— Elas eu não sei, mas eu me importo.
— Eu não me importaria. — olhei para ela incrédula.
— Você devia ter me falado, Nelsa. — falei apoiando os meus cotovelos na mesa, colocando as minhas mãos no meu rosto.
— Eu tentei lhe falar, lá na boate, mas o Nick chegou na hora, e me cortou.
— Que vontade de te esganar, Nelsa!
— Desculpa, gatinha, eu achei que você soubesse, e estava querendo pegar ele mesmo assim. Eu pegaria sem problema, se o Joni me desse mole.
— Sossega essa periquita!
— Não vou mentir, gatinha, se ele me desse mole eu pegava, O joni é um gato. — olhei para ela e balancei a cabeça negativamente.
— Coitada da mulher dele, como que ela consegue continuar com ele?
— Não é muito difícil né amiga, o cara é um gostoso. E a mulher dele nem é bonita. Você viu o jeito que ela estava vestida?
— Não fala assim, Nelsa. — Lancei um olhar de reprovação para ela.
— Gatinha, as roupas dela pareciam de uma senhora de 60 anos.
— Isso não justifica as traições dele, o Joni esta totalmente errado, Nelsa, se ele não quer deixar a vida de solteiro, não devia ter se casado.
— O Nick joni, não tá nem aí, ele pega geral!
— Que boy lixo.
— Se eu tivesse uma chance de pegar esse homem, eu nem pensaria nisso, dele ser casado, eu só pegaria. — Nelsa deu um sorriso malicioso.
— Você é terrível Nelsa. — falei rindo.
— Mas me conta.. rolou algo além de beijos e amassos entre vocês dois?
— Não. — Nelsa me olhou desconfiada. — Estou dizendo a verdade Nelsa.
— Tá bom, eu acredito. — falou levantando as mãos em forma de redinção.
— E ele beija bem?
— Sim, ele beija muito bem, foi o melhor beijo da minha vida, amiga. — inclinei a minha cabeça para trás, fechando os olhos ao lembrar do nosso beijo.
— Aí que inveja de você. Eu queria ter tido essa chance.
— Chega desse assunto. Vamos voltar ao trabalho, eu não quero mais saber de Nick joni.
— Antes, gatinha, eu quero saber, ele quer te ver de novo?
— Amiga, eu deixei bem claro, que não quero mais olhar na cara dele.
— Boba! Se fosse eu no seu lugar, ia aproveitar para fazer um sexo gostoso com ele nessa sala, e bem aqui em cima dessa mesa.
— Louca! — falei rindo.
— Mas, me conta o que eles vinheram fazer aqui?
— Você lembra que o chefe me pediu para fazer um projeto de um casal com sobrenome Herreiro?
— Sim.
— Eles são o casal Herreiro.
— Mentira! — disse surpresa, com a sua mão sobre a boca.
— Te juro que não amiga.
— Mas, o sobrenome do Nick Joni, não é Alencar?
— Ele deve ter herdado o sobrenome da esposa quando se casaram.
— Estou chocada!
Nelsa ficou um pouco conversando comigo, depois voltou para a sala dela.
Nick Joni
Saí da DMdeco com o meu ego totalmente ferido, será mesmo que a Mariana vai ser a primeira mulher que vai me deixar assim tão pra baixo? Depois de ouvir aquelas palavras dela e o jeito que ela ficou ao descobrir que eu sou casado, nenhuma mulher nunca se importou com esse detalhe, será que a Mariana realmente não sabia sobre a Estela? Não sei por que, mais a vontade e o meu desejo de possuir essa mulher, aumentou ainda mais.
Entrei na minha loja com cara de poucos amigos, fui direto para a minha sala. Passei o resto do dia com a Mariana na cabeça, eu preciso ter essa mulher logo, só assim para ela sumir de vez dos meus pensamentos. A minha cabeça estava quase explodindo, então decidi ir embora mais cedo. Entrei em casa e lá estava a Estela como sempre, sentada no sofá com o celular na mão, me aproximei e me sentei no outro sofá, abaixei a cabeça e fiquei com as mãos sobre a minha testa.
— Chegou mais cedo. — disse me encarando.
— Estou com uma dor de cabeça do caralho. — falei de olhos fechados, massageando as minhas têmporas.
— Quer que eu peça para a dona Joana trazer um remédio para você?
— Não precis. Ela deve está ocupada fazendo o jantar.
— É rapidinho. Dona Joana, trás um copo d'água e um comprimido para dor, aqui na sala! — gritou alto.
— Para de gritar caramba! Eu já falei que não precisa. Ao invés de ficar gritando igual uma louca, por que você mesma não levanta essa bunda do sofá e vai pegar essa merda de remédio, fica o dia inteiro sem fazer porra nenhuma!
— Não vou fazer nada. Eu não faço porque o meu pai paga eles e você para fazerem as minhas vontades. — eu dei uma risada bem na cara dela.
— E você tá feliz? Me diz? Você tá feliz? Em, caralho!
— Me deixa em paz, Joni. — disse voltando a atenção para o maldito celular.
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Atualizado até capítulo 80
Comments
Licia Galiza
Nossa autora q cara cafajeste e esse
2023-10-03
0
Marina Lopes
pelo menos o doido chefe dela parece que ama ela
2023-01-21
0
Odila Costa
MISERICÓRDIA HOMEM É UM CANALHA
2022-12-28
0