Cheguei no parque, fui até o banco que acostumava sentar, sentei e fiquei a contemplar o lugar.
Notei que está muito movimentado, não tinha muitas crianças, creio que seja pelo horário, ainda é cedo, muitas dessas crianças ou estão dormindo, ou na escolinha, há muitas pessoas fazendo caminhada, outras andando conversando, fiquei feliz em ver que aqui tudo continua da mesma maneira.
Apesar que quando eu passava aqui no retorno da escola, eu ficava apenas alguns minutos, o pouco que via, alegrava o meu coração, e dava ânimo para viver mais um dia.
Esses minutos para mim, eram preciosos, por que eu via pessoas e tinha certeza que há vida fora dos muros da casa da família Borges.
Fiquei ali um pouco mais, depois resolvi ir até à casa dos Borges, e ver se ainda alguém de oito anos atrás vivendo ali.
Entrei num táxi e fui para o endereço da casa dos Borges, não sei porque me sinto um pouco estranha, não sei explicar, uma mistura de alegria, tristeza, saudade, olho para as ruas que costumava caminhar quando vinha da escola, a caminhada era de uns vinte minutos, vejo que mudou muito em apenas oito anos, terrenos que eram vazios, hoje tem prédio, casas, é, mas se torna normal, eu mudei, é natural tudo mudar.
A viagem até o condomínio, onde fica a casa dos Borges, foi rápida, logo eu já estava na portaria, me identifiquei como o meu nome de Gabriely Galvão, usei o nome que os Borges me deram, quando foi feito o meu cadastro na portaria do condomínio.
Eles liberaram a minha entrada, penso que eles tivessem cancelado a minha entrada aqui, creio que esqueceram de fazer o cancelamento, deixa eu aproveitar esse esquecimento deles, e visitar os amigos na casa.
Ao chegar na frente da mansão, a casa continuava a mesma, um lugar bonito, e esbanjava beleza. Imagens da Internet.
Um lugar muito bem cuidado, o jardim impecável, o seu José sempre caprichou no cuidado com o jardim, ele era um excelente jardineiro.
Fui até o portão lateral, onde dava acesso à cozinha, e aos jardins dos fundos.
Apertei a campainha, senhor veio até ao portão, eu o reconheci logo que vi, era o senhor José, ele precisou chegar mais perto, aí reconheceu e viu quem era.
Colocou um sorriso lindo no rosto e veio na minha direção, ao chegar perto abriu os braços e deu-me um abraço apertado, logo após aquele abraço, chamou-me para entrar.
Prontamente entrei, ao passar pelo jardim, vi um rapaz levando um carrinho de mão com alguns vasos, para o depósito, não observei o seu rosto, somente vi parte lateral do corpo.
Ele estava um pouco longe, mas deu para ter noção que tinha um bom físico, não perguntei quem era, fiquei na curiosidade.
Eu e o senhor José, fomos em direção à cozinha, ao chegar na porta, senhor José chamou bem alto:
José:
___Maria, vem ver que veio nos visitar, é a nossa menina Gabi!
Dona Maria veio rápido até a entrada da porta, e ali abraço-me, ela chorou! Eu acabei a chorar junto, ela enxugando o rosto falou;
Dona Maria:
____ Menina está cada vez mais linda, que saudade minha menina!
Vem entra, conta como está?
Voltou quando?
Senhor José:
____Maria, deixa a menina entrar primeiro, vamos sentar e conversar!
Entramos e sentamos e sentamos em volta da mesa da cozinha, onde fui a responder as perguntas da dona Maria e do senhor José.
Após ter respondido às perguntas deles, perguntei sobre as tias que trabalhavam na casa, e sobre os patrões, se eles estavam na casa, se estavam bem.
O senhor José foi a falar que as tias estavam de férias, somente os dois estavam na casa, para fazer manutenção, e cuidar do jardim, e os patrões, estavam a viajar com a Emily, e voltariam no próximo mês.
Dona Maria começou a falar:
___Menina se demorasse mais um pouco, não iria nos encontrar aqui, estamos aposentados, só estamos a esperar os patrões voltar da viagem, para mudarmos para a nossa casa.
Estávamos a conversar, de repente o rapaz que havia observado no jardim, chegou na porta da cozinha e foi a entrar.
Imagens da Internet.
Este é Victor Ferrari, filho de José Ferrari e Maria Inês Ferrari.
Eu na hora que o vi, fiquei com o olhar fixo nele, garanto que até com a boca aberta eu estava, ele tinha aparência daqueles fazendeiros americanos lindos, fiquei meio que paralisada, ele era lindoooo.
Tenho certesa que os três notaram a minha cara de boba, fiquei com muita vergonha daquela situação, só despertei do meu trânsi.
Quando o senhor José chamou o filho e disse:
Senhor José:
Filho vem conhecer a nossa menina Gabriely, que foi estudar fora do país, agora está de volta.
Está é Gabriely, a menina que cresceu junto connosco aqui na casa, ela era a nossa companhia, sempre estava com a sua mãe na cozinha, ou comigo no jardim, claro, quando não estava servindo a patroinha.
Gabriely este é o Vitor o nosso filho, ele cresceu com meus pais, ele também esteve um tempo fora do país, e veio nos visitar agora que está de férias, ele já esteve aqui outros anos nessa mesma época, mas você havia viajado para o exterior.
Lembra, falarmos dele para você, e quando viajávamos, era para ir ficar um pouco com ele, e com meus pais.
Agora deu certo dois se encontrar, e se conhecerem.
Conversamos um pouco, Dona Maria me convidou para ir até o meu antigo quarto, eu despedi dos dois ali na cozinha e fui com dona Maria para o quarto.
Ela disse que se eu quisesse ficar ali, não haveria problema, pois só estavam ela e o senhor José na casa, o Victor fica num hotel no centro da cidade, e sempre quando ele vem nos visitar, ele fica no mesmo hotel.
Eu disse a ela que iria ficar num hotel, e que já estava alugando um apartamento para mim, e logo mudaria, por enquanto eu não sabia ainda se ia me estabelecer nesta cidade, mas para ela não se preocupar, falei do apartamento.
Conversamos um pouco no quarto, relembrando um pouco o passado, e ela falou sobre a família Borges.
Tudo era igual antigamente, muito pouca coisa mudou, os pais sempre viajando, a filha sempre deixada na casa, a única diferença é que Emily viaja sempre, a trabalho, eles sempre estão distantes um do outro.
Quando voltei para a cozinha Victor já havia ido embora.
Depois de ouvir as notícias da família Borges, e de conhecer aquele lindo rapaz, eu me despedi dos meus amigos do coração, e falaram que assim que mudarem para a casa nova iram me avisar, para que eu venha passar um tempo com eles.
Chamei um táxi, e voltei para o hotel, feliz por que todos estavam bem, eu não falei muito sobre o que havia acontecido comigo, no exterior.
Quando nos encontrar novamente, aí vou falar sobre a minha mãe, e tudo que se passou nesses anos fora.
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Atualizado até capítulo 27
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