Betty~
Não tem quase ninguém mais na empresa. Pego o elevador vazio. Passo pela recepção, e não encontro a loira oxigenada. Graças a Deus, só encontro a Taty.
---- Betty, você estava lá em cima até agora?
---- Sim Taty, estava trabalhando em um projeto que o senhor Paulo me pediu.
---- Já começou o primeiro dia, bem, hein!
Ela sorri.
---- Foi um pouco e tanto produto Taty.
---- Tadinha, mal começou a trabalhar, e o senhor Paulo, já está te explorando.
---- Não, claro que não. Ele apenas confiou em mim.
Coro vermelha.
----- Hm, eu conheço bem esse rostinho vermelho....
---- O que? Quee vermelho?
Gaguejo, droga.
---- Nada Betty.
Ela ri, achando graça.
---Betty, vem aqui, so um minuto.
Ela passeia comigo, e me faz sentar na poltrona.
---- Betty, eu sei que o senhor Paulo, é lindo, irrestivelmente maravilhoso. Esse homem é tudo de bom, é o sonho de consumo de qualquer uma. Sabe porque estavam precisando de outra secretária para ele?
Nego com a cabeça.
---- Porque a bichinha se apaixonou por ele. E foi demitida, e fora a perua da noiva dele, que armou um maior barraco. ---- Então por Favor, Beatriz. Promete para mim que não vai nem pensar ou cogitar se apaixonar por ele. Você pode até achar ele lindo, atraente, um pedaço de mal caminho, igual aquele sexy do sócio dele. Que não vale nada, me arrependo até hoje, de ter caído nas lábias dele e saído com ele. Aquele cafajeste lindo, que só me usou por uma noite, e depois me descarto como se eu fosse qualquer uma, e ainda teve a coragem de mandar a Fefê me dá um presente de agradecimento. Vê se pode isso? Hoje ele nem olha mais na minha cara. E eu o odeio!!
" Também, quem manda ir para cama com o primeiro que aparece."
Falo em pensamento, controlando a minha língua.
---- Promete para mim Betty, que não vai pensar, ou cogitar de se apaixonar pelo seu Paulo? Não quero que você tenha tenha final triste, igual daquele secretária dele.
Ela grita comigo, me fazendo ficar assustada
Olho para ela com os olhos arregalados e aceno automaticamente um sim.
---- Ótima garota.
Ela passa as mãos nas minhas costas com carinho.
---- Bom, agora eu tenho que ir me arrumar, combinei com um gatinho de me encontrar com ele. Beijos Betty, até amanhã. E me deseja boa sorte com esse homem.
Ela sorri, e me dá um beijo na bochecha.
---- Boa sorte..
Falo automaticamente, nem prestando atenção quando ela se foi. Minha cabeça ainda está no que ela acabou de me falar.
A última secretária do senhor Paulo, se apaixonou por ele? E por isso foi demitida?
Não, mãos isso não vai acontecer comigo! E quem disse que vou me apaixonar por elee?
Pego a minha bolsa, e me levanto da cadeira. Passo pelo segurança e saio da empresa.
Meia hora se passa, e nada de condução. Estou cansada, com fome e toda dolorida. Só queria um banho geladinho, a comida caseira da da dona Rosário. E minha caminha. É pedir demais?
Ajeito o meu óculos pela décima vez. Minha vista já está cansada,e por isso, vejo tudo embaçado. Mesmo com óculos.
Pego uma pedrinha pequena, e faço de assento para eu sentar. Minhas pernas agradecem um pouco.
Distraída, eu nem vejo que parou um carro preto na minha frente.
---- Betty? O que está fazendo aí, uma hora dessa?
Eu reconheço essa voz, é da dona Sophia.
Olho para ela, que está no volante.
---- Só estou esperando uma condução. Mais até agora não passou nenhuma.
---- Acho difícil passar á essa hora.
Meu coração apita.
---- Não me diz uma coisa dessa, dona Sophia. Preciso chegar em casa. Tomar um banho, descansar..
--- Quer saber Betty, entra no carro.
---- O que? A senhora por acaso vai me sequestrar?
