A distância (a busca de Henrique)

... Cont......

E mais um dia se encerrava em Brígida, as buscas por Luka e as meninas desaparecidas se intensificaram, junto com a morte de vários animais, Henrique com a nova ajuda chegava mais perto de encontrar Luka, apesar de ser uma tarefa bem difícil, eles chegavam mais perto a cada dia e não demorou muito para até que Camila também entrasse no jogo, do nada surgiu uma enorme equipe se locomovendo em prol de encontrar Luka Skavronsk que por sua vez continuava perdido no meio da mata, a vários dias desidratado e sem comer por dias ainda com o infeliz sentimento de está sendo vigiado, mas por quem, se ele estava sozinho? Logo anoiteceu, Henrique voltava para a casa de Cler como todos dias em que voltava da busca da antiga mansão Volkov.

- Aaahh...estou exausto, como vai o mapeamento Camila?- Henrique entrou totalmente encharcado da chuva que caia em Brígida, ele havia passado uma semana fora entre as florestas da cidade.

- Oi cunhado! Vai bem, de vagar mas é indo sem pressa que se chega longe.- Camila era estudante de cartografia, ela estudava técnicas de geoprocessamento, sistemas de informações geográficas (SIG), imagens de satélite e outros métodos como drones para criar mapas e representar diferentes aspectos do espaço geográfico, criando imagens e tendo mais ou menos uma ideia de como era as florestas ao redor e lugares onde eles não conseguiam ir tão de pressa, Camila mandava um drone e mapeia toda a área criando uma espécie de GPS para Henrique, Cler e Luá. Henrique se deitou na cama, no quarto onde ele e Luka dormiram juntos lá no começo de toda a confusão, já fazia muito tempo desde de que isso aconteceu e com certeza Cler já teria lavado e trocados os lençóis, mas Henrique podia sentir o cheiro de Luka por toda a cama, ele afundava o seu rosto nos panos da cama e sentia desesperadamente o cheiro de Luka. Era inevitável e totalmente notável como ele sentia a falta de Luka, chegava a ser pior do que antes, mesmo que de longe, mas Henrique podia ve-lo e sentir ele, apesar de não poder tocar seu corpo, ele sabia que o seu tão amado Skavronsk estava bem e agora tudo o que ele conseguia pensar era em como Luka podia está, em que situação deplorável ele podia se encontrar ou se ao menos estava vivo ainda ou até mesmo ferido, ele tentava manter os pensamentos negativos longe mais era impossível as vezes. Quando não eram os seu pensamentos de que ele nunca encontraria Luka ou de que quando ele o encontrasse seria tarde de mais e seus pensem pecaminosos, quando ele encontrasse Luka e tivesse a certeza de que ele está bem, Henrique o agarraria com todas as suas forças mesmo com Luka implorando para ele parar, Henrique iria devorar seu corpo até todo o seu desespero, frustração e medo sumir de sua mente, tudo o que ele queria agora era sentir o braço quente e cheiroso de Luka, com a sua voz harmônica, seus cabelos bagunçados e desbotados, suas camisas bregas e a sua total falha de tentar negar que mais gostava dos abraços de Henrique.

Henrique olhava para o teto, com lágrimas nos olhos, sussurrando o nome de Luka ao vento, ele o chamava com todo o seu coração implorando por uma resposta de qualquer coisa ou pessoa que pudesse trazer Luka de volta para os seus braços era tudo o que desejava agora.

- Luka..., Luka, Luka, Luka...por favor, volte pra mim...- Henrique se revirou pela cama.- É o que eu mais desejo, é a única coisa que eu quero.- Ele chorou e sussurrou o seu nome por horas, ficou jogado na cama, sozinho, desolado e totalmente perdido sem saber o que fazer.- Eu te quero Luka, mais do que tudo no mundo.- Henrique deu um último sussurro antes de cair no sono, seus esforços não foram em vão, pois no meio de uma floresta afastada de tudo e de todos também estando totalmente perdido ele ouviu.

