Echoes In The Silence - Lana Del Rey
Sentada no sofá, eu mordiscava um taco enquanto observava Taylor e Lana falarem sobre relacionamentos. Taylor, ainda envolvida na energia de uma reunião sobre seu novo álbum, e Lana, que tinha retornado ao seu ex, dividiam experiências e desabafos sobre homens. Embora Taylor tentasse me incluir, o tema geralmente girava em torno de homens, um assunto que, dada minha situação com Lana, me deixava um pouco desconfortável.
Taylor comentou sobre o quão cansativo era tentar mudar alguém. Eu, incapaz de me conter, soltei: "Cansativo e errado, vocês não têm que fazer um homem mudar ele que tem que ser maduro o suficiente para ver o erro que está a cometer e que está a estragar o relacionamento aceitar esse erro e escolher mudar e se ele não fizer isso e porque é infantil, burro, idiota que coloca o ego a frente de um relacionamento com mulheres incríveis."
Lana reagiu com um suspiro, "Essa daí foi dura," e Taylor concordou, "Bateu na ferida."
Continuando, eu disse, tentando aliviar a tensão, "E outra Taylor o sem teto é que saiu a perder tu ta com um cavalheiro, um gostoso e te apoia em tudo entre outras muitas coisas, fora um álbum que te vai fazer ganhar milhões."
Lana riu e concordou, "Nisso eu tenho que concordar com ela com todo o respeito."
Taylor apenas sorriu, aceitando o elogio e o consenso geral, "Eu sei, eu sei. Vocês têm razão."
Sem perder o ritmo, eu brinquei, olhando para Lana, "Eu sempre tenho. Cara tu voltou com o 'amor paga a fiança' de novo, tudo bem se fosse 'amor paga a minha terapia' porque é disso que ele precisa."
Lana, meio divertida, meio resignada, admitiu, "É, eu sou trouxa demais."
Taylor, inserindo uma piada, disse, "Alguém fala mas ainda faz música para a ex mesmo depois de falar que ia parar, e ainda fez música com a atual da ex."
Eu ri, "Primeira aprendi com a melhor a faturar em cima dos relacionamentos fracassados e segundo eu não voltei com ela e nem pretendo tá bom, e outra os fãs amam essa fofoca eu só alimento eles, ao contrário da Taylor que deixa todo mundo à espera do Rep Tv."
Taylor revirou os olhos e Lana pontuou a situação, "10 pontos para a Leah, 0 para a Taylor."
Taylor, fingindo estar ofendida, respondeu, "Me pergunto como ainda te aturo mesmo depois de 30 anos."
Eu, aproveitando a deixa, finalizei com uma nota autoconfiante, "Porque eu sou foda, gostosa, boa conselheira e jamais te irei trocar por um relacionamento."
Lana, provocando mais risadas, adicionou, "Selena foi de arrasto agora."
Eu concluí com uma crítica afiada, "Não entendo o que ela viu naquele cara, beleza que não foi. Por fora é feio por dentro é podre, ele sempre está rodeado de pessoas que falam mal dela ou por algum motivo odeiam ela, e desde que eles começaram a namorar parece que ela só tem oxigênio ao lado dele."
Lana solta um suspiro pesado, apoiando o rosto na mão enquanto olha para a janela. Parece refletir sobre suas escolhas amorosas, perdida em pensamentos. Ela volta a atenção para mim, seus olhos mostram uma mistura de agradecimento e resignação. "Às vezes, acho que você deveria cobrar pelas suas sessões de terapia, Leah."
Eu dou um sorriso irônico e me ajeito no sofá, pegando outro taco. "Querida, se eu cobrasse pelos meus conselhos amorosos, já estaria comprando a Disney."
Taylor, por sua vez, não parece surpresa com a dureza dos nossos comentários, mas ainda sim, uma sombra de frustração passa rapidamente por seu rosto. Ela balança a cabeça, mexendo no celular provavelmente checando algo relacionado ao trabalho. "Sabe, às vezes penso que deveríamos formar um trio de conselheiras amorosas. Poderíamos salvar muitas almas perdidas por aí."
Nesse momento, a conversa é interrompida por uma notificação no celular de Taylor, que imediatamente ilumina seu rosto. "Falando em salvar, acabei de terminar o álbum novo. 'The Tortured Poets Department' está pronto para arrasar no mundo." Ela passa o telefone para nós, mostrando a arte da capa.
