...Cont......
Todos estavam de luto, Henrique estava sedado em uma das macas, Merry estava desolada no chão pensando que havia falhado, Camila perdeu a mãe, o pai e agora até o seu irmãozinho havia partido, antes que ela pudesse se desculpar por ter tido um caso com Shofi, Calebe havia perdido dois de seus melhores amigos na mesma semana seria mais um enterro, sem contar a triste situação que Henrique entraria. Estavam todos parados no corredor, olhando para o nada, com os rostos inchados com um enorme silêncio mortal, apesar de Luka ter ido embora por tanto tempo, agir constantemente com agressividade, ser hostil e sarcástico até com as pessoas próxima a ele, todos ali entendiam que ele apenas agia dessa forma por sua família desestruturada e infância difícil, apesar de toda a frieza dele, da sua forma ele tentava, demonstrando afeto da sua maneira. Todos na quele corredor sabiam a forma que Luka tinha de amar as pessoas, mesmo que estranha, ele amava todos ali e eles sabiam disso também e apesar do jeito frio dele, eles estavam sofrendo muito. O silêncio do luto continuava a perfurar a mente e o corredor estava praticamente vazio, então uma voz quebra o silêncio.
- Nossa que caras são essas? Por acaso alguém morreu?- Luka disse enrolado no lençol do quarto com um grande sorriso no rosto, Merry imediatamente olhou para o lado pensando está louca.
- L-Luka?- Disse Camila se levantando do chão.
- Olá irmãzinha.- Luka sorriu abrindo os braços para ela.Camila agarrou Luka loucamente, em lágrimas.
- Aaahh...Luka, me desculpa! Aaaiii meu Deus! Mau irmão está vivo! Eu te amo Luka, eu te amo.- Camila abraçou forte, Luka puxou Shofi e em seguida Merry também o abraçou, Calebe permaneceu para de pé incrédulo.
- Lu...ka?- Gaguejo.
- Não vai me dá um abraço, Calebe?- Luka foi até ele. Calebe o olhou dos pés a cabeça, com os olhos cheios de lágrimas.
- É claro que vou! Vem cá Skavronsk!- Calebe o puxou e lhe deu um grande abraço.- Você é um filho da puta, muito miserável sabia?! Nunca mais morra assim no meu hospital, entendeu seu bosta?!- Calebe disse entre lágrimas tentando se conter.
- Eu prometo! Mas agora pode me arranjar roupas? Eu tô pelado cara, isso é constrangedor.- Luka brincou. Após receber roupas, Luka foi informado de como Henrique estava e imediatamente ele foi a sua procura, Henrique estava na maca, acordado mas ainda sobe afeito anestésico então ele alucinava um pouco. Henrique estava de costas para as cortinas, que Luka fechou assim que chegou, Henrique nem se quer se virou achou que apenas era uma enfermeira indo vê como ele estava, mas ele foi surpreendido ao sentir braços ao redor de sua cintura e quando ele virou viu Luka, bem ali, abraçado nele como um grande urso peludo.
- O que?- Henrique perguntou o encarando sem reação.
- Sentiu a minha falta?- Henrique colocou a mão em seu rosto.
- Você...você é real?- Ele perguntou incrédulo.
- É claro que sim.- Luka respondeu sorrindo.
- Não...não é, isso é um sonho.- Luka calou sua boca quando o beijou, Henrique sentiu o calor emergir do corpo de Luka o agarrou e apagou pelo efeito da anestesia. Luka ficou ali, sentado na maca, com Henrique dormindo em seu colo como uma criança de 10 anos, ele nem ousou se mover, apenas acariciou os seus cabelos.
- Durma bem, meu amor.- Luka sussurro observando seu amado dormir tão bem aconchegado em seus braços, Merry e Calebe ficaram a observar os dois de longe, ninguém teria coragem de interromper esse momento, depois de tantas emoções, eles mereciam um pouco de sossego. Algumas horas depois, Henrique abriu os olhos e a primeira coisa que viu foi Luka, de olhos fechados a sua frente, Henrique encostou os seus dedos no seu rosto, Luka estava quente, com o rosto rosado, vivo, saudável e não parecia mais um fantasma, até as cicatrizes do braço e dos pulsos haviam sumido.
