Capítulo 9
Sete anos após o parto de Meredith
Meredith
Estou atrasada fui tomar café derrubei em mim, me queimei e tive que trocar de roupas.
Buzino enquanto uma lesma não anda o sinal já abriu pelo amor de Deus. Hoje é o primeiro dia do ano letivo estou em cima da hora. Estaciono de qualquer jeito e corro para dentro da escola, faz anos que fui efetivada ganhando e todo ano tenho a minha própria turma, esse ano peguei a turma das crianças de sete anos eles estão no primeiro ano, e eu os alfabetizo, eles chegam com a coordenação motora bem desenvolvida, conhecem as letras e números. Mas não precisam saber ler exatamente apesar que sempre tem três ou quatro que sabem.
-- Ufá consegui.
Exclamo ao entrar em minha sala e abrir as janelas.
-- Professora hoje os pais trazem as crianças na sala.
Me diz a inspetora.
-- Oh sim querida obrigada por me lembrar.
Todo ano é assim acha mesmo que eu não me lembro. Tadinha tão boazinha e eu estressada com a mulher.
-- Olá como é seu nome querido?
-- É Brian professora.
-- Pode escolher o lugar que preferir Brian. Sou a professora Meri.
Cumprimento sua mãe e ela sai feliz da escola.
Assim seguimos até que uma última aluna chega, linda branquinha loira, e muito emburrada. Seu pai é o mantenedor da faculdade lembrei, não tenho como escapar do homem.
-- Ana, dá um beijo no papai.
Ele diz bravo.
-- Olá Ana sou a professora Meri, pode ir se sentar, só sobrou para a coitada a mesa em frente à minha. Eles são tão novinhos, mas sabem que sentar em frente a professora é chato.
-- Professora?
Diz o homem na minha frente.
-- Meredith.
-- Me desculpe por isso, ela não queria vir a escola por isso eu a trouxe, mas isso não é comum por causa do meu trabalho. Quero deixar um cartão com os meus contatos pessoais, qualquer coisa por favor me ligue.
O homem estava tão nervoso que me deixou nervosa também. Se perguntarmos nenhuma das crianças queriam vir a escola hoje, na verdade nem eu queria. Ninguém quer que as férias terminem. Normal.
Ele deixa a escola.
Ana continua emburrada. É o primeiro dia deles desse lado da escola estão curiosos, os menores ficam em outra ala.
Me apresento melhor a eles para criarmos uma conexão. E em poucos minutos todos querem falar.
Claro que a primeira conversa da volta as aulas são as férias.
-- Fomos para Disney. Disse Brian feliz e exibido.
-- Passei na casa dos meus avós na fazenda. Disse uma garotinha.
Enfim chegou a vez de Ana, já que só faltava ela, porque ela se negou a responder até agora.
-- Em casa, meu pai trabalha e minha mãe é doente não pode sair.
Ela disse isso, com lágrimas nos olhos, meu coração ficou partido. Eu gostaria de evitar essa pergunta, mas os próprios alunos começam por curiosidade.
-- Então somos duas, Ana eu também fiquei em casa. Não fui nem ao shopping. Minto.
A aula segue tranquila, as dez horas da manhã duas estagiarias vem me ajudar, pois vamos levar as crianças para conhecerem as dependências nesta ala da escola.
Crianças são muito curiosas e sempre faço isso no primeiro dia de aula, porque aí já acabamos com essa curiosidade. Não tem nada demais uma escola comum, mas como eles nunca viram esse lado.
-- Professora e o laboratório?
Um deles me pergunta.
-- Não tem laboratório nessa ala, é só na ala 5.
Vejo a carinha de decepção deles.
De volta a sala de aula pergunto o que eles queriam ver no laboratório. E claro começa a baboseira, cérebro, coração, gente mortä.
-- Lá não tem isso não.
Mudo de assunto.
Na hora da saída vou para a área em que as crianças ficam esperando, eu quero conhecer seus parentes.
O único momento que vi Ana sorrir foi quando seu avô chegou para buscá-la. Ela correu sorrindo em sua direção. O sorriso dela lembra o da minha mãe.
O dia seguiu tranquilo nesse ano não peguei aulas no período da tarde. Então vou para casa.
Vejo Diogo passar em frente a escola eu sei que ele me viu. Mas não parou, não estamos bem a mais de seis meses, ficamos entre idas e vindas.
Estávamos bem, não sei o que houve.
A tarde já em casa fico fazendo uma análise dos alunos, os que estão mais desenvolvidos os que vão precisar de mais atenção. e sinceramente Ana precisava voltar para o pré- school, ela está muito crua, é grossa com as outras crianças, desatenta e também finge que não me ouviu. É possível que essa criança tenha algum problema em casa.
Meu telefone toca e é um número desconhecido.
Ligação on
-- Alô.
-- Alô sou Bruce pai de Ana, me desculpe te ligar agora, mas quero saber como ela se comportou e se foi bem na aula.
-- Olha Sr. Bruce ainda é cedo para eu te dar um diagnóstico tão completo, ainda estou a avaliando. Se quiser na sexta feira podemos conversar pessoalmente as 13 horas na escola.
-- Estarei lá obrigado.
Ligação off
Imagina que eu vou falar alguma coisa pelo telefone, nem conheço esse pai e essa aluna. Não sei se ele está bravo eu preocupado.
Tomo um banho e me deito para descansar um pouco, coloco uma música para tentar relaxar.
Quando estou quase cochilando ouço Diogo abrir a porta da sala, eu não sei se precisa fazer tanto barulho, ele tem a chave da minha casa eu também tenho a chave da casa dele, mas quase não vou lá.
Não abro o olho e continuo deitada.
-- Sei que não está dormindo Meredith.
Um me chamou pelo nome inteiro. Quer brigar.
-- O que foi Diogo eu sei que você me viu em frente à escola e não parou. O que estava fazendo por aqueles lados.
-- Eu estava indo atender uma emergência e queria chegar antes ou junto com os socorristas.
-- Ahh.
Ele está mentindo, são quase seis anos juntos eu sei quando ele está mentindo.
-- Só não esqueça que eu te conheço.
Diogo vira as costas e sai batendo a porta bravo, me chamando de louca.
Bingo. Provou que está mentindo, mas eu quase acreditei, se ele não tivesse engolido em seco eu teria acreditado foi uma desculpa muito boa.
Nesse dia ele não falou mais comigo, jantei na casa de Mia e papai e dormi cedo.
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Atualizado até capítulo 102
Comments
Carleuza Almeida
🤔🤔 Será que tá traindo ela🤔
2025-02-01
2
Nilvan Coiote
ele deve está bem traindo ela
2024-12-30
0
Edvanir Alves
larga esse nojento 😝
2025-01-05
0