Betty~
Assim que eu saio da mansão, as palavras que aquela bruxa da mãe dele falou para mim, assolam na minha mente.
Nunca considerei a mãe do Paulo uma má pessoa, porém ela começou a me odiar, depois que a allana começou a falar mentiras ao meu respeito.. E era horrível, pois as duas adoravam me humilhar quando o Paulo não estava.. a dona Sophia já chegou a me defender muitas vezes das garras dela.
E na verdade eu não entendo, como um homem tão gentil e bondoso igual o Paulo, saiu dessa mulher! Pois eles são totalmentes diferentes na personalidade..
E eu já estou acostumada com esses insultos dela, mais nossa.. porque tem que doer tanto assim, meu Deus?
Ela pensou mesmo que eu teria coragem de ir para cama com o Paulo? Não passaria por essa humilhação e muito menos me sujeitaria á isso.. pois está claro que ele não me ama. E é melhor eu aceitar logo isso, antes que eu me machuque ainda mais.. essa história de fazer ele se apaixonar por mim, era uma fábula brilhante que eu mesma inventei na minha cabeça.. pois no mundo real ela se torna perversa.. igual a nossa querida globalização.
Será que eu estou pagando o preço por amar ele demais? Igual diria a Alcione, nos versos da sua música tão amarga, porém tão profunda..
Assim que eu chego na pensão.. enxugo qualquer lágrimas que sobraram no meu rosto, pago o motorista e desço do carro.
Entro na pensão, e vejo a dona Rosário desesperada, e quase chorando.
— Betty! Até que fim você apareceu menina. Eu estava morrendo de preocupação com você, e estava quase ligando para a polícia! A onde você Estava? Porque não me avisou que saiu?
Fico muito mal ao ver ela nesse estado, e eu não quero contar a verdade para ela, pois sei que ela não irá reagir bem.. mais também, não quero esconder a verdade dela.. pois já basta ter que esconder durante esses dois anos, á mais cruel mentira do seu implante.. uma dor que nunca irá passar.
Respiro fundo antes de falar, e eu conto tudo para ela..
— Eu não acredito! Betty.. você não é a babá dele, para ficar socorrendo ele, sempre quando o "donzelo" está em apuros. O que mais eu tenho que falar para você? Porque nao me ouve? Olha minha filha, eu já passei por muitas experiências ruins na vida, e eu não desejo nenhuma delas para você! Não sofra mais, por um amor não correspondido.. pois só irá te fazer mal mais ainda.. E você é linda, tanto por dentro, como por fora.. e um dia você irá achar alguém que te ama do jeitinho que você é!
— Dona Rosário.. eu já me convençi que o Paulo nunca vai me amar.. E essa minha ideia absurda de conquista-lo caiu por baixo hoje.. agora eu só quero descansar e me enterrar em algum livro, pra vê se essa tristeza acaba..
Falo desanimada, ela me abraça, e as lágrimas começam a cair no seus ombros..
— Oh minha filha, como dói te ver assim.. se eu pudesse eu arrancava toda essa tristeza sua, ou então, tirava essa sua paixão platônica por ele.. Sabe, que aquele homem todo elegante, e muito bonito, que veio aqui á dois atrás com o filho? Eu sei que pode ser uma loucura da minha parte dizer isso.. mais ele sim parecia ser um homem maduro e certo para você.
Começo a ter uma crise de tosse na hora, e por pouco não me engasgo com a minha própria saliva.
— Betty, você está bem? Meu Deus.. eu vou pegar uma água para você.
— Não dona Rosário.. não precisa, é que eu só me engasguei, mais já passou.
— Tem certeza? Ou foi só eu falar desse homem que te deixou assim?
Ela me olha desconfiada, e eu me faço de desentendida.
— Não Dona Rosário.. eu nem me lembrava desse homem. E quer saber, ainda bem que ele foi para bem longe dessa país! E eu espero que ele nunca retorne.
— Credo minha filha! Não fala isso, o destino pode te surpreender.
— Surprender? Será um azar se eu visse ele novamente na minha frente novamente... ele nao passa de um arrogante, manipulador e dominador..
— Dominador minha filha? Como assim..
— Hã... nada dona Rosário... quer saber.. preciso de um outro banho e trocar de roupa.
Ela me olha ainda mais desconfiada, porém eu subo as escadas até o meu quarto.
E quando eu chego, quase me bato de tão tonta que eu sou..