- Já pode parar de me encarar assim, eu não vou fugir Makysim.- Luka abriu os olhos e sorriu.
- Só estou tendo certeza.- Henrique respondeu.
- Certeza de que?
- De que não estou delirando, parece que eu morri e estou no céu, se é isso que chamam de paraíso então eu quero ficar para sempre.- Henrique o abraçou calorosamente.
- Você não está delirando, eu sou bem real.- Luka brincou. Henrique o agarrou pela nunca o beijando antes que terminasse a sua frase, Luka apenas deixou. Os dois se envolveram em um longo beijo, apertado, molhado e ofegante, Luka sentia as mãos de Henrique percorrer sua cintura, apertando seu corpo. Eles se separaram do beijo e ficaram se encarando.
- Você não faz ideia de o que eu quero fazer com você agora.- Henrique disse para Luka que soltou uma risada sincera.
- Eu acabei de voltar dos mortos e você está pensando coisas sujas?- Luka brincou dando um cheiro no rosto de Henrique que se desmontou no seu colo.- Quando voltarmos para casa, eu resolvo isso.
- Vai se arrepender de ter dito isso.- Henrique sorriu.
- Eu acho que não.- Luka respondeu. Henrique afundou o seu rosto no peito de Luka, sentindo o seu cheiro e o calor que o seu corpo transmitia, bem diferente de como Henrique o encontrou na mansão, ele estava quente, macio e cheirava tão doce como flores.
- Não consigo acreditar que você está aqui, que estou em seus braços, sentindo seu cheiro.- Ele o apertou mais, sentindo as lágrimas tomarem.
- Eu estou aqui Henrique, não precisa se preocupar mais, eu nunca vou partir.- Luka acariciou os cabelos. Henrique continuo com seu rosto afundado no peito de Luka, respirando aliviado, eles ficaram em silêncio por um tempo.
- Hum...Luka, agora que você está aqui...- Henrique travou.- Eu...eu queria te pedir algo.- Ele falou baixo hesitando um pouco.
- Olha só você, mal ressuscitei e você já quer me fazer pedidos.- Luka brincou.
- É que...eu gostaria...Eu quero que venha morar comigo .-Henrique se afastou um pouco de Luka e o encarou esperançoso.
- O que é isso, um pedido de casamento?.- Luka zombou.
- Depende, se responder que sim.- Henrique respondeu.- Então o que acha?- Henrique o olho esperançoso e beijando suas mãos.
- Isso depende.- Luka sorriu com malícia.
- Depende de que?- Henrique sorriu erguendo uma de suas sobrancelhas.
- A você sabe senhor Makysim.- Luka aproximou o seu rosto ao de Henrique fazendo uma cara maliciosa e logo o mesmo cedeu.
- O que você está fazendo Skavronsk?- Henrique encarou seus lábios.
- Você vai me dá o que eu quero se eu pedir?- Luka continuou com os seus joguinhos.
- Faço o que quiser, só me diga o que você quer.
- Eu quero...um gatinho.- Luka sorriu.
- É isso? Apenas um gato?-Henrique ficou curioso com a resposta e um pouco decepcionado pois ele desejava uma outra resposta.
- Sim! E o nome dele vai ser Stolas.
- Puff! Hahahaha! Ok...um gato é. Vai ser ótimo ter um gato em Nova York.- Henrique respondeu sorrindo. Luka parou por um momento pensando no que Henrique disse, meio confuso então ele perguntou.
- Nova York?
- Sim.- Henrique deitou Luka em seu peito.- Seu pai te deixou um apartamento lá certo? Onde você e as meninas moravam, como elas não iram mais voltar, seria melhor para nos dois morar lá.- Henrique passou a mão nos cabelos de Luka.
- Nos? Você quer dizer...Eu e você?-Luka indagou.
- Claro! Afinal nos estamos juntos agora.- Henrique travou.- Nos estamos juntos não é?- Ele perguntou se levantando e Luka o encarou por um momento.