Ele revira os olhos. --- Mais é claro que não! Só vou te levar para casa. Além do mais, já está muito tarde, e pode ser perigoso, você aí sozinha, no escuro, esperando um ônibus.
Meus olhos brilham. Entre ficar esperando um ônibus e pegar uma carona com ela, no conforto do seu carro. É claro que eu prefiro a segunda opção. Estou tão mortinha, que nem ego ou orgulho tenho para não aceitar sua carona.
---- Obrigada mesmo dona Sophia.
Entro no seu carro. Ela pede para eu colocar o cinto de segurança e liga o motor.
---- Não acredito que o Paulo já te explorou no seu primeiro dia de trabalho, Betty.
---- Hã? Como assim?
---- Eu conheço aquele garoto. Aposto que ele te encheu de pilhas de coisas para fazer.
Ela ri, descontraída.
---- Ah, que nada. Ele só pediu para eu ligar pra mais de 8 acionistas, inclusive as empresas anexadas a ele. É pouca coisa né?
Sorrio irônica.
---- Menina, como você deu conta disso tudo? Sua cabeça não está explodindo não? Se quiser tenho um comprimido aqui comigo. Se eu, que não fiz absolutamente nada hoje de Útil, me deu uma enxaqueca, imagina se eu tivesse fazido isso?
---- Hihihi, ah.. mais foi um dia produtivo para mim.
---- É, isso eu estou vendo.
Ela abre um sorriso.
---- Agora, me fala o seu endereço Betty.
Passo para ela, e quando estou prestes a terminar, o seu celular toca.
---- Só um minutinho.
Ela acena para mim.
---- O que foi Débora? Olha, eu espero que você não tenha aprontado nada dessa vez.
---- Fogo? A onde??
Dona Sophia fica assustada e eu também.
---- Calma, Débora, fica calma. A mãe já esta indo! Mais fica longe. Me espera fora de casa.
Dona Sophia desliga o celular.
---- Betty, aconteceu um acidente. Parece que alguma coisa pegou fogo na cozinha da minha casa. Preciso ir urgente, dá uma passada lá.
---- Claro Dona Sophia! Eu vou com a sr, depois você me leva para casa.
Ela aumenta a velocidade do carro.
Depois de alguns minutos, chegamos.
Ela mora em um condomínio de luxo, fechado, perto da empresa.
Ela estaciona o carro, no estacionamento do condomínio.
---- Betty, me acompanha.
Ela pega as suas coisas, e sai do carro, eu faço a mesma coisa.
---- Débora.. me atende!
Pegamos o elevador.
O elevador para no andar dela.
Ela destranca a porta, e eu entro junto com ela.
---- Betty, fica a vontade.
Ela joga a bolsa em qualquer lugar.
Olho para o seu apartamento. E é puro luxo. A decoração é muito efeito patricinha.
---- Débora, eu não acredito que você me fez vim aqui Atoa! Garota, eu não sei mais o que eu faço com você.
Consigo ouvir os gritos da dona Sophia daqui. Ela parece furioso.
---- Ah, mamãe! Para de drama. Olha isso, daqui pegou fogo, não está vendo?
---- No pano prato, Débora! Isso é motivo de fazer esse alarde todo? Eu pensei que a casa tinha pegado fogo, que você estava em perigo. Tem noção do espanto que você me deu?? E por causa disso, você não vai sair de casa, nem tão cedo.
---- Ah mamãe, a senhora não pode fazer isso.
---- Aé! Vamos ver se eu não posso.
Dona Sophia, chega gritando na sala.
Sua filha vem atrás. ---- Mãe, eu prometi para Veronica, que ia para casa de praia da família dela, esse final de semana. A senhora não pode me proibir de ir.
--- Que desmarque então! Você não vai.
É... pelo visto estou sobrando aqui.
Tento me pronunciar.
---- Dona Sophia, acho melhor eu...
---- Xiu, Betty, é melhor você não se meter.
---- Ah!! Quem é ela mamãe? Que susto.
