Cont...
O dia amanheceu, com a primeira notícia do dia, o corpo de Enzo Pysklevtz boiando entre os galhos, Calebe sentiu o seu chão cair, ele e Enzo eram como irmãos, os dois seguiam a mesma profissão e também serviam como voluntários no hospital de Brígida, ele ficou péssimo com a sua morte, Henrique também chorou, mas diferente de Luá suas lágrimas eram verdadeiras, ele não queria matar Enzo, mas ele não tinha escolha, se não o fizesse ele contaria a todos tudo o que viu e ele sabia de mais. Em poucos dias aconteceu o seu velório, Calebe passou dias trancado em seu escritório investido a morte de Enzo, era tudo muito suspeito, na sua outopcia ele havia muitos hematomas no rosto e da cabeça, nada tirava da sua cabeça que faltava muitas explicações com a morte repentina dele e o laptop e todas as provas que Enzo havia encontrado na casa de Merry havia sumido, ele até chegou a cogitar que Merry poderia ter feito algo, mas não batia pois ela estava quase o tempo todo com sua esposa e filhas, sem dizer que ela não fazia ideia de que Enzo estava investigando seu sobrinho, apesar de tudo Enzo era muito transparente no trabalho, um excelente detetive, então Calebe começou a pesquisar mais, entrou nó rastro das informações que Enzo havia compartilhado com ele e todas elas giravam em torno de Henrique, seria o seu primeiro suspeito junto de Luka, Camila, Shofi, Luá e Cler, o tabuleiro estava se fechando e as peças se moviam rápido e ainda tinham muitas que faltavam, mas estavam sempre presente. Henrique estava fora novamente, dessa vez eles foram mais fundo, chegando a uma enorme montanha.
- Então, como vamos subir? Não parece ter uma forma de dar a volta.- Disse Camila. Henrique olhou em volta e viu que havia um trilha.
- Vocês podem seguir a trilha, eu vou subir por aqui, eu encontro vocês, deve ter um caminho que leve para trilha por cima.- Respondeu revirando seus equipamentos de escalada.
- Você irá sozinho Henrique? Pode ser perigoso.- Disse Cler.
- Não tem problema, não precisa se preocupar comigo, logo, logo me junto à vocês apenas me esperem no final da trilha.- Henrique se preparou para subir.
- Hum. Está bem, vamos seguir.- Cler, Shofi e Camila seguiram em frente enquanto Henrique seguiu a escalar, em algumas horas, ele já estava no topo, quando Henrique se virou, viu restos de alguma coisa morta, era enorme não sabia o que era porém já estava morto a dias, havia asas e penas, mas era um animal muito grande para ser só um pássaro e um detalhe contava, estava sem a cabeça, Henrique achou estranho e seguiu. Voltando alguns dias atrás, durante toda a comoção em Brígida, Luka despertou na cama, ele olhou em volta aparentava está só, não ouvia ninguém, havia um curativo em seu braço onde a fera havia arranhado. Luka se levantou meio sonolento ainda, cambaleia pelo corredor, mas antes que pudesse descer as escadas Luka sente sua pressão baixar e é agarrado pela coisa.
- Cuidado coelhinho, você vai se machucar.- Luka olhou para o chão ainda tonto, meio desnorteado.
- O que você fez comigo?- Luka perguntou.
- Eu não fiz nada, depois de sair perambulando por aí é quase ser comido, você acabou ficando resfriado, apenas fiz o dormir.- Então ele o levou para o quarto e deitou Luka na cama, continuava praticamente desacordado, tudo o que Luka viu antes de apagar de novo, foram o reflexo borrado de olhos amarelos e longos cabelos brancos.- Durma bem, coelhinho.- Luka dormiu de novo, quando acordou, no outro dia já estava muito melhor, havia frutas ao lado da cama. Enquanto se levantava ele sentiu uma coisa estranha, como se algo estivesse errado, mas o que? Ele não estava se sentido seguro, então pegou um pedaço de vidro que havia caído entre as pedras, Luka caminhou desconfiado pela casa, estava tudo muito silencioso e suspeito. Luka desceu as escadas, indo para o grande salão, mas estava tudo vazio, talvez ele só estivesse ficando paranoico depôs de tantos dias, olhou para o pedaço de espelho em sua mão se achando ridículo quando viu um reflexo atrás dele, Luka se virou rápido, era Arina.
