Bip! Bip! Bip! ... – ouço o som de um despertador e quando fecho com força meus olhos e abro noto que estou em meu quarto.
– Que merda de sonhos... – retruquei enquanto bati em meu despertador com força, fazendo com que o som irritante cessasse.
Meu quarto não é muito grande, tem uma cama de casal que foi uma das poucas coisas que consegui de minha mãe adotiva, junto a uma escrivaninha e um criado. Por sorte o guarda-roupa é do dono da casa, junto com a geladeira, máquina de lavar, uma mesa pequena e duas cadeiras. Meu apartamento não é muito
grande é de 50m², aproximadamente. Um quarto, um banheiro, uma pequena lavanderia, que mal cabe a máquina de lavar, uma cozinha e uma sala quase vazia. É bem confortante, mas logo irei sair daqui e mudar para clínica, só irei esperar o valor do aluguel vencer.
Fui para o banheiro bocejando e esfregando os olhos. Lavei o rosto, enxuguei e quando olhei para o espelho vi aquela mesma mulher de jaleco, gritei na hora enquanto me afastei daquele objeto, caindo no chão ofegante. Respirei fundo e tento acalmar.
– É apenas um sonho.... Não, é apenas uma ilusão.... Não preciso ter medo de ilusões.... – repeti isso comigo mesmo.
Com cautela e devagar me levanto, fito o espelho e está tudo normal.
– Preciso de café.... Isto com certeza vai me salvar destas terríveis alucinações....
***
– Oi Luke! – grita Alice vindo em minha, na entrada da faculdade.
– Oi. – respondi friamente.
Ela cruzou os braços e os balançou um pouco.
– Se você continuar nesse bom humor vai acabar me congelando.
– Muito engraçado.
– Não dormiu bem?
– Dá para notar?
– Essas olheiras lhe condenam perfeitamente. Aquele mesmo sonho?
– Não.... Um muito pior e acho que por não conseguir dormir direito estou tendo alucinações.
– Já te avisei para ir em um psicólogo.
– E eu já disse que não tenho dinheiro para isto!
E mesmo que tivesse, o
que um profissional falaria se eu contasse um desses sonhos? No máximo
me receitaria um remédio para dormir e diria para cortar meus filmes de
ficção científica. Fora desde que me lembro, sempre estive fugindo de
algo, mas não lembro o que exatamente, procurar um médico poderia atrair
muitos olhares indesejados.
Ela pega o celular na bolsa e aperta um botão aparecendo bem grande na tela a hora e me mostra.
– Estamos atrasados!
– Fique calma! Não precisa correr!
***
Três horas de aulas consecutivas, e agora tenho que aturar mais duas de uma palestra que estamos sendo obrigados a assistir.
– Não fique tão para baixo. – Alice que está sentada ao meu lado fala sorrindo me cutucando.
– Sinto como se meu cérebro fosse explodir.
– Podia ser pior.
– Sim, mais três horas consecutivas.
Ela começa a rir de um jeito fofo e meigo, e eu apenas esboço um leve sorriso.
– Silêncio! – um professor, velho aparece na frente da sala.
Tudo fica bem calma.
– Vamos apresentar a palestrante, senhorita Aiko.
Uma mulher usando óculos quadrados, pele clara, olhos puxados, cabelos negros e lisos, vestindo um jaleco longo e todos os botões abotoados, menos os dois últimos botões perto dos seios, que destacam um pouco com sua roupa branca e decotada. Suas mãos cobertas por luvas cirúrgicas alvejadas, a direita segura uma maleta de metal, parece bem pesada. O professor sai do meio da sala e fica em um canto e dá espaço para Aiko falar.
Aiko coloca a maleta no chão, com muito cuidado.
– Boa tarde, meu nome é Aiko Saito, sou uma alfa como podem notar pela minha estatura.
– Esta voz.... É tão familiar... – retruquei baixo.
– A conhece? – Alice perguntou.
– Não..., eu acho.... – sussurrei.
– Não quero me exibir ou achar superior a ninguém, entretanto quero ensinar a como identificar o que seu amigo é, e saber mais detalhes sobre: alfas, betas e ômegas. Este é o objetivo da palestra.
Todos começaram a retrucar, dizendo que é perda de tempo e que é algo que aprenderam no ensino fundamental.
O professor encara nervoso fazendo com que os cochichos parassem.
Por que toda vez que a encaro sinto essa sensação de nostalgia?
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Atualizado até capítulo 72
Comments
Ana Regina Fernandes Raposo
SÓ PODE SER AQUELES QUE PREDERAM QUANDO CRIANÇA
2024-08-08
1
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Ela tão familiar pq ela é a vagabunda do laboratório, a que fez experimentos com com vc e outras crianças
2022-05-05
8