---- É a Betty, eu estava levando ela para casa. Mais você, conseguiu o que queria, né Débora? Olha Betty, me desculpa por ter feito você passar por isso. Mais, como você pode ter visto. Eu não tenho uma filha muito boa de cabeça.
Ela grita. ---- Mãe! As vezes você consegue ser muito insensata. Betty, não liga para a minha mãe. Ela precisa de um namorado urgente. Por isso que está chata desse jeito.
---- Ah sua petulante!
Ela aperta o braço da filha. E ela solta um grito agudo.
---- Calma mamãe!
---- Betty, eu vou te levar, mais antes, so vou tomar um banho rápido. Depois disso, eu preciso. Não demoro.
---- Claroo dona Sophia. Eu te espero aqui.
Pisco os meus olhos de nervoso.
Ela sai, e me deixa com a sua filha.
Ela puxa uma cadeira e se senta na minha frente.
---- Ecaa, você literalmente, não conhece um presto- barba. Olha esses buços.
Ela faz uma careta de nojo.
---- E esse cabelo? Quanto tempo você não dá uma hidratação nele? E essas espinhas, cruzes.
Ela passa a mão no meu cabelo.
---- Aé? Eu gosto deles assim. É o meu charme, sabe?
---- Tô vendo.
Ela fala com repulsa. ---- Sabe, Betty, você seria perfeita, para uma transformação!!
---- Transformação? Am?
Ela se levanta e começa a passear pela sala.
---- Sim, de feia para bela! Haha, isso vai ser divertido. Você vai ficar bonita, e eu famosa por ter te transformado? É isso!
Ela sorri.
Ela senta na cadeira de volta.
---- E aí, você topa??
Ela me olha fundo.
---- Estou achando que você realmente, tem problema de cabeça.
Ela revira os olhos. ---- Você está recusando a minha ajuda de te deixar mais bonita? Tabom, se quiser continuar feia, problema é seu.
---- É, problema é meu.
Repito para ela.
---- Como você é a minha mãe se conheceram?
---- Na Interprise. Na verdade, foi a sua mãe que me contratou para ser a secretária do senhor Paulo.
---- Pera! Você que é a nova secretária do senhor Paulo? Chocada!
Ela gargalha alto. ---- Não entendi o motivo do riso.
---- Betty, você é uma sortuda isso sim! Vai trabalhar ao lado de dois homens lindos. ---- Você viu o Rodrigo lá? O meu futuro marido.
Ela segura as minhas mãos. Essa menina é doidinha. ---- Futuro marido?
Pergunto, não entendo. Ela é tem cara de ser tão novinha para o senhor Rodrigo. E ele é muito mais velho que ela.
---- Sim! Só que ele ainda não sabe.
Dessa vez sou eu que solto uma risada alta.
---- Você é realmente maluca da cabeça, Débora!
Me acabo de rir, ao ponto de quase cair da cadeira que estou sentada.
---- Haha, não tem graça! Quando você ver uma aliança de brilhante aqui no meu dedo, vai implorar para ir no nosso casório. Mais será tarde demais, viu.
---- Me desculpa, mais você mal saiu das fraudas ainda.
Sorrio e ela me olha com raiva. ---- Fica sabendo que eu tenho 18 anos, viu!!!
Ela grita.
---- Haha, seu sonho né minha filha. Você tem apenas 17 anos.
Dona Sophia entra na sala, colocando um par de brinco na sua orelha e rindo da filha.
---- Mais daqui alguns meses terei 18!
Ela se levanta.
---- Ain Débora, uma hora dessa, e você perturbado a Débora, com essa ideia ridícula, que um dia vai se casar com o Rodrigo. Não entendo essa sua obsessão por ele. Vai namorar homens da sua idade.
---- O Rodrigo é o homem da minha vida mamãe! E um dia vamos se casar e teremos filhos lindos. E uma mansão enorme, de preferência, de frente para o mar, com milhares de empregados me servindo. Dois beijos para a senhora, viu!
---- Minha filha, as vezes eu não entendo, quem você puxou, para ser tão sonhadora assim.
Dona Sophia ri alto, e acabo rindo junto com ela.
