... Cont......
Após a briga entre Luá e Henrique, ela desapareceu, Cler tentou encontra-la mas sabia que seria inútil tentar e Henrique não sentiu nem se quer um pingo de remorso pelo o que aconteceu e nem o que havia dito a ela, para ele era um alívio que ela tivesse sumido e que não voltasse tão cedo. Bem cedo, Henrique junto de Shofi e Camila, foram as lojas de Brígida comprar mantimentos para ir atrás de Luka, Merry ficaria um tempo na casa de Calebe, pois não aguentava ficar só na casa quando Shofi e Camila desapareciam por dias em busca de Luka. Andando pela cidade, Henrique esbarrou com Calebe que estava acompanhado de um velho amigo de infância.
- Henrique! Olha só quem é!- Calebe foi até eles entusiasmado, junto dele havia um rapaz bonito, de cabelos castanhos e olhos escuros, com um óculos de Sol em sua cabeça, usando um sobretudo verde escuro e calças de alfaiataria xadrez, com camisa preta gola auta por baixo, apesar do semblante serio que a roupa trazia carregava um enorme sorriso amigável e simpatico no rosto, era Enzo Pysklevtz, um dos amigos da escola que também protegia Luka dos inúmeros bullying.
- Enzo! Chort! Quanto tempo!- Henrique o abraçou calorosamente.
- Henrique meu velho amigo! Quanto tempo!- Disse Enzo correspondendo ao abraço.
- O que veio fazer em Brígida? A bebida da França acabou foi?- Henrique brincou.
- Aaahh...você sabe, eu vim ajudar esse gostoso aqui. Eu sou detetive particular, a mãe de Calese entrou em contato comigo, soube que ela foi uma das vítimas e a família me contratou.- Henrique ficou quieto por um momento meio sem saber o que dizer, Enzo desconfiou um pouco da sua reação mas quebrou o silêncio.- É uma pena a sua morte, soube que ela iria casar da qui dois meses.- Henrique continuou meio quieto e forçadamente esboçou uma cara de luto.
- É! Uma pena mesmo.- Henrique retrucou, ainda fingindo, esboçou um sorriso.- Bom estamos com pressa mas foi um prazer rever você Enzo, te desejo boa estadia!
- Para onde estão indo com tanta pressa?- Perguntou Calebe.
- Nos vamos proc...- Henrique interrompeu Shofi.
- Vamos sair para acampar, as meninas me convenceram a tentar esquecer um pouco as buscas por Luka, eu ainda não tenho certeza se quero mesmo mas...acho que não custa uma folga, eu acho.- Camila e Shofi se encaram meio sem entende mas concordaram com ele.- De qualquer forma, temos que ir, até mais vê!- Henrique apertou suas mãos e saiu. Enzo achou tudo isso muito estranho, junto das pistas que Calebe tinha, Enzo talvez já tivesse uma peça a mais para encaixar no quebra cabeça. Enquanto todos se preparavam para ir além da grande parede de pedra, Luka ainda continuava preso, junto com aquela coisa. Ele não tinha como sair, já havia tentado mas sempre que tentava a mansão parecia prende-lo, corredores pequenos pareciam não ter fim, as vezes as portas davam de cara com uma parede ou com outra porta que dava diretamente na porta que estava a sua frente, confuso? Sim. Luka também não entendia como a casa parecia obedecer os comandos da coisa, que mesmo de longe ainda o observa, continuava a deixar comida para ele todos os dias, junto com água.
- Aaahh...esse lugar parece não ter fim!- Luka resmungo. Não conseguia encontrar um motivo de o por que a coisa pré usava dele, alguns motivos poderiam ser plausíveis como o fato dele ter o libertado, talvez ele ainda precisasse de Luka para mais alguma coisa ou os seus poderes e onde estaria Arina? Ele não conseguia mais se comunicar com ela nem mesmo podia usar os seus poderes era como um rádio sem comunicação, ele não fazia a menor ideia de como sair ou co.o tentar pedir ajuda era cansativo, não havia resposta de nada, nada estava saindo de acordo com o plano, o ritual estava feito, o celo foi rompido e finalmente ele e Henrique estavam em paz mas aí algo deu errado mais uma vez. Entre pensamentos, Luka ouve a criatura se aproximar atrás dele.
- Me vigiando outra vez?- Perguntou ele, mas sem resposta.- Fala sério. Eu sei que você está aí, cacete.
- Como sempre, petulante coelhinho.- Respondeu a fera.
- E como sempre, se escondendo covarde.- Retrucou Luka.
- Hahaha...você realmente acha, que usar sua petulância e total disfarce de coragem vai te fazer parecer mais forte Skavronsk?- A coisa se aproximou de Luka chegando bem perto, que ele podia vê a silhueta da fera atrás dele .- Você se acha muito especial, se faz parecer forte.- Ele se abaixou na altura de seu ouvido e sussurro.- Mas não passa de um coelhinho assustado.- Luka tremia, tentou conter o nervosismo mas ele estava com medo, porém tentava disfarça que sim, ele se sentia acuado como um coelho.- O que foi esse silêncio? Eu o fiz calar a boca, coelhinho.- A fera zombou de Luka, que por instinto e de olhos fechados, o empurrou se afastando para longe.