Mais também, é só falar dele, que todos os meus neurônios começam a explodir.. e faz absolutamente dois anos que eu não o vejo, desde daquele dia, que discutimos feio, após ele ter tentado me humilhar com aquela sua proposta de me deitar com ele por dinheiro novamente. viajou para Inglaterra, na verdade se mudou para lá né.. já que ele fundou a empresa dele lá.. porém eu sempre evito o máximo em pesquisar sobre ele.. não aguento nem ouvir as pessoas falando dele.. por mais que seja inevitável.. pois o seu nome está aparecendo em quase todos os sites, revista.. como um dos homens mais importantes da Europa já que ele cresceu de forma monstruosa.
E inclusive, para piorar, eu sempre esqueço que a irmã dele é aquela cobra.. ela se achava e se vangloriava toda hora com o nome do seu irmão, inclusive será que ele já sabe que o Paulo e ela romperam o noivado? Porque a sua querida irmãzinha traiu o senhor Paulo, com o próprio primo dele? Ah, com certeza deve saber.. já que a imagem do Paulo foi totalmente manchada não só no território nacional, como internacional também.. mais até parece que ele se importa com isso.. já que odeia o Paulo, e também. Quem garante que ele nao seja igual a irmã dele, não duvido nada! Já que o péssimo caráter dos dois, são bem parecidos.
Decido arrancar ele dos meus pensamentos, e tomo um outro banho.
Coloco uma roupa qualquer e me refugio em um livro de ficção do gênero romance, o que me faz sofrer ainda mais.. Ao ponto de eu jogar o livro pela parede.
Quer saber, vou fazer os meus doces para ajudar a dona Rosário a vender aqui.. será uma ótima distração! Até porque eu nem sei se terei o meu cargo de assistente novamente, e não sei se vou conseguir esquecer o senhor Paulo, trabalhado com ele lado a lado todos os dias... seria uma tortura.
Saio do quarto, e a dona Rosário fica feliz da vida, quando eu falo para ela que vou fazer os doces típico do meu País, que ela tanto ama.
— Agora sim, essa é a minha Betty que eu conheço! Mais minha filha... acho que você vai precisar comprar alguns ingredientes na rua.. olha, eu posso te dar algum dinheiro para comprar.
— Não dona Rosário.. eu posso comprar.
Falo, não aceitando.. mesmo eu não tenho muito dinheiro, não quero que ela se incomode.
— Tem certeza Betty?
Ela me olha com uma olhar severo.. E eu aceno um sim.
Saio da pensão, e caminho em um mercadinho perto da pensão.. na verdade, a pensão da dona Rosário é bastante perto das centrais de lojas e mercados que tem por aqui.. por isso que ele é tão movimentado assim.
Entro no mercado, porém eu paro.. quando eu vejo uma loja só específica para confeitarias, bolos, massas.. E eu não resisto! E acabo entrando lá..
E á loja é totalmente bonita e toda pumposa, e aroma de doce é o mais gostoso de sentir.
E minha barriga ronca só de olhar para aqueles doces caros e lindos.
E as atendentes tudo me olham de cima-abaixo, com tudo cara de desdém. E eu já estou até acostumada com esses olhares esnobes.. E eu levanto o meu nariz, ignorando-as, e eu começo a passear pela loja.. e caio na tentação, quando eu olho para umas caixinhas personalizadas para eu colocar os meus docinhos ou até mesmo meus cupkaques.
E eu como sou formada em Marketing, sei que a aparência do produto chama muito mais atenção e fazem com que as pessoas se encantem, ao ponto de comprarem.. E fora que a aparência e a qualidade, gera um resultado alto e satisfatório ao produto que fazemos.
Acabo pegando dois pacotes de caixinhas.. mesmo com o coração na mão. Sei que vou torrar toda a minha economia, que eu já nem tenho.. nessas caixinhas.
Vou até o balcão pagar, e eu respiro fundo para não perder a paciência, com os olhares de deboches do sexo feminino, na minha direção.
E a balconista, praticamente arranca as caixinhas das minha mãos.. sem nenhum pingo de educação.. tinha que ser loira! Só elas para torrarem a minha paciência.. só falta ser oxigenada, igual á Alice.
— Deu tudo 250.
Ela diz seca, e eu quase me engasgo com o preço..
— Como assim? O preço delas estavam escritos, por 30 reais cada uma!
E ela começa a rir de deboche da minha cara e isso faz a minha raiva aumentar mais..
— A onde você viu isso minha querida? Em uma loja de botequim? Só se for! Pois já olhou para onde você está? Essa loja só é frequentada por gente de classe alta.. se é que você me entende.