---- Graças a Deus, que não foi a senhora né mamãe. Que nem quis me ajudar, dando uma vaga para trabalhar na interprise e ficar pertinho, do meu futuro noivo.
---- Não dei mesmo! E nem vou dar mocinha. Você não tem idade para trabalhar naquela empresa, você tem que pensar nos seus estudos e não em outras coisas.
---- Pra que estudar, se um dia vou me casar com um milionário, mamãe. Fala sério.
---- Débora, não tem graça! Quer fazer o favor de tirar essa ideia ridicula da cabeça. Eu não me preocupo só pelo Rodrigo ser muito mais velho que você, e sim porque ele nao presta. Não passa de um mulherengo, e dá pior espécie, ainda por cima. Que só sabe usar as mulheres e descarta.
Ela fala fala com raiva.
---- Ain mamãe, nada haver.
Débora revira os olhos.
---- Você tá proibida de falar o nome dele aqui nessa casa! Entendeu? Que saco.
Ela fecha o espelhinho pequeno de mão e coloca na sua bolsa.
---- Vamos Betty.
Me levanto, e me despeço da Débora.
---- Sabe, você é fuinha, mais até até eu gostei de você.
Ela me olha com deboche.
---- Sabe, você não bate bem das bolas, mais até que eu gostei de você.
A retruco da mesma forma.
Ela ri alto. ---- Agora é serio! Gostei desse seu jeito respondona. Geralmente as feinhas, não sabem se defender. Mais você não!
----- Para de me chamar de feia! Obrigada.
---- Vou te chamar assim, até você aceitar eu te transformar.
---- Você realmente, é uma grande sonhadora.
Sorrio para ela e vou ao encontro da dona Sophia, que já até saiu.
Entro no carro da dona Sophia.
---- Ain Betty, mais uma vez. Me desculpa pala Débora. Não sei mais o que eu faço com essa garota.
Ela sorri e tira uma mecha do seu cabelo na sua testa.
---- Ah dona Sophia, não precisa se preocupar. É normal na idade dela, ficar fantasiando, e sonhando. Já tive essa fase, e graças a Deus, passou. Hihihihi.
---- Não, mais a minha filha é impulsiva, eloquente, e faz as coisas sem pensar. E é isso que me faz ficar ainda mais aflita. E pra compensar, ela anda tendo uns preconceitos bobos. De só querer casar com homem rico, milionário. Olha, só... não deveria nem está pensando nisso. Como mãe, me preocupo. Pois se ela continuar assim, vai apanhar muito da vida.
---- Mais e o seu marido dona Sophia, o que ele pensa sobre isso?
---- Maridoo??
Ela quase se engasga. --- Betty, eu sou divorciada e graças a Deus por isso. Aquele embuste do pai dela, não passa de um cafajeste.
---- Nossa dona Sophia, foi tão horrível assim?
---- Foi péssimo Betty! Aquele canalha vivia me traindo com as suas secretarias. E ainda teve a coragem de dizer que era homem, e que eu tinha que entender. Vê se pode uma coisa dessa? Joguei todas as roupas dele na rua, e expulsei ele, não só da minha casa, como da minha vida também.
---- Que canalha! A senhora, é tão bonita, elegante.
---- Não se trata de beleza Betty, e sim de caráter. E isso, poucos tem. Vivemos em um mundo, onde as pessoas se preocupam mais pela aparência, e esquecem completamente de cuidar das virtudes, do caráter.
---- Sim dona Sophia, eu sofro na pele isso. Sou discriminada pela minha aparência quase sempre. Mais não me abalo. Eu me amo do Jeito que eu sou! Mais eu me odiaria, se fosse mal caráter, egoísta, preconceituosa.
---- Betty, a sua maior beleza, é o que você carrega aqui dentro.
Ela coloca a mão no meu coração e sorrio com esse gesto dela.
---- Eu sabia que a senhora não era tão nariz em pé assim.
Gargalho alto.
---- Olha que ainda, eu posso te demitir, hein!
Ela ri. ---- Mais voltando ao assunto. O pai da Débora, não é muito presente na vida da minha filha, e a ausência dela, promove essa carência afetiva nela.
