Depois do almoço em família, Guilherme chamou a todos para ir conhecer a casa que Elora e Liam morariam. Embora fosse no mesmo condomínio era em outra rua. A casa era tão grande como a dos seus pais. Como a residência era de um casal que morava no exterior e passava temporadas aqui no Brasil quando estavam de férias, a casa estava toda mobiliada já.
— O que acharam? — Aurora perguntou.
— É linda! — Anna respondeu entrando na casa.
— Hey! Vaca! A casa não é para eu. É para as crianças — Helena corrigiu Anna puxando seus cabelos, fazendo ela voltar.
— As crianças fizeram outra criança, que maravilha. — Anna disse olhando sério para Elora. Ainda não conseguia aceitar que sua filha com apenas 16 anos estava grávida e ainda casada. Era absurdo. Não tinha imaginado isso nem nos seus peitos pesadelos.
— O que acharam, Liam e Elora? — Jean perguntou. Estava incomodado com o silêncio deles dois.
— Ela é ótima — Elora respondeu.
— Ela não é grande demais para apenas nós dois? — Liam perguntou
— Claro que não é. Ela tem o tamanho da que a gente mora. Talvez até um pouco menor.— Elora respondeu.
— Eu sei, mas já parou para pensar que vai limpar tudo isso? — Liam perguntou a Elora, que gargalhou com a pergunta.
— Você enlouqueceu? Claro que as funcionárias da limpeza vai fazer isso diariamente, não temos com que nos preocupar — Elora explicou com sorriso zombeteiro.
— Como vai pagar por elas? — Anna perguntou para sua filha que quebrou.
— Vocês? — Elora já perguntou sabendo da resposta. Pelo tom de resposta da sua mãe a sua afirmação, sabia que as coisas não vão ser nada fáceis.
— Não, vocês vão viver por conta própria. Vão trabalhar e pagar por suas coisas. Precisam aprender o custo da vida. Por vocês ainda estudarem, iremos ajudar com o aluguel, energia, água e internet. O resto deixaremos com vocês. — Anna sorriu com a cara que sua filha fez .
— E como vamos comer? Sair? Comprar roupas? — Elora já estava se desesperando.
— Vão trabalhar para isso, receber e se organizar. Definir prioridades. Não podemos simplesmente manter vocês, precisam realmente compreender a dinâmica do mundo. Vocês já foram mimados demais até agora. Façam seu melhor. — Aurora explicou para crianças. Em conversa entre os pais, perceberam que era importante para os filhos começarem a criar responsabilidade, deveriam fazer isso antes do nascimento da criança. Então, decidiram que essa seria a melhor forma de fazer isso.
— Podemos negociar no primeiro mês o básico? Como o salário é mensal, vamos precisar de um mês para conseguir o dinheiro — Liam já tinha desistido de questionar sobre as escolhas dos pais
—A geladeira já está cheia, mais do que suficiente para o mês. Os armários também. Colocamos um dinheiro para que possam começar aquilo que faltar. Agora se algo faltar por falta de administração dos recursos, você ficaram com problema — Jean explicou.
— E como vamos comer? Sem cozinheira? Como faremos isso — Elora questionou nervosa.
— Me segura, vou bater nessa garota mimada. — Anna gritou avançado na filha, mas foi segurada pelo próprio marido.
— Anna, você não pode julgar ela nesse ponto, sabe muito bem como você é na cozinha. Quase uma terrorista. Ela não teve essa influência em casa. De qualquer forma, Elora, você terá que aprender a fazer sua comida. Espero que seja melhor que sua mãe. — Guilherme explicou.
— Bom, vejo que não temos mais o que discutir. Vão arrumar as suas coisas para trazerem para o lugar. — Aurora disse tentando retirar Anna da casa. Sua amiga ainda não tinha aceitado bem a situação, mas Aurora sabia que a vida não é nada como desenhamos, precisando sempre trabalhar com aquilo que nós temos. Não com aquilo que queremos. Essa é a realidade.