- Hum...é claro que estamos...mas...você sairia de Brígida pra morar comigo?- Luka perguntou, mas hesitante agora tudo estava muito diferente, Luka já não era a mesma pessoa já estava próximo de se fazer um ano desde que eles voltaram pra Brígida, porém tudo era novo agora.
- Eu vou para qualquer lugar que você queira ir!
- Mas aqui é a sua casa, toda a sua família vivi aqui, amigos e parentes toda a sua vida.- Luka disse quase que desesperado. Henrique percebeu algo de estranho em Luka, quase que tristeza então gentilmente segurou suas mãos e o olhou nos olhos.
- A minha casa, meu lar e a minha vida é você...você é o meu lar Skavronsk, não importa onde se você estiver lá comigo eu estarei em casa.- Henrique beijou Luka com o celinho amigável.- E nada vai mudar isso.- Henrique sorriu para Luka que retribuiu o sorriso com um abraço. Mesmo com as palavras de Henrique, ele ainda está inseguro com a ideia de sair de Brígida, primeiro havia o monstro em questão, eles não poderiam simplesmente sair de Brígida e deixar para trás de presente uma criatura mágica mitológica com centenas de anos para que eles tomassem de conta rezando que ela não devorasse a cidade inteira e depois metade da população mundial, porém mesmo que eles simplesmente decidisse sair nada iria garanti que a coisa não fosse atrás deles ou que usasse a família de Luka para chantagear e o convencer de ficar, talvez pior matasse Henrique e também havia a segunda opção que seria a polícia descobrir que Luka era o verdadeiro assassino e logicamente ser preso ou pior. Sua cabeça estava cheia, transbordando de pensamentos negativos com muitas possibilidades e preenchidas com inúmeros "E se?" era impossível nesse momento não pensar em nada disso. Depois de um dia em observação por pura burocracia, Luka teve alta, não demorou muito para pegar suas coisas e se mudar para a casa de Henrique, nos primeiros dias ele estranhou viver lá, até por que Luka só esteve lá em duas situações e nenhuma das duas eram boas, mas agora tudo estava mudado, Henrique o paparicava o tempo todo, eles faziam praticamente tudo juntos, "dormiam" na mesma cama, comiam juntos, andavam, juntos o tempo todo e na grande parte do tempo mesmo que Luka estivesse "sozinho" Henrique estava sempre de olho nele, era um verdadeiro stalker. Luka sempre foi uma pessoa calma, reservada ao contrário do que muitos acham ele não é tímido apenas quieto, também gostava de momentos pessoais quando escrevia suas músicas ou poemas ele precisava estar sozinho e em silêncio coisa que Henrique não o deixava fazer, pois ao contrário de Henrique que não é nem um pouco calmo ou quieto, Luka pode ouvir ele chegar a quilômetros pois apesar dos passos macios de Henrique ele é bastante barulhento e sempre está com uma corrente em sua calça que chacoalha sempre que caminha. Henrique não entendia esse lado de Luka de se afastar as vezes, ficar sozinho para ele era estranho já que na sua visão era solitário e frio, então para que Luka não sentisse a mesma solidão que sentia na infância ele faz questão de está próximo dele o tempo que pode mesmo que de uma distância mínima, apesar disso Henrique também enfrenta alguns problemas com os comportamentos de Luka, Henrique sempre viveu sozinho, então ele seguia uma rotina específica, ele tinha horários, manias, rotinas e uma lista de afazeres diários que ele fazia questão de seguir todos os dias, como acordar as 5 da manhã, tomar 10 ovos batidos, correr, ao chegar ele faz uma seção de musculação em casa, toma um banho, faz um desjejum com frutas e batida natural sem cafeína, após a refeição ele sai as 6 para ajudar seu pai na prefeitura, assim que o relógio bate as 13:50 Henrique volta para casa, mas ele sempre passa na feira para comprar o que falta em sua dispensa e depois retorna para casa, toma outro banho, monta outro prato protéico com frango ou