Ela me olha dos pés a cabeça, tentando me humilhar.. porém eu não me igualo a ela!
— Se ela é tão frequentada pela grande massa da população de classe alta, o que ela está fazendo aqui, escondida em um bairro tão pobre e falido como esse?
Ela fica toda vermelha com a minha resposta e rir toda sem graça, tentando disfarçar, porém acaba caindo no seus próprios argumentos sem fundamentos.
— Por pura caridade né querida!
— Caridade? Mais você mesmo não acabou de falar com as suas palavras, que essa loja é frequentada somente por pessoas da "alta sociedade?"
— Fernanda, algum problema?
Uma outra mulher elegante, vem ao nosso encontro.. E me olha com desdém também.
— Nada Marcia! É só essa.. mulher aqui, não querendo aceitar o preço dessas caixinhas. Ela confundiu essa loja com uma barata que ela deve viu por aí..
Eu não acredito que esse oxigenada, está mentindo na cara dura!
— Isso não é verdade! Eu só questionei o preço, porque ele estava diferente nas prateleiras! E se quiser, é só irem lá verificar. Até porque isso é propaganda enganosa! E se bate uma fiscalização aqui, vocês sabem que esse loja pode ser processada, e pode até levar á um requerimento.
— Você por acaso é advogada?
Vejo que os olhos dela cresceram do nada ao me fazer essa pergunta.
— Não! Mais eu não preciso ser advogada para dizer o óbvio estampado, que pode acontecer aqui..
E lá se foi o olhar de interesse.
— Se você não tem dinheiro para pagar o que você pegou, eu aconselho você sair dessa loja e comprar em outro lugar, que seja do seu nível..
As duas me olham com deboche, e eu não vou deixar isso me intimidar.. E se tem uma coisa que eu odeio é ser humilhada ou insultada!
Pego o meu cartão da bolsa, que eu nem sei se ele deve está com limite.
— Passa!
Falo, virando-me para a balconista.
— Não aceitamos parcelados, só para avisar!
— E quem disse que eu vou parcelar, querida?
Falo tão irônica, quanto ela.
E a mesma range os dentes para mim.
Ela pega o cartão da minha mão, e coloca na máquina.
Eu coloco a senha, e cruzo os meus dedinho escondidos, para ele passar..
— Não passou!
Ela sorri, se divertindo.
— O que? Como assim! Passa novamente..
— Eu só vou passar, para provar que você não passa de uma probretona, querendo comprar em lojas de classes altas, com um cartão que não passa nada Haha!
Ela ri, me humilhando.. E falta pouco para eu jogar essa bolsa no rosto dela!
Eu fico em choque de como as pessoas sentem o prazer de pisar, machucar e ferir o seu próximo.
— Não passou! Hahahaha.
— E o meu! Será que passa?
Tomo um susto ao ouvir essa voz que eu conheço bem.
Viro-me com o coração acelerado, e olho para o senhor Paulo. E pisco os olhos, para ver se eu não estou sonhando.. afinal, o que ele está fazendo aqui?
Todas começam a babar praticamente em cima dele, e essa loira da farmácia, está com os olhos arregalados até agora..
— Pera, esse é o Paulo Marchesi?
— Meu Deus, que honra em recebe-lo, nessa loja! Fica a vontade, o senhor gostaria de uma água com gás ou sem gás? Ah, já sei.. um doce? Tudo por conta da casa, viu!?
A outra que também me humilhou, fala com tanta admiração e educação com o sr Paulo.
E eu fico em choque com tamanha falsidade.
— Quer saber senhor Paulo? Mudei de ideia.. não acho justo fazer o homem tão importante igual o senhor pagar para uma mulher que não pertence á uma loja de "classe alta" Então, vou seguir o conselhos da colega aqui, que me sugeriu ir em qualquer botequim de esquina, pois lá é o meu "lugar." E é isso que eu vou fazer! Além de ser mais barato lá, imagina a honra que eles vão ter em receber o CEO da maior empresa da América Latina, numa loja de "classe baixa" que é tão menosprezada pelas classes "superioras"
Falo ironicamente, e faço as duas engoliram as próprias palavras que usaram para me humilhar, e ainda deixo de lição aquela famosa frase: " Quem fala o que quer, tem que está disposto á ouvir o que não quer também!"
Repouso o meu braço em volta dos braços do sr Paulo, e saio com ele da loja, e todas me olham sem acreditar.