--- Mais ele mora a onde?
---- Em Brasília.
---- Nossa, muito longe.
---- E coloca longe nisso. Minha filha não merecia ter ele como pai. É nessas, que eu sinto que falhei como mãe, sabe? O Roberto acha, que carinho é dado com dinheiro e não com amor.
---- A verdade dona Sophia, é que o amor está se esfriando muito. As pessoas nunca usaram a palavra "amor" de uma forma tão covarde, como nesses últimos dias.
---- Concordo plenamente com você Betty. ---- O Roberto, não tem nem a coragem de aparecer na minha frente. Ele sabe que se aparecer, vai sair voando pra tudo qualquer lado! Mais pelo menos, deveria da uma satisfação para Débora. Ela ainda não entende, é só uma menina quem não conhece nada da vida.
---- Dona Sophia, a senhora é uma grande mãe. E isso já é o suficiente. O Educar, não é fácil. Tantos pais que passaram as mãos na cabeça de seus filhos, que aceitaram tudo que eles fazerem, estão aí, hoje sofrendo.
---- É verdade Betty.
Ela estaciona o carro na frente da pensão da Dona Rosário.
---- É aqui que você está hospedada?
---- Sim, sim! Na pensão da dona Rosário.
Sorrio entre os dentes, com amor.
---- É um pouco muito longe da empresa, você não acha?
---- Mais é o único que cabeu no meu bolso hihihihi.
Sorrio alto, e ela sorri com um pouco de repulsa.
Me despeço da dona Sophia e agradeço ela pela carona.
Uffa, não peguei o ônibus, mais me custou um tempo cara. Olha para essa hora?
Entro na pensão, e não tem mais ninguém no hall de entrada.
---- Betty!
Me viro. ---- Ain! Que susto dona Rosário.
Coloco a mão no meu peito, ainda assustada.
---- Menina, fiquei preocupada com você. O que aconteceu para ter chego essa hora? Estava quase ligando para a polícia. Olha!
Vejo o telefone na sua mão.
---- Ah, Dona Rosário, me desculpa, é que aconteceu um incidente. Na verdade, o meu dia foi cheio de mais.
Conto tudo para ela.
---- Nossa, mais que garotinha petulante essa hein.
---- Sim Dona Rosário, agora o meu corpo pede um banho e minha barriga uma comidinha caseira da senhora.
Ela sorri para mim. ---- Deixei sua comida tampadinha, minha filha. É só esquentar. Vai lá tomar o seu banho rápido! Você ficou muito tempo sem comer, nunca mais faça isso. Amanhã vou preparar um bolo, uma fruta para você levar.
Dou um beijo na sua bochecha. Dona Rosário, é uma fofa, e Já está se tornando uma pessoa muito querida para mim.
Olho para aquela escada toda, e desânimo. A dor, começa aqui, subindo esses degraus todos.
Chego no meu quarto e já vou direto para o chuveiro.
A água cai geladinha no meu corpo, lavo o meu cabelo também. O rio de Janeiro, é muito quente. Ainda mais nesse verão.
Coloco um pijama qualquer, e nem passo creme no meu cabelo. Estou cansada e com fome.
Pronta para descer novamente, dona Rosário bate na porta e entra com uma bandeja de comida.
---- Como você está cansada, minha filha, trouxe sua comida. Vejo o quanto você sofre para subir e descer essas escadas.
Ela ri. ---- Ah, dona Rosário. Minhas pernas agradecem a senhora. Né, minhas filhas?
Falo me sentando, olhando para elas e dando bitoquinha.
---- Betty, você as vezes é muito palhaça.
---- Soló un poquito.
--- Eu definitivamente não entendo nada em espanhol.
---- Mais um dia irá! Eu vou ensinar para a senhora.
---- Ah, não tenho mais paciência para essas coisas não minha filha. O que eu gosto, é de cozinhar e limpar mesmo.
---- Mais a senhora tem uma pensão, aberta. Pode vim, inclusive estrangeiros de outro país, cultura, línguas. Como no caso eu hihihi. Saber um outro idioma iria alavancar a sua pensão dona Rosário. Vai por mim.
