Os anos foram a passar, eu já estava com catorze anos, já era uma adolescente, Emily iria completar quinze anos.
Todos na casa estavam agitados com os preparativos da festa de quinze anos de Emily, eu como sempre a disposição da Emily, que estava mais exigente a cada dia que passava e com o dia do seu aniversário chegando, estava estressada além da conta.
Tinha a mim para descarregar o estresse, eu como sempre só obedecia, para mim não tinha outra saída, o jeito era aguentar mais um pouco.
Apesar ser uma filha adotiva, eu era uma empregada da casa e reconhecia o meu lugar, sem reclamar.
E o grande dia da festa chegou, der repente Emily Pediu para Ana arrumar umas roupas para mim que iria participar da festa, eu fiquei contente em poder ir à festa, mas com a alegria dura pouco, e quando fui agradecer Emily falou:
EMILY:
Gabriely, gostaria de ver você em minha festa amanhã, vou pedir para Ana arrumar roupas para você, espero que faça o seu trabalho, será um dos garçons da minha festa.
Eu pensei que participaria da festa como convidado, foi um engano, mas de qualquer forma eu iria à festa mesmo como garçom, se não fosse assim eu iria ter que ficar na casa ou na cozinha preparando entradas e pratos.
O grande dia chegou, eu fui escalada para cuidar da mesa de salgados, tudo correu bem, só Emily que chegava sempre que perto da mesa, falava com as suas amigas, palavras para me humilhar, mas como eu fazia de conta que não era comigo, ela deixava-me no meu canto.
A festa foi muito bonita, eu trabalhei, mas aproveitei, saí da li, com o coração tranquilo, fiz a minha parte, e mesmo ouvindo coisas desagradáveis, foi ótimo ver uma festa linda de perto pela primeira vez.
Os meses seguintes sem muita diferença, era cuidar da Emily, estudar, e aproveitar cada oportunidade que me era dada de aprender.
No ano seguinte, perto do dia do meu aniversário, Emily disse algo que me deixou muito triste, ele falou:
EMILY:
Gabriely, está perto do seu aniversário de quinze anos, e você não tem ninguém para fazer uma festa, coitada da orfanzinha, sabe tenho pena de você, espero que os outros empregados lembrem de dar os parabéns pelo menos.
Eu fiquei ali parada, quase perdi a respiração, mas busquei o ar novamente, e olhei para ela não disse nada, fui para o meu quarto chorei muito, até não ter mais lágrimas.
Sei que não tenho nenhum parente, mas tenho pessoas que estão sempre junto comigo, e não preciso pagar para ter a atenção deles, ela já é ao contrário, todos em volta dela estão para ganhar ou o seu salário, ou algum tipo de benefício pela posição que a família Borges tem.
Até os pais vivem longe, passam mais tempo viajando, e não ficam com ela, e quando ficam vão para festas e recepções e ela fica em casa.
Não sei quem é mais lamentável, se ela ou eu.
O dia do meu aniversário chegou, Dona Maria fez um bolo, e chamou as tias e o senhor José, e cantaram parabéns, deram-me presentes, eu fiquei muito feliz, não recebi nada dos pais adotivos ou dos patrões, nem da Emily os parabéns, eles viajava, então não fizeram muita falta.
Eu fiquei muito feliz com o bolo, e com o carinho deles, os meus únicos parentes nesses anos, sempre me ajudando e ensinando.
O dia passou logo tudo voltou ao normal, eu não tinha amigos, havia colegas apenas na escola, mas não eram chegados, e assim.
Assim completei dezesseis, depois dezesete, onde já estava para finalizar o ensino médio, e era hora de começar a preparar-me para a faculdade, eu queria muito desenhar roupas, ser uma designer, então fui-me preparando para entrar na faculdade.
Quando completei dezoito anos, senhor Borges chamou-me para conversar no seu escritório e falou:
Senhor Borges:
Gabriely, agora é uma adulta e já escrevi você numa faculdade no exterior, está tudo certo para você viajar e estudar, sei que escolheu a faculdade de designer de roupas.
Tudo bem, aqui está os seus documento necessário, para a faculdade, os seus documentos, também o cartão de banco onde o seu dinheiro está depositado, e sua passagem, vamos ajudar com as mensalidades, durante dois anos depois ficará por sua conta e risco, se quiser voltar para casa após terminar os estudos, será bem-vinda, mas já sabe como a nossa funcionária.
Se estiver tudo bem para você, irá viajar daqui dois dias para o estrangeiro, espero que seja feliz.
Eu aceitei, sem pensar duas vezes, era a chance de ir para bem longe daquela família, só fiquei triste por deixar os meus amigos e companheiros de trabalho, mas creio que num futuro não muito longe, querendo Deus, estarei de volta.
PALAVRAS DA AUTORA.
Vou fazer o possível para postar o mais rápido possível, pelo menos a cada dois dias estarei a postar. Muito obrigada, fiquem com Deus, abraços.
Deus abençoe as suas vidas, e da sua família.
Nunca se esqueça, JESUS ama você.
Abraços a todos os leitores.
Logo postarei mais capítulos.
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Atualizado até capítulo 27
Comments
Carmem Damásio
mais mais mais mais mais
2025-01-29
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