Está tão escuro e abafado, mas estas sensações são tão reconfortantes... por quê?
Ouço o som da porta rangendo. Pelo barulho parece bem pesada. E alguns raios de luzes atravessam o cobertor que está por cima de mim.
– Ômega 627? – uma voz feminina falou.
Entendi, estou preso a outro sonho ridículo, em que sou uma criança indefesa.
Sinto meus batimentos cardíacos acelerarem.
– Preciso ficar calmo... é só um sonho... – sussurrei.
Tudo está muito calmo e quieto. De repente alguém tira o cobertor, posso ver dois homens em cima de mim, me encarando, mas não enxergo seus olhos. A mão de um deles veio em minha direção, com minhas mãos pequenas de criança dei um tapa na mão do homem e me afastei para o canto da cama enquanto rosno.
Preciso acordar deste pesadelo.
– Doutora, ele não quer vim.
Logo sinto um choque saindo do meu pescoço, todo no local e sinto uma coleira de metal, a energia passa por todo meu corpo, a dor é horrível. E depois de alguns segundos intermináveis, aquilo cessou, fazendo meu corpo cair para frente da cama. Não consigo sentir meus braços e pernas.
– 627, vamos ter que passar por isto de novo? – uma mulher usando jaleco e óculos aproxima de mim, não conseguia notar muito bem os detalhes de sua aparência e seu rosto, depois daquele choque é como se tudo estivesse embasado, mas sua voz é bem nítida e marcante.
Ela ajeita os óculos, posso notar que está segurando uma prancheta e algo parecido com um controle.
Um homem me pega pelo braço esquerdo e o outro pelo direito e me arrastam para fora do quarto
escuro, levando-me para um corredor com a iluminação bem forte. Não conseguia levantar a minha cabeça direito, estou olhando para azulejos brancos.
Queria poder perguntar: "Para onde estão me levando? ", e "quem são vocês? ", todavia mal conseguia manter meus olhos abertos mesmo com toda a claridade.
Eles subitamente eles pararam.
Escuto o ranger da porta, nem entrei e sinto o cheiro forte de água sanitária, tão forte que até queima minhas narinas. Com dificuldade levanto a cabeça e noto a mesa de metal, com correntes de cada lado, em seu lado outra mesa menor com materiais cirúrgicos em cima, não conseguia ver mais nada além do vazio atrás daqueles objetos e algumas sombras de homens e mulheres vestindo jalecos brancos, acho que aproximadamente cinco.
– Andem. – escutei uma voz feminina.
Eles me amarram na mesa de bruços, depois cortaram as roupas das minhas costas.
– Este é o Ômega 627, ele irá nos ajudar voluntariamente em nosso pequeno experimento. – ouvi a mesma voz feminina falando bem alto.
Posso escutar uns "bips" de um controle e sem eu ter consciência minhas asas ficam a mostra.
Noto que a sombra da mulher que invadira meu quarto aproxima de meu ouvido.
– Não tenha medo criança, isto não vai doer. – ela sussurrou bem baixo e seu tom de voz para um mais risonho.
Que mulher sádica!
De repente sinto uma agulha grossa e longa passando penetrando minha bacia. Não pude aguentar a dor e segurar os gritos, não conseguia me mover, precisava fazer algo, a dor é insuportável!
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Atualizado até capítulo 72
Comments
Ana Regina Fernandes Raposo
IIDIOTAS AINDA BEM QUE CONSEGUIU ESCAPAR, SERÁ QUE ELES ESTÃO ATRÁS DELE.
2024-08-08
1
Patricia Pinheiro
percebe-se o quanto é voluntário 🙄🤬
2024-01-18
4
lorelay
retirada de medula óssea?
2022-02-28
2