Passei a manhã ajudando a tia Ana a arrumar o quarto da Emily, depois fui para o meu quarto, aguardar a hora do almoço, eu falava pouco, mesmo com tia Ana, eu conversava mais com os meus bichos de pelúcia e com as bonecas do que com as tias.
Ali começou o meu aprendizado de servir bem a patroinha, a princesa da família Borges.
Os dias foram a passar, eu comecei fazer boa parte das obrigações sozinha, procurava fazer o meu melhor, mantinha tudo em ordem, para não haver reclamações ao meu respeito.
Eu procurava fazer tudo no período da manhã, quando Emily estava na escola, por que se ela estivesse no quarto eu não conseguia terminar o trabalho, ela fazia de tudo para dar mais coisas para fazer, as vezes fazer duas ou três vezes a mesma coisa, sempre reclamando que iria falar para o senhor Borges, eu obediente, e não querendo voltar para o orfanato, refazia tudo quantas vezes fosse preciso, só parava quando a tia Ana vinha ver como eu estava me saindo, ai Emily não dizia nada, tia Ana me ajudava a deixar tudo pronto, ela já conhecia o temperamento da princesa, então sabia que se eu estivesse demorando, teria algo haver com ela.
A tia Ana me levou para almoçar, depois do almoço eu voltaria e fazia a arrumação novamente, e se Emily estivesse no quarto, começaria tudo de novo, repetir o que estava feito.
Mas a tia Ana já sabendo que Emily estaria em casa ela me acompanhava, e por isso a tia Ana evitava me deixar sozinha com ela.
Mesmo sendo adotada para fazer companhia, ela não gostava da minha presença, então eu evitava deixa lá contrariada e estressada, ela fazia de tudo para me humilhar, só mostrava alguma compaixão quando estava perto do pai ou da mãe dela, mas esses momentos eram muito raro.
Eu deixava tudo bem organizado, mas quando voltava do almoço, para olhar o que teria que refazer, era como se eu não estivesse feito nada de manhã, sempre tinha coisas fora do lugar, e banheiro molhado, penso eu que parecia que Emily, fazia toda aquela bagunça de propósito, mas não reclamava afinal eu estava ali para deixar tudo organizado, já estava-me acostumando com a situação.
No decorrer dos dias, fui-me apegando mais a cozinheira dona Maria, e ao senhor José, que era o jardineiro da casa, almoçávamos juntos, o casal sempre me tratando tão bem, me orientando, e ensinando, eu já me sentia filha dos dois.
As tias da casa também eram ótimas comigo, não tenho que reclamar, mas o casal era especial no meu coração de criança.
Assim fui crescendo, sempre fazendo tudo que mandavam sem reclamar, afinal eu era uma funcionária da casa, que direito eu tinha de reclamar, completei a idade escolar, fui mandada para escola.
Entrei na escola, e comecei a estudar era uma escola particular, não fui para a mesma da Emily, eu agradeci a Deus, por não ter ido com ela, por que tenho certeza que iria fazer de tudo para me humilhar em público, em casa, as poucas vezes que estávamos juntas, ela usa de vários meios para me deixar ferida e humilhada com as suas palavras agressivas.
Assim os anos foram a passar, e sempre cuidando das minhas obrigações, estudando, era um grande sonho realizado estar na escola, e precisava fazer o meu melhor, penso que se eu fizesse o meu melhor na escola, um dia seria alguém, e poderia-me sustentar sozinha.
Eu cuidava das obrigações na parte da manhã, ia para o meu quarto preparar os meus materiais, de escola, e ajeitar tudo no quarto, depois do almoço, eu ia para escola, quando voltava, já era bem tarde, quase na hora do jantar.
Eu ficava um pouco na cozinha ajudando com o jantar e conversando com Dona Maria, ali a hora passava rápido, eu gostava de ir ao jardim após a janta e conversar com o senhor José, estava a cada dia mais apegada a eles, eu sentia-me bem-estar com eles.