" Mais do que tudo no mundo..."

- Hhhmm...Henrique...Henrique...Ah!- Luka acorda, no meio do mato novamente com a voz de Henrique ecoando em sua mente como um chamado distante.- O que foi isso? Podia jurar que era ele...chamando por mim...Aaahh...- Luka se deita novamente no gramada, olhando para as estrelas e pensando "será que ele também está olhando para o mesmo céu que eu?" era uma pergunta idiota ele sabia, mas ele estava perdido e sozinho no meio de uma floresta afastada, para quebrar o silêncio ele falava sozinho tentando não enlouquecer.

- Huumm...sinto sua falta...- Luka também se encontrava no mesmo estado de Henrique, perdido e sem saber o que fazer, mas ele era menos desesperado que Henrique, sempre foi assim, Henrique tinha decisões precipitadas e se desesperava muito rápido mas Luka era mais sentado , mais calmo e manipulador por isso Henrique sempre ouvia o que ele tinha a dizer.- Aposto que aquele bebezão deve está chorando de saudades minhas, com aquele corpo sarado e o monstro maravilhoso que ele tem entre as pernas, nunca tive problemas de insônia quando passávamos a noite juntos, ele me deixava exausto, parecia uma besta faminta e me devorava todas as vezes que sentia vontade....huuuhhhaaaaa...ele me deixava maluco e agora....agora Eu estou maluco de saudades dele, aquele imbecil.- Luka se perdeu em pensamentos sobre ele e Henrique, mas foi interrompido quando ouviu um galho se quebrar novamente, Luka se levantou rápido e olhou em volta. Por um momento ele pensou ouvir coisas e estava prestes a voltar a dormir quando ouviu um uivo não muito longe dele.

- Mas que porra foi essa?- Ele olhou em volta totalmente apavorado, se fossem lobos comuns, talvez ele não ficaria tão apavorado, mas não eram lobos comuns, possuíam quatro olhos e seus caninos eram maiores do que deveriam e estavam quatro sem dizer o tamanho surreal dessas coisas. Luka não perdeu muito tempo observando o que eles pretendiam fazer e saiu correndo sem olhar para trás, ele saiu desesperado no meio do mato sendo perseguido por criatura famintas e sem ninguém para ajudar. Um dos logos pulo em Luka e os dois desceram morro abaixo até caírem em um pequeno riacho, Luka chutou a boca do logo e correu, o que não foi muito longe já que quando chegou no outro lado havia uma grande parede de pedra, ele podia subir e também não podia voltar, sacou um grande galho quebrado. Ele estava encurralado, sua única tentativa era tentar não ser comido, um lobo pulou nele e Luka tentou acertar mas errou e foi mordido na perna, quando caiu no chão acertou a cabeça na parede de pedra, meio desacordado Luka pode vê antes de apagar, uma criatura enorme, incrivelmente pálida matar os lobos, entre algumas picadas sentiu alguém o carregar nos braços e enfim apagou de vez. Quando Luka acordou, ele estava deitado em uma cama, empoeirada e um enorme buraco no teto. Ele se levantou, olhando em volta mas Luka não fazia a menor ideia de onde ele estava ou como chegou lá, ele tentou se levantar e logo pode sentir uma dor forte em sua perna, ela estava cuidadosamente enfaixada, junto à uma faixa na cabeça e ao lado da cama também havia alguns panos molhado junto à uma cesta cheia de frutas frescas.Luka não demorou muito para devorar as frutas, ele não comia a dia, estava faminto, depois de comer o que podia, ele saiu de cama devagar e continuou mancando pelo quarto. Era uma enorme casa antiga, mesmo que ela estivesse faltando muitos pedaços ela estava bem conservada em alguns lugares, conservada até de mais por sinal, havia um enorme salão que continha um piano muito bonito, havia lustres de pedras vermelhas e uma enorme escadaria era muito bonito para uma casa abandonada. Luka continuou a vasculhar o lugar e mais uma vez ele sentiu a sensação de está sendo observado.

