Estela foi até o seu escritório, eu fiquei na sala olhando algumas fotografias do casal, que estavam espalhadas por todos os cantos da sala, nas fotografias eles pareciam ser um casal muito feliz, até me senti mau por ter mentido descaradamente na cara dela, é claro que o Nick me interessa, e muito, mas também quem teria essa coragem de falar na cara da mulher do homem que você tá afim, que você é louca pelo marido dela. Será que a Estela achou mesmo que eu ia fazer isso? Dei um sorriso sozinha enquanto pensava nisso, na sala enorme da casa do Nick Joni.
Enquanto eu olhava as fotografias ouvi a porta se abrir, o meu coração disparou na mesma hora quando vi o Nick entrar, ele fechou a porta e se aproximou de mim.
— Boa noite! — disse parando na minha frente, me olhando nos olhos.
— Boa noite! — respondi com um sorriso, olhando para a mão dele, que estava enfaixada, o que teria acontecido?
— Tudo certo por aqui? Você está precisando de algo?
— Tudo certo sim, eu estou esperando a Estela voltar, ela foi buscar um cheque no escritório.
“Merda! Por quê eu estou tão nervosa?”
— Você aceita beber alguma coisa? Água, um suco?
— Não, obrigada.
— Quer comer algo?
— Não, obrigada. Eu não estou com muita apetite ultimamente, acho que é pelo estado em que a minha irmã se encontra. — falei triste.
— Desculpa, mas o que aconteceu com a sua irmã? — Perguntou sério.
Quando eu ia responder a Estela chegou na sala com o cheque em mãos.
— Seu cheque, muito obrigada por ter vindo. — disse entregando o cheque na minha mão.
— Magina, eu que agradeço.
— Venha, vou te acompanhar até a porta. — falou com a sua mão atrás das minhas costas, me empurrando até a saída.
— Não... Espera, Mariana? — eu parei e me virei para ele.
— O que aconteceu com a sua irmã?
— A minha irmã está precisando fazer uma transfusão, mas o tipo de sangue dela é tipo (o) menos, e até agora não encontramos ninguém que possa fazer essa doação. — eu disse com os olhos marejados.
— Sobre o que vocês estão falando? — Estela perguntou saindo de perto de mim, se aproximando do Nick, agarrando no braço dele.
— Estela, da licença? — Ele falou se afastando dela — Mariana, eu tenho sangue tipo (O) menos. — disse se aproximando de mim.
— Você está falando sério? — falei já cheia de esperanças.
— Sim, se você quiser posso fazer essa doação.
— Meu Deus! Nick, não acredito, claro que eu aceito. — Estela nos olhava de cara fechada, enquanto conversávamos.
— Amanhã mesmo se você quiser eu posso ir ao hospital.
— Eu quero sim. Meu Deus! Obrigada, Nick.
— Que é isso, não precisa agradecer. Eu fico feliz em poder ajudar.
Combinamos o horário certinho para o Nick ir até o hospital, depois eu me despedi dele e da Estela, e fui para a minha casa, contei para o meu pai sobre o Nick ter se oferecido para fazer a doação de sangue, meu pai ficou radiante.
No dia seguinte, acordei bastante animada, fiz as minhas higienes pessoais, e fui para o hospital acompanhada pelo meu pai, poucos minutos depois o Nick chegou.
— Bom dia! — ele disse com um sorriso lindo nos lábios.
— Bom dia! Esse é meu pai, Joílson.
— Bom dia! Muito obrigado. Você vai salvar um dos meus maiores tesouros. — meu pai disse emocionado.
— Não a de que, senhor Joílson.
Nick foi para a sala, eu e meu pai ficamos aguardando super felizes. Um tempo depois o Nick voltou, meu pai agradeceu ele mais uma vez, lhe deu um abraço. Eu acompanhei o Nick até a saída.
— Muito obrigada mesmo, Nick. — agradeci com os olhos marejados .
— De nada. — ele disse me olhando nos olhos.
— Não sei o que seria de mim se...
— Ei! Tá tudo bem agora, a sua irmã está bem. — disse fazendo um leve carinho no meu rosto.
— Graças à você. — encarei seus olhos com gratidão.
Nesse momento me deu uma tontura, Nick me segurou pela cintura.
— Você está bem?
— Acho que é fome. — falei rindo.
— Vem comigo comer alguma coisa?
— Eu não posso.
— Não estamos fazendo nada demais.
Pensei no que ele falou, e de fato não estaríamos fazendo nada demais. Avisei ao meu pai que já estava indo. Nick me levou até uma lanchonete, pedimos um lanche e umas batatas fritas, comemos em silêncio, depois ele me levou até a empresa.
O resto do meu dia foi bem tranquilo, no final do meu expediente voltei ao hospital para ver como a minha irmã estava.
— Como você tá? — perguntei segurando a mão dela.
— Bem. — respondeu com um sorriso fraco.
— Nunca mais faça isso de novo, ouviu mocinha?
— Ouvi sim. O papai disse que foi um amigo seu que me salvou, eu queria agradecer ele pessoalmente.
— Vou falar com ele. — Brenda deu um sorriso fraco.
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Atualizado até capítulo 80
Comments
Odila Costa
SERÁ QUEM VAI SER O DOADOR
2022-12-28
3
Renata Rocha
se seu livro nao esta mais sendo publicado aqui, então tirar esse . porque so fala a mesma coisa o livro todo , não da pra intende nada aff
2022-10-18
0
Anonymous
TODA HISTÓRIA QUE PRECISA DE TRANSFUSÃO É A MESMA COISA, NUNCA TEM NO ESTOQUE, QUE RAIOS DE HOSPITAIS SÃO ESSES
ACABA FICANDO MONÓTONO.
MUDA ISSO UM POUCO AUTORAS, VCS PARECEM QUE COPIAM UMAS DAS OUTRAS
2022-09-12
0