_Vamos sair daqui?_ele pergunta.
_Pra aonde iríamos? Eu vim com Bernardo, ele ficou de deixar-me em casa.
_Eu a deixo na sua casa.
Eu quero ir com ele para qualquer lugar, mas tenho medo, além de não o conhecer não tenho dinheiro para volta, e se ele me larga num lugar desconhecido, como vou voltar?
_Mas e se você me abandonar na estrada? Como vou para casa? Eu vim de carona!
_Acha mesmo que vou-te pegar e simplesmente abandonar-te por aí? Se se decidir sair comigo agora, nunca mais a deixarei.
Olho séria para ele, e ele olha-me da mesma maneira o meu corpo todo se arrepia e eu digo sim, onde estou com a cabeça? Sair com um desconhecido e sem saber para onde!
Ele segura na minha mão e fomos em direção ao Bernardo, quando chegamos na sua mesa ele aperta a mão do mesmo e diz.
_Vou leva-la até em casa, é meu caminho e ela não se sente bem.
Bernardo assente com a cabeça e saímos.
Ele abre a porta do carro para mim e sento-me, estou nervosa! Ele está sério e isso assusta-me. Quando da partida, seguimos por uns dois quilómetros, ele dirige com apenas uma das mãos e com a outra segura a minha mão,tirando apenas quando necessário. Paramos num sinal, passo a minha mão no seu pescoço o virando para mim, quero um beijo e quero agora.
_O que pensa que está fazendo?_ele diz sério.
Assusto-me com as suas palavras, e sinto vergonha.
_Me desculpa _digo de cabeça baixa.
_Esta pensando que sou fácil assim?Comigo as coisas são diferentes,se me quiser por inteiro me terá,mas será só minha, você quer?
O sinal abre e eu fico sem reação, sorrio a morder os meus lábios na tentativa de esconder o meu nervosismo. Ele estaciona o carro na praia, e propôs sentarmos em um dos quiosques para conversar, assinto com a cabeça e levo a minha mão na tranca do carro e sou surpreendida por ele.
_Eu abro a porta para você _Ele diz calmo.
De onde saiu esse homem perfeito?
Ele abre a porta e oferece-me a sua mão, eu aceito e ele não a larga, caminhamos de mãos dadas até o nosso destino,senti-me feliz. Nos sentamos um do lado do outro, ele passa a mão suavemente no meu rosto e eu correspondo.
_Que idade tem Mayara?
_Faço dezenove daqui a dois meses! E você?
Ele da, um sorriso de canto.
_Faço quarenta daqui a uns meses.
_Me dá um beijo?_Peço com carinho olhando nos seus olhos.
Ele beija-me de forma calma e muito sensual, as suas mãos exploram desde a minha nuca até a minha cintura,delicio-me nos seus lábios e não quero parar, mas sou obrigada a tomar fôlego.
Quero voltar a beijar, mas ele não me dá abertura.
_Tenho idade para ser seu pai.
_Mas não é._Digo acariciando o seu rosto.
_Eu não posso-me machucar com você, já me decepcionei demais e não estou pronto para ser segunda opção na vida de ninguém.
_Eu nunca namorei,não sei como decepcionar nesse sentido.
Que #¿$?%!¡ eu disse, com tanta coisa para dizer eu tinha que dizer logo isso! Certamente ele vai julgar que sou uma criança.
Ele olha-me mais sério ainda, e eu não sei disfarçar a minha insegurança mediante as minhas palavras.
_Não namorou o Bernardo?
_Não_disse rápido.
_Nem tampouco tentou?
_Não, quando nos vimos no restaurante foi uma amiga que, namora o amigo dele que nos arranjou um encontro,na verdade, eu só fui por que Veridiana queria muito ir e como é minha amiga, não pude negar.
O garçon chega e nos traz o cardápio, ele pede duas cervejas e eu o impeço.
_Eu não bebo álcool!
_Quer um suco ou refrigerante, está com fome? A comida do almoço parecia horrível, não provei nada.
_Só um suco por favor.
_Se estiver comigo e a sua amiga implorar-te para acompanhá-la a um desses encontros, irá?_Ele diz de forma manhosa olhando nos meus olhos.
_Se eu estiver com você, estarei exatamente onde desejo, então jamais sairei com ouro.