— Betty.. eu vi a forma que ela te trataram, foi desumano! Com uma ligação minha essa loja poderia fechar ou até mesmo falir.
Ele fala com raiva, e como ele fica ainda mais bonito quando está assim.
— Não senhor Paulo, não vale a pena.. eu já estou acostumada com pessoas assim o tempo todo..
Falo baixa, e ele pega as minhas mãos e olha para mim.
Porém eu as tiro, pois não quero mais criar nenhuma esperança ou ilusões com ele..
— Betty.. me perdoa pela a minha mãe! Você não merecia ser tratada daquela forma por ela.
— O senhor não tem que se desculpar por ela.. E eu posso saber como o sr veio parar aqui?
— Betty.. eu estava passando aqui perto, e eu vi você entrar nessa loja toda distraída, então eu decidi vim falar com você e aceita as minhas desculpas com um sorvete!
Levanto o meu olhar um pouco desconfiada..
— Eu já disse, em que eu vou te desculpar? O sr não tem culpa pela mãe que tem!
Coloco as minhas mãos imediatamente na boca.. não acredito que eu soltei isso na frente dele.
— Ain, sr Paulo.. agora eu que te devo desculpas.
Porém ele começa a rir alto todo descontraído.. E não Betty, não perde o raciocínio.
— Eu literalmente não tenho culpa pela mãe que eu tenho Betty! E sua sinceridade é muita coisa para mim. — Você aceitaria tomar um sorvete comigo?
Eu tento negar de todas as formas, mais o Senhor Paulo, sabe me convencer direitinho, como sempre.
E eu falo para ele tem uma sorveteira perto da pensão.
E como ele está de carro, acabo indo com ele.
— Pode pedir o que quiser Betty!
Ele fala, dando um cardápio para mim, já que está com outro.
— Tem certeza? Depois não vai descontar do meu salário não né? Hihihihi.
— Depende.. se for um sorvete de 1.0000 com certeza, eu serei obrigado a descontar do seu salário.
Ele sorri.
— Nossa, jamais deverá existir um sorvete com esse preço senhor Paulo..
— Você acha que o sorvete da família real na Inglaterra, por acaso é o mais barato de todos?
— Não, porém não chega a ser 1 milhão de reais hahaha.
— Tá, eu exagerei um pouquinho.. Leva em conta que eu não dormi direito essa noite Betty.
— É claro que não dormiu.. pois você se embebedou a noite inteira..
— Vai! Me julgar mesmo.. eu mereço hoje.
Ele estende os braços de paz, e eu me acabo de rir.
— Se hoje o senhor colocar uma gatinha de Alcóo na boca, eu juro que vou te deixar largado as traças na rua!
— Nossa, isso seria Maquiavélico demais da sua parte.
Sorrio junto com ele, e eu faço o meu pedido para o garçom, assim como ele faz o dele.
E começamos a conversar um assunto aleatório, e eu estranho em ver ele tão solto e avontade assim comigo.
— Aqui está senhores, bom aproveito.
O garçom chega com os nossos sorvetes.
— Uau! Isso está tão bonito que dá até pena de comer.
Sorrio com o senhor Paulo, mais ele tem razão, o sorvete está em uma taça linda, toda decorada com morangos e alguns pedaços de barras borda dele, no prato está escrito o nosso primeiro nome com calda de chocolate.
— Eu literalmente, nem sei por onde começar a comer isso.
Falo, pegando um morango e mordendo.
— Começa pelo morango.
— Bobo!
Solto uma risada.
E começamos a tomar o nosso sorvete, e a cada mirada que eu dou para o senhor Paulo, minha barriga formiga ainda mais.. nunca o presenciei dessa forma tão aberta, e ele tão a vontade comigo..
Na verdade, ele está todo casual hoje, sem ternos, gravata.. como num dia de domingo.
E eu fico perplexa com a plenitude dele de não ter ser sujado em nenhum momento.
— Betty, me sujei?
Coro, porque eu fui pega no flaga por ele..
— Não senhor Paulo.. o senhor está em perfeito estado, já eu devo está toda melequenta.
Ele sorri largo. — É, isso você tem razão.. está um pouquinho sujo aqui do lado da sua boca.
— Hã? Sério?
Falo, passando um dedo pelo canto da minha boca.
— Saiu?
— Não, perai..
Ele pega o guardanapo sorrindo e se estica mais para frente, e passa pelo canto da minha boca.
E eu acabo me perdendo no oceano azul do seu olhar..
