A claridade das luzes de emergência ainda piscava nos meus olhos enquanto os paramédicos carregavam Leah para a ambulância. Meu corpo parecia agir por conta própria, minhas mãos tremendo enquanto eu lutava para ligar para Taylor.
"Atende, atende, atende," murmurei, desesperada, enquanto o telefone chamava.
Finalmente, Taylor atendeu. "Lana? O que aconteceu?"
"É a Leah," consegui dizer, a voz embargada pelo pânico. "Ela foi baleada. Estamos indo para o hospital. O Jack... O Jack está morto."
Houve um silêncio chocante do outro lado da linha, e eu podia imaginar o rosto de Taylor se desmanchando em desespero. "Estamos indo para lá agora," disse ela, sua voz firme apesar da situação. "Meus pais e a Blake estão comigo. Aguenta firme, Lana. Estamos a caminho."
Desliguei e corri para a ambulância, subindo apressada. Dentro, o ar estava carregado com o cheiro de sangue e desinfetante. Leah estava pálida, sua respiração irregular, enquanto os paramédicos trabalhavam freneticamente para estabilizá-la.
Sentei ao lado dela, segurando sua mão fria. "Você vai ficar bem," sussurrei, embora meu coração estivesse apertado de medo. "Eu estou aqui. Não vou te deixar."
As sirenes soavam como um grito distante enquanto nos apressávamos pelas ruas da cidade. Cada minuto parecia uma eternidade. Leah estava imóvel, e a visão de seu corpo tão frágil me enchia de uma dor insuportável. Minha mente se enchia de lembranças do Jack, seu olhar cruel e o som de sua voz áspera enquanto me controlava e me machucava. Leah havia me salvado daquele inferno. Ela era minha âncora, meu refúgio seguro. Eu não podia perdê-la.
Chegamos ao hospital e os paramédicos a levaram rapidamente para dentro. Fui deixada na sala de espera, incapaz de fazer qualquer coisa além de esperar e rezar. Passei as mãos pelo rosto, tentando afastar as lágrimas. "Ela vai ficar bem," repetia para mim mesma, como um mantra.
Foi então que Taylor entrou, com seus pais e Blake logo atrás. Taylor correu até mim, os olhos cheios de lágrimas. "Lana!" Ela me envolveu em um abraço apertado, e finalmente permiti que as lágrimas caíssem.
"Ela está em cirurgia," disse, minha voz falhando. "Os médicos estão fazendo o melhor que podem. O Jack... Ele morreu instantaneamente."
Os olhos de Taylor se encheram de lágrimas, mas ela segurou minha mão com firmeza. "Estamos aqui agora," disse ela suavemente. "Vamos passar por isso juntas."
Os pais de Taylor, Scott e Andrea, eram como pais para Leah a acolheram como uma filha. Eles estavam de mãos dadas, tentando manter a compostura, mas o medo era evidente em seus rostos.
"Como ela está?" Andrea perguntou, sua voz trêmula.
"A cirurgia... Eles estão tentando remover a bala," respondi, lutando para manter a calma. "Eles disseram que é uma cirurgia complicada, mas estão fazendo tudo o que podem."
Blake Lively estava ao lado de Taylor, tentando oferecer suporte. "Ela é forte, Lana," disse ela, a voz firme. "Se alguém pode passar por isso, é a Leah."
Sentamos na sala de espera, o tempo se arrastando enquanto esperávamos por notícias. Scott e Andrea faziam o possível para manter todos calmos, mas a tensão era palpável. Cada vez que uma enfermeira passava, nossos corações pulavam, na esperança de alguma notícia sobre Leah.
Finalmente, depois do que pareceu uma eternidade, um médico se aproximou. Ele parecia exausto, mas seu olhar era de determinação. "A cirurgia foi bem-sucedida," disse ele. "Conseguimos remover a bala. Ela está em coma, mas os sinais vitais são estáveis. O próximo passo é esperar."
Um suspiro coletivo de alívio percorreu o grupo. Era um pequeno vislumbre de esperança, algo para nos agarrarmos em meio à escuridão.
"Podemos vê-la?" perguntei, minha voz trêmula.
O médico assentiu. "Podem ir um de cada vez, por enquanto. Ela precisa de repouso."
Levantei-me e segui o médico pelos corredores até o quarto de Leah. Quando entrei, a visão dela na cama, com tubos e máquinas ao redor, foi esmagadora. Sentei-me ao lado dela e segurei sua mão. "Estou aqui, Leah," sussurrei. "Estamos todos aqui. Por favor, lute. Precisamos de você."
Voltei para a sala de espera, onde Taylor me esperava. Ela se levantou e foi até Leah, enquanto eu me sentava com Scott e Andrea. "Ela é uma lutadora," disse Scott, tentando me confortar. "Ela vai superar isso."
Andrea assentiu, suas lágrimas caindo silenciosamente. "Nós a amamos como uma filha. Faremos tudo o que pudermos para ajudá-la a se recuperar."
Enquanto as horas passavam, fomos nos revezando para ficar com Leah. Cada um de nós passou um tempo ao lado dela, oferecendo palavras de conforto e esperança. Eu me perdi em pensamentos sobre como Leah havia entrado na minha vida e me salvado de Jack.
Jack havia sido meu namorado durante anos, mas era um relacionamento tóxico e abusivo. Ele me controlava, me isolava e me machucava de todas as maneiras possíveis. Eu não via saída até conhecer Leah. Ela apareceu como um raio de luz em minha vida sombria. Ela me mostrou o que era amor verdadeiro, cuidado e compaixão. Com sua ajuda, consegui finalmente me libertar de Jack.
Agora, era Leah quem precisava de mim, e eu faria qualquer coisa para ajudá-la a se recuperar.
Durante a noite, Taylor e eu nos revezamos para vigiar Leah, enquanto Scott, Andrea e Blake tentavam descansar um pouco na sala de espera. Sentada ao lado de Leah, segurei sua mão e falei sobre nossos planos para o futuro, os sonhos que tínhamos compartilhado. Falei sobre como iríamos viajar juntas, ver o mundo e construir uma vida juntas.
"Você me salvou, Leah," sussurrei, as lágrimas escorrendo pelo meu rosto. "Agora é minha vez de te salvar. Por favor, lute. Eu te amo tanto."
As primeiras luzes da manhã começaram a brilhar através das janelas do hospital. O quarto estava silencioso, exceto pelo som rítmico das máquinas monitorando os sinais vitais de Leah. Era um som tranquilizador, um lembrete de que ela ainda estava conosco, lutando.
Taylor entrou no quarto, parecendo exausta, mas determinada. "Como ela está?" perguntou, sentando-se ao meu lado.
"Estável," respondi. "Os médicos dizem que é um bom sinal."
Taylor assentiu, segurando minha mão. "Ela é como uma irmã para mim," disse ela, a voz embargada. "Nós crescemos juntas. Eu não sei o que faria sem ela."
"Ela vai ficar bem," disse, tentando acreditar em minhas próprias palavras. "Ela tem que ficar."
Os dias que se seguiram foram um borrão de visitas ao hospital, conversas com os médicos e momentos de esperança e desespero. Leah permanecia em coma, mas os sinais vitais continuavam estáveis. Os médicos nos disseram que era um bom sinal, mas que o processo de recuperação seria longo e incerto.
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Atualizado até capítulo 24
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