---- Que não venha nenhum gringo bater nessa pensão, senhor!
Ela levanta as mãos para o céu.
Sorrio. ---- Dona Rosário, e eu??
---- Que você, seja a última minha filha. Haha, tô brincando. Podem vim sim, mais de preferência, metade brasileiro(a), que nem você. Meus anjos agradecem.
Ela coloca a bandeja na minha cama, e se despedem de mim.
Em questões de segundo, ataco o prato. Estou com muita fome. E Hm, que delicia que está. Acho até se que eu comesse pedra, não ia nem perceber, com essa minha fome toda. Hihihihi.
Acabo de comer tudo, e nossa, estou cheia.
Coloco a bandeja, em cima da cômoda. Escovo os meus dentes, e depois me sento na cama, antes de dormir, pego o pen-drive, com todas as provas que eu reuni, e ligo no meu notebook que já está caindo aos pedaços. Só para fazer um Check-up.
Meu computador demora para iniciar, meus olhos já estão se fechando...
(...)
Acordo com um sol forte pela janela. Meu cabelo está todo babado no meu rosto. Não acredito que dormi, na tela do meu notebook.
Que horas deve ser?
Quando olho para o relógio, quase morro do coração. Meu Deus!!! Perdi a hora.
Levanto correndo.
Entro no chuveiro, e enquanto passo sabonete, escovo os meus dentes ao mesmo tempo.
Coloco um calça jeans que não gosto, pois fica muito colada no meu corpo, e marca as minhas pernas toda. Coloco uma blusa e um blazer colorido por cima.
Pego um arco e ponho nesse cabelo. Não tenho tempo para arrumar ele. Pego o meu notebook, e o pen-drive. Isso é quase de vida ou morte! Meu Deus, justo hoje, tive que perder a hora. Seu Paulo, vai me matar.
Enfio o meu computador tudo na bolsa.
Passo um perfume pelo corpo, e saio correndo do quarto.
---- Betty, o que aconteceu? Desse jeito você vai acabar tropeçando em algo. --- Nossa, minha filha, como você você um corpão. Dá nem para perceber, atrás daqueles vestidos enormes que você usa.
---- É exatamente por isso que eu uso os meus vestidos dona Rosário. Só não coloquei, porque estou com pressa. Mais já estou me sentindo horrível com essa roupa colada no meu corpo.
---- Agora Dona Rosário, eu realmente preciso ir. Perdi completamente a hora. Preciso ir para a Interprise. Hoje tem uma reunião importante, daqui a 20 minutos. E se eu nao chegar a tempo, vai tudo está perdido.
---- Toma pelo menos um café, minha filha. Não posso deixar, você sair com o estômago vazio. E se você passar mal, pela rua?
---- Dona Rosário, essa reunião é caso de vida e morte!
---- E sua saúde, por acaso não é?
---- É, mais nesse momento não. Beijo a dona Rosário.
Dou um beijo em sua bochecha e saio correndo.
---- Por favor, "ônibus passa agora"
Cruzo os dedos.
---Ain meu Deus, cadê esse ônibus?
Fico apavorada. Não olho nem o relógio, se não é capaz de eu dar um enfarte aqui.
--- Que isso hein lindinha, tá cheia de saúde.
Olho para o velho, que a idade para ser o meu avó.
---- Vai mecher com alguém da sua idade, seu velho coroca.
Ele vem até a mim irado. Ain meu Deus, deve está bêbado só pode. Socorro..
Olho para a frente, e meu ônibus vem vindo. Fico aliviada. Quando o velho vem para me tocar, subo no ônibus correndo.
Essa foi por pouco.
Pego o ônibus lotado.
"Vai rápido, motorista, vai rápido."
Meu celular toca. E todo mundo do ônibus olha para o meu rosto.
Envergonhada eu atendo, é um número desconhecido. ---- Alô?
---- Betty, cadê você? Já está todo mundo aqui!!
Me arrepio, é a voz do seu Rodriogo, e parece que ele está furioso.
----- Seu Rodrigo, eu já estou chegando. Estou no ônibus.