E nossa boca começa a se aproximar cada vez da outra, e quando eu fecho os meus olhos na tentativa de beija-lo, o celular dele toca na hora.. E isso me faz corar morta de vergonha.
Ele atende e começa a falar algo no telefone, e eu termino o meu sorvete.
— Betty, já terminou o seu sorvete?
— Falta só um pouquinho para eu acabar senhor Paulo.. mais se o senhor quiser pode ir.. eu entendo que você é um homem importante.
— Sair? Pra onde? De jeito nenhum! Hoje você é a minha companheira ilustre.. E quer saber, quero te levar para um outro lugar.
— Que lugar?
O olho curiosa.
— Se eu falar, vai estragar a surpresa né!?
— Mais senhor Paulo.. olha como eu estou? Deixa eu pelo menos trocar de roupa, vai que o senhor sisma em me levar para esses lugares de gente esnobe e mesquinhas.
— Não Betty, não se preucupa.
Ele começa a rir, achando graça do que eu acabei de falar.
— Mais é que eu tenho falar com a dona Rosário.. eu falei com ela que só iria passar no mercado para comprar os ingredientes para fazer os meus docinhos. Eu não quero que ela morra de preocupação novamente comigo..
— Betty, é só mandar uma mensagem para ela.. E não se preucupe, na volta eu vou te levar de carro ate a pensão, e posso falar com ela.
Prefiro não falar mais nada, e deixo uma mensagem de texto para a dona Rosário. Tomara que ela lê pelo menos a mensagem.
Ele paga a conta e saímos da sorveteria.
E eu fico ainda mais curiosa para onde ele vai me levar..
E depois de uns 20 minutos, ele para o carro.
E quando eu olho da janela a pontinha indicando ser um roda gigante, eu sorrio.
— Um parque de diversões?
— Sim Betty, acho que faz mais de 10 anos que eu não piso em um, quer embarca nessa aventura junto comigo?
— Senhor Paulo, faz anos que eu também não sei o que é um parque de diversões.. eu amei.
Ele sorri, e sai do carro.
E caminhamos juntos para dentro do parque, que é totalmente lindo, e fora as variedades de brinquedos que tem por aqui.. eu só conhecia a roda gigante, o bate-bate e a barca.. ah, eu esqueci que esse daqui é de rico, totalmente diferente né..
E o senhor Paulo compra uma cartela enorme de ingressos para mim e para ele.
E a atendente da uma pulseirinha colorida para nós dois.
— Senhor Paulo, tô vendo que eu vou ficar tonta em ir em tantos brinquedos.
— Esse é o objetivo! Pra ser bonzinho com você, vou deixar você escolher o primeiro brinquedo, ok?
— Sério? Vou adorar ver o senhor no cavalinho!
Ele faz uma careta e eu me acabo de rir ainda mais.
— Desafio é comigo mesmo!
— Senhor Paulo, eu estava brincando.. É sério mesmo que o senhor Vai? Será um adulto no meio de cheio de criancinhas pequenas..
Falo rindo, porém ele caminha até o brinquedo.
Os pais das crianças, tudo olham para ele.
— Tá esperando o que Betty!? Vem comigo você também! Vamos voltar a nossa infância..
Ele pega as minhas mãos, e eu monto pequena cavalo, com um medo enorme de quebrar o brinquedo.
E me divirto com o sr Paulo, e as pessoas nos olham, como se nós dois fossemos loucos.
E depois do cavalinho, ele me levou na montanha russa e lá quase eu tive um colapso de tão alto que era.. eu tive que segurar as mãos dele bem firme a todo instante.
E depois fomos em outros brinquedos radicais, e eu morria de rir com o humor contagiante do senhor Paulo. Nunca me diverti tanto, como hoje!
Piso os meus pés no chão, me sentindo tonta e pesada.
— Acho que não aguentaria ir mais em nenhum brinquedo hoje..
Falo cansada, e olho para o céu, que já escureceu.
— Você se cansa muito rápido rápido Betty!
Ele para em um carrinho de algodão doce e comprar um gigante para nós dois.
E nós sentamos em um banquinho para comer.
E começo a olhar para os ursos.. nunca tive sorte de conseguir acertar a flecha no alvo e conseguir um.
— Você quer tentar?
Senhor Paulo olha para onde eu estava olhando e depois me olha.
— Hã.. não, eu nunca levo sorte com esse jogo.
Falo sorrindo.
— Aé? Porém eu sinto em te informar, que eu sou ótimo jogador!
