Bruno chega a São Paulo para eu poder fechar o negócio, ele lê todos os termos, faz toda a parte burocrática, lê e reescreve contratos entre outras coisas. Demoramos horas, essas reuniões sempre me sugam a alma, mas a vida é feita de sacrifícios e esse é o que mais detesto. Saí de lá exausto, a minha mente estava cansada e o meu estômago doía, sempre que me esgoto o meu estômago dói,penso que é psicológico já fui ao médico e, não tenho nada. Fomos para o hotel, Bruno sempre se hospeda onde estou, além de ser prático, somos amigos desde sempre.O seu pai trabalhou na minha casa, desde que me entendo por gente, a sua mãe faleceu pouco tempo e o seu pai adoeceu, acredito que por tristeza já que ele e Bruno não se falam desde a nossa época de faculdade, quando Bruno se assumiu. Foi um choque para ele, o seu Osvaldo um paraibano porreta, com um filho que não gostava de mulher… para mim continuou o meu amigo da mesma forma, até mesmo porque eu sempre soube então não era novidade para mim.Porém, de uns tempos para cá, tenho sentido o seu Osvaldo cada vez mais abatido, ele não pergunta diretamente pelo filho, porém sempre pergunta a mim se todos estão felizes! Por mais que não aceite a opção do filho, anseia por sua felicidade.
Chegamos e fomos jantar, estávamos famintos.Pedimos os nossos pratos e enquanto não chegava eu decidi cutucar a onça com vara curta.
_Precisa ver o seu pai Bruno._ja digo já esperando uma patada.
_Precisa se separar e arrumar uma mulher que te ame Wagner.
Ele apelou...mas eu merecia.
_No dia que eu arrumar uma mulher que me ame, vai lá ver o seu pai?_pergunto rindo.
_Isso nunca vai acontecer então, você é incapaz de largar Eva.
Minha mente viajou em suas palavras, será que ele tem razão?Se não existe mais amor e compreensão,por que então eu estava naquela relação!
Rio sem graça, mas não deixo a peteca cair, ele bate eu recruto.
_Feito_digo estendendo a mão para que ele aperte em sinal de palavra.
_Feito_ele diz apertando minha mão com força entendendo o acordo.
Jantamos e deixamos esse assunto de lado,a conversa foi basicamente o acordo com o fornecedor das novas placas solares, eu não estava feliz com a qualidade da remessa anterior e contei a Bruno que descobri uma nova empresa no Japão e a visitaria em breve.
_Fecharemos o acordo dos hotéis amanhã?_Bruno pergunta enquanto mastiga um pedaço de filé.
_Espero que sim,não quero dem, tenhoais que o fim de semana aqui,tenho outras coisas pra resolver no Rio.
_E as casas?Vai mesmo comprar?
_São maravilhosas,mas vou-me frustrar ainda mais sem ter uma criança pra por nela.
Bruno ri de mim,ri tanto que quase se engasga com o filé.
_Ah meu amigo, você tá mais sentimental que eu que sou gay, embora o Alexandre que é a parte sentimental da relação.Para de sonhar e faz acontecer.
_Faz acontecer... simples assim?_retribuo as risadas dele, mas, no fundo sei que ele tem razão.
_É muito simples, abandona aquela mulher sem graça que não te ama,arruma outra e faça um filho.Ou adota um,tem muitas precisando de um pai.
_Eva não concordaria com a adoção.
Ele estala os dedos bem perto do meu ouvido e diz.
_Prestou atenção na primeira parte do que eu disse?
_Ah Bruno, é mais complicado que isso.Não é apenas abandonar, ninguém quer ser abandonado.
_Mas ela já te abandonou,você quem não percebeu ainda.
Fico quieto e engulo seco e ele continua.
_Somos amigos desde quando?
_Desde sempre _digo.
_Quando te coloquei em uma roubada?
_Nunca,no entanto que é meu advogado e meu braço direito.
_Um dia vamos nos sentar pra tomar um café e vai dá-me razão de tudo que falo para você.
Abaixo a cabeça e fico pensativo,eu já sei que ele tem razão.
_Vou tomar uma atitude _digo abandonado o prato.
_Vamos curtir a noite paulistana?_ele pergunta tirando o foco da conversa.
_Não temos mais idade pra isso_digo sorrindo e animado.
_Ah claro que temos,vamos tomar uns negócios e amanhecer amanhã de ressaca!
Saímos do restaurante, fomos para nossos quartos nos aprontamos e saímos rumo a qualquer ‘boate’ que enchesse os nossos olhos. Paramos num barzinho simpático, tomamos umas bebidas ali e procuramos informações de lugares bons,a garçonete do local não tirava os olhos de mim, Bruno percebeu e pergunta se quero que ele vá embora,penso por alguns minutos e desisto.
_Íamos a uma boate,então vamos!_digo.
Antes de irmos a mesma garçonete nos deu um endereço,disse ser a melhor opção da cidade e fomos pra lá.
Chegamos e a entrada estava lotada.
_Que merda hein,até conseguirmos entrar,já é amanhã _Bruno diz rindo,para ele a vida é sempre engraçada.
_Vamos dar um jeitinho.
Chego na porta da “boate” e aperto a mão do segurança,com uma nota de duzentos dentro da minha,ele percebe e olha de rabo de olho e nos deixa entrar.
_O dinheiro compra tudo Bruno, menos uma família pra mim _agora sou eu quem dou risadas.
Bebemos bastante,dançamos até não aguentar mais,ficamos loucos pra caramba!Nem sei como chegamos ao hotel.
Acordei com muita dor de cabeça e um cabelo preto no meu peito,caramba eu trouxe alguém comigo...meu coração gela e só peço a Deus para que sejá uma mulher.Levanto o lençol devagar,quase não consigo abrir os olhos,minha cabeça dói muito,vejo belas curvas mesmo com a visão ainda turva...graças a Deus, é uma mulher.
Sigo até o banheiro e tomo um banho gelado,vomito até a alma e saio um pouco melhor.Procuro um analgésico em minhas coisas mas não acho,olho no relógio e droga!Já estou me atrasando e odeio me atrasar.
Visto as roupas rápido e a mulher ainda imóvel,vou ter que acordar ela, quando levo a mão pra sacudir ela meu telefone toca.É Eva,mas que hora mais imprópria pra me ligar.
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Atualizado até capítulo 86
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