---- No ônibus? Betty, eu quero você aqui daqui a uns 5 minutos, no máximo.
---- Não seu Rodrigo, não sei se vou...
O celular para. Ele desligou.
Ele com certeza nunca pegou uma condução.
O ônibus para, era so o que me faltava agora.
---- Motorista, vai demorar muito para chegar?
---- Está em engarrafamento, senhorita.
---- O que? Eu não posso esperar. Motorista, abre a porta.
---- O que? Não posso fazer isso.
---- Ah, o senhor pode sim! Não vou perder o meu trabalho, por causa desse engarrafamento.
---- É fora das diretrizes senhorita. Eu posso pagar uma multa, sabia?
---- E eu posso ser despedida, sabia?? Se o senhor não abrir, eu juro que pulo da janela.
Ela arregala os olhos. ---- Você teria coragem!
---- Aé? Então prova para ver.
----- Você é louca.
Ele aperta o botão, e a porta se abre.
Saio do ônibus. E vou andando.
Meu Deus, que eu chegue a tempo. A Interprise não está tão longe, mais também nem tão pertinho assim. Só me resta correr...
Depois de 10 minutos, eu cheguei. Não sei o que será de mim agora. Chego na empresa, me seguro em uma parede, para recuperar o meu fôlego. Estou toda suada e com sede
passo pelos segurança.
E vou andando até a recepção.
---- Betty..
Taty vem andando até a mim. ---- Betty, o seu Paulo está uma fera. Por favor, sobe logo, ele está te esperando lá em cima. Anda... vai rápido! Vou avisar que você já chegou para ele.
---- Hahaha, a feinha gosta de chegar atrasada. É hoje que você é despedida, e não posso esperar para ver essa cena.
Sophia gargalha com aquela risada de bruxa.
Dou língua para ela. E vou até o elevador.
Minhas mãos e minhas pernas estão tremendo e suando.
Aperto o botão do segundo andar. Onde fica a sala de reunião.
O elevador chega, e suspiro.
Saio do elevador, e encontro a recepcionista do segundo andar, me dizendo que já estão todos na reunião e que seu Paulo disse, para eu entrar imediatamnete, assim que chegasse.
Respiro fundo, e abro a porta.
---- Com licença, senhores, seu Paulo, me desculpa pelo atraso.
Todo mundo se vira para mim. Inclusive o senhor Paulo furioso
Ele se levanta e vem até a mim.
---- Com licença senhores..
Meu coração acelera.
Ele me puxa o canto. ---- Betty, merda. O que aconteceu? Porque você chegou a esse horário?
---- Meee desculpa seu Paulo, é que perdi a hora, pra compensar peguei..
Ela me Cala. ---- Isso nao importa agora, trouxe o Pen-Drive?
---- Sim, está aqui comigo.
---- Cadê?
Pego a minha bolsa nervosa, e deixo ela cair.
Olhares se voltam para a nossa direção.
Meu Deus, que situação constrangedora.
---- Desculpa senhor Paulo, com licença.
Me abaixo e pego a bolsa.
Pego o pen- drive que está na bolsa, e dou para ele.
---- Agora vem, senta ao meu lado.
Ele pega a minha mão. E sinto uma carga elétrica passear pelo o meu corpo. Eu nunca senti isso antes, não sei o que está acontecendo comigo, e muito menos com o meu corpo.
Débora, filha da Sophia❤
Meus amores, curtem s comentem bastante. Amo os comentários de vocês. E essa história promete!😻❤👏🥰😘Um beijão do nosso Ceo lindo.
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Atualizado até capítulo 65
Comments
Clara Oliveira
a história é interessante, mas escrita com tanto erro!
2024-02-10
0
ELIETE SILVA 🌹❤️
Anciosa pra ver a transformação em pessoa da Beth..
2023-05-10
3
Sabrina Pinheiro
Achei que seria só um remake de "Betty, a feia" ou da "Feia mais bela"... mas está muito interessante... a história em si, os personagens... estou gostando muito!!! Parabéns, autora!!!! 👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻
2023-01-12
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