entrego toalhas limpas para ela e peço a minha governanta para comprar itens de higiene pessoal para ela, não pensei nisso e aqui não tem nada feminino. Ela volta com os cabelos molhados, as marcas estão bem evidentes, acredito que ela não lembrou porque assim que me viu ficou envergonhada.
Não se incomode em esconder por minha causa. Não precisa ter vergonha de mim Mariana. Sente aqui, vou passar uma pomada que vai ajudar a melhorar o incômodo e também os hematomas.
Mariana: Me sento e o Guilherme volta com uma caixa de primeiro socorros, ele passa a pomada primeiro no meu braço e depois no meu pescoço. Segura o meu rosto com cuidado e quando toca a minha bochecha deixo escapar um chiado de dor. Sinto o hálito quente do Guilherme no meu rosto, ele assopra com cuidado, me viro para ele e sinto as nossas respirações se misturarem, o meu coração dispara e me afasto.
Guilherme: Mariana se afasta e a minha única vontade e puxar ela para um beijo, fico confuso com todos os sentimentos que ela me desperta e me levanto rápido para aumentar a distância entre nós.
Está se sentindo bem?
Mariana: Sim, obrigada por tudo que está fazendo por mim.
Guilherme: Não precisa agradecer.
Ela apenas sorri, caramba que sorriso lindo! Não sei como agir perto da Mariana, não sei porque estou ajudando ela. Já me falaram que eu era narcisista e frio. Não foi apenas uma das minhas namoradas que terminaram comigo, dizendo que não pensava em ninguém além de mim mesmo. Estou certo que preciso de afastar o máximo da Mariana, tem algo nela me faz quebrar as minhas próprias regras e acompanhar ela a noite toda no hospital foi uma prova de que estou perdendo a minha sanidade.
Mariana: O dia passa voando, Guilherme ficou a maior parte do tempo estudando, senti que ele estava me evitando e talvez esteja incomodado em ter alguém no seu apartamento. Fico o mais quieta que consigo para incomodar o mínimo possível. Dou boa noite para o Guilherme e vou me deitar, reviro a cama toda estranhando tudo e finalmente durmo.
Guilherme: A Mariana fica estranhamente quieta, as horas passam e ela vai dormir sem jantar. Imagino que esteja muito cansada, tomo um longo banho gelado tentando afastar todos os pensamentos da Mariana da minha cabeça, que parece que vai explodir. Me deito e durmo depois de muito tempo pensando nas últimas 24 horas.
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Um forte abraço. 😘
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Atualizado até capítulo 92
Comments
Tânia Principe Dos Santos
O que será que aconteceu com Luke? Cadê a mãe da Mariana para a defender e parar o monstro do Ravier?
2025-02-05
0
Rosangela Paula
que será que aconteceu com o irmão e a mãe dela ?
2025-01-16
0
Neca Lopes
Que horror este pai
2025-01-01
0