peixe, junto de salada de couve fresca, com arroz feijão e ovos cozidos ou fritos no azeite e ele dedica 3 horas do seu dia para os estudos 1 hora de leitura e 2 horas revendo algumas matérias ou documentos da prefeitura, após os estudos ele novamente devora 10 ovos cozidos com outra batida de frutas e toma outro banho, após esse tempo ele faz algo para o seu laser como praticar esportes de tiro ao alvo ou caçar, ele costuma caçar e vender as carnes e fazer doações com o dinheiro da venda para o hospital onde Calebe faz trabalho voluntário, ele dorme as 9:00 em ponto e tem 0% de açúcar em suas refeições e ele detesta fest food por isso aprendeu a cozinhar, apesar de adorar tomar uma boa cerveja gelada, Henrique adora seguir esse estilo de vida e se sente confortável em seguir assim, mas Luka era totalmente ao contrário dele. Apesar de Luka ser alguém responsável com despesas e como organizar o seu tempo, ele era bastante descuidado com a própria saúde e as vezes meio desorganizado já que em Nova York ele mal tinha tempo de comer, as meninas ficavam na obrigação de limpar e manter a cada limpa pois Luka passava horas fora de casa em seus inúmeros turnos, por isso ele estava sempre negligenciando suas horas de sono, suas refeições diárias eram os bons e velhos fest foods principalmente como BK e Mcdonald, apesar dele amar comer as comidas estranhas e saudáveis mas muito saborosas de sua tia Merry, ele estava acostumado a comer porcarias da rua, sem dizer que ele dormia tarde assistindo seriados, levantava as 12:50 comia cereal no café ou até mesmo pizza que encontrava na geladeira, a primeira coisa que Luka faz ao levantar é tomar uma boa xícara de café com leite, ele acorda com as cara inchada cabelo bagunçado e roupas amassadas, apenas lava o rosto e escova os dentes, depois enche uma xícara com café e leite quente, senta no sofá encarando o nada enquanto o café esfria, quando sua alma finalmente faz o download ele percebe o seu café gelado ele esquenta toma o café e enche uma tigela de leite com cereal e come assistindo algum seriado que Henrique acha muito idiota como The big bang theory, Halluva Boss ou até reality shows que para ele não fazem sentido como The best talend, a única coisa produtiva que Henrique vê Luka fazer durante todo o dia e compor suas músicas e meditar fora isso ele apenas observa Luka acabar com a sua saúde enquanto fuma um certo cigarrinho da paz na varanda. As vezes essas manias de Luka tiravam Henrique do sério, mas ele não iria desistir da ideia de morar junto com ele, então para fazer Luka dormir mais cedo, Henrique garantia que Luka estaria totalmente exausto antes das 9 da noite e sabemos muito bem qual era essa remédio para a insônia meus caros amigos leitores que vus falo, Henrique se dedicava muito em descontar suas frustrações causadas pela desorganização de Luka durante o dia, a ponto de Luka precisar de um gelinho na coluna, mas ele também não ficava nem um pouco desgostoso com este remédio caseiro de Henrique, pelo contrário para Skavronsk era deveras prazerosos essas horas dedicadas de Henrique a fazer ele dormir mais cedo. O tempo que estavam a passar era desafiador, rapidamente já haviam se passado dois meses, Luka e Henrique continuavam na mesma situação, apesar de se entenderem bem na maioria do tempo, Luka tinha problemas de comunicação e Henrique é alguém racialmente irritável, ele se estressa rápido e Luka apesar de ser alguém calmo tem a língua rápida e afiada então uma discussão entre esses dois era quase mortal por isso eles evitavam o máximo não discutir sobre assuntos bobos. Henrique se irritava com a falta de organização de Luka, como a negligência com a própria saúde, ele comia mal, não tomava água, não praticava exportes, não lia livros, não estudava, não dormia, apenas se dedicava as músicas e escrita e fumava pelos menos dois cigarros de maconha