Capítulo 18
** Uma tarde produtiva**
Meredith
Minha segunda tarde com Ana foi maravilhosa após o almoço fomos juntas descansar no quarto de Ana nos deitamos apertadinhas na cama de Ana e assistimos os desenhos preferidos dela.
Já que ficarei a tarde toda com ela não acho bom que ela não descanse e já partimos para alguma aula é necessário esse tempo para descansar a mente.
Ana dormiu enquanto assistia TV e eu também cochilei.
Pedi para Gilda deixar eu e Ana fazer um bolo juntas, com isso quero ensiná-la a contar, ela vai aprender a importância em saber contar.
Dois ovos, essas coisas. Quando Ana acordou a chamei para fazer o bolo e ela aceitou de imediato.
E para a minha surpresa ela não teve dificuldade em contar e até somar quando me referia aos ingredientes.
Hoje imprime uma folha com continhas de adição e enquanto o bolo assava ficamos fazendo os exercícios e Ana foi muito bem e ficou muito feliz.
Em um caderno ela escreveu o seu nome e algumas palavrinhas Ana não tem a coordenação motora bem desenvolvida. Por isso estou fazendo com que ela escreva no caderno, mas a minha ideia inicial era não trabalhar com o que ela já conhece. E sim com aulas alternativas.
Mas para minha surpresa ela não reclamou e fez a aula. Gilda fez uma cobertura de chocolate para o nosso bolo.
No lanche da tarde Ana se deliciou com o bolo que ajudou a fazer e assim ela se sentiu parte do todo se sentiu incluída e importante.
A tarde voou, brincamos um pouco no balanço e em uma gangorra. Após o jantar dei banho em Ana e a fiz dormir.
Já eram 20:00 hs quando eu desci para ir embora hoje não vi Bruce nem a Ana viu.
Chego em casa e me arrumo para dormir estou cansada e com a cabeça cheia. Mas consigo dormir cedo.
** Bruce**
Hoje meu dia está puxado são quase 20:00 hs e não consigo sair dessa empresa. Soraia já foi e sem ela tudo piora, mas não poderia segurá-la aqui.
Depois da última reunião on line com estrangeiros, por isso o horário tão avançado fui para casa.
Ana já estava dormindo e Meri já foi embora.
No dia seguinte consegui levar Ana para a escola e dei tchau de longe para Meri, poxa que vontade de ter essa mulher. Preciso tentar preparar algo para ficarmos a sós.
Tire isso da cabeça homem.
Se eu pudesse.
O restante da semana passa rápido e eu não consigo mais vê-la de perto. Mas na sexta feira de manhã a abordo na escola.
Na porta de sua sala.
-- Bom dia Srta. Meredith tenho um convite.
-- Bom dia Sr. Bruce.
A maneira como ela me olha nos olhos chega a ser indecente.
-- Vamos para a praia você fica em casa com a gente.
-- Temo que sua esposa não vá gostar Sr. Bruce.
-- Ela nunca gosta de nada. Mas é só não contarmos nada a ela e Ana vai adorar essa semana quase não dei atenção para ela.
-- Posso passar com Ana na minha casa para pegar minhas coisas.
-- Claro.
-- Ok então depois sigo para sua casa.
-- Não conte nada a ela. Ela fica ansiosa.
-- Está bem.
Com um sorriso de orelha a orelha deixo a escola.
Já na empresa ligo para casa de praia e peço para que a empregada faça compras, prepare um bolo algumas sobremesas e a dispenso.
Ligação on
-- Hoje depois que a senhora terminar tudo está dispensada só volte na segunda-feira ok.
-- Obrigada Sr. Bruce.
Ligação off
Como um vento forte Soraia invade a minha sala.
-- O que houve Soraia enlouqueceu?
-- Ligaram de sua casa Priscila passou mal.
-- E eu sou médico?
-- Bruce para todos os efeitos você é o marido, precisa pelo menos ligar para a enfermeira.
-- Tem razão.
Pego o meu celular e ligo para a enfermeira. A primeira que liguei não é ela hoje.
Então liguei para a outra.