- Quem é vivo sempre aparece.- Luka a encarou.- Ou quase vivo.
" Então o mestre não matou você?"
- Para a sua infelicidade não.- Luka zombou.
" Onde ele está?"
- Haa...quem sabe! Ele vive sumindo e essa casa é horrível de tão grande, ele vai aparecer na hora mais inconveniente possível.- Luka se virou de costas e seguiu andando.
" Bom...se ele não está aqui, vai ser mais fácil matar você"
- O que...?- Antes que Luka pudesse reagir, Arina pulou encima. Eles caíram no chão, ela tentava alcançar o seu pescoço, mas ele a impedia com os braços, Luka estava sem poderes e vulnerável agora, era quase impossível ele sobreviver a ele agora.
- Haaah...Aaahh...me larga sua maluca!- Luka acerta Arina com uma pedra que ele alcançou, ela caiu para o lado. Luka se levantou e tentou correr, mas ele estava ferido e ainda se recuperando da febre, ele correu pelo salão e foi para partes mais baixas da casa, outro salão, mas esse era bem maior, havia um enorme quadro de um casal pintado na parede, o rosto do homem estava rasgado mas o da moça era visível.
" Lukaa...não fuja de mim querido, eu quero apenas conversar com você"
- Fica longe de mim!- Luka agarrou uma lamparina de prata que estava ao seu lado.
" Hahaha! Não é mais tão corajoso assim sem os seus poderes não é?"
- Você é uma traidora de merda!
" Mas eu não o trai e também não menti sobre perder os poderes, tanto que não pode usar eles agora. Agora que você não pode mais me controlar e muito menos proteger o seu amado Henrique"
- O que?- Luka a encarou sem reação.
" O tempo que estava fora, ele procurou por você, tão desesperado! E tão vulnerável, não foi nada difícil, ele implorou para ver você por uma última vez antes que eu cortasse a sua garganta"
- Não! Você está mentindo! O Henrique não está morto! É mentira.- As lágrimas caírem de seus olhos, sem parar junto com o aperto no peito.
" Hubuhahaha...Está doendo? Skavronsk?"
Arina agarrou Luka pelo braço ferido e cravou as suas unhas nele o jogando no chão. Luka estava quase imóvel ainda em estado de choque.
" Ele se foi Luka, eu matei seu amado Henrique Makysim"
Luka sentiu uma queimação em sua garganta, seus olhos brilharam e em puro ódio, Luka agarrou Arina pelo pescoço. Ele a levantou com um braço tirando os seus pés do chão. Aparentemente tudo o que Luka precisava para usar os seus poderes de novo era apenas um empurrãozinho simples, Arina tentou se defender mas Luka a jogou do outro lado da sala.
- Eu vou me livrar de você, te matar, seria fácil demais.- Luka olhou para um rato que passava ao seu lado.- Mas eu farei melhor, você vai passar o resto da eternidade até o fim dos tempos vivendo como o rato sujo que você é!- Luka agarrou o rato e prendeu o espírito de Arina no rato, dentro desse corpo ela seria indefesa, não poderia sair de lá amenos que Luka a tirasse e ele não faria isso. Ele soltou uma risada fria e melancólica, com lágrimas caindo de seu rosto, Luka voltou cambaleando para o quarto, sentindo o vazio percorrer o seu corpo. Ele se deitou em posição fetal, ficou apenas parado, sentindo o amargo em sua boca, a garganta queimar. Em sua mente, se passavam os momentos felizes que passou com ele, a noite de Ivana Kupala, onde finalmente tudo pareceu se encaixar, podia sentir o calor, o cheiro, o sorriso sua espinha arrepiou de frio ao pensar nos beijos e no toque de Henrique. Ele podia aceitar que esse seria o final, Luka fechou os seus olhos e dormiu sonhando com Henrique. Era um lindo pasto verde, cheio de flores e estava ensolarado, Luka estava sentado na grama ouvindo os pássaros, quando sentiu o beijo de Henrique no rosto.