Eu tinha um quarto lindo, roupas, brinquedos, apesar ser de segunda mão, eu não me importava, tinha coisas que Emily rejeitava, e até estarem com etiqueta, ou em caixas novas e lacradas, eram peça nova, e tudo que vinha tudo me servia como uma luva tudo era dado para mim.
Eu ficava feliz, por que eu nunca teria condições de ter uma peça de roupa, sapatos, ou brinquedos, apesar de não estar mais tão ligada a esses brinquedos, pois já estava começando a adolescência.
Por mais simples que fosse a peça, não teria como compra los, para mim que só tenho ajuda de custo, era quase impossível.
Eu só ficava triste quando Emily estava de mau-humor, não aceitava nada do que eu fazia tudo era motivo para me humilhar com palavras e até com agressão, eu não contava a ninguém, pois sempre ameaçava-me colocar na rua. Sem eu ter como resolver a situação, eu aceitava tudo, até os castigos por ela colocado, eu procurava agrada lá, e manter lá de bom humor, e não sofrer com os castigos dela.
Eu cuidava de tudo que se referisse a Emily, desde a organização do quarto, as roupas que ela vestia seja para os cursos, ou para a escola, eu era semelhante a uma assistente pessoal dela.
Eu só não ficava a disposição dela, quando eu estava na escola ou no curso que fazia.
Procurei sempre dar o meu melhor nos estudos, por que sabia que somente estudando é que eu conseguiria sair e ser alguém, e o aprendizado, eu levaria para o resto da vida.
Tinha muita fé em Deus, iria continuar a cuidar de mim, Dona Maria sempre falava para eu não desanimar erguer a cabeça e seguir, que Deus estava a cuidar de mim, e eu tinha essa pequena fé, e certeza.
A minha vida seguia assim, obrigações com a Emily, estudos, nos finais de semana ficava no meu quarto, quando dona Maria e o senhor José, não viajavam para sua cidade natal, visitar os pais, eu ficava com eles parte do tempo. Quando os pais de Emily chegavam de viagem, pediam que eu ficasse na cozinha ou no meu quarto, que eu desse (privacidade) a eles para curtirem a filha amada.
Eu era dispensada do meu trabalho diário, eles viajavam, quando iam ficar mais tempo.
Mas quando ficavam poucos dias, a casa era só deles, apenas a arrumadeira entrava na casa, eu aproveitava para passar mais tempo com Dona Maria na cozinha, aprendendo a fazer pratos deliciosos, e muitas, sobremesas.
Assim era a minha vida na casa e família Borges, não conheci os meus pais, conheci o carinho que dona Maria e o senhor José tinham por mim, e as empregadas da casa também sempre deram atenção e de certa forma carinho, era pouco, mas contentava-me com o que tinha.
E sempre agradeci a Deus pela família Borges terem-me adotado, se não fosse por eles, eu poderia estar naquele orfanato como muitas crianças que não conseguem adoção, ou eu estaria em lugar pior, só Deus sabe o que poderia ter acontecido comigo.
PALAVRAS DA AUTORA:
Quero agradecer primeiramente à Deus, e depois aos leitores, peço que perdoem os erros de escritas, por que apesar de ser o sétimo livro, ainda estou a aprender a cada dia, e procurando melhorar.
Principalmente a escrita, espero que goste dessa leitura, e possam comentar e curtir, só peço que nos seus comentários respeitem o autor, é um ser humano, e que o comentário seja para podermos-mos melhorar, não só a escrita mas também como pessoa.
Porque o leitor é a nossa força motriz, para podermos continuar a escrever e viajar juntos nesse mundo do imaginário.
Deus abençoe as suas vidas e das suas famílias, um forte abraço.
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Atualizado até capítulo 27
Comments
Iria Frank
PR q demora tanto PR atualizar outra página????????
2025-01-29
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Carmem Damásio
mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais mais
2025-01-26
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