Capítulo 11
Continuação e um Rompimento
Paro o carro e coloco a minha cabeça no lugar os meus sentimentos estão confusos, eu só sei que não quero continuar com essa farsa. Não precisava disso poxa era só terminar antes.
Como sempre no porta luvas do meu carro está a chave do apartamento do Diogo. Sigo para lá que sabe ele foi embora vou dizer o que vi e acabar com tudo.
Paro em frente ao prédio dele e entro.
-- Olá! Digo para o porteiro.
-- Olá Srta. Meredith.
Vou direto para o apartamento de Diogo. Ele está em casa, mas não sozinho...
Ele está transändo no sofá eles demoram a me notar.
-- Meri, calma querida não é isso que está pens...
-- Diogo por favor, eu vi vocês na rua, só vim trazer a sua chave e buscar a minha, eu vou até o seu quarto pegar o meu livro que está aqui e já saio, não precisa nem parar o que está fazendo, só me fala onde está a minha chave.
Vou mesmo para o quarto dele tenho gaveta com roupas e alguns livros. Ouço Diogo fechar a porta e nos trancar no quarto.
-- Meri espera vamos conversar, você sabe que a culpa disso é sua.
-- No momento em que você me traiu me isentou de toda e qualquer culpa. Não precisava disso era só terminar.
-- Você me deixa louco.
-- Me deixa sair, não deixe a sua visita sozinha.
-- Sua chave está na parede ao lado da porta.
-- Seja feliz Diogo. Obrigada por tudo.
-- Ainda vamos conversar. São seis anos.
Deixo a casa dele e sigo para a minha. Sinto uma mistura de decepção com alívio. Amar eu nunca o amei, mas nunca o traí.
Tenho que concordar com ele que nossa relação estava muito ruim, mas eu acho que devemos ser sinceros conversar e terminar primeiro para depois se envolver com outra pessoa.
No trânsito eu até chorei, mas de tão confusa que estou. Por um tempo fomos felizes, ele me ajudou muito em momentos difíceis sobre minha filha.
Nunca me julgou sempre tentou me distrair quando as lembranças eram insuportáveis.
Mas eu não consegui mais ser quem Diogo merece e precisa, ser inteira na relação. Mas ainda assim ele errou em não terminar antes de ficar com outra pessoa.
Chego no meu prédio. Encontro Mia e meu pai na garagem.
-- Que foi que cara é essa?
-- Nada pai, está tudo bem.
-- Meri a gente te conhece querida.
-- Peguei Diogo com outra. Mas estou bem.
-- Que canalha.
-- A pai nossa relação já tinha acabado.
-- Mas só acaba quando se coloca o ponto final, antes disso é traição. E é ruim né filha.
Balanço a cabeça dizendo que sim.
Eles me ajudam com as coisas, que fiz uma trouxa, nem em uma sacola coloquei.
-- Vamos para o meu apartamento. Agora preciso de um banho.
-- Vamos fazer pizza a noite, que tal pizza e vinho.
Mia pergunta.
-- Maravilha, vou encher a cara.
Horas depois.
A noite com o meu pai e Mia foi muito agradável, mas eu tomei muito vinho. E falei mais do que devia, já que um dos meus parceiros de copo é o meu pai. Papai na verdade toma suco de uva o que faz tudo ficar ainda pior já que ele vai se lembrar de tudo que eu disse. Digo isso chorando para ele.
-- Não filha o que é dito na sexta-feira depois da meia noite ninguém se lembra, não importa se quem ouviu bebeu ou não.
-- Verdade pai. Ufa que alívio.
-- Já vi que eu não tenho sorte, vocês não sabem o que eu sou obrigada a aguentar. Acredita que hoje almocei com um pai de aluno. Um homem lindo com cara de mal, mas muito charmoso.
-- Por que como foi isso?
Mia pergunta interessada.
-- Ele se atrasou para nossa reunião e me ouviu falar que estava com fome. Eu falo que a minha vida é difícil. E para fechar, ele me fez aceitar dar aulas particulares para a garotinha, a mulher dele é doente não anda nem fala direito.
-- E o homem é gato?
Mia fala.
-- Sim muito gato, meio mandão sabe arrogante, mas lindo.
Conversamos por horas e fui embora, meu pai me deixou dentro do meu apartamento, pois corria o risco de que eu me perdesse dentro do prédio.
-- Vai filha deita que eu bato a porta.
-- Boa noite pai.
-- Boa noite meu amor, durma com Deus, amanhã venho te ver.
Desmaio e acordo no outro dia com muita dor de cabeça.
Me levanto e corro ao banheiro para vomitar.
Tomo um remédio e um café. Pois preciso comprar alguns materiais pedagógicos para usar com Ana.
Eu preciso ensiná-la a gostar de aprender, ela precisa saber que é capaz e que não é difícil, ela vai aprender sem perceber que está tendo aula. Não vou usar com Ana o método que uso na escola vou usar pedagogia moderna, vou usar areia, tintas, músicas, jogos pedagógicos que vai trabalhar a percepção dela, ela vai aprender se divertindo.
A tarde já estava me sentindo melhor e fui ao centro comprar tudo o que eu preciso.
Bruce
Na sexta-feira consegui chegar em casa mais cedo e nem sempre vou ver minha esposa. Então não fui.
-- Cadê Ana?
-- Está no jardim diz a senhora que toma conta dela.
Essa mulher tinha que estar junto com Ana no jardim.
-- E por que você também não está lá?
-- Está muito calor senhor.
Vou até o jardim e Ana está tentando se balançar sozinha.
-- Precisa de ajuda mocinha.
Ela se segura e eu a ergo e solto. Ana ri alto.
-- Mais papai mais.
-- Não filha já está bem alto.
Brincamos assim por um tempo. E eu me agacho em sua frente.
-- Filha tenho um convite pra você.
Ana me olha curiosa.
-- Vamos comigo para a casa de praia?
-- Eu topo papai, quando?
-- Agora só nós dois.
-- Temos que arrumar nossas coisas.
-- Sim peça ajuda a senhora Mirtes, é só esse fim de semana não precisa levar muita coisa.
-- Tá.
De mãos dadas, entramos em casa.
-- Sra. Mirtes arrume uma mala para Ana e de um banho nela vamos para praia só nós dois, você tem o fim de semana livre.
-- Sim senhor.
Ouço Priscila resmungar.
-- Ela precisa se distrair e você ficará bem.
-- Se quisesse você podia me levar.
Ela diz com muita dificuldade.
-- De uma próxima vez. Querida.
-- Eu não sei por que você não me deixa ir embora daqui.
-- Não crie caso. Leve-a para o quarto enfermeira.
Eu não tenho um minuto de paz, tudo ela quer estragar.
Subo e arrumo minhas coisas.
-- Está pronta filha.
-- Sim papai. Tenho que me despedir da mamãe.
-- Ela foi dormir, te deixou um beijo e disse para você se divertir.
-- Ah tudo bem. Ela não ficou triste?
-- Não, está feliz por nós,
Guardo as coisas no carro e prendo Ana no cinto.
No caminho ela dorme, tadinha da minha filha tão mal cuidada, ainda estava com a roupa da escola. Brincando sozinha no sol. Eu vou precisar resolver isso.
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Atualizado até capítulo 102
Comments
Carleuza Almeida
Ué e a babá,coloca ordem e faz ela cuidar bem da Ana 🤔 pra que serve essa babá 🤔🤔
2025-02-01
1
Nilvan Coiote
oxe e a babá dela serve pra q mesmo?
2024-12-30
0
Maya
Não deveria dar final de semana livre mas sim carta de demissão
2024-11-07
0