Enquanto aqueles quatro se divertiam e discutiam na praia. Bem longe dali, seus pais estavam reunidos com um bom vinho e uma boa tábua de queijos. O tema que estava sendo debatido de forma energético na sala da casa de Aurora e Jean, era nada menos que seus filhos. Especificamente, Elora e Liam. Anna não estava aceitando nada bem tudo aquilo.
— Quando tempo tu vai terminar com esse draminha? Não é melhor aceitar que já aconteceu e apoiar a sua filha? Ela precisa de uma mãe, sabia? Acha que é fácil engravidar sem ter uma mãe para ajudar? — Helena gritava um pouco alterada, em pé na frente de Anna que estava no sofá.
— Primeiro, meu sofá é branco, se vocês pingarem uma gota de vinho nele, esfrego a cara das duas onde vocês sujaram e ainda vai ter que me pagar um novo. Segundo, Anna, experiência própria, ter um filho sem apoio da sua mãe, pode nos deixar bastante desnorteada. Eu nem sabia o que comprar para os gêmeos. Clara que me ajudou. Vocês sabem disso. Não acha que é melhor conversar com sua filha do que se tornar inimiga? Ainda mais quando ela mais precisa de apoio? — Aurora disse calmante sem nem olhar para aquelas duas. Estava com o coração inquieto nos últimos dias.
— Se eu só perdoar, ela não vai aprender. — Anna respondeu fazendo careta.
— Ela terá uma criança para deixar claro para ela seu erro. Alguém que vai impedir ela de dormir, comer e respirar. Acha mesmo que não vai aprender? Acorda, Anna. Ela teve que se casar. Sua filha saia pela janela para ir a encontros. Ela é muito parecida com você. Tu acha mesmo que ela ia tá com planos de casamento? Que isso tá agradando ela? Isso nem se falar de Liam, que tinha toda uma vida planejava, é super quieto e agora tá com uma versão sua, muito mais mimada. — Guilherme disse despreocupado, chegou a conclusão que se era para acontecer, pelo menos foi com Liam.
— Eu sou mãe, não posso aceitar tudo assim. Preciso orientar ela. — Anna não conseguia concordar com a paz de espírito que Gui estava.
— Você não está orientando. Está criticando ela. Sem ao menos ouvir ela. Minha mãe criticava tudo que eu fazia, nunca tive a opinião validada ou fui ouvida. Sempre, apenas ela, sabia o que era certo. Sabe o que me tornei? — Helena questionou.
— Uma ex-freira tarada? — Anna brincou
— Não, idiota. Eu me tornei um amontoado de inseguranças. Você não pode decidir a vida dela, mas tem que está lá, para que ela confie em te procurar quanto precisar. — Helena respondeu batendo na cabeça de Anna
— Ah Vá! Se fosse Ryan no lugar do Liam? Como você estaria? — Anna questionou, não podia ser louca sozinha.
— Ele e Ayla é inevitável acontecer um dia. Está nos olhos deles que se amam. Então.. Entrego, confio, dou aquela surtada e agradeço — Helena confessou.
— Vamos dizer que estou na fase do surto. Eu achei até que Liam e Elora se odiavam, era um dos maiores motivos para não me preocupar com eles dois ficaram sozinhos. — Anna admitiu.
— Por mais confusa que seja, acho que tudo ficará bem. Tinha que ser assim. Eu posso dizer, que mesmo que tudo tenha sido uma loucura no passado, me sinto feliz e orgulhosa com minha história, pois tudo que aconteceu, de bom ou de ruim, né trouxeram até aqui. E não mudaria em nada meu passado. Vocês todos, são os melhores resultados que eu poderia ter. — Aurora disse com os olhos cheios de lágrimas.
— Vou processar vocês, fizeram minha esposa chorar — Jean brincou puxando Aurora para seu colo, que na mesma hora, se aninhou nele. Fazendo tanto Helena, quando Anna baixarem a cabeça, Aurora sempre foi o golpe baixo das duas.
— Anna, acho que a gente tem que errar mesmo, não só isso, a gente precisa cair mesmo, quebra a cara, se ferrar. Precisamos passar mau bocados mesmo. Só aí. Só assim. Iremos aprender, crescer. Eu, você, Helena e todos aqui, já passamos por muitos. E todas as nossas escolhas, nos fizeram crescer e sermos o que somos agora. Não abandone sua filha por ela ter feito algo que você não queria. Só vai perder uma filha. — Aurora disse ainda aninhada com Jean.
