Fiquei ali por algum tempo pensando no conteúdo daquela carta!
Lembrei que no envelope tinha uma pulseira de ouro, e quando peguei, notei ter o nome de Isabely gravado, era da minha mãe, não tinha nenhuma lembrança dela a não ser aquela caixa com o sapatinho, agora tenho essa pulseira e a carta também, e vou guardá-la com carinho.
Depois que li a carta, estou com o coração tranquilo, apenas um sentimento de trjstesa de não ter aberto esta caixa em quanto a minha mãe do coração ainda era viva, ela saberia sobre a sua filha, e também sobre mim, mas agora não tenho como voltar no tempo, o jeito é seguir, e não deixar a saudade dela abater-me!
O dia passou! Eu, ali sem conseguir tirar aquelas letras da carta da cabeça, tentando colocar tudo em ordem, mas ainda sem conseguir!
Resolvi ir à manhã seguinte visitar a dona Maria e o senhor José, e conversar um pouco, e ver se ainda estão, na casa dos Borges, por que já fazem alguns dias que fui até lá, acabei-me envolvendo na empresa, e não fui mais lá saber notícias deles, penso que ainda não sairão da casa.
Fiz a minha higiene, e fui para cama, fiquei ali olhando para o teto em branco, e com os pensamentos a mil, até naquele homem lindo, acabei pensando.
Eu preciso descansar e tentar tirar esses assuntos da minha cabeça, sei que estou onde deveria estar, e agora aquele sentimento de estar a usurpar o lugar de algum descendente da família Willians, foi embora, saber que sou uma legítima Willians, isso dá-me ânimo para trabalhar e cuidar dos bens dos meus avós.
O único receio, ou medo não sei dizer o que é!
Ir até à casa dos Borges, e encontrar o filho da dona Maria, mas está resolvido vou com medo mesmo, com ele lá ou não, eu vou visitar o casal, por que depois que os advogados chegarem e começarmos a mexer na empresa, vai levar algum tempo até resolver tudo, aí é que não terei tempo para ir vê-los.
De manhã, arrumei-me e fui até a casa dos Borges, ao chegar em frente a casa, fui até o portão de entrada dos funcionários, toquei à companhia, logo o senhor José veio-me receber, com um lindo sorriso no rosto, e disse:
Que alegria menina Gabi! Em revela!
Entre, vamos até à cozinha, Maria ficará muito feliz em rever você.
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Peguei no seu braço, fomo a caminhar, de certa forma com medo de ver o filho deles ali, mas para a minha tristeza, ele não estava, senhor José, foi a falar pelo enquanto caminhávamos, que o filho havia voltado para a cidade onde trabalhava, e talvez voltaria em alguns dias, talvez quando fossem fazer a mudança, assim era o que eles estavam a esperar.
Eu concordei com a cabeça, que estava a entender o que era falado, mas triste que ele não estava ali, mas fazer o que nê, penso que ele não é para mim, então o jeito é não pensar mais nele, e deixar por conta do destino, para encontrar a minha cara-metade.
Quando chegamos a porta da cozinha, dona Maria veio-me receber com um abraço, dizendo estar com muita saudade, e precisava conversar mais, e estar um tempo maior juntas.
Concordei com ela, sentamos numas cadeiras na cozinha, começamos a conversar, ela começou a falar dos patrões, que estarão a chegar em dois dias e que tudo já estava organizado para recebe los.
E que a menina Emily viria também, estariam todos ali na casa, por um tempo, e que a aposentadoria do senhor José e dela já estava acertada, já tinha uma nova cozinheira e um novo jardineiro na casa onde eles só estavam a aguardar a chegada dos patrões para fazerem a mudança de endereço.
Dona Maria disse:
Menina ainda bem que veio hoje nos visitar, por que se demorasse mais um pouco não iríamos encontrar-nos, eu iria deixar o endereço da nova casa, mas não sei se iriam entregar a você.
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Ficamos ali conversando e relembrando o passado, os momentos que passamos na cozinha fazendo aquelas comidas deliciosas, e também quando eu saudava o senhor José no jardim,
No meio da conversa perguntei sobre o Victor, e se ele iria morar com eles?
Dona Maria começou a falar sobre o filho, dizendo que o filho iria continuar na cidade onde fez faculdade, pelo menos por enquanto, e que ela é o senhor José, não sabiam muito sobre a vida que ele levava.
E não tinha muito o que falar sobre ele, nem se ele tinha algum relacionamento lá, apenas que virá para ajudar na mudança, mas só isso.
Já faz alguns dias que ele foi embora, e mal se despediu, ela crê que houve algum problema na empresa onde trabalha e precisaram dele com urgência, isso é o que pensaram na saída repentina no meio das férias dele.
Ficamos ali conversando mais algum tempo, falei sobre a minha vida no país onde estudei, falei sobre a minha mãe, também sobre a carta, e tudo que aconteceu comigo lá, também trocamos endereço e telefone, que assim que mudarem, é para mim, ir visita los.
Concordei, também pedi que fossem me visitar, ficamos ali um tempo, dona Maria me convidou para ajuda lá a fazer o almoço, eu concordei, e amei relembrar o nosso tempo de cozinhar juntas, eu só ajudava, e aprendia muito com ela, eram momentos maravilhosos,
Almoçamos nós três, depois ajudei com a louça, o seu José foi tirar uma soneca, antes dele ir, eu despedi-me dele, prometendo ir visita lo na nova casa.
Após arrumamos a cozinha, conversamos mais um pouco, logo resolvi ir para casa, despedi da minha querida dona Maria, e fui embora, feliz por passar aquelas horas com eles, e sabendo que tenho alguém para conversar e relembrar histórias e momentos bons que passamos juntos.
Todos os pensamentos que estavam-me tirando o sono, foram embora, e ficou uma sensação de paz, de tranquilidade, eu estava a precisar conversar, e ficar ali com o casal que fez parte da minha infância e adolescência, foi ótimo para mim.
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Atualizado até capítulo 27
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