Após encerrar a ligação, acabei adormecendo sem perceber. Acordei com a voz do meu pai e da minha irmã Geisa na sala, me levantei e fui até eles, dei um abraço apertado na Geisa, e choramos juntas.
— Por que ela fez isso? — perguntou chorando.
— Eu não sei. — falei deixando algumas lágrimas caírem.
— O papai já sabia da gravidez dela? — perguntou baixinho.
— Sim.
Meu pai estava num canto chorando, acho que ele está se sentindo culpado, ele falou coisas para a Brenda antes dela fazer o aborto, mas o meu pai não tem culpa, ele só disse tal coisas porque estava preocupado com ela. Eu fui até o meu pai e lhe dei um abraço apertado.
— Ela vai sair dessa, pai. — falei desfazendo o nosso abraço.
— Se eu não tivesse brigado com ela daquele jeito... E nem falado aquelas coisas, a minha menina não estaria naquela cama de hospital, entre a vida e a morte. — disse chorando.
— Você não teve culpa de nada pai, não faz isso com você. — falei secando as suas lágrimas.
— Ela tem que ficar bem filha.
— Ela vai ficar bem. — falei abraçando ele.
Passamos o resto daquele dia rezando para que aparecesse logo um doador.
No dia seguinte, me levantei antes do despertador tocar, fiz as minhas higienes pessoais e fui trabalhar, o Douglas entrou na minha sala, ele nunca bate.
— Bom dia! Senhorita Fidélex. — falou se aproximando da minha mesa.
— Bom dia! Senhor Douglas. — me levantei para cumprimentá-lo.
— Já conseguiu o doador para a sua irmã?
— Ainda não senhor. — falei desanimada.
— Eu sinto muito. — disse se sentando.
— Não vamos perder as esperanças. — tentei parecer otimista.
— Mudando de assunto, senhorita Fidélex, a senhora Estela quer, que você vá hoje a casa dela, para ver os locais onde ela quer fazer as mudanças. — disse todo sorridente.
— Ta certo. — falei colocando um sorriso forçado no meu rosto.
Douglas se levantou e foi andando em direção a porta.
Aí tem coisa... Eu não costumo ir na casa dos clientes, a Estela já mandou as fotos dos locais onde queria fazer as mudanças, não tem necessidade de ir até a casa dela.
— Isso é pra agora senhorita Fidélex. — Douglas disse assim que chegou na porta.
— Claro chefe!
Se tem uma coisa que eu não quero é ir na casa do Nick, mas fazer o que, o meu chefe que manda.
Chamei um Uber, pois seria a empresa que pagaria, esperei ele chegar e fui até a casa da Estela, assim que o Uber parou em frente a casa fiquei boquiaberta com o tamanho, desci do Uber e toquei o interfone, uma mulher que aparentava ter uns 50 anos, baixa de cabelos curtos me atendeu.
— Oi senhorita. — ela falou com um sorriso branco estampado no rosto.
— Oi! Eu me chamo Mariana, a Estela pediu que eu viesse.
— Sim, claro! Eu me chamo Joana, pode entrar, por favor. — falou me dando espaço.
Entrei e fiquei ainda mais boquiaberta, como a casa era enorme por dentro. A Joana me deixou na sala enorme esperando, enquanto ela foi chamar a Estela.
— Oi senhorita Fidélex. — falou sorridente na minha direção, me cumprimentando com um aperto de mão.
— Oi tudo bem? Me chame de Mariana, por favor?
— Claro! Então Mariana, pode começar aqui pela sala.
Olhei a sala e fui anotando onde ela queria fazer as mudanças, depois a Estela me levou até o seu quarto, notei que no quarto não havia nada masculino, só tinha as coisas dela.
— Eu e o meu marido queremos mudar esse quarto, o Joni gosta do novo. Por isso ele deu em cima de você aquele dia.
— Como? — essa mulher é louca ou o que?
— Mariana, você jura que não percebeu que o meu marido estava te olhando?
— Desculpa Estela, mas não.
— Não precisa ficar envergonhada, eu sei que o Joni é danado.
“Mulher doida, eu em.”
— Vou continuar o meu trabalho.
— Claro! Mas, agora você sabe que está prestes a ser a nova conquista do Joni.
“O que diabos essa mulher tá querendo?”
— Desculpa Estela, mas eu não tenho interesse nenhum no seu marido, e nem na sua vida pessoal.
“Tá bom, eu menti um pouquinho.”
— Fico feliz em saber, que o meu marido não lhe interessa.
“Essa mulher é lesada, só pode.”
— Homens comprometidos estão fora da minha lista.
— Certo. Pode continuar o seu trabalho.
Ela ficou o tempo todo me olhando, eu já estava ficando incomodada, com todos aqueles olhares dela sobre mim, não era um olhar normal, era um olhar de inveja. Assim que eu terminei de olhar e ver os locais onde ela queria mudar os móveis e as cores, fomos para sala.
— Muito obrigada, Mariana.
— De nada.
— Vocês aceitam cheque?
— Claro que sim.
— Tá certo, eu vou lhe dar um adiantamento. Vou no meu escritório buscar o cheque, e já volto. — eu concordei com a cabeça.
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Atualizado até capítulo 80
Comments
Delmira Martins
pq será que o pai destruiu a família dele?
e aí é um casamento sem data de término?
2023-08-31
1
Odila Costa
LARGA LOGO DO QIE FICA NESSE INFERNO
2022-12-28
2