Lana e eu nos aproximamos para ver melhor. A capa do álbum é impressionante, e não podemos evitar elogios sinceros. "Isso vai estourar, Tay. É a tua cara," Lana comenta, uma genuína admiração em sua voz.
Enquanto observamos a capa, a conversa toma um tom mais leve. Taylor, aproveitando o momento de descontração, tenta mudar o tópico: "Então, quem vai ficar comigo no lançamento? Preciso de minhas melhores críticas por perto."
"Conte comigo," digo, "Alguém tem que garantir que você não se perca na fama." Eu dou uma piscadela, fazendo Lana rir e Taylor revirar os olhos.
"Por isso que te aturo, Leah. Sua honestidade brutal é rara," diz Taylor, balançando a cabeça.
Lana, pegando um taco, tenta mudar seu foco dos problemas amorosos. "Vamos falar de algo mais animador. Qual vai ser o single principal, Tay?"
A conversa flui para música, deixando temporariamente os problemas amorosos de lado. Entre risadas e mais tacos, o ambiente fica mais leve, cada uma de nós aproveitando a companhia das outras. Mesmo com as dificuldades, esse é um refúgio seguro onde podemos ser nós mesmas, sem filtros.
"Você sabe," eu começo, "apesar de tudo, não trocaria esses momentos por nada no mundo."
"É isso aí," Taylor responde, levantando seu copo em um brinde improvisado. "À amizade, música, e conselhos nem sempre solicitados, mas sempre necessários."
Lana ergue o seu taco como se fosse um copo. "Às melhores amizades que alguém poderia ter."
Sentada no sofá entre Taylor e Lana, não consigo deixar de sorrir enquanto compartilho detalhes do meu álbum em desenvolvimento, "Girl of My Dreams". Pego outro taco, animada para falar sobre uma das músicas que mais tenho orgulho, "Her Body is Bible".
"É uma música sobre se sentir transcendentalmente conectada a alguém, como se o corpo dela fosse sagrado, quase uma experiência religiosa," explico, sentindo a música pulsar em minhas veias só de falar sobre ela.
Taylor, sempre pronta para uma brincadeira, pega um detalhe específico das letras. "E essa história do 'T Swift T-shirt on the ground', é sobre alguém específico?"
Sinto meu rosto esquentar um pouco com a pergunta dela. "É uma metáfora, mas também foi baseada em um momento real. As melhores músicas vêm desses flashes da vida, não acham?" Respondo, tentando manter um tom neutro.
Lana, ao meu lado, levanta uma sobrancelha, claramente intrigada. "Essa pessoa... seria alguém que nós conhecemos?" ela pergunta, uma pitada de ciúme em sua voz que tenta esconder.
Dou um sorriso enigmático. "Ah, poderia ser qualquer pessoa inspiradora, não é? Mas sim, foi baseada em um momento real. Às vezes a arte realmente imita a vida."
Taylor ri, aproveitando para provocar um pouco mais. "Lana, acho que ela está te dizendo que você deveria deixar mais camisetas minhas pelo chão."
Lana ri junto, e eu posso ver que ela está tentando não dar muita importância, mas seus olhos brilham com uma emoção que ela raramente mostra. "Então, precisamos começar a considerar o que estamos vestindo e onde deixamos nossas roupas," ela brinca.
Continuo explicando sobre a música. "É uma das minhas favoritas até agora. É intenso e pessoal, sabe? Gosto de como posso transformar esses momentos tão íntimos em algo que outras pessoas podem sentir e se conectar."
Taylor acena, admirando a profundidade da conversa. "É incrível como você transforma experiências pessoais em algo universal. É um dom, Leah."
A conversa se aprofundou, discutimos sobre o processo criativo e a música em geral. Sinto-me incrivelmente ligada a Taylor e Lana neste momento, como se nossas experiências individuais se entrelaçassem através das nossas artes.
"Você sabe," diz Taylor, finalizando seu taco, "talvez todas nós encontremos um pouco do sagrado nos momentos que compartilhamos, seja através da música ou apenas estando juntas assim."
Concordamos em uníssono, a noite preenchida não só de palavras, mas também de uma compreensão mútua da importância de nossas conexões, revelando não apenas nossos triunfos, mas também as vulnerabilidades que enfrentamos juntas.