- Olá? Tem alguém aí?- Luka olhou mais uma vez a sua volta.- Olha eu sei que você está aí! Eu vi você ontem, matou os lobos e você tem me vigiado desde que eu acordei nesse lugar.- Ele ficou para esperando uma resposta.- Vamos! Pelo menos diga alguma coisa!- Antes de terminar a sua fala, ele ouviu um barulho vindo de trás, ele se virou lentamente e quando se virou viu uma enorme sombra no canto, com os olhos amarelos o observando de longe.

Luka o encarou um pouco mas sentiu o medo o invadir, ele olhou para baixo com sua respiração funda. Ele ficou paralisado, olhando para o chão sem se mexer, enquanto a criatura chegou bem perto de Luka, ficando a sua frente, ele só podia vê seus pés brancos, pálidos e suas mãos largas com unhas enormes.

- Está com medo de mim, Luka Skavronsk.- Luka arregalou os seus olhos, ainda olhando para o chão.- Não vai me responder? Onde está a sua coragem?

- C-como sabe o meu nome?- Perguntou Luka.

- Foi você quem me chamou.- Respondeu ele.

- Eu chamei você?- Luka questionou.

- No lago. Foi a sua voz que eu ouvi me chamar, por que me chamou Luka Skavronsk?- A criatura se aproximou mais de Luka que andou mais para trás até encostar no velho piano, o monstro ficou entre ele e o piano.- Novamente em silêncio? Você me parecia tão destemido quando questiono-me. Sua valentia acabou?

- Até onde eu sei, o único covarde a me seguir pelas sombras por aí é você.- Luka esnobou.

- Mas não sou eu quem está parecendo um coelhinho assustado Skavronsk.- O monstro zombou.- Afinal você ainda está tremendo, coelhinho.- O monstro soltou uma risada debochada.

- Eu sou o Coelho é? E você é o que? A patética tartaruga?- Luka o encarou levemente com tom de ironia e deu um leve sorriso debochado de canto. O monstro o encarou, incrédulo e parecia irritado.

- Você não faz ideia de com quem você está falando, coelhinho?

- Sei com um ser totalmente ridículo com um ego que poderia engarrafar e vender por que acha que tem o rei na barriga. Você é patético.- Luka levantou um pouco mais os seus olhos e a criatura gritou alto.

- VOCÊ É O PATÉTICO AQUI!- Gritou, ecoando seu estrondo por todo o salão.- OLHE PARA O CHÃO! CONTINUE OLHANDO PARA O CHÃO.- Luka pareceu desesperado ao ouvir o grito e o seu corpo voltou a tremer de novo.- Você está em minha casa! E por ter agido de tal maneira você nunca sairá da qui, vivo.- Ele sumiu no ar como poeira. Luka caiu de joelhos no chão assustado e tremendo, quase que em estado de choque. Nessa situação, mesmo que Henrique estivesse próximo, seria mais difícil do que o esperado levar Luka de volta, considerando que por agora eles não tinham poder o suficiente para ir contra um demônio de tal poder, sem contar que ninguém sabia ao certo o que era aquela coisa, podiam ter alguns palpites mas era apenas isso e especulações não iria salvar a vida de Luka muito menos traze-lo de volta. Henrique se sentia cada vez mais desesperado, não tinha muitas pistas de como achar a tal casa, muito menos Luka e mesmo que ele chegasse a pegar Arina nem ela parecia saber onde eles estavam, talvez o seu mestre a abandonou visto que ela não era mais necessária, agora ele tinha uma peça maior e mais forte que Arina, em suas mãos ele tinha Luka e Henrique, usando a fraqueza um do outro que são a si mesmos, ele os tinha exatamente onde que ria. Por hora. Em mais uma de suas expedições a floresta, Henrique se encontrava em uma barraca, seguindo uma trilha de um dos mapeamentos de Camila, enquanto ele fazia certas pausas, ele pegou o costume de escrever e também lia o caderno de Luka, podia sentir em como os sentimentos dele eram fortes e bem intensos as vezes, por mais que ele manter-se com a mesma expressão o tempo todo, sempre pensando antes de agir e sempre agindo da forma mais fria e incoerente possível, ele era uma grande armadura de sentimentos humanos. Henrique riu. Tentando imaginar seu tão amado Luka Skavronsk escrevendo coisas tão fofas e românticas sobre ele e também bem pecaminosos para alguém que estava sempre fugindo e dizendo não aos seus toques. Um seguinte trecho fez com que ele soltasse muitas gargalhadas. O trecho dizia o seguinte " ele me deixa totalmente maluco, me irritando com a sua personalidade duvidosa e sorrindo da quela forma pretensiosa como se estivesse tentando me seduzir, fala sério como alguém consegue ser tão absurdamente gostoso desse jeito? Sem contar em como ele é bom de sexo, ele sabe exatamente onde me tocar, só o cheiro dele me excita, gosto do cheiro de perfume amadeirado e os gosto do couro, quando ele sussurra me chamando de Skavronsk, sinto meu corpo inteiro arrepiar..."