no dia, isso o deixava irritado, por outro lado, Luka se irritava com o cuidado excessivo de Henrique, de fato Luka não se cuidava, porém, para ele não era nada de mais e o cuidado excessivo que Henrique tinha por ele o sufocava as vezes, para todos os cantos que Luka iria Henrique estava bem atrás dele, seja para visitar a sua tia, para fazer compras ou até mesmo na hora de dormir, Luka se dedicava bastante nos momentos em que Henrique gostaria de receber a sua atenção e ele não negava, mas Luka sempre teve um relacionamento diferente com Shofi então para ele essa necessidade de Henrique o vigiar o tempo todo, até mesmo quando ele está somente compondo músicas era totalmente novo, na sua cabeça todo o casal deveria ter um espaço pessoal em determinados (momentos) coisa que Henrique não entendia. Era uma bela manhã de sexta-feira, um da aqueles raros dias que fazia Sol em Brígida, como sempre Henrique seguiu a sua rotina, acordando as 5 e Luka indo dormir as 5, ele desligava a “internet” sempre que Luka ficava acordado até tarde e o mesmo ficava indignado, mas não discutia apenas dormia, Henrique costumava fazer as refeições, mas no final Luka acabava a comer um sanduíche de pasta de creme com chocolate ou um macarrão instantâneo, Henrique se segurava para não bater nele, claro que Luka também adoraria fazer o mesmo quando ele está a tentar se concentrar nas cordas da sua guitarra, porém Henrique tirava toda a sua atenção, pois ele simplesmente começava a atiçar Luka, apesar de ser algo difícil para os dois era algo engraçado de se ver, como os opostos se atraem dessa forma. O único horário que batia entre os dois era enquanto dormiam, transavam ou no horário de trabalho de Henrique, foram isso era um desastre, tudo tentava andar, eram dias relativamente calmos. Henrique foi para a prefeitura como sempre, para trabalhar, Luka ainda estava a dormir e não levantaria tão cedo, os pais de Henrique não faziam ideia de que Luka estava na casa de Henrique e muito menos que os dois tinham um envolvimento romântico e obviamente Henrique não iria dizer tão cedo, assumir de uma vez a sua fissura e obsessão desde a infância por outro cara em Brígida era como jogar gasolina num incêndio. Ele estava a trabalhar, mas de olho em Luka pelas câmeras escondidas na sua casa, como sempre dormindo, Henrique sorriu ao vê ele totalmente apagado entre os lençóis iguais a um gato de rua.
- Bom dia senhor Makysim.- Disse Kemily com um enorme sorriso gentil, a secretaria de Henrique.
- Bom dia senhorita Ivanov.- Henrique respondeu totalmente formal e educado ainda encarando os papéis em sua mesa. Kemily desfez o sorriso e seguiu seu caminho, antes de sair da sala e ir para a sua mesa Henrique pediu para que ela o levasse alguns documentos que estavam em outra sala. Apesar do jeito formal dele agir, não era por maldade só que para Henrique era mais adequado agir assim no trabalho, afinal ele não gostaria de manchar a imagem dos Makysim, então era melhor assim, mas apesar disso, Kemily tinha uma certa "liberdade" com Henrique, em alguns casos ele pedia a ela que levasse documentos até a sua casa ou quando ele esquecia algo em casa pedia para ela buscar, por casos assim Kemily tinha uma cópia da chave da casa dele assim era mais fácil. O dia seguia normal, Luka depois de muito tempo finalmente teria acordado, como sempre fez o ritual de levantar lavar o rosto, escovar os dentes e ficar meia hora sentado no sofá com o café esfriando na xícara só para esquentar ele e tomar depois. Depois do ritual diário, ele tomou um banho, se sentou na varanda e tocou guitarra por um tempo, ele ficou sentado na varanda em uma cadeira de balanço, apenas vendo a vista, como o dia estava ensolarado e Luka estava entediado, ele decidiu ir até o lago, não ficava muito longe e em dias como esse o lago estava completamente lotado de banhistas.