— Não é do jeito que a gente quer não, nem muito menos que imaginamos, tudo acontece como tem que ser. É do jeito que Deus quer. Se aconteceu foi porque Deus quis. Bola para frente. Vai morrer? Não, resta viver e lidar com isso da melhor forma — Helena aconselhou a amiga.
— Até coloquei fé que se tratava de uma freira. — Vinícius brincou virando a taça de vinho.
— Idiota. Cuidado com a bebida. Se nisso filho fugir, você tem que ir buscar. Ele tá no meio do mundo. — Helena orientou o marido, com o olhar que ele sabia muito bem que se tratava de uma ordem.
— Vocês todos acham que precisa de dor? De sofrer para crescer? — Anna perguntou tentando compreender porque todos estavam lidando com aquilo de forma tão relaxado.
— Acho que sim, um pouco. Para você lapidar as coisas, precisa de atrito. É necessário esse atrito para lapidar a pedra, dar a ela uma forma. E esse atrito tem um esforço, sofrimento, necessita abrir mão de algumas coisas. E esse pequeno sofrimento, se faz necessário para o nosso amadurecimento, para não moldarmos, assim como a pedra. — Jean respondeu acariciando o cabelo de Aurora.
— Muitas coisas dão muito errado antes de dar certo. — Guilherme disse olhando para Anna.
— Não, a gente deu errado no início, meio e fim. Não deu certo ainda. — Anna e Guilherme vinham brigando muito nas últimas semanas, por motivo diferentes. Um deles agora, seria Elora.
— Ah! Véi! Não coloca a gente no meio. Estou cansado de brigar. Que saco. — Guilherme cansado do que ouvia, se levantou e saiu.
— Não sou mais adolescente não. Se ele quiser que vá. — Anna gritou.
— Se ele for, tu chora até ele voltar. Capaz de até anunciar nas mídias sociais. Vou ficar nessa não.— Helena estava colocando mais uma taça de vinho.
— O que quer que eu faça? — Anna perguntou chateada.
— Que você deixe de confusão e vá cuidar do seu marido. Vocês precisam de terapia, sei lá. Não é falta de amor, mas de manutenção. Então acredito que dê tudo certo. Vocês conversam e tudo dará certo. — Helena não tinha paciência para lidar com Anna e suas birras por Guilherme, sempre foi assim, nada mudou.
— Ahhhhh! Chata — Anna disse antes de passar correndo e bater a porta.
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Atualizado até capítulo 76
Comments
Juraci Braga
Não concordo qnd fala , se aconteceu por Deus quis,falo muito aqui na minha casa, qnd se diz isso, eu falo, Deus não quis, ele permitiu, a pessoa tem livre arbítrio, a pessoa fez sua escolha , sabe o certo e o errado, então não diz que foi Deus...
Deus coloca a mão, onde pessoa não pode ir.
exemplo: eu tinha um sobrinho super abençoado, ele teve essa doença que ainda não acharam cura , ele fez uma cirurgia, que os médicos disseram que ele ia ficar na mesa ou ter seguela, porque antes da cirurgia , ele ficava sempre com um de nós, pois ele não conseguia pegar nd com as mãos, qnd aconteceu a cirurgia, Ó Deus Todo poderoso, tomou a frente, meu sobrinho saiu da sala de cirurgia,foi pra enfermaria, minha sobrinha estava na sala de espera, tão nervosa, pois o médico havia falado que poderia ficar sem encherga, e outra coisa mais.
Ela foi pra enfermaria cheia de medo, chegou perto dele sem falar pra vê se estava enchergando, aí ele disse pra ela, magrela o k foi, assim que ele á chamava, meio dia, estava almoçando com as próprias mãos 🧤,
a vida dele durou mais ou menos um ano, aí ele foi pra Deus.
ele passou final de ano, niver ,
2025-03-22
0
Marcia Silva
O mulher chata,a mãe dela
2024-10-12
1
Nil
Anna até você precisa amadurecer ainda agi muitas vezes como se não tivesse uma filha adolescente, sendo igual a ela ou pior. 🤭🤭🤭🤣🤣🤣
2024-05-26
1