Nicolas continuava a acariciar o rosto de Rebecah que continuava seu depoimento no seu colo, enquanto mexia no botão do jaleco de Nicolas.
-como o homem que a sequestrou parecia, você se lembra?
-lembro que ele era muito grande, quando ele me colocou como um saco de batata nos ombros minhas mãos não chegava ao início do quadril.
Nicolas começa a rir.
- o que é tão engraçado senhor Nicolas? - pergunta a policial.
-desculpa é que ela é tão baixinha que eu não aguentei. ele volta a rir.
-ei... -ela bate no peito dele e ele ri - eu tenho 1,60, sou de um tamanho normal. vocês que são grandes demais.- ela faz cara de emburrada, e tenta cruzar os braços mas bateu nos pinos e gritou com dor- merda.
Nicolas olha os dois braços, e pergunta.
- onde tá doendo?
rebecah respirou fundo e disse
- foi só um choque, vai passar, bem ele era branco, louro ,tinha barba rala, braços tatuados, magro porém musculoso, tinha cara de mau, ombros largos, mãos grandes. desculpa não sou boa descrevendo essas coisas e faz muito tempo, eu só lembro das mãos por causa de quando ele me puxou pelo tornozelo a mão dele cobria do tornozelo a uma parte da canela e ele conseguia encostar os dedos, eu tenho pernas curtas, mas elas eram bem grossas e meu tornozelo também era. as tatuagens foi quando virei tentando puxar meu tornozelo da mão dele eu lembro de olhar pra tatuagem no braço e pensar que era bonita, e cobria o braço todo aí ele com a outra mão segurou minha cintura e eu vi a tatuagem era igual foi quando ele me colocou o pano na boca e nariz e eu comecei a apagar e de novo me pois no ombro e me cabia, eu sei que não parece agora mas eu era bem mais cheinha, minhas pernas bateram no peito dele, parecia que tava batendo em pedras e é assim que me lembro dessas coisas apenas as sensações, só isso.
- entendo, e o que você disse que se chama August como ele se parece.
- ele é branco, louro, a mesma altura do Nicolas, olhos azuis como... como o oceano, a boca dele é bonita, eu tentava focar em um dos dois quando... quando - ela respira fundo- bem, eu tentava... não sentir, não pensar, eu tentava fugir, eu imaginava o oceano, rss, olhar para ele me deixava apavorada e enojada, - ela sorri embora o sorriso não chegue aos olhos, pensou por um instante e bufou- eu não vou precisar ver ele de novo vou?!
- vai precisar sim, algumas vezes. bem tudo condiz com o seu depoimento por vídeo que sua advogada Luna Cortez entregou a polícia. as provas foram anexadas e senhora poderia me dizer como era a senhora que cuidava do seu ferimento?
-eu não olhei muito pra ela, por que ele sempre me dizia que eu não devia me mexer não podia falar, mas as vezes eu espiava sem me mexer muito, ela é bonita, os olhos são azuis e também são tão marcantes, mas são diferentes dos dele, são quase cinzas o dela - ela olha os olhos do Nicolas ela repara- os seus são verdes aqua, devem ser parecido com o do seu pai, ela é branca, e a bocas dos dois, a dela e as de August são... são parecidas. ela é magra e pequena, é o que eu me lembro.
ela põe a cabeça no peito de Nicolas, ele continua acariciando o cabelo dela, ela está de olhos fechados, quando a policial disse
- Dr. Nicolas você pode me contar, como foi que sua mãe conseguiu o que precisava para trata-la?
ele respirou fundo e disse
- bem a primeira vez eu a vi saindo do hospital eu perguntei o que tinha acontecido e ela tinha dito que iria fazer um atendimento de caridade, perguntei se queria uma ajuda pra trazer a pessoa ao hospital ela disse que não eu pedi pra ajudá-la a levar e pra chamar um táxi pra ela, ela disse que o taxi estava esperando ela e que não precisava da minha ajuda, minha mãe nunca gostou de mim, por que eu pareço com meu pai, ela sempre nos disse que fomos fruto de um abuso, ela não poderia mais ter filhos, então ficou conosco, mas eu me pareço com ele, bem depois disso não vi ela pegando mais, mas depois as contas do hospital dizia que faltava equipamentos e medicamentos, era uma grande quantidade, então instalei câmeras e trancas eletrônicas além de um sistemas para registrar o que saia e entrava, foi quando minha mãe veio reclamar comigo sobre não poder pegar remédios então eu disse que faria um crachá pra ela e então ela poderia pegar expliquei como funcionava o novo sistema mas ela disse que não era ladra e não iria ficar me pedindo esmola, e então saiu, bem então notei que o balanço financeiro, ele voltou ao normal e percebi que tinha sido ela, sabe minha mãe tem um histórico de tentar me prejudicar e pensei que era ela aprontando uma comigo de novo então eu paguei a conta, e informei ao conselho. depois disso meu irmão tava comprando nos documentos dela.
-ok. estamos indo.
Nicolas continuou com ela no braço fazendo carinho em sua cabeça enquanto ela avisava seu peito.
- ela é uma burra por não te amar completamente. você é maravilhoso.
ele sorri e diz -obrigada, você é muito gentil.
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Atualizado até capítulo 50
Comments
Vanilda Costa
Que a justiça seja feita.
2024-10-24
0
Dilma Melachos
só se a justiça não for maleável com os bandidos, eles irão pagar caro pela barbárie que cometeram.
2024-09-26
0
Cátia
Autora faz esse dois irem para cadeia e não deixa ele conseguir a guarda das crianças
2022-10-17
6