Luka olhou em volta, ele usava um boné bermuda, chinelo e óculos. O lugar estava cheio, havia até alguns ambulantes vendendo lanches e bebidas a beira da praia. Luka arrumou um pequeno canto onde deixou sua mochila e deu um mergulho, era calmo apesar de está cheio de gente, havia Sol, água e um belo céu azul, ele nadou de um lado para o outro por um tempo e depois voltou para a praia, comprou uma água de Coco e sentou na areia. Enquanto Luka olhos a paisagem, tomando a água de Coco, ele percebeu olhares das garotas em volta, um grupo de 4 meninas o olhavam de longe, trocando risadinhas e cochichos entre elas, Luka revirou os olhos levemente, com um sorriso sarcástico voltando sua atenção a paisagem.
- Elas são uma graça não é mesmo?- Perguntou um belo rapaz, de cabelos pretos com o comprimento até os ombros, com belos olhos claros e castanhos caramelizadas, um rosto bem harmonizado, ele tinha um maxilar marcado, nariz fino e lábios rosados, sem contar o notável corpo muito bem estruturado parecia desenhado pelo próprio satanás.
- Eu te conheço?- Luka perguntou erguendo uma de suas sobrancelhas.
- Perdão! Que modos os meus, prazer eu sou Stefan.- Ele ergueu uma mão e estendeu para Luka.
- Luka.- Respondeu.- Eu nunca te vi por aqui Stefan, é novo na cidade?
- Você me pegou! Eu sou turista.- Respondeu ele, com um belo sotaque britânico.
- Você tem um belo sotaque.- Luka sorriu.
- Você também, Luka.- Ele respondeu, devolvendo o sorriso, colocando óculos escuros,
- O que te trás a Brígida?
- A você deve saber, belas, paisagens.- Stefan respondeu olhando duas belas mulheres passarem de biquíni.
- Puff! Entendo!- Luka sorriu com sinceridade.
- Entende é? Bom você parece ser bastante famoso.
- Eu? Não mesmo, minha família talvez.
- Hum...me sinto curioso agora.- Stefan encarou Luka por um momento em silêncio.- Bom, eu pretendo ficar por bastante tempo aqui, mas eu não faço a menor ideia de onde posso encontrar um bom hotel por aqui. Você poderia fazer essa gentileza?- Stefan jogou sua cabeça para Luka sorrindo com cinismo. Luka achou ele muito estranho, mas curioso, talvez fosse apenas um daqueles turistas esquisitos que pegam caronas na rua e apenas vão seguindo o baile, ele aceitou ajudar, afinal ele não tinha nada melhor para fazer, deixou uma mensagem para Henrique dizendo que não estaria em casa, mas que ele não precisava se preocupar ele voltaria antes de anoitecer. Seguindo o belo dia, Luka apresentou uma ótima pousada e em seguida mostrou o bar.
- Duas doses de Samohon.- Luka pediu encostado no balcão.
- Nossa, vossa excelência faz amizade assim tão rápido?- Stefan encarou Luka com sarcasmo.
- Não, você teve sorte.- Luka zombou.
- Huuuumm...então eu sou especial?- Tudo o que Stefan dizia, parecia sair com sarcasmo e flerte. Algo natural em todos os seus gestos era parecer galante sem precisar de esforço, algo inegável era que ele era muito bonito, parecia um modelo, ator de Hollywood, um da aqueles que seria indicado para a categoria de ator mais bonito do mundo e ganharia sem esforço, só o sorriso branco, com os caninos tornavam o sorriso mais encantador era de tirar o fôlego, mas não era isso que chamava a atenção de Luka, ele era intrigante, curioso e alho nele estava atraindo a curiosidade. Conversa vem é conversa vai, Luka se despediu de Stefan e trocaram os números de telefone, como prometido voltou para casa antes de escurecer, Luka não estava bêbado apenas animado afinal ele só havia tomado três doses não era nada de mais então estava totalmente sobre si. Luka entrou em casa, cantarolando uma música eslava que estava tocando no bar, Henrique estava sentado na mesinha com o computador, junto de alguns papéis, Luka o encarou de longe. Henrique estava tão concentrado no que fazia que nem se quer notou Luka, que foi até ele e o beijou o rosto.
- Que horas você chegou?- Henrique checou o relógio.
