(POV: Leah)
Acordei com os primeiros raios de sol que entravam pelas cortinas, lançando uma luz suave sobre o quarto. Ao meu lado, Lana ainda dormia, seu rosto relaxado e sereno. Parecia um anjo caído na terra, tão tranquila e bela. Por um momento, fiquei ali, simplesmente apreciando a paz que emanava dela.
Levantei-me devagar, tentando não perturbá-la, e fui até a cozinha. Decidi repetir a surpresa do dia anterior e preparei um café da manhã caprichado: ovos mexidos, torradas, frutas frescas, e um café fumegante. Montei a bandeja e voltei para o quarto, onde Lana começava a se mover, despertando lentamente.
Coloquei a bandeja ao lado da cama e sentei-me na beira, distribuindo beijinhos suaves pelo seu rosto. "Bom dia, dorminhoca," murmurei, acariciando seu cabelo. "Hora de acordar."
Lana abriu os olhos devagar, um sorriso sonolento se formando em seus lábios. "Bom dia," respondeu, sua voz ainda rouca de sono. "Café da manhã? Você realmente sabe como me mimar."
"Qualquer coisa para te ver sorrir," disse, inclinando-me para dar um beijo em sua testa. "Vamos, coma algo. Fiz com muito carinho."
Ela se sentou lentamente, espreguiçando-se antes de pegar um pedaço de torrada. "Obrigada, Leah. Você é incrível."
Enquanto Lana comia, sentei-me ao lado dela, pegando minha xícara de café. O silêncio entre nós era confortável, cheio de carinho e compreensão. Mas eu sabia que havia algo importante que precisávamos discutir, algo que não podia mais ser ignorado.
"Lana," comecei, minha voz suave mas séria. "Precisamos falar sobre Jack."
Ela parou de comer por um momento, olhando para mim com um misto de tristeza e resignação. "Eu sei," respondeu, suspirando profundamente. "Não posso continuar fugindo desse assunto."
"Sei que é difícil," continuei, pegando sua mão. "Mas precisamos resolver isso, por nós mesmas."
Ela assentiu, colocando a bandeja de lado e se voltando totalmente para mim. "Jack e eu... tivemos uma relação complicada desde o início. Ele sempre foi muito possessivo, e quando descobriu sobre nós... foi um desastre."
"Ele te machucou," disse, meu coração apertando ao lembrar daquelas primeiras semanas depois que tudo aconteceu.
"Sim," admitiu, seus olhos cheios de dor. "Ele estava bêbado e com raiva. Quebrou meu celular, gritou comigo, me trancou no quarto. Eu me senti tão... impotente."
"Eu sinto muito que você tenha passado por isso," disse, segurando sua mão com mais firmeza. "Você não merece ser tratada assim."
"Eu sei," disse ela, as lágrimas começando a escorrer pelo rosto. "Mas na época, eu estava tão confusa. Achava que merecia, que tinha feito algo errado. Mas agora, com você, vejo que mereço ser amada de verdade."
"Você merece todo o amor do mundo," disse, puxando-a para um abraço apertado. "E eu estou aqui para te dar isso."
Lana se aconchegou em meus braços, seus soluços diminuindo gradualmente. Ficamos assim por um tempo, deixando o silêncio falar por nós. Sabia que falar sobre Jack era doloroso para ela, mas era um passo necessário para seguir em frente.
"Eu ainda tenho medo," confessou ela, a voz um sussurro fraco. "Medo de que ele volte, de que nunca consiga me libertar completamente dele."
"Ele não pode mais te machucar," assegurei. "Nós vamos lidar com isso juntas. Você não está sozinha."
Ela levantou a cabeça para me olhar, seus olhos cheios de gratidão. "Obrigada, Leah. Você é minha força."
"E você é a minha," respondi, beijando sua testa. "Vamos superar isso, uma etapa de cada vez."
Depois de um tempo, Lana voltou a comer, parecendo mais aliviada por ter falado sobre Jack. Decidimos que era melhor passar o dia juntas, sem pressa, apenas aproveitando a companhia uma da outra.