- Henrique?- Perguntou Luka desacreditado no que via.
- Sim, sou eu meu amor.- Henrique colocou a mão em seu rosto. Luka mal podia acreditar no que via, sentia seu toque tão real.
- Como pode? Você está vivo! Você está...aahhaa...Henrique, eu amo você, eu te amo!- Luka o agarrou com força e com as lágrimas escorrendo.
- É claro que eu estou, eu nunca vou deixar você, eu te amo Luka.- E de repente Luka acordou no meio da noite. Quando Luka se deu conta de que nada era real, ele sentiu tudo desabar sobre ele novamente. Já havia se passado 3 dias após ele descobrir da morte de Henrique, mesmo sem saber que era mentira que Arina não o matou, mas Luka não sabia e também não tinha como saber, já que ele não podia sair. Ele nem se quer tentou sair, ele ficou deitado sem comer ou beber durante esses três dias, a devastação era avassaladora, Luka nem se quer estava disposto a tentar, por qual motivo ele deveria sobreviver? Assim que voltasse para Brígida tudo voltaria a ser como antes, tudo seria cinza e frio novamente. Nada faria sentido e tudo seria sem importância, por que voltar? Para quê? Até o pouco que tinha se foi, agora viver em mundo onde Henrique não está, era tortura, como andar em um enorme deserto vazio, gelado, com um silêncio ensurdecedor, Luka caminhou descalço pelos cacos de vidro e sentiu a pele de seus pés cortar, ele estava pálido, com os lábios rachados e fraco quase morto, parecia um cadáver andar desamparado por aí. Luka pegou um pedaço de vidro do chão e foi para a cama de novo, sem pensar muito Luka cortou seus dois pulsos, se deitou na cama, pensando que se ele não podia viver o seu amor com Henrique nessa vida, então ele faria de tudo para ter seu amado nas suas próximas 10 mil vidas, então fechou os olhos e deixou que o frio invadisse. Não muito longe da li estava Henrique, que seguia seu caminho pela trilha que encontrou depois do enorme pássaro morto, Henrique andou até anoitecer, em vez de seguir para o resto da trilha como havia prometido apenas seguiu em frente. Estava frio, mas ele continuou até chegar a uma enorme portaria, Henrique seguiu em frente até chegar nas ruínas de uma enorme mansão, ele entrou para vasculhar quando entrou foi direto para o enorme salão, com um piano, ele achou a casa muito estranha, ela era muito bem conservada mesmo em ruínas, subindo as escadas deu para um corredor com vários quartos, ele passou em silêncio por todos mas vazios e subiu mais até a torre havia mais alguns quartos, então ele parou por um momento pensando que isso era inútil, não havia nada nessa casa também, Luka não estava lá, não havia nenhum vestígio se quer de que alguém tivesse passado por lá, ele se virou frustrado para ir embora mas então, viu pingos vermelhos no chão, Henrique seguiu o rastro até o último quarto, quando abriu a porta viu Luka, deitado na cama, ele jogou sua bolsa no chão e correu até ele o agarrando em seus braços.
- Luka! Luka, aí meu Deus Luka! Meu amor, não por favor.- Henrique sentiu os lençóis molhados e quando percebeu ser sangue, viu seus pulsos cortados e o abraçou firme.- Não! Não, Não, não, nao Luka por favor Não! Meu amor por favor acorda!.
- Hhhmm...Henrique.- Luka sussurro baixo, quase desacordado, ele estava em transe.