- Não faz tempo.- Henrique o beijou de volta. Luka se afastou e tomou um copo de água, Henrique se levantou e o abraçou.
- Você ainda está trabalhando?
- Mais ou menos, apenas checando algumas coisas e...- Parou por um momento.- Luka onde você estava?
- Aah...eu estava no Brodyaha.- Luka guardou a garrafa de volta na geladeira. Henrique se encostou no balcão do lado de Luka, com os braços cruzados.
- Sozinho?- Henrique perguntou, sério.
- Não, eu estava com um...Bom...um amigo eu acho.- Luka soltou um meio sorriso de canto.
- Você acha?- Henrique perguntou novamente.
- É.
- Que amigo?
- Um amigo que eu conheci hoje no lago.
- Você foi a um bar com um desconhecido?- Henrique perguntou claramente desconfortável.
- Está tudo bem, ele é um turista, sabe um desses de estrada que pede carona para qualquer lugar e acabou aqui, não tinha lugar para ficar e eu o mostrei uma pousada e por acaso bebemos mas foi só isso.- Luka saiu da cozinha e foi para o banheiro. Henrique foi logo atrás dele.
- E qual o nome desse amigo?
- Hã...Stefan.- Luka se abaixou para a pia.
- Ele estava sozinho? É casado? Você sabe de onde ele veio?- Henrique perguntou um pouco desesperado e com um tom arrogante e raivoso.
- Nossa! Eu não sei. Mas o que é isso? Entrevista de emprego ou inscrição do bolsa família?- Luka perguntou com sarcástico e um pouco irritado.
- Eu só estou curioso sobre o seu dia, não posso perguntar?
- Claro que pode, mas você não perguntou sobre o meu dia, perguntou sobre o provável amigo que fiz hoje.- Luka jogou água no rosto jogando o cabelo para trás.- Henrique o que você quer saber? Pergunta de uma vez.- Luka questionou se encostando na porta, Henrique estava a sua frente encostado na parede do outro lado do corredor a frente da porta do banheiro, de pernas e braços cruzados.
- Hum..Não. Nada.- Indagou. Luka sorriu, achando a birra de Henrique fofa. Luka desbotou a camisa que estava usando, tirou e jogou sobre o pescoço de Henrique o puxando para o banheiro.
- Já que não era nada, o que acha de me ajudar a tomar banho, tem areia por todo lugar.- Henrique sorriu maliciosamente de canto encarando Luka o puxar para debaixo chuveiro.
- Com muito prazer, Skavronsk.- Henrique segurou Luka pelo pescoço e o beijou. Luka o agarrou entre seus cabelos, ele podia sentir Henrique deslizar sua mais por suas costas. Henrique o virou de costas beijando seu pescoço, segurando se rosto, ele pôs seus dedos na boca de Luka que suspirava entre gemidos baixos. Henrique afundou sua mão entre as pernas de Luka o tocando, com seus dedos na boca do mesmo que olhou trás com um sorriso maldoso e chupando os dedos de Henrique, ele o olhou com fome retirando seus dedos molhados de saliva e penetrando Luka com eles. Ele revirou os olhos, mordendo os lábios com um sorriso cachorro, Henrique gostou do que viu continuando a penetra-lo com os dedos o agarrou pelo pescoço, Luka sentia suas pernas bambear, Henrique tirou seus dedos e arrancou as suas roupas quase que de imediato, ele agarrou Luka o virando, se ajoelhou e chupou ainda o penetrando com os dedos. Luka se contorceu, quase n sentindo suas pernas.
-Aaaahh...hhhm...Hen...rique..mmhhaaa...e-eu vou gozaaaahh.- Luka gemeu alto. Henrique se lambuzou sorrindo para Luka lambendo seus lábios. Henrique sorriu, virando Luka novamente que se encostou na parede, Henrique o penetrou com força, Luka gemeu alto. Ele continuou com movimentos de vai e vem, metendo em Luka o agarrando pelos dois braços, eles gemiam alto sentindo o prazer percorrer seus corpos os fazendo delirar, Henrique encheu sua mão dando um tapa na bunda de Luka que soltou um alto gemido sentindo a queimação de ardor.