"Você quer fazer algo especial hoje?" perguntei, tentando mudar o clima para algo mais leve.
"Quero ficar aqui com você," respondeu ela, um sorriso tímido se formando em seus lábios. "Não preciso de mais nada."
"Então aqui ficaremos," concordei, deitando-me ao seu lado e envolvendo-a em um abraço aconchegante. "Só nós duas, sem preocupações."
Passamos o resto da manhã conversando sobre nossas vidas, nossos sonhos e medos. Lana me contou mais sobre sua infância, suas memórias felizes e os desafios que enfrentou. Em troca, compartilhei mais sobre meu tempo no orfanato, as amizades que fiz e as perdas que sofri.
"Chucky é incrível," disse Lana, sorrindo ao lembrar de sua irmã. "Ela sempre esteve lá para mim, não importa o que acontecesse."
"Sua família é maravilhosa," comentei, sentindo um toque de inveja por não ter tido a mesma sorte.
"Mas agora você faz parte dela," Lana disse, segurando minha mão. "Você é parte da minha família agora."
Essas palavras me tocaram profundamente. A ideia de pertencer a uma família, de ser amada e cuidada, era algo que sempre desejei, mas nunca pensei que realmente teria.
"Obrigada," sussurrei, com lágrimas nos olhos. "Significa muito para mim."
Ela me puxou para um abraço apertado. "Você merece todo o amor do mundo, Leah."
Depois de um tempo, decidimos assistir a um filme juntas. Escolhemos uma comédia romântica leve, algo que pudesse nos fazer rir e esquecer dos problemas. Nos aconchegamos no sofá, com Lana se encolhendo em meu peito, e deixamos a história nos levar.
Durante o filme, não pude deixar de pensar em como a vida havia mudado desde que Lana entrou nela. Antes, meus dias eram solitários, marcados por um vazio que parecia impossível de preencher. Mas agora, com ela, tudo era diferente. Eu sentia uma alegria que nunca havia experimentado antes, uma sensação de completude que fazia cada dia valer a pena.
Depois que o filme terminou, voltamos para o sofá, nos aninhando novamente. Ficamos ali, em um silêncio confortável, apenas apreciando a companhia uma da outra. Lana começou a falar sobre sua família, sobre Phoenix, e eu senti que era hora de compartilhar um pouco mais sobre mim também.
"Você sabe," comecei, hesitante, "minha família sempre foi... complicada. Ou melhor, inexistente."
Lana levantou a cabeça para me olhar, seus olhos cheios de preocupação. "O que quer dizer?"
"Eu sou órfã," expliquei, respirando fundo. "Cresci em um orfanato. Nunca conheci meus pais, e as pessoas com quem morei nunca foram realmente minha família. Não no sentido verdadeiro."
"Leah..." ela sussurrou, tristeza em sua voz. "Eu não sabia."
"Está tudo bem," continuei, tentando sorrir. "A única pessoa que realmente se importou comigo foi Taylor. Mesmo depois que ela se mudou para Nova York, sempre manteve contato e foi uma espécie de irmã mais velha para mim."
Lana ficou em silêncio por um momento, processando minhas palavras. "Deve ter sido muito difícil para você," disse suavemente. "Mas fico feliz que tenha encontrado alguém como Taylor."
"Sim, ela foi minha rocha em muitos momentos difíceis," confirmei. "E agora, tenho você também. Nunca pensei que poderia me sentir tão completa."
Ela se aconchegou mais perto, suas mãos segurando as minhas com firmeza. "Eu nunca vou te deixar, Leah. Você é minha luz."
Meu coração se aqueceu com suas palavras. "E você é a minha," respondi, beijando-a suavemente. "Vamos passar por qualquer coisa juntas."
Ficamos ali, trocando carícias e palavras carinhosas, perdidas em nosso pequeno mundo de amor e conforto. A conexão entre nós parecia crescer a cada momento, fortalecida pela compreensão mútua e pelo desejo de cuidar uma da outra.
"Quer fazer algo especial hoje?" perguntei, brincando com uma mecha de seu cabelo.
"Quero ficar aqui com você," ela disse, fechando os olhos e suspirando. "Não preciso de mais nada."
