Corro sem parar, quero voar para longe dela, todavia com tantas árvores que não conseguiria abrir minhas asas. Olhando para trás não posso vê-la, mas sinto que ela está me seguindo. Noto uma área sem nenhuma árvore, quando chego, abro minhas longas asas e bato-as com força, quando consigo levantar dois metros do chão, sinto algo atravessando minha perna esquerda. A dor era imensa. Ela começa a me puxar para baixo, olho de rasteiro e é uma de suas caudas, que penetrou minha perna.
– Não vai fugir, meu pequeno passarinho. – ela falou.
Mantenho as asas batendo enquanto tento tirar aquela lança de minha perna. No momento que encostei minha mão ela usa mais duas caudas e uma atravessa meu braço e outra minha asa e me puxa com força para o chão fazendo-me cair. Ela carreia as adagas para perto dela e berro de dor.
Sinto meu sangue quente escorrendo, pelo solo, desse jeito não vai demorar muito para perder minha consciência.
– Tadinho.... Não queria ter que fazer isto, mas você não me deixou sem opção.
Ela para de puxar e anda para perto de mim, com dificuldade levanto e tento andar, mancando.
– Ainda não vai desistir?
Ela atravessa uma lamina em cada coxa e em cada asa e devagar me arrasta em sua direção.
― Será que terei que arrancar suas preciosas asas? Para você aparar de lutar?
― Eu... vou te matar! – falei, depois cuspo sangue.
Não conseguia lutar e muito menos remediar contra isso, estava perdendo muito sangue e logo perderia a consciência.
– Pelo visto desistiu, já que não está mais lutando. Irei cuidar de suas feridas, meu pequeno ômega, depois vamos nos divertir e ficaremos juntos para todo sempre.
Acho que este o fim da minha liberdade, ou melhor, de minha vida.
Aiko encosta suas patas gélidas em meu rosto o ergue levemente, não consegui fazer nada, nem se quer mover um músculo. Ela me solta e retira suas adagas de meu corpo. Volto para forma humana, sinto lágrimas escorrerem pelo meu rosto, como posso está chorando? Naquela situação preciso ser forte.
– Já desistiu? – ela questionou sorrindo.
Mal consigo abrir meus olhos, mas pelo jeito da luz, posso vê-la como uma sombra, seus olhos brancos brilham fortemente e suas caudas algumas com meu sangue, movem como se fossem serpentes dançando. Antes de perder de vez a consciência, os olhos dela ficam arregalados. E por milésimos de segundos posso ver
uma sombra enorme de um lobo que a ataca em seu pescoço, fazendo jorrar um sangue negro, parecido com óleo que pinga. Algumas gotas pingam em meu rosto.
– Ele é meu ômega! – escuto um urro de uma voz masculina.
***
Abro meus olhos devagar e já é noite.
Lembro-me da situação que eu estava e sento bruscamente.
– Quanto tempo dormi? – perguntei baixo, olhando para um lado e para o outro, más não há ninguém.
Notei que meus ferimentos estão enrolados por faixas, estou usando calças jeans largas, há uma pequena fogueira quase se apagando e quando olho para o lado esquerdo noto a cabeça de Aiko decepada e seu corpo, ambos na forma humana.
Não sabia quem tinha feito isto com ela, todavia se conseguiu pode fazer a mesma coisa comigo.
Levantei com dificuldade e por sorte achei um galho que pudesse usar como apoio. Mancando e sempre olhando para trás e para os lados. Preciso ficar alerta e voltar para casa, não posso perecer aqui!
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CANTINHO DA AUTORA
Meus queridos alfas, ômegas e betas vim lembrar do meu querido livro O rosto por trás da Máscara, quem puder ajudar compartilhando já fico grata :3 amo todos vocês meus queridos leitores :3
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Atualizado até capítulo 72
Comments
Cupcake🌹
Meu deus se continuar se repetetindo assim vou desistir de termina de ler essa história
2024-08-17
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