Sinto os seus braços em volta de mim, o seu cheiro invade a minha alma e eu vou à loucura com o seu beijo cheio de malícia!Passo as minhas mãos no seu peitoral, quero explorar cada centímetro do seu corpo mesmo sabendo que, o que eu estava a fazer era inapropriado.
_Você vai deixar-me doido menina_ele diz ofegante.
_A culpa é sua, eu não sei o que acontece comigo quando está por perto.
Ele dá um gole na sua cerveja enquanto se recompõe, a culpa era mesmo dele quem mandou ser tão lindo e com um beijo tão bom.
_O que faz além de faxina?
_Como sabe que eu faço faxina?
Ele fica sério e espera a minha resposta, mas não respondeu a minha pergunta.
_Faço faculdade de biologia._digo seca cruzando os braços.
_Você com essa feição de brava fica ainda mais linda.
_E você o que faz?
_Sou arquiteto.
_Que legal, já fez algum trabalho que eu conheça?
Ele da meio sorriso e faz sinal de negação.
_Já tem uma resposta para mim?_Ele pergunta bebendo toda a cerveja.
_Que resposta?
_Da pergunta que lhe fiz no carro, quer ser só minha? Mas quero tudo ou nada, sem sentimentos pela metade, sem mentiras.
_Eu tenho sido sua desde a primeira vez que o vi, e eu nunca fui de ninguém antes de você, o que quer?Que eu seja a sua namorada?_digo dando-lhe meu melhor sorriso.
_Quero que seja minha mulher._senti minha intimidade pulsar de forma violenta e meu corpo arrepiar.
_Se me fizer mulher,eu serei pra sempre sua.
Ele solta um palavrão alto e parece nervoso, será que eu disse algo de errado!Me pergunta se ainda quero algo do quiosque e eu sinalizo que não, então pede a conta e chame-me para ir..., mas ir para onde?Ele abre a porta do carro para mim, eu entro angustiada por não saber o que fiz de errado, dá a partida no carro e pergunta onde moro, dou-lhe o endereço e seguimos quietos até chegar.
_Como falo com você?_eu disse.
_Vou te dar os meus números_ele responde enquanto procura algo na carteira.
entrega-me dois cartões e em um deles ele anota a mão outro número.
Ele me beija entregando todo o seu sentimento e eu retribuo.
_O número que anotei é do meu celular, se precisar de mim dê preferência a ele, se por ventura não conseguir, me achará nos outros.Mora mesmo aqui?
_Sim, é uma república!_digo sem vergonha alguma.
_É só de mulheres ou tem homens também?
_Tem homens também.
Ele abraça-me apertado e diz.
_Eu sou egoísta as vezes, mas somente com o que gosto e me preocupo_ele pausa a fala _estou com ciúmes!
_Não precisa ter, moro aqui a um ano são todos para mim como irmãos.
Ele respira fundo.
Precisa de algo?
_Não, estou bem.
_Tem certeza?
_Sim_pauso a fala _estamos namorando?
_Sim, e daqui um ano nos casaremos.
Dou uma leve gargalhada e ele também.
_Preciso ir, se eu ficar mais tempo com você,darei um jeito de antecipar a lua de mel.
Arregalo os olhos e fico muito envergonhada e ele percebe.Despedimos-nos com um beijo demorado, mas não o suficiente para que me desse por satisfeita. Entro em casa deslumbrada o que aconteceu comigo?Eesse tipo de coisa só se acontece em histórias de livros de aplicativo! Chamo Veridiana e conto cada detalhe e ela ouve com muita atenção, quando termino digo que vou mandar mensagem para ele poder ter o meu número.
_Quer acabar com o encanto? Não manda mensagem hoje.
_Por quê?
_O que seria da sua vida sem mim… deixa o desespero tomar conta dele, se mandar mensagem ele vai ter certeza que está caidinha, e logo lhe deixará de lado.
_Mas estamos namorando_digo pegando o celular.
_Menina,todo o homem diz que está-te namorando para fazer sexo com você.
_Então ele mentiu?
_Não cem por cento.
_Quantos por cento então?
_Digamos que uns oitenta.
_Acha mesmo?
_Tenho certeza, não se confia diretamente nos homens, são um bando de abutres em busca de carne fresca.
Fico pasmem com as palavras dela mas resolvi ouvir,não mandei mensagem pra ele hoje e não mandarei amanhã também,melhor esperar pra ver se o calor do momento esfria,se não esfriar pra ele certamente ele virá me procurar.
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Atualizado até capítulo 86
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