"Então, aqui ficaremos," concordei, abraçando-a ainda mais forte. "Só nós duas, sem preocupações."
A manhã passou em uma mistura de conversas suaves e silêncios confortáveis, nossos corações batendo em uníssono. Era um novo começo, um dia cheio de promessas e amor, e eu sabia que, com Lana ao meu lado, tudo era possível.
Lana voltou a se encolher nas cobertas, fechando os olhos novamente. "Só mais cinco minutos," ela murmurou, claramente ainda sentindo o peso do sono.
Eu ri suavemente e dei um beijo em sua bochecha. "Você realmente é a definição de preguiçosa," brinquei, mas minha voz estava cheia de carinho.
Ela abriu um olho e me olhou de soslaio. "Posso ser preguiçosa, mas também sou muito feliz com você ao meu lado," completou Lana, sorrindo preguiçosamente. "É o melhor jeito de começar o dia."
Eu sorri de volta, sentindo-me inundada por uma onda de calor e gratidão. "Eu também estou muito feliz, Lana. Você trouxe tanta luz para a minha vida."
Lana estendeu a mão e acariciou meu rosto com ternura. "Você é minha luz, Leah. Sempre esteve."
Fiquei sem palavras diante de sua doçura e generosidade. Cada gesto dela, cada palavra, era um lembrete do quanto éramos sortudas de termos uma à outra.
Decidimos aproveitar mais um tempinho na cama antes de nos levantarmos. Lana se aconchegou nos meus braços, e eu a abracei com todo o meu amor. O mundo lá fora parecia distante e insignificante, enquanto nos perdíamos um no outro.
"Leah?" a voz de Lana quebrou o silêncio suave.
"Sim?" respondi, acariciando seu cabelo.
"Eu só queria dizer obrigada," ela murmurou, sua voz suave e sincera. "Por tudo. Por estar aqui, por me fazer sentir amada, por ser você."
As palavras dela me tocaram profundamente, e eu sabia que precisava expressar meus próprios sentimentos também. "Eu que agradeço, Lana. Por me ensinar o verdadeiro significado do amor, por me aceitar como sou, por ser minha luz nos momentos mais sombrios."
Nossos olhos se encontraram em um momento de pura conexão, e eu soube que, juntas, poderíamos superar qualquer desafio que a vida nos apresentasse.
Depois de mais alguns minutos de aconchego, finalmente decidimos nos levantar e começar o dia. Lana se espreguiçou preguiçosamente, bocejando alto, e eu não pude deixar de sorrir para sua adorável expressão sonolenta.
"Vamos lá, dorminhoca," brinquei, puxando-a gentilmente para se levantar da cama. "Temos um dia inteiro pela frente."
Ela concordou, ainda sorrindo sonolentamente, e seguimos para a cozinha para começar a preparar o café da manhã juntas. Enquanto trabalhávamos lado a lado, o amor e a intimidade entre nós só pareciam crescer.
Depois de um café da manhã delicioso e algumas risadas, decidimos sair para um passeio pelo parque. O sol estava brilhando, o céu estava azul, e o mundo parecia cheio de possibilidades.
Enquanto caminhávamos de mãos dadas, conversamos sobre tudo e nada ao mesmo tempo. Era como se o tempo tivesse desacelerado, nos dando a chance de aproveitar cada momento juntas.
À tarde, voltamos para casa e nos aconchegamos no sofá, assistindo a um filme bobo e compartilhando pipoca. Não precisávamos de palavras para nos comunicar; nossos sorrisos e olhares diziam tudo.
Quando a noite caiu, estávamos cansadas, mas felizes. Nos abraçamos com carinho e nos despedimos do dia, ansiosas pelo que o futuro nos reservava.
Naquela noite, enquanto nos deitávamos juntas na cama, senti-me grata por ter Lana ao meu lado. Ela era minha luz, minha âncora, meu tudo. E juntas, éramos invencíveis.
Adormecemos nos braços uma da outra, prontas para enfrentar o que quer que o amanhã nos trouxesse. Juntas, éramos imparáveis.
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Atualizado até capítulo 24
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