– Luke! O que aconteceu com você?! – Alice gritou a ver meu estado.
Não a culpo por ficar chocada pelo meu estado, estou com faixas por quase todo o corpo.
– Não foi nada.... Não quero ser um incomodo nem nada do tipo, mas posso passar a noite aqui?
– Claro, porém acho que você deveria ir para um hospital.
Ignorei o que ela falou enquanto entro no apartamento. Um lugar bem pequeno, contudo, maior do que o meu, um quarto, uma sala, uma cozinha e área para lavar roupa.
Ela fecha a porta e me deixa apoiar em seu ombro, me ajudando a chegar em seu quarto, que tem uma escrivaninha, um guarda-roupa, uma cômoda e uma cama de casal. Ela me ajeita na cama.
– Não vai se importar se eu ficar aqui? Não quero mesmo te atrapalhar.
– Claro que não! Mas seus ferimentos estão horríveis. – Alice falou mexendo levemente em minha perna – E que negócio verde é esse?
Pela faixa saia um pouco de uma pasta verde misturada com sangue.
– Não sei.
Ela vai até o guarda-roupa e pega uma caixa grande e branca com uma cruz vermelha no meio. Tira algumas bandagens, iodo, gazes, uma cartela de comprimidos, tesoura, fita adesiva e uma pomada.
– Por sorte não infeccionou. - ela comentou.
Ela tira toda bandagem velha e limpa com iodo e as gazes.
– Aonde você se feriu desse jeito? Você foi assaltado?
Não posso contar a verdade para ela. Alice me acharia louco e não quero envolve-la nessa loucura.
– Foi um assalto. Um beta me abordou com uma faca em um beco, alguém estranho me ajudou.
– Devíamos ir na delegacia.
– Não a necessidade, não consegui ver seu rosto.
– Você já me ignorou quando sugeri para ir no hospital, agora não quer dar queixa de um cara que quase te matou e te assaltou?
– Creio eu que esse cara já teve o que merece, tenho um pressentimento que a policia não vai nos ajudar.
– Por que você acha isso?
– Ele precisava de dinheiro para pagar um traficante e pelo visto não conseguiu nem 10% comigo. Ele já deve estar morto. - inventei isso na hora.
– Como sabe tanto?
– Ele comentou o valor.
– Se você diz. Irei terminar de cuidar de seus machucados, sem fazer mais perguntas e você descanse. Amanhã se inflamar ou você estiver febril, vamos ao hospital.
– Concordo.
Ela cuidou dos meus ferimentos e me deu um anti-inflamatório.
***
Quando acordei, não sentia mais dor. Levantei, sinto-me novinho em folha.
– Bom dia Luke. Vou dar uma olhada em seus ferimentos.
– Não precisa, me sinto ótimo!
Ela me ignorou e pegou uma tesoura, quando ela cortou as bandagens as feridas fundas e abertas, pareciam como cortes leves, estavam quase totalmente curados.
– Impossível... – ela fala de boca aberta.
Também estou chocado, nunca vi isto acontecer, será que foi aquela pasta verde? Como ferimentos que precisariam de pontos, da noite para o dia estão quase fechados?
– Vamos ignorar isso. – falei com ela.
– Ignorar?! Você se curou da noite para o dia e eram ferimentos graves!
– Os ferimentos não eram tão fundos assim. Mas, mesmo assim, você não deve contar para as ninguém sobre isso, tudo bem?
Ela balançou a cabeça positivamente, ainda de boca aberta com o que acabará de presenciar.
– Vamos tomar café então. - desviei o assunto.
– Tudo bem. Vamos.
Ela se recompôs rápido é como se nada tivesse acontecido. Acho que isso é um bom sinal.
Sentamos em uma pequena mesa de dois lugares, um de frente para o outro. Nela tem ovos, bacon e suco de caixinha de laranja.
– Sirva-se..
– Mas é muita comida, não precisava de tanto.
– Sei que você deve está bem faminto, então não fique acanhado. Comprei isso tudo para você. - ela disse abrindo um leve sorriso.
Posso notar pelo jeito que ela me olha, enquanto devora o café da manhã, não é como todo dia, ela quer resposta do que realmente acontecerá, sabe que estou mentindo.
Alice ataca a comida de repente e acabou velozmente seu café. E permaneceu me fitando em silêncio.
– Não dá, para fingir que nada está acontecendo. Você acha mesmo que sou idiota de acreditar que você foi assaltado e que o cara deve estar morto? E você afirma a última frase com tanta certeza!
– Mas é verdade!
– Sério Luke? Somos amigos! O que estiver acontecendo com você, pode contar!
– Eu também queria poder te dizer o que está acontecendo, mas não tenho a resposta.
– Se você não quer me contar e quer continuar escondendo segredos da sua amiga, tudo bem. – ela falou e levantou estressada – Não irei te obrigar a nada. Saia do meu apartamento quando terminar.
Ela me deu as costas, foi para o quarto e bateu a porta com força.
O que foi que eu fiz?...
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Atualizado até capítulo 72
Comments
Ana Regina Fernandes Raposo
ELA TEM UMA QUEDA POR VC LUKE.
2024-08-08
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