Ele se levanta e depois me puxa com as mãos..
— Para onde onde o senhor está me levando?
— Ué, para escolher já o seu urso! Porque eu vou ganhar ele para você.
Ele pisca, fazendo o meu coração dilatar em pupilas.
Acho que a tentativa de esquece-lô, foi por água abaixo hoje..
Paulo me dá o algodão doce, enquanto ele começa jogar.
E não demorou muito para ele conseguir e eu o olho com os olhos brilhando, quando eu vejo ele trazer um urso gigante para mim.
— Senhor Paulo, esse urso é enorme, chegou até tampar o senhor todinho.. imagina levar ele no seu carro!
— Assim você me humilha né Betty.. toma, ele é seu.
Ele me dá, e não consigo ver mais nada pois o urso me tampa todinha.
— Betty, você está aí?
Senhor Paulo gargalha alto.
— Acho que eu fui engolida pelo Fred!
— Fred?
Ele sorri.
— Sim, é o nome do meu mais novo urso gigante.
— Prazer então Fred!
Ele aperta as mãos do Urso e solto uma risada alta.
Senhor Paulo me leva em uma barraca de cachorro quente, e pede um para mim e para ele.
— Hm.. amo cachorro quente!
Falo, comendo com vontade.
— Isso eu tô vendo, já que está toda mequelenta de molho.. só cuidado para não sujar o Fred.
Ele fala se aproximando da minha boca, e limpando ela com o guardanapo..
— Senhor Paulo... eu..
Ele tira o urso do meu colo, e coloca ele sentado na grama, e chega mais perto de mim.
E eu fecho os meus olhos, e sinto os seus lábios tocando os meus.
E minha barriga começa a formigar muito..
E começamos a nos beijar de forma lenta.. Seguro o seu rosto e aprofundo mais o beijo, nossas línguas se entrelaça uma na outra, e o beijo apaixonada.
Porém eu paro o beijo, quando eu me lembro das suas palavras.. que ele jamais me amaria como mulher..
— Não senhor Paulo..
Afasto o rosto dele de mim.
— Eu não posso cair nessa ilusão novamente.
— Betty.. e-uuu.
— Não! O senhor já deixou claro que jamais seria capaz de me amar como mulher...
— Betty, você tem razão.. mais então me ensina a te amar! Me ensina á sair do buraco a onde eu me encontro..
Vejo os seus olhos que estão marejados. E isso faz o meu coração doer.. E quando eu fui ver, roubei um outro beijo dele.
— Só promete não me machucar mais Paulo..
— Eu prometo Beatriz..
Ele fala segurando a ponta do meu nariz, porém quando eu ouço ele chamar o meu nome de Beatriz, logo vem a imagem do Daniel na minha mente, pois ele que me chamava dessa forma e eu acabo balançando a cabeça totalmente perturbada.
— Betty, o que foi? Aconteceu alguma coisa?
— Eu acho melhor eu ir embora senhor Paulo... já está tarde.
Falo me levantando as pressas.
E ele me olha sem entender, porém ele acena um sim.
E passo o trajeto todo no carro em silêncio..
Eu não posso acreditar que eu vi o Daniel no Paulo.. não! Não posso... isso nunca aconteceu comigo.
— Betty! Aconteceu alguma coisa? Você ficou calada o tempo toda no carro.
— Não Senhor.. quer dizer Paulo. Não aconteceu nada.. eu só fiquei preocupada com a dona Rosário dela não ter visto a minha mensagem e ter ficada preucupada comigo até essa hora da noite...
Falo, fingindo alguma coisa..
E dou um selinho nele, e ele se surprender por eu ter feito isso, mais depois vejo um sorrisinho surgi no canto da sua boca.
E eu saio do seu carro, um pouco alheia ainda.
— Betty, você esqueceu o seu urso!
Paulo fala, abrindo a porta do carro e pegando ele para mim.
E eu sorrio, agradecendo ele.
E entro na pensão, com o meu mais novo companheiro.
Minhas lindas, que disputa é essa que está acontecendo aqui nos comentários hein? #TemPaulo ou #TemDaniel?😅😏🤭
No próximo capítulo, vocês terão uma supresa daquelas! Preparem o coração, e também a emoção, a história só está começando, Haha.. 🤭😏😘🥰
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Atualizado até capítulo 65
Comments
Lucimar Alves
quero que o Daniel volte
2024-10-11
0
Lucimar Alves
estou adorando a história
2024-10-11
0
Verma Lucena
paulo
2024-04-16
0