Brayan: Posso vê-la Dra. Mariana?
Mariana: Já deixei a visita autorizada, só você podera vê-la por 10 minutos hoje e amanhã se ela acordar libero um acompanhante e a visita a tarde.
Segurança: Bato e entro no quarto.
Dra. Mariana poderia me acompanhar?
Mariana: Respiro fundo, vejo a Liza levantar e apenas aceno com a cabeça dizendo não, ela entende e fica me olhando. Me viro, me despeço de todos, olhos os gêmeos mais uma vez e saio com a cabeça baixa. A Dra. Maria me denunciou, fui demitida e abriram um processo contra mim. Organizo todas as minhas coisas, me despeço da Liza e sigo em direção ao meu carro. Escuto a voz do meu pai me chamar e chego a sentir um calafrio.
Ravier: Mariana.
Mariana: Pai.
Vou até o meu pai, quando vou falar com o meu ele me acerta um tapa com tanta força que caio no chão. Lágrimas descem pelo meu rosto, coloco a mão no rosto que está queimando e sinto o gosto do sangue.
Ravier: Quando pretendia me contar que envergonhou a nossa família?
Mariana: Um dos seguranças do meu pai me levanta do chão pelo braço com brutalidade.
Pai, eu...
Ele me acerta outro tapa ainda mais forte e só não caio porque o segurança continua me segurando com muita força.
Ravier: Não é mais a minha filha e não volte para casa. Sabia que não deveria ter se tornado médica, sabia que não tinha culhões para carregar o nome da família. Há 60 anos a nossa família vem construindo o seu nome com uma longa linhagem de médicos e resolveu jogar tudo isso fora sendo denunciada por má conduta? Eu não lhe ensinei nada? Deveria ter te educado melhor, não passa de uma criança mimada que pensa que pode fazer tudo que bem entender. Vou bloquear todos os seus cartões e contas, quero que se vire de hoje em diante.
Mariana: Choro descontroladamente, não consigo falar uma palavra. O segurança do meu pai me solta e ele me segura pelo pescoço com muita força, não luto, nesse momento preferia mesmo a morte.
Ravier: Nunca mais apareça na minha frente!
Mariana: O meu pai me solta, caio no chão sem forças e mal consigo respirar. Vejo ele sair sem olhar para trás, o meu coração dói, uma tristeza profunda me faz querer a morte, sinto o meu corpo sem força alguma e perco a consciência.
Guilherme: Estou indo embora, quando noto uma mulher desmaiada no estacionamento. Grito por ajuda e quando me aproximo vejo a Dra. Mariana, ela está com marcas no pescoço e no braço, o seu rosto está machucado. Pego ela em meus braços e leva-o até a maca, todos a reconhecem. Examino ela, coloco uma máscara de oxigênio e fico ao seu lado. Ela está sem uniforme, provavelmente estava indo embora porque foi demitida, imagino que possa ter sido assaltada. Peço o vídeo da câmera de segurança e ela começa a acordar.
Mariana: Acordo atordoada, olho em volta e estou no hospital. Tento levantar e tirar a máscara e o Dr. Guilherme me impede. Começo a chorar desesperamente quando me lembro do que aconteceu. Sinto o Dr. Guilherme me abraçar com força enquanto choro sem conseguir me acalmar.
Guilherme: A Dra. Mariana acorda muito nervosa, seu corpo inteiro treme, ela não se acalma e peço para sedarem ela. Assim que ela dorme o vídeo da segurança chega, olho e fico assustado ao ver que foi o pai dela quem a agrediu. Conheço toda a família da Dra. Mariana, não há um médico que não conheça, eles são respeitados por onde passam. Escuto o áudio e vejo que ela nem pode se defender. O pai dela que tanto admirei não passa de um maldito covarde! Resolvo passar a noite com ela, peço descrição sobre o ocorrido, vou deixar ela decidir o que vai fazer a respeito. Durante a noite ela fica agitada, grita e entendo as palavras "não" e "pai", ela continua falando palavras soltas e frases curtas "Por favor", "prometo que não faço mais", "tá doendo", "não pai", o maldito deveria agredi-la antes. O meu sangue ferve vendo ela tão vulnerável, assustada e machucada. As horas passam, mal consigo dormir, a Dra. Mariana delirou a noite toda. Ela acorda mais calma, me olha com vergonha.