- Henrique...aahhaaa...Henrique...aaaa...Henrique, Henrique, Henriqueeee.- Luka gemeu repetidamente, ele foi mais fundo e mais rápido sussurrando em seu ouvido.
- Você me deixa louco Luka Skavronsk.- Ele bateu novamente em sua bunda.- É isso o que você merece por me tirar tanto do sério.- Luka sorriu com deboche entre os seus gemidos.
- Então desconta toda sua raiva.- Luka se virou para Henrique e puxou o seu cabelo.- Me foda como uma cachorra.- Os dois sorriam com malícia e cheios de fogo. Henrique agarrou Luka e o jogou no chão, deitando seu peito no chão deixando Luka totalmente empinado para ele, Henrique o agarrou pela cintura deitando seu corpo sobre Luka, metendo nele com força apenas com o movimento firme do quadril. Luka sentia a pressão do corpo sarado e pesado de Henrique sobre ele, essa pressão o deixava com mais prazer era como ser asfixiado com um homem extremamente gostoso enquanto ele te fode, ele adorava sentir essa pressão esmagadora, seu corpo se contrai, enquanto Henrique continua a comer ele feito uma puta e Luka geme loucamente lutando para conseguir respirar. O fogo só aumentava, cada vez mais a loucura se intensificará, Henrique gemia o nome de Luka que implorava para que ele não parece, entre gemidos e arrepios eles chegaram em seu ápice Henrique preencheu Luka com a sua porra que gemeu fino quase sem ar.
- Satisfeito Makysim?- Luka zombou.
- Eu? Aguento mais 5 rodadas Skavronsk.- Henrique sorriu encharcado de suor. Eles trocaram alguns sorrisos entre eles, tomaram um banho e foram para cama. Apesar dos dias calmos que Luka e Henrique passavam, algo ainda incomodava Luka parecia que algo estava errado era um sentimento forte quase como se fosse um pressentimento de que algo grande aconteceria, ele não falou o que sentia para Henrique, não queria deixá-lo preocupado. Muitas perguntas ainda passavam em sua mente, como ele ressuscitou, o que aconteceu com a coisa que o perseguia, ela era perigosa, voltaria a aparecer, a morte de Enzo, o desaparecimento de Lua e se Calebe havia descoberto algo sobre os assassinatos que Luka cometeu, muitas dúvidas a serem esclarecidas e outras guerras iriam surgir, junto a um visitante inesperado que retorna a Brígida.
- Alô? Me chamo Yuri Sakamaki assistente pessoal do senhor Alexander no que posso ajudar? Hum. Sim, encaminharei a ligação imediatamente!- Ele põe o telefone sobre a mesa e encaminha a linha para o outro telefone.- Senhor Alexander e para o senhor.
- Olá? Alexander Skavronsk, em que posso ajudar? Hum...- O homem ouve atentaram o que diz a pessoa da outra linha em silêncio olhando para uma grande janela de vidro que leva a vista de uma grande avenida de Tokyo. Ele desliga o telefone após confirmar a sua presença e encaminha para seu secretário novamente.
- Yuri cancele todos os meus compromissos imediatas por tempo indeterminado e eu preciso que reserve um vôo o mais rápido possível para a Ucrânia.- Após a confirmação de seu assistente.
- Senhor, me permite perguntar o que pretende fazer lá?- Perguntou Yuri.
- Hum. Farei uma visita ao meu filho, Luka.- Ele olhou para uma foto em sua mesa, com Luka ainda criança junto com a sua mãe.- Eu estou voltando, filho.
Fim...
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Atualizado até capítulo 35
Comments
~✿✯✯jujuzinha✯✯✿~™
"feito pelo próprio satanás" mds kkkkk, autora vc é foda
2025-01-28
0
~✿✯✯jujuzinha✯✯✿~™
Caraca esse sim tem uma rotina eu n Fasso nem metade disso
2025-01-27
0
~✿✯✯jujuzinha✯✯✿~™
kamily? Piranha nova é?
2025-01-28
0