- Nossa Skavronsk, você é muito assanhado para alguém tão tímido.- Henrique sorriu por alguns minutos, mas não foi algo duradouro pois a única coisa que o aliviava eram os momentos em que passaram juntos, as recordações de tudo, do toque, o cheiro, os beijos de todas as loucuras. Henrique estava tentando não pirar, essa saudade que dois feito um tumor, sem contar essa greve de sexo que ele estava enfrentando não adiantaria nada se deitar com outra pessoa o único corpo que o faria respirar novamente era o de Luka, ele se deitou por cima do saco de dormir e encarou o teto da barraca, que balançava com o vento, Henrique desceu sua mãos até sua calça e colocou o seu pau para fora, ele apenas fechou os olhos e sussurrou entre um suspiro de prazer "Luka..." Henrique se contorceu, tremendo, se lembrando do corpo é do cheiro de seu amado, ele mordeu os lábios indo mais rápido, com mais força pensando " Como eu gastaria que fosse você, montado em mim como se cavalgasse um cavalo" Ele não tentou conter os pensamento e nem as fantasias pois era a única coisa que ele tinha de Luka, junto à uma camisa dele, que ainda tinha o cheiro do seu perfume, Henrique dormia sentindo o seu aroma mas para uma situação tão urgente vinha a calhar, ele sentiu o cheiro e imaginou Luka ali entre as suas pernas, engolindo ele por completo, o olhando nos olhos com um rosto maldoso e fazendo seu abdômen de arranhador, Henrique segurou a sua camisa com a boca e revirou os olhos não demorou muito para chegar lá. Ele gemeu, chamando por Luka, revirando os seus olhos e se contorcendo, ele realmente precisava de Luka, já estava se sentindo completamente doente sem ele. O dia raiou no céu e Henrique o mais cedo possível voltou para a sua busca, indo nos lugares mais afastados e mais escondidos que podia, até chegar em uma enorme parede de pedras, era bem alta não parecia ter como da a volta então, Henrique escalou, ele estava preparado para qualquer desafio que encontrasse nada seria um obstáculo no momento, ele chegou no topo, tirou uma foto e mandou para Camila, mas estava fora de área ali o sinal não pegava mesmo em um ligar tão alto, então continuou seu caminho até chegar no chão onde viu vários animais mortos, junto à uma trilha de sangue que levaria até um lago bem escondido, Henrique não reconhecia essa lado da floresta de Brígida, era um lugar totalmente novo, como ele ainda não havia se aventurado ali não podia arrancar entrar sozinho, tirou fotos memorizou o lugar e voltou, em três dias chegou até Cler com informações que havia coletado.