Soube que Priscila se engasgou e foi grave chegou a desmaiar. Orientei a enfermeira a ligar para os pais de Priscila ela já tinha feito isso e eles estavam a caminho. Disse para que qualquer novidade ela me ligasse.
-- Pronto Soraia satisfeita?
-- Bruce você sabe não precisa continuar com esse casamento, não é?
-- Me diz como eu me divorcío de uma mulher na situação de Priscila? O que as pessoas diriam?
-- O que importa o que as pessoas pensam. Até quando você vai viver pensando nos outros Bruce?
-- Eu não tenho coragem.
-- Eu no lugar dela prefiro a separação do que ver dia após dia a sua indiferença. Você a culpa pela vida que leva.
-- Acordou afiada hoje em Soraia. Da licença sai da minha sala. Fora.
Eu berro.
-- Eu menti?
Me levanto e ela sai correndo.
O pior é que ela não mentiu, eu sinto raiva de Priscila porque não quero viver preso a esse casamento. Se saio com alguém tem que ser muito bem escondido e não dura porque as pessoas querem fazer coisas de casais ir a restaurantes sair para dançar e eu não posso. Ninguém me entende, mas você deixaria o seu marido ou esposa doente para viver a sua vida? Ainda que eu não a ame mais e nosso casamento já tinha ido por água abaixo eu não consigo fazer isso.
Os pais de Priscila já quiseram levá-la para casa deles muitas vezes, mas eu nunca permiti.
Deveria ter deixado. Mas agora eles nem falam mais nisso.
Estou preso a esse casamento, quem sabe um dia eu acorde diferente corajoso e tome decisões sem me preocupar com o que os outros vão dizer, falar ou pensar.
Ouço baterem na porta.
-- Entra Soraia.
-- Não corro mais risco?
-- Diga o que quer?
-- Sair mais cedo tenho uma consulta médica e gostaria de não voltar mais hoje.
-- Mas que horas você vai sair?
-- As 15:00 h.
-- Tudo bem hoje eu vou embora mais cedo também. Saio junto com você. Reagende tudo que eu tiver para segunda-feira.
-- Você vai no hospital.
-- Vou passar lá. Serei breve.
A manhã passa rápido eu e Soraia almoçamos juntos. E as 14:00 h deixamos o escritório.
-- Tchau querido bom fim de semana.
-- Pra você também, mande um abraço para o Mike.
-- Pode deixar.
No hospital Priscila está no oxigênio está com dificuldades de respirar. Entrei no quarto e seus pais estavam com ela nos cumprimentamos cordialmente.
O médico entrou no quarto, descobriram uma infecção e Priscila ficará três dias internada para tomar antibióticos e depois será reavaliada.
-- Mas não viram isso antes?
Pergunto para enfermeira.
-- Ela não teve febre. Só agora notei uma dificuldade a mais para falar, mas não imaginei que fosse isso.
-- Qualquer diferença vocês precisam chamar o médico ou trazê-la.
-- Foi o que fiz Sr. Bruce a trouxe quando após um engasgo ela não voltava a respirar normalmente. Ainda não sabemos onde é a infecção.
-- Tudo bem. Fale com a sua equipe que as trocas de enfermeira serão aqui no hospital se alguém tiver dificuldades para chegar liga para a minha casa avisarei a Gilda que o motorista está à disposição de vocês.
No corredor falo em particular com a enfermeira.
-- Diga para a sua equipe que só me ligue em último caso estarei fora me mandem mensagem se houver alguma novidade. ok
-- Ok. Agora será isso ela vai dormir muito por causa da medicação.
Me despeço e sigo para casa.
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Atualizado até capítulo 102
Comments
Carmem Lùcia Pimenta
VOCÊ TÊM DEIXÁ-LA IR PAIS, É RUIM ELA VIVER ASSIM
2024-09-30
1
Carmem Lùcia Pimenta
INFELIZMENTE É TRISTE 😢 😢 SITUAÇÃO DA PRISCILA, MAS NÃO EXISTE AMOR ENTRE O CASAL,E A VIDA PASSA E OS DOIS ESTÃO INFELIZES
2024-09-30
0
Natalicia Coto
Triste essa história mais muito boa
2024-08-02
2