- FICA LONGE DE MIM!- Luka gritou desesperado e apavorado, caído no chão. A criatura olhou para ele e rosnou feito um animal.
- OLHE PARA BAIXO!- Luka olhou mais uma vez para o chão, tremendo e acuado, uma voz grave, grossa e estrondosa, a fera rosnou.- Se ousar tocar em mim novamente, eu irei arrancar os seus braços e pernas, fazendo de você um pingente humano. Vou adorar ouvir você gritar e implorar por piedade!- Luka levantou os seus olhos e cuspiu na besta a sua frente.
- Dane-se a sua piedade.- Respondeu Luka com euforia no olhar, a besta o encarou e rugiu em sua cara, revelando uma enorme boca com dentes grandes, seu grito era grotesco, cheio de agonia e cheirava a podre. Luka se levantou o mais rápido que pode, quase foi agarrado novamente mas ele esguio desviando sendo apenas arranhado no ombro. Luka correu desesperadamente sem olhar para atrás apenas ouviu a criatura sorrir e dizer.
- Corre, corre coelhinho...Hahahaha.- Luka nem se quer olhou, quando percebeu já estava fora do palácio, já era noite havia neve para todo canto, Luka apenas continuou a correr em meio a floresta congelada sem saber para o de estava indo ele apenas correu. Estava uma loucura, havia uma enorme tempestade, os ventos sopravam com força, Luka estava praticamente correndo sem vê nada, mas por que diabos estava nevando? A cada dia que passava esse lugar ficava cada vez pior. Luka não parou de correr por um bom tempo, até se esgotar por inteiro ele não conseguia mais correr estava sem fôlego, então apenas continuou a andar, o vento cessou mas ainda havia muita neve, o frio era avassalador, Luka continuou andando encolhido nos próprios braços tentando se manter aquecido, ele olhava em volta perdido, desconfiado e alerta andando o mais rápido possível para matar o sangue quente. Indo cada vez mais fundo na floresta, ele sentiu está sendo perseguido, mas não via ninguém e também não ouvia nada. Ele andou mais um pouco ainda desconfiado, até ouvir galhos se quebrarem, mas o barulho não ecoava de trás ou ao seu lado, ele vinha de cima. Então Luka, levantou sua cabeça lentamente e sentiu o seu coração parar por um momento o que Luka viu, o deixou tão desesperado, ele ficou quase que sem reação.
A coruja gigante, encarou Luka e desceu até ele, meio sorrateira, Luka caiu no chão ainda apavorado com os olhos arregalados olha do para a coruja que estava se aproximando dele com garras enormes e um bico gigante, ele ficou fora de si e apenas correu. Ele começou a correr com medo, igual a um pouco ele apenas correu para longe sem pensar, lágrimas de desespero caiam de seu rosto, Luka sentiu tanto medo que não conseguia pensar em como se salvar ele estava apenas agindo por um extinto de sobreviver. Então ele chegou a ponta de um precipício bem alto e não tinha garantia de que no fundo teria um rio ou neve fofinha.
- Não, não, não, não,.- Luka estava apavorado chorando sem parar, soluçando sem nem conseguir respirar.- SOCORRO! POR FAVOOORR! ALGUÉM PODE ME OUVIR?! QUALQUER PESSOA! POR FAVOR ME AJUDAAA.- Ele gritou desamparado, estava tão em agonia e em uma tentativa frustrada de tentar se salvar, ele se afastou do penhasco e ouviu o grito da coruja de longe, ele olhou para trás e não viu nada, mas foi surpreendido quando a coruja veio voando atrás dele. Novamente Luka caiu no chão ele nem se quer sentia as pernas, se viu rastejando para longe incapaz de falar, gritar ou correr novamente paralisado de apavoro. A coruja gritou vem próximo a Luka que sentia ficar surdo aos poucos, quando ele achou que seria comido pela coruja uma coisa maior pulou encima dela, arrancando sua cabeça, Luka ficou sem saber o que fazer olhando, não conseguia assimilar o que estava presenciando, a criatura olhou para ele e Luka correu, sem parar. Quando olhou para trás só viu o corpo da coruja sem cabeça, ele parou e ficou olhando para a coruja morta, até ouvir.
- Foi longe, coelhinho.- Luka sentiu mãos envolver o seu pescoço e segurar o seu rosto. Seu corpo tremeu, novamente sentiu a sua mente cair em pesadelo.

Luka sentiu sua cabeça girar, estava zonzo e mal podia respirar e apagou.
- Hhhmm...- A criatura o observou desacordado em seus braços e o levou de volta para a mansão. O deitou na cama, despido apenas coberto por vários lençóis de pele, a criatura assumiu uma forma humana e aconchegou Luka em seus braços e o abraçou o envolvendo em suas asas.