- Hhhmm...é bem suspeito e faz jus a nossa trilha.- Disse Cler.

- Também achei, sem dizer que eu nunca vi aquela parte da floresta era um lugar bem estranho, diferente do resto.- Henrique se sentou na cadeira mostrando as fotos.- Acha que pode ser ele?

- Sim, acho que sim, você consegue voltar lá mais uma vez?- Perguntou Cler.

- Consigo é um caminho bem longo, mas eu consigo sim, só não fui sozinho por que eu nunca fui para aquele lado da floresta e não sabia o que podia encontrar.

- Você fez bem, se colocar em risco só iria facilitar a vida de Arina.- Cler olhou para as fotos na esperança de achar algo.

- Bom com a localização que você me deu Henrique, eu posso tentar mapear a área.- Sugeriu Camila com um coque bagunçado e uma xícara de café.

- Não vai adiantar, lá é totalmente fora de área, você vai perder o sinal assim que passar das pedras.

- Sério? Isso é suspeito.- Disse Shofi.

- Eu também achei, é melhor irmos todos juntos até lá, assim podemos vasculhar tudo e sem sermos pegos desprevenidos.- Henrique se levantou e foi para o lado de fora.

- Eu concordo, vamos o mais rápido possível assim podemos ter pelo menos uma chance de achar o Luka.- Respondeu Cler. Henrique foi para o lado de fora, apoiando seus braços na grade madeira da sacada, ele estava um pouco esperançoso haviam chegado mais perto, mesmo que fosse algo improvável mas pelo menos era algo. Ele estava perdido em seus pensamentos, quando Luá apareceu ficando do seu lado.

- Faz tempo que Luá não vê tua cara.- Ela sorriu.

- Eu estava ocupado.- Respondeu frio.

- Sei, procurando o Skavronsk né? Já que tu estais de volta bora mais eu...- Henrique a interrompeu brevemente sem soar grosseiro.

- Quando você pretendia me contar sobre a foto?- Questionou Henrique. Luá empalideceu com a pergunta de Henrique.

- O que?- Perguntou ela.

- A foto, você achou mesmo que era tão inteligente assim?- Henrique puxou o celular de Luka do bolso, Luá encarou Henrique apavorada, incrédula e ficando cada vez mais pálida.

- N-não é o que tu tá penando não.

- Pensando? O que eu estou pensando Luá? O que pretendia com isso?- Henrique pareça furioso, ele a encarava com muita raiva e sua voz parecia imponente com tom de desprezo.

- Eu...eu fiz isso por ti pra nós dois!- Luá resmungo.

- Nos dois?! Não existe nos dois Luá! Nunca existiu! Você criou isso na sua cabeça e forçou Luka a aceitar isso também, você se quer pensou em mim de verdade?! Pensou em como isso me afetaria?- Henrique se afastou dela, colocando as mãos na nunca com desaprovação.

- Luá sabe! Eu penso em ti toda hora! Luka ia matar você, junto com o coiso ruim se eu não tivesse me intrometido ele tinha te levado também!- Luá tentou segurar as mãos de Henrique.- Henrique escuta eu! Eu me amo muito você então...- Henrique se afastou com nojo e a agarrou pelos braços a sacudindo.

- Escuta bem Luá, eu nunca vou amar você, mesmo que Luka não existe você jamais teria chances comigo, meu coração nunca vai pertencer a alguém que mente, manipula e engana os outros por ganância e egoísmo próprio! Então eu vou te pedir pela última vez! Me deixe em paz, me aqueça e não interfira mais entre mim e o Luka, nunca mais!- A soltou e se virou pronto para entrar, quando Luá ficou cada vez mais furiosa e deixou sua máscara cair.

- Pois então se tu não vai ficar comigo, eu vou entregar o passarinho pro Calebe.- Luá falou baixo. Henrique parou e olhou para ela.