- Meu amor sou eu...Haaahh...eu vim te buscar.- Henrique respondeu chorando, sem nem conseguir respirar acariciou os cabelos de Luka.
- Você é real?- Luka perguntou entre suspiros, ele estava fraco, muito fraco quase morto, achando que era tudo um sonho.
- É claro que sim meu amor...Haaahh...eu sou estou aqui...Haahaahaa...Deus por favor.- Henrique abraçou Luka forte, ele estava frio e seu corpo mole, extremamente pálido.
- Isso é tão bom, você é tão quentinho Henrique...- Luka foi fechando os seus olhos lentamente e apagou.
- Não! Luka não! NÃO! Aaaahaa...aaahaa...AAAAAHHHHHAAAH...NÃO, LUKA...por favor não.- Henrique gritou desesperado, ele pegou Luka no colo e o levou. O mais rápido que ele pode, levou Luka para a cidade. No hospital, Luka estava quase morto, para os médicos, ele não passaria dessa noite, estava desnutrido e desidratado estava muito fraco, o corpo dele não iria suportar.
- Não! Vocês tem que fazer alguma coisa! Calebe por favor!V-você é um excelente médico e também é policial, você tem que salvar ele! Eu te imploro.- Henrique agarrou Calebe, e se ajoelhou. Calebe o encarou magoado, vendo o quão melancólico ele estava.
- Eu...e-eu sinto muito Henrique, mas...Luka ele...Ele não vai suporta muito tempo.- Calebe foi até Merry.- Eu vou deixar que digam adeus a ele, enquanto ainda está vivo.- Henrique continuou no chão, imóvel, com uma expressão inexplicável de dor. Merry e as meninas foram para o quarto, Luka estava lá, pálido, com máquinas que tentavam fazer o seu coração bater, mas estava tão fraco. Shofi chorou nos braços de Camila, enquanto Calebe abraçava forte Merry, Henrique ficou na porta, ainda com a mesma expressão de vazio no rosto. Ele se aproximou de Luka, ficando ao lado da cama, ele segurou sua mão e sussurrou.
- Eu amo você, Luka Skavronsk.- Henrique o beijou suavemente nos lábios, os beijos que costumavam ser tão quentes agora era frívolo, sem textura e não tinha sabor. Henrique se sentia vazio, sem dizer nada, apenas parado, encarando o amor da sua vida morrer. Logo os aparelhos começaram a apitar, o coração de Luka estava parando de bater, vários médicos correram para o quarto, Henrique ficou aos prantos desesperado, dois médicos o agarraram e o levou para fora. Ele podia ouvir de fora do quarto, os médicos tentando salvar a vida de Luka, mas era inútil, antes que Henrique saísse de lá, ele ouviu um médico dizer.
- Hora da morte, 2:50 da madrugada.- Henrique se encostou na parede, estava tudo no mudo, ele via cada detalhe em câmera lenta, via Camila gritar de dor e Merry sentada no chão chorando, ele foi escorregando até o chão, com os olhos arregalados em silêncio, as lágrimas caírem e um gosto amargo na boca e então ele apagou. Calebe teve que dá uma pequena dose de anestesia para Henrique se acalmar, não muito tempo depois, o corp de Luka ainda estava no quarto, com lençóis brancos sobre ele. O relógio batia 3:00 em ponto, um vento frio veio pela janela.
- Huhuh...você voou longe, passarinho.- Ergueu uma de suas mãos e pôs sobre o peito de Luka.- Agora é hora de acordar, Luka Skavronsk.
Fim...
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Atualizado até capítulo 35
Comments
~✿✯✯jujuzinha✯✯✿~™
ameeem, eu te amo bicho que eu n sei o nome
2025-01-11
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~✿✯✯jujuzinha✯✯✿~™
aiai esse apelido me pega de um jeito mds
2025-01-11
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~✿✯✯jujuzinha✯✯✿~™
serio autora eu to chorando aqui /Sob/
2025-01-11
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