- Você me fez ter um grande trabalho, coelhinho.- Enquanto Luka tentava lutar para se me ter vivo. Henrique prosseguia com a sua missão, encontrá-lo, eles estavam se preparando para ir além das paredes de pedra, onde havia uma grande chance de encontrar Luka ou talvez a coisa que o levou, mas eles tinham um empecilho agora, Enzo. Fazia tempo que ele havia ido embora da cidade, mas ele era um excelente promocional, já havia solucionado casos muito mais complexos do que esse e Enzo desconfiava fielmente de Henrique, ele tinha as mesmas suspeitas que Calebe, Luka era o provável assassino, seu desaparecimento só deixava tudo mais aparente e Henrique se não soubesse onde ele estava sabia que ele era o culpado e também sabia onde ele havia escondido as provas de que Skavronsk havia cometido o crime, mas não iria entregar, muito menos confessar, então Calebe e Enzo fizeram prontidão Calebe observava Camila e Shofi que também parecia ter envolvimento, com todo o esquema, mas elas eram mais improváveis de realmente saber de tudo e Enzo estava na cola de Henrique, porém ele não era o único. Henrique estava em casa, arrumando algumas coisas para poder partir e encontrar com Shofi e Camila, até ser surpreendido com ninguém mais ninguém menos que Luá sentada no sofá.
- O que caralho você tá fazendo aqui?- Henrique perguntou cerrando os punhos.- Achei que eu tivesse sido claro da última vez.- Luá o observou com um olhar esnobe e jogou vários papéis encima da mesa, nesses papéis haviam várias cópias de tudo o que haviam pesquisado para achar Luka e também cópias um pendrive com todos os arquivos do celular de Luka.
- Eu disse pra tu escolher, mas tu descidiu do jeito mais difícil que tinha Henrique.- Luá colocou sua mão no ombro de Henrique.- Vou cabueta tudo pro detetive de cidade grande e prender o passarinho.- Disse ela.
- Sua...vaca...Luá você perdeu a cabeça?! Se você fizer isso eu juro...- Luá interrompeu.
- Tu vais fazer o que? Me matar? A única forma de calar a boca de eu é lavando pra cova, segredo de túmulo só o diabo sabe.- Luá zombou antes de sair.- Pode ficar com esse aí, eu tenho outro.- Ela se virou e saiu.
- Luá! LUÁ!- Henrique gritou, antes de sair ele pegou um picador de gelo que estava encima do balcão de sua mesa e seguiu atrás dela.- Luá!- Henrique chamou e quando ela se virou, ele a perfurou no estômago com o picador e sussurrou no ouvido.- Ninguém vai tirar o Luka de mim e conte o segredo ao diabo.- Henrique puxou o picador e Luá caiu no chão com as mãos na barriga, Henrique subiu encima de Luá e a acertou repetidamente 20 vezes na barriga. Após ter certeza de que ela estava morta, ele levou o seu corpo para os fundos onde preparava os animais que caçava, Henrique a cortou o corpo de Luá e jogou no picador de carne, juntou os restos jogando junto à comida dos porcos. Henrique limpou todo o seu açougue e queimou os papéis junto ao pen-drive as cinzas ele também se livrou, passou a noite limpando as provas do crime que havia cometido e caso necessário ele falsificou uma carta, conseguiu imitar perfeitamente a letra e as falas de Luá, nem mesmo Cler conseguiria desconfiar de nada. Henrique estava disposto a qualquer sacrifício por Luka, não impasse o preço, ele sentia a necessidade de fazer isso a todo custo, como disse Elizabeth Gilberto, o vício é a marca de toda a história de amor baseada na obsessão. Tudo começa quando o objeto da sua adoração lhe dá uma dose generosa, alucinante de algo que você nunca ousou admitir que queria, um explosivo coquetel emocional, talvez feito de amor estrondoso e louca excitação. Logo você começa a precisar dessa atenção intensa com a obsessão faminta de qualquer viciado. Quando a droga é retirada, você imediatamente adoece, louco e em crise de abstinência. Henrique estava completamente fora de si e ele sabia disso mas pouco importava pois a única pessoa que ele precisava era Luka Skavronsk.
- Eu te encontrar Skavronsk e quando eu te achar nada e nem ninguém vai tirar você de mim novamente.- Henrique jogou o colar de Luá dentro de um buraco e enterrou.- Você deveria ter ficado calada, Luá.
Fim...
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Atualizado até capítulo 35
Comments
~✿✯✯jujuzinha✯✯✿~™
nossa eu amo essa obra é muito delicinha de ler principalmente a parte da morte da luá nunca que eu li uma autora da um final tão satisfatória pra um personagem assim. Te amo autora obrigado por escreve essa Maravilha 😘
2025-01-08
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~✿✯✯jujuzinha✯✯✿~™
aí não faz isso que eu fico xonada já
2025-01-08
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~✿✯✯jujuzinha✯✯✿~™
issoooo eu te amo Henrique
2025-01-08
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