- O que você disse?

- O que tu ouviu! Nesse celular tem a prosa toda, Luka matou as meninas então eu entrego o desgraçado! Tu achas que eu vou proteger o teu monstrinho? A única coisa que me fez continua nessa presepada foi tentar manter longe dele.- Luá se aproximou de Henrique, colocando sua mão em seu rosto que a encarava com rancor.- Vou te deixar escolher ou tu ficas comigo ou o passarinho vai preso. Tu sabes o que deve fazer não sabes?- Luá se aproximou de Henrique no intuito de beija-lo, o mesmo lhe deu um tapa na cara e a agarrou pelo pescoço.

- Ouça bem Luá! Eu vou deixar bem claro pra você entender! Se você ou qualquer outra pessoa ousar tentar machucar o Luka de qualquer forma que seja, eu vou acabar com você pessoalmente e não pense que eu terei medo de sujar as minhas mãos e acredita sua vadia eu vou gostar de fazer isso.- Henrique apertou por um tempo o pescoço de Luá, que ficou sem ar por alguns momentos e então ele a soltou. Henrique voltou para dentro com uma raiva incontrolável, seu sangue estava fervendo e Luá chorou ódio, ajoelhada no chão vendo que a sua máscara tinha finalmente caído e Henrique jamais a perdoaria por isso é nunca mais voltaria a confiar nela. Henrique foi para a cozinha e vasculhou todo o telefone, viu tudo o que Luka fez e encontrou ótimas pistas de onde achar ele juntos com um mapa antigos da cidade atrás da parede pedra. Depois de coletar o que precisava ele deletou tudo e enterrou o celular junto ao cartão de memória em um lugar onde só ele e Luka sabiam onde encontrar, fora da cidade bem distante de Cler ou qualquer outro.

- Ninguém vai tirar você de mim Luka, agora nada vai interferir nosso amor, eu estou disposto a fazer qualquer coisa.- Henrique encarou a foto que encontrou no caderno de Luka.- Farei o que for necessário, custe o que custar.- Ele enterrou o celular e voltou para a casa de Cler. Henrique estava com um grande cansaço dentro dele, sempre havia alguém para atrapalhar ou se meter entre eles, sempre com a mesma desculpa, mas já era o suficiente dessa vez ele teria Luka para si e nada e ninguém iria impedir de ter o que ele queria nem mesmo o próprio Luka, ele estava determinado, assim que o encontrasse ele nunca mais o deixará fugir, nem que fosse necessário ir embora de Brígida, ir para o fim do mundo nada e nem ninguém iria separar ele de Luka novamente. Quando a paixão entra pela porta da frente, a razão escapa pela porta dos fundos, São sempre desatinadas as vinganças por ciúme, mas a obsessão de amar alguém era como engatinhar uma arma e torce para que a outra pessoa não apetece o gatilho. A ira começa com a loucura e acaba com o arrependimento. A nossa insanidade tem nome, chama-se: amor.

Fim...

Mais populares

Comments

~✿✯✯jujuzinha✯✯✿~™

~✿✯✯jujuzinha✯✯✿~™

na minha opinião ele deveria te quebrado mas se for conta o tempo que estive enterrado vai que não funciona mais

2025-01-08

0

~✿✯✯jujuzinha✯✯✿~™

~✿✯✯jujuzinha✯✯✿~™

aí que ele vai enlouquece mesmo

2025-01-08

0

~✿✯✯jujuzinha✯✯✿~™

~✿✯✯jujuzinha✯✯✿~™

eita a casa caiu né lua

2025-01-08

0

Ver todos

Baixar agora

Gostou dessa história? Baixe o APP para manter seu histórico de leitura
Baixar agora

Benefícios

Novos usuários que baixam o APP podem ler 10 capítulos gratuitamente

Receber
NovelToon
Um passo para um novo mundo!
Para mais, baixe o APP de MangaToon!