_Vamos sair daqui!_digo de forma que pareça um convite,e uma ordem em simultâneo. Ela aparenta medo e diz-me.
-Mas e se você me abandonar na estrada? Como vou para casa? Eu vim de carona.
_Acha mesmo que vou-te pegar e simplesmente abandonar-lhe por aí? Se se decidir em sair comigo agora, nunca mais a deixarei.
Digo-lhe da maneira mais séria que pude, o medo pairava nos seus olhos, ela não me conhecia e entendi, afinal ela não tinha dinheiro para chegar em casa, ela frisou o termo carona e ficou claro para mim.
Ela me olha nos olhos e diz sim,pego na sua mão passo por Bernardo e invento qualquer coisa que me vem a cabeça e sigo com ela até o carro.
As suas mãozinhas somem dentro da minha, e eu adoro a sensação, tanto que dirijo apenas com uma mão, a outra quero que fique na dela. Paramos no sinal e ela me puxa a querer beijar-me.
_Está pensando que sou fácil assim? Comigo as coisas diferem,se me quiser por inteiro,me terá, mas será só minha...quer?
Ela fica muda e tensa com as minhas palavras, preciso que ela entenda que um homem da minha idade não joga para brincar, eu quero-a e quero de verdade. Estaciono o carro na praia, por mim eu a levaria para a minha casa, mas eu iria assusta lá, proponho uma conversa, preciso ter o máximo de informações que conseguir.
Ela está tão nervosa que tenta abrir o carro.
_Eu abro a porta para você!_digo calmamente na intenção de deixá-la mais tranquila.
A minha mãe sempre me ensinou a abrir as portas para ela,ensinou-me a ser um cavalheiro.
Abro a porta e ofereço a minha mão, ela aceita e eu seguro aquelas mãos tão pequenas, caminho de mãos dadas até o nosso destino, puxo a cadeira para ela e sento ao seu lado.sinto-me um adolescente namorando pela primeira vez.
_Que idade tem Mayara?
_Faço dezenove daqui a dois meses! E você?
senti-me mal por ter o dobro da sua idade, sorrio sem graça e respondo.
_Faço quarenta daqui a uns meses.
Ela pede um beijo e já não posso mais negar,a beijo com calma pra sentir todo o seu gosto,passo as mãos nos seus cabelos, desço devagarinho medindo cada milímetro do seu corpo,chego na altura da sua cintura e sou obrigado a parar,já estou ficando duro,então a afasto.
_Tenho idade para ser seu pai._digo esperando a sua reação.
_Mas não é _, ela diz-me fazendo carinho e é bom.
Faço para ela um resumo do meu relacionamento com Eva, só que com outras palavras, pois ainda é cedo para a mencionar. Deixei bem claro que não quero servir de segunda opção e ela solta-me uma bomba dizendo que nunca namorou. A questiono em relação ao Bernardo ela entrega-me tudo sobre a sua relação com ele, e com a sua amiga manipuladora.
_Se estiver comigo e a sua amiga implorar-lhe para acompanhá-la a um desses encontros, irá?
_Se eu estiver com você, estarei exatamente onde desejo, jamais sairei com outro.
A sua resposta veio cheio de malícia e eu retribuo com um beijo, só que dessa vez com todos os tipos de desejos que um homem pode ter por uma mulher, ela coloca a mão no meu peitoral e a vontade que tenho é colocar no dela também, os seus seios devem ser deliciosos.O meu amigo não quer mais ficar quieto, saio dela reclamando que ela vai-me deixar doido,quando, na verdade já estou e segundo ela eu sou o culpado.Dou um gole na cerveja para ver se me acalmo e tento pensar em outra coisa, então pergunto.
_O que faz além de faxina?
Ela responde a minha pergunta com outra, e eu não respondo. Ela tem que aprender a somente responder e esperar a sua vez de perguntar.Ela diz-me que faz faculdade de biologia, e pergunta-me o que faço, digo meia verdade não quero entrar em detalhes da minha vida, não agora.
Pergunto se ela já tem uma resposta para mim, sobre a pergunta que fiz ela no carro e exponho ainda mais as minhas condições, não quero mergulhar de cabeça para machucar-me no final.
_Eu tenho sido sua desde a primeira vez que o vi e eu nunca fui de ninguém antes de você, o que quer? Que eu seja sua namorada?
Essa menina vai-me levar a loucura,entrega-me um sorriso lindo e com ele a dúvida se é virgem.
_Quero que seja minha mulher _a provoco.
_Se me fizer mulher,eu serei para sempre sua.
Caralho! Falo alto e a deixo assustada, o que essa menina tá falando!Se ela tem a intenção de me provocar,conseguiu.Sinto um tesão tão grande que a chamo pra ir embora,não posso mais ficar perto dela se não eu vou estragar tudo,entramos no carro e fico quieto pensando,será que ela ainda não é mulher?Ela me dá o endereço do seu destino,e me dá um nó na garganta!Que bairro horrível.Quando paro em frente ao casarão penso que está abandonado.
_Como falo com você?_ela pergunta.
Passei os números do escritório, da empresa e do meu celular depois a beijo demonstrando a minha paixão, dou um beijo lento com carinho, faço carinho no seu rosto para ela sentir que a quero.A peço para que de preferência ao meu celular ao ligar e pergunto se ela realmente mora ali, e ela diz morar numa república… cheio de macho! Um ciúme enorme toma conta de mim, nunca senti isso por Eva. Pergunto se ela precisa de algo, mas ela nega, eu sei que precisa e eu vou dar, mas com o tempo se eu forçar uma barra arrisco ser mal interpretado.
Ela me pergunta se estamos a namorar, como é inocente, digo que sim e que nos casaremos em um ano, a despeço por que já não tenho mais controle sobre mim.
Chego em casa, sento no sofá sirvo-me de uma dose dupla de uísque, ligo para Bruno e o peço para fazer um acordo com Eva, preciso tira-la do meu caminho o quanto antes. Termino a ligação e relaxo junto aos meus pensamentos, deixo o celular carregando do meu lado enquanto espero o jantar, espero que ela mande mensagem ainda hoje quero ir para a cama ao menos com o som da sua voz.
No calor da emoção,preferi não pegar o número dela,se acaso sua emoção passar e ela não estiver disposta a ficar comigo,saberei por sua falta de interesse,afinal como diz nossa eterna Marília,não mandar mensagem também é uma mensagem.
Tomo um banho, janto e me preparo pra dormir,olho o celular e nada.
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Atualizado até capítulo 86
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