À medida que a noite avança, percebo que está chegando a hora de nos despedirmos, e a conversa toma um tom mais leve. Lana, se levantando do sofá, surpreende-me com um convite inesperado.
"Leah, o que você acha de nós duas fazermos algo juntas um dia desses? Só nós duas." Seu sorriso é gentil e sincero, e meu coração dá um salto com a ideia.
"Eu adoraria," respondo rapidamente, tentando conter o entusiasmo em minha voz. "Só me avise quando, e eu estarei lá."
Taylor, sempre observadora, sorri com um ar maternal. "Vocês duas se cuidem," ela diz, aproximando-se para me dar um abraço de despedida. "E Leah, se eu não te ver antes de começar a 'The Eras Tour', você pode vir atrás de mim com uma vassoura!"
Rimos juntas, e respondo, brincalhona, "Você sabe que eu faria isso. E não se atreva a dar todo o seu amor para a Sabrina. Guarde um pouco para mim também, está bem?"
Taylor acena, sua risada ecoando pelo estúdio. "Prometo, pequena."
Lana e eu caminhamos juntas até o estacionamento, onde minha Ferrari SF90 aguarda. Lana, com seus olhos brilhando, não consegue esconder seu fascínio pelo carro.
"Uau, essa é a sua SF90? Leah, esse carro é um sonho!" ela exclama, admirando a máquina vermelha sob as luzes do estacionamento.
Dou uma risada, destravando o carro com o controle remoto. "Sim, ela é minha bebê. Talvez eu te deixe dirigir um dia, se você se comportar," brinco, piscando para ela.
Lana sorri, balançando a cabeça. "Só não vá acelerar demais sem mim ao lado!"
Prometemos manter contato e marcar algo em breve, e com um último abraço, Lana se afasta. Assim que entro no carro, sinto uma mistura de emoções. Felicidade pela noite que tivemos, ansiedade pelo que está por vir com Lana, e uma ponta de saudade já antecipando a ausência de Taylor.
Assim que a Ferrari desliza pelas ruas tranquilas da cidade, meus pensamentos giram inquietos em torno do encontro de hoje e do convite inesperado de Lana. Há uma suave euforia no meu peito, um misto de nervosismo e antecipação.
Quando finalmente chego em casa, estaciono o carro na garagem e, antes mesmo de entrar, já pego o celular para mandar uma mensagem para Lana. A luz da tela parece intensa na escuridão do carro.
Eu: "Oi Lana, você já chegou em casa?"
A resposta não demora a chegar, e um sorriso se forma no meu rosto ao ver o nome dela piscando na tela.
Grant🩵: "Sim, acabei de entrar. E você, tudo bem na estrada com a SF90?"
Eu: "Tudo ótimo, a Ferrari é sempre incrível na estrada. Obrigada por hoje, mal posso esperar pelo nosso dia juntas."
Grant🩵: "Eu também, Leah! Vai ser divertido. Boa noite!"
Eu: "Boa noite, Lana!"
Guardo o celular com um suspiro contente e, ao entrar em casa, tiro os sapatos e me jogo no sofá, ainda envolvida nos eventos da noite. Não demora muito até que outra mensagem chegue, desta vez de Taylor.
Sis💜: "Ei, só queria dizer boa noite e que eu te amo, pequena Rose. Cuide-se e não deixe de sonhar grande, ok?"
Eu: "Boa noite, Ali! Eu te amo também. Obrigada por tudo, sempre. Sonhos grandes são o único tipo que eu tenho. ❤️"
Um calor reconfortante se espalha pelo meu coração ao ler as palavras de Taylor. Ela sempre sabe como fazer alguém se sentir especial e cuidado.
Desligo a tela do celular e me permito ficar ali por mais alguns momentos, refletindo sobre a noite e os planos futuros. Entre o conforto de amizades verdadeiras e a emoção de novas possibilidades, sinto-me profundamente grata. Por fim, decido que é hora de ir para a cama, carregando comigo a certeza de que estou cercada por pessoas que realmente importam. Com um último suspiro satisfeito, apago as luzes e caminho para o meu quarto, pronta para os sonhos que a noite trará.
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Atualizado até capítulo 24
Comments
Alice Mayer
ameii
2025-03-08
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