Está tudo bem Dr. Mariana?
Mariana: Só Mariana, não trabalho mais aqui. Está sim, só um incomodo na garganta. Pode me dar água por favor?
Guilherme: Claro.
Pego a água e entrego para ela.
Mariana: Eu estou bem, foi apenas um assalto e errei em reagir.
Falo e fico vermelha de tanta vergonha mentindo. Não consigo nem olhar para o Dr. Guilherme com a vergonha que sinto.
Guilherme: Eu sei o que aconteceu Mariana. Te encontrei desmaiada no estacionamento e pedi a câmera de segurança, recebi as imagens com áudio.
Falo e a Mariana chora com a cabeça baixa baixinho. Pego o seu rosto com carinho e ela fecha os olhos.
Sinto muito, serei discreto e tem o meu apoio para o que quer que decida fazer.
Mariana: Eu não gosto de mentir, não quis mentir, desculpa. Só estava com muita vergonha, sem saber como contar a verdade Dr. Guilherme.
Guilherme: Só Guilherme, por favor. Eu te entendo, notei que teve dificuldade para mentir. Tem para onde ir quando receber alta?
Mariana: Não, vou procurar um hotel.
Guilherme: Sem salário? Fica no meu apartamento. Não vou te desrespeitar, só até decidir o que vai fazer. Tem quartos de hóspedes e como sabe fico mais aqui do que em casa mesmo.
Mariana: Não posso, seria a segunda pior coisa para o meu pai. Se ele souber que estou na casa de um homem, não terei chances de ter o seu perdão.
Guilherme: É ele quem tem que pedir o seu perdão. Não vai fazer nada de errado.
Mariana: O meu pai é rigoroso, ele é mais que antiquado, mas sei que me ama. Eu errei envergonhando a minha família e teve uma consequência, se ele não me perdoar nunca mais vou poder ver a minha mãe e isso não posso suportar.
Falo me sentindo angustiada.
No quarto da Nicole...
Brayan: A Liza me fala que a Mariana sofreu um atendado na porta do hospital e que está internada, deixo ela com a Nicole e os gêmeos e vou ver a Mariana. Bato na porta do quarto dela e entro, vejo o seu rosto, braço e pescoço muito marcados.
Mariana, o que houve?
Mariana: Brayan não me pergunta por favor, não me sinto bem em mentir e não posso contar a verdade.
Brayan: Me deixe te ajudar. Me diga o que aconteceu.
Mariana começa a chorar. Fico com o coração apertado vendo ela dessa forma. Ela nega com a cabeça e não me conta nada, o Dr. Guilherme assina a alta dela e ela me pede para não tentar descobrir o que aconteceu e deixar que ela vai resolver. Fico incomodado e decido assim mesmo investigar. Me despeço e volto para o quarto, conto tudo a Nicole que me apoia na decisão de descobrir o que aconteceu.
Guilherme: Vamos?
Mariana: Não vai trabalhar?
Guilherme: Estou de folga. Vem comigo.
Mariana: Tenho que comprar algumas roupas e ninguém pode saber que estou no seu apartamento. Te agradeço a ajuda e será apenas até descobrir o que vou fazer dá minha vida.
Guilherme: Vem, vou te levar ao shopping e depois vamos ao apartamento. Te prometo que serei discreto e conte comigo.
Saímos do hospital e seguimos para o shopping, vou conversando no caminho com a Mariana, ela é gentil, atenciosa e muito educada!
.
.
.
.
Curti, comenta o que achou desse capítulo, assiste aos anúncios e deixem as suas florzinhas.
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 92
Comments
maria alice dos santos ferreira
primeiro o que aconteceu com o irmão. .segundo acho que. o pai abusou dela ..disso eu entendo precisei sair de casa por conta do meu pai ciúme não normal para um pai. terceiro a mãe descobriu e ficou doente. tipo depressão ou algo assim ..o pai deve ter sido o responsável pelo sumiço do irmão ou morte dele... affff. que pai horrível. vontade de fazer picadinho desse idiota.
2025-03-06
0
Jorgete Das Chagas Scramignon (Gete)
A história continua macabra! Porque esse homem é tão esquisito e porque essa garota aceita isso?
2025-01-08
1
Zélia Howes Ruffoni
desculpem minha ignorância, não entendi, porque foi demitida!!!
2025-01-15
0