Assim como Aurora sugeriu, os dois receberam suas chaves e foram para casa dos seus pais buscar seus pertences. Ayla foi mundo com Elora ajudar na organização, Já Ryan ficou com Liam. No quarto de Elora, enquanto arrumavam tudo, as duas conversavam sobre o que estava acontecendo.
— Amiga, você e Liam conversaram aquela hora, o que ficou decidido? Antes você tava tão abalada que achei melhor não perguntar — Ayla perguntou.
— Liam concordou com minha ideia de sermos marido e mulher apenas dentro de casa. Fora dele, seremos como sempre. Duas pessoas que não tem um relacionamento ou convivem. Aquele velho ato de ignorar um ao outro. — Elora explicou colocando as malas dentro da roupa.
— Eu acho que essa ideia é péssima. — Ayla conhecia muito bem o irmão, sabia que ele não aceitaria de bom grado. Ele não é do tipo que aceita metades. Já até imaginava a raiva que a amiga iria passar por sua escolha.
— Porque? — Elora perguntou fechando a terceira mala de roupas, enquanto se questionava porque tinha tanta roupa.
— Você é ciumenta e Liam vingativo. Vocês vão brigar horrores por essa escolha. Melhor assumirem logo o relacionamento. — Ayla tentou explicar a amiga que gargalhou com a resposta.
— Não posso ter ciúmes daquilo que não me pertence — Elora respondeu.
— Você ainda não compreendeu? Estão casados. Tem um relacionamento agora. Forçados ou não. Agora vocês dois tem uma ligação que devem respeitar que antes não tinham — Ayla disse a amiga.
— Só somos casados no papel. Não romantiza as coisas. Não temos qualquer sentimento um pelo outro. Nada que ele fizer me causará ciúmes. Nem que eu fizer. Tudo ficará bem. — Elora afirmou fechando a última mala de roupas.
Elora colocou seus objetos pessoas em uma caixa. Tudo pronto, Guilherme ajudou as duas amigas a descerem com tudo. Colocou tudo que haviam arrumado na mala do carro, quando chegaram na casa, Liam já estava sentado na sala jogando vídeo game e tomando um suco.
— Liam? — Guilherme chamou. Liam levantou do sofá, pausou o jogo e foi até o sogro.
— Oi. Algum problema? — Liam perguntou olhando para Ayla.
— Eu sei que tudo foi repentino, que você não esperava ou estava nos seus planos. Eu compreendo, mas como pai quero que prometa que vai cuidar da minha filha. Você conhece ela. Por favor, deixarei ela a seus cuidados de agora em diante. — Guilherme pediu ao genro. Que esticou sua não na direção do sogro.
— Não se preocupe, irei cuidar e zelar por ela. — Liam prometeu ao sogro.
— Irei deixar um conselho para os dois. Errar é normal. Vocês ainda vão errar bastante. Aprenda com todos eles. E quando a vida machucar vocês, e ela vai, isso é tão certo quando a morte, lembre dessa dor. A dor por mais que achamos que não, ela faz bem. Isso fará vocês mais fortes. — Guilherme acariciou a cabeça dos dois, com uma dor no coração de deixar sua filha ali — Antes que eu esqueça, tenham paciência um com o outro, uma boa relação não se faz com amor, não que ele deixe de ser importante, mas o que mantém mesmo uma boa relação é o respeito, companheiros e a lealdade. Se tiverem os três, mesmo que ainda não haja amor suficiente para os dois, terão uma relação muito melhor que vários que declaram seu amor todos os dias. Boa noite, crianças. Estaremos sempre por vocês.
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Atualizado até capítulo 76
Comments
Luciana 🥰
Gostei do conselho do pai😍😘
2024-09-25
0
Nil
Tenho a sensação que não deveria ter forçado eles se casarem, deveriam ajudá-lo a crescer e criarem responsabilidades.
2024-05-23
1
Kedna Martins
Nunca obrigaria um filho casar por causa de um bebê. Com amor já é difícil e sem, na prática se tornaria cenário de guerra
2024-01-08
8